<">i 'iimfmmmm^^mfmimmm li É^m '-mm^'": ,tiisj;;:i|;:to.'.'::. i fc«^' /iilifeiiíSi^ \/ p /'//í* "?' / -^í ^ ., -^ '7 BOLE 11 M DA SOCIEDADE BROTERIANA PUBLICAÇÃO ANNUAL Director — Dr. Júlio Augusto Henriques PIIOFESSOK DE BOTÂNICA VolviiTie X^iCVI 'í Propriedade e edição da Sociedade Buoteuiana. Redacção e administi-açào — Jardim Botânico — Coimhha. -<»®«S*- COIMBRA IMPRENSA DA UNIVERSIDADK 1911 BOLETIM DA SOCIEDADE BROTERIANA BOLETIM DA SOCIEDADE BROTERIANi PUBLICAÇÃO ANNUAL Director — Dr. Júlio Augusto Henriques PROFESSOR DE BOTÂNICA VoluiTie XXVI Propriedade e edição da Sociedade Broteriana. Redacção e administração — Jardim Botânico — Coimbra. -<^^-f'í>' COIMBRA IMPRENSA DA UNIVERSIDADH 1911 /^. ^/ R. 6555 A NIEMORIA DE SIR JOSEPH DALTON HOOKER ké//^^^^^^. SIR JOSEPH DALTON HOOKER csi A 10 de dezembro terminou a longa e gloriosi vida d'este grande botânico, o maior de certo entre os mais dislinctos do século passado. Tinha completado 94 annos a 30 de junho, conservando até esta consi- derável idade toda a intelligencia e actividade, trabalhando até quasi aos últimos momentos. Filho d'um grande botânico, Sir W. Jackson Ilooker, na sciencia amável foi educado e, lendo obtido o grau de doutor em medicina em Glasgow, em 1839, aos 22 annos de idade, teve occasiào de entrar em servi^-os, que bem mostraram a sua aptidão. Tratava-se então d'uma expedição de estudo ás terras antarticas. Hooker foi nomeado medico e naturalista d'essa expedição. Por esse tempo estava Ch. Darwin de volta de expedição aná- loga, que durou cinco annos. Foi isso para Hooker de grande utilidade, porque d'este grande naturalista educado com a pratica obtida durante a longa viagem, pôde dar a Hooker instrucçòes e conselhos. Desde então se estabeleceu intima amisade entre os dois novos naturalistas, amisade que só terminou com a morte. Hooker embarcou no Erebus, um dos dois vasos destinados á expedição. No outro vaso, Terror, embarcou outro naturalista que com seus trabalhos tanto iilustrou a sciencia o dr. D. Lyell. Foi esta primeira viagem de grandes resultados e que mostrou bem o grande valor de Hooker. Durante ella recolheu material para dar a co- nhecer a flora de regiões até então não exploradas. Mais tarde percorreu regiões nas quaes ainda nenhum europeu tinha entrado nas gratulfs mon- tanhas do Hymalaia. Já de idade avançada ainda \isitou a Syria para fazer estudos sobre o Cedro do Libano. Nas viagens que fez não colligiu só plantas, fez observações de varias ordens, meteorológicas, geológicas, ele, isto é, fez estudos completos das regiões percorridas. Em Inglaterra fez serviços nos jardins reaes de Kew, sendo director seu pae, e a este succedeu em 1865. A direcção d'este jardim foi noiavel. IV graças ao espirito organisador e vastissimos conhecimentos botânicos de Sir J. Kooker. Durante a sua admiciistraçào teve graves difficuldades, que todas venceu em proveito do grande estabelecimento botânico que dirigia. Enumerar todos os serviços prestados á sciencia por Sir Hooker seria trabalho longo, pois 6 enorme o numero de publicações sobre assumptos botânicos por eile publicados. Foi sob sua indicação a direcção que co- meçou a publicação de tioras notáveis, taes como a Hora da Austrália, da Africa tropical e da índia, na qual tomou parte activissima. A botânica descriptiva e systemalica foi sua obra importante. Attesta-o entre outras obras a que tem por titulo Genera plantarum, feita com col- laboraçâo com o botânico notável Bentham. Os conhecimentos anatómicos eram-lhe familiares e bastaria a memoria sobre a Welicitschia mirabilis para d'isso convencer. Nas grandes viagens feí estudos importantes sobre a geographia das plantas, procurando interpetrar as diíFerenças de vegetação nas diversas regiões como efíeito das condições climatéricas, prevendo a theoria da transformação das espécies, que com Darwin desenvolveu c da qual foi constanlt; defensor. Ainda em 1908, por occasião da solemne celebração do afuiiversario do nascimento de Darwin, coincidindo com o quinqua- gesimo anno da publicação da theoria, Hooker, já então de 91 annos de idade, feí um interessantissimo discurso sobre trabalhos do seu amigo e companheiro. As maiores honras foram concedidas a Hooker. Varias medalhas lhe foram conferidas, entre as quaes uma de ouro oíferecida pela Sociedade de sciencias da Suécia por occasião das festas do bicentenário do nasci- mento de Linneu. Foi presidente da Sociedade real de Londres^ e do governo inglês recebeu também titulos dos mais honorificos. Tudo mereceu quem durante tão longa vida tanto trabalhou. Apesar de insignificante o nosso preito de respeito pela sua memoria, nSo queremos deixar de o prestar. J. A. Henriques* MATERIAES PARA O ESTUDO DO PLANCTON NA COSTA PORTUGUESA POE IvUÍs Wittnich Carrisso o presente fascículo é o primeiro de uma série, que tencionamos publicar sobre o Plancton da costa portuguesa. Kcfere-se às Dino- e Cystoflagelliae, que sam um dos seus elementos mais importantes e característicos, e abre por uma Introdução, onde procuramos resumir algumas ideias geraes sôlDre Planctologia, e fazemos a descrição dos nossos trabalhos, indicando os métodos e processos que seguimos, e alguns resul- tados de maior interesse. No segundo fascículo, que esperamos publicar brevemente, ocupar-nos hemos das Diatomaceae e das Tintinnae. Seguir-se ham outros, que dirám respeito aos Foraminífera, Radiolária e Crustácea, para os quaes já temos algum material acumulado. Como o indica o título, com o qual o apresentamos, este trabalho não tem a pretensão de ser completo; representa apenas uma tenlativa em determidada ordem de estudos, infelizmente pouco conhecidos entre nós (1). A descrição do Plancton das aguas que banham a costa de Portugal é uma obra de largo fôlego, que não pode ser elaborada dum jaclo; ha-de resultar necessariamente da compilação de uma série de monografias, que, apesar de incompletas, não deixaram de ter utilidade. É esla a nossa orientação: pretendemos por ora apenas reunir materiaes, que de futuro possam servir de base a uma obra de conjunto, mais completa. (1) Que eu saiba, na bibliografia científica porlugin-sa apenas existe sobre o Plancton um artigo do sr. A. Nobre, publicado nos Annaes de Sciéncias Nuluraes, tom. IV, pag. 12. Nas publicações do falecido rei D. Cahlos também se encontram ligeiras refe- rências ao Plancton da costa portuguesa. 6 Mas além de taes deficiências, mais ou menos inevitáveis, lia ainda neste trabalho muitas outras, fáceis de reconhecer. Sam elas o resultado de muitas dificuldades que encontrámos, e que nem sempre podemos levar de vencida. A Ciência não é fácil, mormente quando, abandonado o campo limitado dos livros, entramos decididamente no caminho da investigação directa da nature/a, na aspiração de novas coisas. Então, as dificuldades sam enor- mes, e, muitas vezes, insignificantes os resultados obtidos, comparados com o esforço dispendido em os alcançar. Esta verdade é, sem dúvida, re- conhecida pelos que consomem dias de vida nos laboratórios, e também por aqueles que se cansam por montes e vales na investigação científica da natureza. Mas além destas dificuldades de ordem geral, outras se me depararam, não menos importantes e embaraçosas. Hefiro-me à falta de material pró- prio e adequado, indispensável para os trabalhos sobre o Plancton, e cuja aquisição está em muitos casos fora dos limites a que se tem de cingir o esforço particular. A classificação dos organismos só pode fazer-se com o auxílio de livros, que nem sempre se obtèem com facilidade, sobre tudo quando se trata de uma bibliografia tam fragmentada, como a do Plancton, e, pelo que respeita a pescas e operações correlativas, taes como lavagens, fixagens, etc, impòe-se a montagem de um laboratório o mais perto pos- sivel do lugar das pesquisas. Conseguimos, porém, remover algumas dessas dificuldades, a que alu- dimos apenas como explicação das numerosas faltas que porventura se notem no nosso trabalho. Resta-me ainda registar a expressão do meu vivo reconhecimento a todos os que me auxiliaram na mirdia árdua tarefa. Devo referir-me em primeiro lugar ao sábio professor de Botânica da Universidade, sr. Doutor JuLio Augusto IIem«íquez, que tantas e tam seguras provas me tem dado da sua amizade, e a cujo vasto saber e esclarecido conselho tantas vezes recorri. Este meu reconhecimento abrange também o sr. Doutor Gon- çÁLVEZ GuiMAKÀES, a cuja incontestada competência e nunca desmentida dedicação devo a fineza de uma apurada revisão de provas, elucidando-me àcêrca da adaptação ao português de alguns termos científicos. Aqui deixo também consignado o meu agradecimento ao sr. Doutor Bernardo AiitEZ, pela amabilidade, com que muito me penhorou, de por à minha disposição, durante algum temj)0, o material do Gabinete de Zoologia da Universidade. Luís Willnich Carrisso. ITV T Ror>u

é por isso o primeiro a que nos vamos referir aqui. Ao passo que um grande número de animaes terrestres sam de tem- peratura constante, a Fauna marinha é constituída na sua maioria por organismos de temperatura variável, dependentes, por conseguinte, das mais pequenas variações térmicas do meio exterior. A sua temperatura, segundo as determinações de Richkt, ê mais alta cerca de um grou do que a da agua que os envolve, cujas variações térmicas eles reflectem fielmente. Semelhantemente ao que se dá com outros factores, não é propria- mente o valor absoluto da temperatura do meio que tem importância ecológica considerável, mas sim a amplitude e a rapidez das variações. De um modo geral, nos pontos do meio marinho em que as variações de temperatura sam rápidas e de grande amplitude, a Flora e a Fauna nào apresentam nunca a riqueza e variedade de formas que caracterizam as regiões termicamente tranquilas. E este o motivo que Walther invoca para explicar o brilhante desenvolvimento da Flora e da Fauna dos mares polares, o qual contrasta com a pobreza relativa dos mares das regiões mais aquecidas. Mas nem todos os organismos manifestam a mesma sensibilidade pelas variações térmicas. Morius designa pelo nome de eslenotêrmicos os que exigem uma temperatura constante, e por euritérmicos os que sofrem sem incómodo maior variações, ainda que bastante dilatadas e rápidas, da temperatura do meio que os cerca. (1) A propósito do estudo físico do mar, não queremos deixar de citar a obra ma- gistral do oceanógrafo alemão Kriímmel, Handbuch der Ozeanographie. StiUlgart, 1907. No que diz respeito à acção das condições físicas sôíjre os seres marmlios, deve- mos também registar aqui o livro de J. Walther, Bionomie des Meercs. Jeiía, 18j;j. Também é digno de nota o cap. II da obra citada de Steuek. 16 A maior parle dos organismos marinhos sam estenotérmicos, o que se explica pela fidelidade com que neles se reflectem as variações da tem- peratura exterior; e é deste facto que resulta a importância, a que já aludimos, das condições de temperatura do meio marinho como factor ecológico. Ha, porém, organismos marinhos nitidamente euritérmicos, e esses en- contram-se, como é natural, em pontos em que o regime térmico acusa variações largas e rápidas. As algas do Benthos sam um exemplo típico: a sua ditribuíçào depende muito mais da luz, do que da temperatura (Walther); e o mesmo se pode afirmar de muitos outros organismos litoraes, que como elas sofrem as variações de temperatura que caracte- rizam as aguas costeiras. Mas estes casos não sam a regra, e em geral os organismos marinhos sam mais ou menos estreitamente estenotérmicos. Já dissemos que, se- gundo Walther, é à constância do regime térmico das aguas polares que se deve ir buscar a causa explicativa da riqueza da Flora e da Fauna marinhas dessas regiões; riqueza que é mais surprehendente, quando se compara com a nudez solitária e gelada das terras emersas das mesmas latitudes. É a semelhança de regime térmico que nos faz comprehender o aparecimento, nos abismos oceânicos das regiões temperadas e quentes, de formas que vivem ã superfície das aguas frias dos Pólos, precisamente como, no Geóbios, alguns organismos das terras polares se encontram nas altitudes alpinas. Julgou-se a princípio que o facto dos animaes pescados nas grandes profundidades do Atlântico chegarem já quase mortos á superfície, seria devido à rápida descompressão, que atinge por vezes dezenas de atmo- sferas. Mas as investigações do Pkíncipe Alberto de Mónaco vieram mostrar que este facto se deve atribuir sobre tudo à mudança de tempera- tura, e que a descompressão tem uma acção secundária. Este illustre oceanógrafo observou que, contrariamente ao que sucedia no Atlântico, os organismos pescados no Mediterrâneo a profundidades que chegaram a 1650 metros, eram recolhidos a bordo cheios de vida, sem desarranjos fisiológicos de importância. Ora, se em ambos os casos a descompressão é evidentemente a mesma, outro tanto se não dá com a temperatura: ao passo que as aguas do fundo do Atlântico estám a cerca de 0°, no Medilterráneo, abaixo de 1000 metros, reina constante e invariavel- mente uma temperatura de 13°, e assim a diferença em relação à super- fície, que no primeiro caso atinge 20** (admitindo 20° para temperatura superficial) reduz-se no segundo a 7°. Comprehende-se que esta dife- rença seja muito importante, tratando-se de organismos altamente esteno- térmicos, como sam os que habitam aquelas profundidades, onde a tem- peratura se mantém perfeitamente constante. 17 Além da sua importância como factor ecológico, que deriva da sua acção directa sobre os seres vivos, o repiíne térmico do mar merece ainda atenção pelo facto de ter debaixo da sua dependência, de uma maneira mais ou menos íntima, a maior parte dos outros factores, taes como cor- rentes, salinidade, percentagem de gases dissolvidos, etc. Por este duplo motivo, a temperatura deve reputar-se a condição física do meio marinho que tem uma acção mais decisiva na vida e na distribuição dos Planctontes. Luz. A agua do mar é um meio transparente que permite a penetração da luz solar a profundidades que variam não só em relação ao comprimento de onda dos diferentes raios, mas também em função de circunstâncias diversas, taes como a presença de partículas mineraes, organismos, etc. Parte da luz que incide sobre a superfície é reflectida, mas outra parte refracta-se, e penetra na espessura do meio. Investigações de diferentes autores, em particular de Fol e Sarasin, vieram mostrar que esta pe- netração termina praticamente a uma profundidade não superior a 400 metros. Este facto é devido a uma certa absorção dos raios luminosos, absorção que é sobre tudo sensivel para os raios de grande comprimento de onda. Ao atravessar a agua, a luz solar vae-se modificando, extinguindo-se su- cessivamente os diferentes raios, do vermelho ao violete, até à completa obscuridade. A intensidade desta absorção depende da transparência da agua, e assim o limite entre a região diáfana e a região afótica varia dentro de certos limites. Pode, porém, tomar-se como valor máximo bastante apro- ximado, a profundidade de 400 metros, a que já aludimos. A determinação do grau de transparência toma assim um certo inte- resse, pois permite avaliar a maior ou menor penetração da luz. Em geral, a transparência é maior no mar largo do que ao pé da costa, o que é devido, como facilmente se comprehende, à presença, junto da terra firme, e particularmente na embocadura dos rios, de grande número de partículas mineraes ou orgânicas em suspensão. A quantidade de Planc- ton, segundo as observações de Schott, também tem, a este respeito, uma iníiuência notável; e o mesmo se pode afirmar, mas em grau muito menor, da salinidade e da temperatura das aguas. Como factor ecológico do meio marinho, a luz tem uma importância considerável. O concurso das radiações solares, e, particularmente das radiações ver- melhas e amarelas, é indispensável 5 assimilação clorofilina, e deste facto 3 XXVI 1« resulta a íntima dependência que liga a distribuição das plantas marinhas às condições de iluminação. Do que acima dissemos, conclue-se que a vida vegetal, no mar, deve ser sobre tudo intensa junto da superfície, diminuindo com a profundidade, até à sua completa extinção junto dos limites da região afótica. E na ver- dade, estas conclusões sam confirmadas pelos resultados da observação, mormente no que se refere à Flora benthónica. Mas a distribuição vertical do Fitoplâncton nem sempre concorda com este esquema; a zona de maior exhuberáncia da Flora planctónica nem sempre se encontra junto da superfície, mas a uma certa profundidade, aliás bastante variável. Os motivos desta aparente anomalia sam principal- mente a acção de outros factores ecológicos, em particular da temperatura e da salinidade, e o facto de os óptimos de iluminação a que cor- responde o máximo desenvolvimento de cada Fitoplanctonte nem sempre coincidirem com o máximo de iluminação dos estratos superficiaes. Assim no Báltico o maior desenvolvimento do Plancton corresponde às zonas profundas, o que facilmente se explica pela fraca salinidade das aguas superficiaes (I). É o excesso de iluminação e o superaquecimento que dam origem, nos mares das regiões quentes e temperadas, ao mergulhamento diurno do Plancton, que de noite se encontra à superfície (2). As investigações de Lohmann mostram que no Mediterrâneo o má- ximo de frequência dos diferentes Fitoplanctontes se encontra entre 20 e 80 metros de profundidade, e não à superfície; e o mesmo se deduz das observações de SciiuOder (3). Mas cm muitos outros casos nota-se realmente um empobrecimento gradual do Fitoplâncton com a profundidade. CiiuN (4) divide as aguas do mar em três grandes estratos, em relação ao desenvolvimento da uda vegetal. O estrato superior, ou região eufó- tica, eslende-se desde a superfície até à profundidade de 80 metros e é caracterizado pelo exhuberante desenvolvimento do Fitoplâncton; a assimi- lação clorofilina exerce-se activamente, debaixo da acção de uma farta luz solar. O segundo estrato, ou região disfótica, segue-se ao precedente, e atinge uma profundidade de cerca de 350 metros. Nesta região encon- tra-se uma Hora especial, a que Schimper deu o sugestivo nome de Flora da sombra (Schallenjlora) , constituída prmcij)almente por organismos (t) Steuer, loc. cit., pag. 3o6. (2) Waltiieh, loc. cit., pag. 51. (3) Stecer, loc. cit., pag. 35-"). (4) Citado em Steuer, pag. 83. i9 estenotérmicos, cujo desenvolvimento é particularmente favorecido por uma iluminação muito fraca e por um regime térmico constante. Finalmente, a parte restante do meio marinho coiistitue a região afótica, região de completa obscuridade, totalmente desprovida de Plancton vegetal. Os trabalhos do próprio Cuim, de Karsten, de Gran e de outros au- tores levam a crer que a divisão nas três regiões que acabamos de indicar se aplica sobre tudo aos mares das regiões quentes e temperadas. Nas re- giões frias, a estratificação da vida vegetal parece sujeitar-se a outro esquema, e particularmente, a «Flora da sombra» de Schimper não se pode evidenciar nitidamente. Mas o papel que a luz desempenha como factor ecológico do meio ma- rinho não se reduz só ao que deriva do seu imprescindivel concurso na assimilação do carbono. Como excitante fisiológico, a luz tem ainda debaixo da sua dependência directa o interessante grupo de fenómenos que hoje se classificam com o nome de fototropismo e fototactismo. Observam-se muitos fenómenos de tactismo luminoso no Planclon, e é a eles que se devem atribuir os deslocamentos verticaes dos Planctontes, pelo menos em grande parte. Nesta ordem de factos, o fenómeno mais curioso é o que consiste na mi- gração para nma zona mais ou menos profunda, durante o dia, de Planc- tontes (Medusas, Plerôpodes, Ihlerópodes, Crusláceos) que voltam junto da superficie durante as horas da noite (Plancton nictipelágico). É ainda debaixo da dependência da luz que se devem colocar nume- rosos casos de mimetismo dos organismos marinhos, como a transparência de grande número de Planctontes, que constituo um dos seus caracteres ecológicos mais interessantes. A completa escuridão das grandes profun- didades dá lambem lugar a importantes fenómenos adaptativos nos orga- nismos abissaes, taes como a atrofia dos órgãos visuaes, ou a sua hipertrofia concorrentemente com o aparecimento de aparelhos fosforecentes. Saliniclad-© . Debaixo do ponto de vista biológico, as aguas do mar distinguem-se das aguas doces principalmente pelo facto de conterem em dissolução uma dose bastante elevaJa de saes. É à presença desses saes que se deve atri- buir a separação, mais ou menos completa, da Flora e Fauna marinhas da Flora e Fauna de agua doce. As experiências de Plateau, Ricuet e P. Bert vieram mostrar que nas acções que a salinidade total exerce sobre os organismos não ê igual o papel que cabe aos diferentes componentes. Assim os sulfatos (SOjMg, S04Ca, SO4K2) revelam-se biologicamente indiferentes: a sua presença âo não tem acção sobre os organismos de agua doce, e as variações da soa percentagem na agua salgada é suportada pelos organismos marinhos sem incómodo de maior. Com os cloretos (ClNa, GlaMg) observa-se precisamente o contrário; tanto a sua presença, na agua doce, como as variações da sua percentagem na agua salgada, sam altamente tóxicas para os seres vivos, e determinam rapidamente a morte. Os trabalhos de Fredekicq confir- mam e explicam <^stes resultados, mostrando que os cloretos, e particular- mente o cloreto de sódio, impregnam e abandonam com grande facilidade os tecidos vivos, estabelecendo-se rapidamente um equilíbrio entre as pro- porções destes saes no interior dos organismos e no meio ambiente. É ao cloreto de sódio que se deve atribuir o principal papel que a salinidade exerce sobre os Planctontes. Como. porém, as proporções re- lativas dos diferentes saes em relação à salinidade total sam praticamente constantes, é aos números que a representam que se recorre, quando se estuda a iníluéncia da natureza química da agua do mar sobre as formas vivas que nele habitam. Convém ainda noiar que, semelhantemente ao que acontece com os outros factores ecológicos, que estamos estudando, as variações lenias e progressivas da salinidade sam mais facilmente suportadas pelos organis- mos, que a elas pouco a pouco se vam adaptando, do que as variações rápidas e repentinas, cuja acção é geralmente mortífera. Mas, debaixo dôsle ponto de vista, os seres marinhos apresentam uma sensibilidade muito variável: ha-os que resistem a grandes mudanças na natureza quí- mica do meio, ao p.isso que outros sucumbem a variações relativamente insignificantes. Môbhs agrupa-os em três classes: Organismos cstenohalinos — que só podem viver em aguas com salinidade normal (3 a 4%); Organismos eurihalinos — que sofrem facilmente variações con- sideráveis da salinidade; Organismos salobros — organismos adaptados a aguas de fraca silinidade, que tam facilmente sucumbem ao seu aumento como à sua deminuição. Todas estas três classes tèem numerosos representantes no IMancton. Oases dissolvidos. Os gases dissolvidos na agua do mar. Oxigénio, Nitrogénio e Anhidrido carbónico, tèem uma importância biológica considerável. O Oxigénio desempenha no meio marinho o mesmo papel que na terra 21 ftmersa: ;i sijíi prfjsonça (t iriílispcrisfjvel ponj que lenham Inflar os fenó- merios vilães. A sua origem <'; em parte atmosférica, e em parlíí da função assirniladora das Plantas marirdias. Km geral, a percentagem de oxig('ínio tem o sen m.'iximo junto da su- perfíci(!, e deminue gradualmente com a profuiiílidade, sem rontudo se anular nunca, n(!rn nas grandes fossas oc(;.'inicas. Kste facto cxplica-se pela circulaçHo constante das aguas, que só chegam a profundidade depois de se terem carregado de oxigénio à superfície. Nalguns mares interiores, porém, como o Mar \egro (1) e o Mar (^áspio, esla circulação nSo tem lugar, ou ílIo (t siiíicientemente activa, e as aguas ahissaes, desprovidas de oxigénio, sarn completam(;nte a/oicas. í) Anhidrido carbónico dissolvido nas aguas do mar, provém da atmosfera, da rriSpiraçHo dos organismos marinhos, e da oxidaçHo das matérias orgânicas. NTio existe no estado livre, mas unido aos carbonatos, formando bicarbonatos. Semelhantemente ao que jíi dissemos a respeilo do oxigérno, o gas carbónico, no meio marinho como na atmosfera, representa o manancial aonde as Plantas varn buscar o carbono necess/irio à sua síntese vital. As variações na percentagem destes gases lêem uma influência muito secundaria sobre a distribuição das formas vivas. A observação e a experiência sam concordantes em patentear a fraca inlluéncia, sobre os organismos mariníios, das variaçóes de pressHo. .lá nos referimos alr/is às observaçóes do I*hí.\(Jipk dv. Mónaco, ten- dentes a d(!monstrar que a descompressão, que os organismos ahissaes sofrem ao serem arrastados para a superfície, tem consequências fisioló- gicas pouco im[)ortafites, e que é a variação da temperatura que se dev(; reputar a priricijjal causa da sua morte. CiiLN, a propósito de pescas ahissaes de 4000 e 'íOOO metros, nota que, apesar dos organismos sofrerem uma descompressão de .'iOO atmo- sf(!ras, a sua estrutura se conservou perfeitamente ('!). IVocurou-se a coníirmaçrio destes factos por via experimental, e os resultados obtidos foram perfeitamente concordantes. Mulusct^s subme- tidos a uma pressão crescente entraram em letargo a 000 almosferas. (1) Na» aguas profunrJas do Mar Ncf/ro nota-se a exislcncia dfi gas sulflndrico, o qu » 12 de maio de 1910.... 21 de maio de 1910.... 18 de junho de 1910 ... 24 de junho de 1910... 2 de julho de 1910.... n » 6 de julho de 1910.... 8dejnlhode 1910.... i5 do julho de 1910.... 24 de julho de 1910.... 1 de agosto de 1910. . . 15 de agosio de 1910. . . 29 de agosio de 1910... 1 de setembro de 1910 18 de janeiro de 1911 . ■ 7 de fevereiro de 1911, 14 de fevereiro de 1911 Hora 2'' da tarde 2" 1/2 2 l^Vz 2h 1" l^Va 1" 12'' 2h 2" 1/2 12" da manhã 1" da tarde Local Enseada de Buarcos 6" 1" '/2 4" l"'/2 » » » » Rio Mondego Enseada de Buarcos » » Rio Mondego » » » Enseada de Buarcos Rio Mondego » Enseada de Buarcos 1) » » » Observações Quantitativa XXVÍ .'iO Pescas quantitativas Procurámos realizar algumas determinações quantitativas, e, com quanto os resultados que obtivemos sejam muito deficientes e incompletos, não queremos deixar de os consignar aqui. Servímo-nos da rede de pesca que descrevemos nas páginas preceden- tes, e que construímos já na ideia de a aplicar a trabalhos quantitativos. Conscientes das grandes dificuldades inerentes òs pescas deste género, a que atrás tivemos ocasião de nos referir, abandonámos logo de princípio a ideia de efeituar determinações absolutas, e preocupámo-tios apenas em dispor as cousas para obter valores relativos da íreqiiéncia dos diferentes Planctontes, mas por forma que os resultados dos lanços fossem compará- veis entre si. Desta forma, adiámos desnecessário tapar a rede com um obturador, e não tentámos sequer medir o seu coeficiente de resistência à filtração, que, atendendo ao seu grande ângulo de abertura, havia necessariamente de ser muito elevado. Realizámos quatro determinações desta natureza, e abandonámos logo completamente esta ordem de trabalhos, por motivos de natureza diversa, particularmente pela falta não só do material próprio, mas também do conhecimento suficiente da Flora e da Fauna que pretendiamos sujeitar à análise quantitativa. Estas pescas foram feitas, como as simplez colheitas do Plancton, na enseada de Buarcos, a pequena distância da terra, e à superfície. Cada lanço durava 15 minutos, e, emquarito a pesca se efeituava, procurávamos determinar a velocidade do barco com uma barquinha vulgar, de llutuador, que, para pequenas velocidades, dá sem dúvida melhores resultados do que as barquiidias de hélice, ordinariamente denominadas «barquinhas de pa- tente». O material pescado recolhia-se com todas as precauções a que já atrás nos referimos. A seguir a cada lanço colhíamos uma amostra de agua, para a determinação da salinidade, e procedíamos a observações sobre temperatura e transparência da agua (1). Desta forma, cada pesca era acompanhada da nota das condições físicas mais importantes. O material pescado era transportado logo para o laboratório, e aí, depois de convenientemente lavado e fixado, ficava em repouso durante (1) Mais adeanie refcrimo-nos às observações sobre salinidade, temperatura ç transparência. ol 24 horas numa (jrovela graduada. Terminado esse prazo, fazia- se a lei- tura do volume brulo, e procedia-se à contagem. Para esse efeito, depois de convonietitemente diluída, a pesca era lan- çada num balão de vidro, d'onde se extraía uma amostra por meio de uma bombilha graduada, pela forma que já indicámos na primeira parte desta Introdução. Essa amostra, que era sujeita à contagem, era geral- mente de 0.5 cc. Como aparelho contador, servi-me do microscópio de que dispunha, um modelo médio da casa Keichert, a cuja platina apliquei um apare- Ihozinho de madeira, que facilitava a contagem e impedia as repetições. Umas lâminas de vidro, de 10x9 cm., quadriculadas em quadrados de 2 mm., e lamelas de 8x9 cm., completavam o nosso escasso material de trabalho. Efeituada a contagem, uma símplez mulliplicaçào nos dava a composição da pesca total. Para que os resultados dos lanços fossem comparáveis uns aos outros, referiamo-los a uma pesca ideal em que a rede filtrasse uma columna de agua de 100 metros. Os quadros seguintes resumem os resultados obtidos: Lanço n.° 7 30 de março de 1910, a 1" Vz da tarde Temperatura (ta agua 13°,6 Velocidade (por minuto) 30 ni. Tianspaiéncia iiH cm. Duração da pesca lo mm. Salinidade 36,3 Espaço percorrido 4.)0 m. Volume bruto, total 2,3 cc. Volume bruto, em 100 m 0,55 cc. Planctontes (em 100 m.) Crustácea ^ ... Tintinninae — Cytldroajclis campânula f>:' Radiolaria — Acunthomelra ^;' Cystoflagelliae — Noctiluca mitiaris ^-J Dinoflagelliae — Peridinium ãi pressum ;*.* — Ceratiiim fusus • • .• i'-! Diatomaceae — Biddulphia mobiliensis ^^j'^ — outras Biddulpitia Jj — Chaetoch-as ^|J — Çoscinodiscus :.;. Ovam hispídum _^ . Total. 9321 »» S2 Lanço n.° S 30 de março de 1910, às 2'' da tarde Temperatura da agua.. 13°56 Velocidade (por minuto) 30 m. Transparência 120 cm. Duração da pesca 15 min. Salinidade 36,3 Espaço percorrido 450 m. Volume bruto, total 2,5 cc. Volume bruto, em iOO m 0,55 cc. Planctontes (em 100 m.) Crustácea 6038 Tintinninae — CyttàrocycUs campânula 55 Radiolaria — Acanfhomêtra 66 Cystoflagelliae — Nactilnca miliaris 44 Dinoflagelliae — Peridinium. depressum 111 — Ceratium fusus 22 — Ceratium furca 22 Diatomaceae — Biddulphia mobiliensis 3074 — Cliaetocêras 277 — Coscinodiscus 66 Ovum hispidtim 366 Total 10141 Lanço n." 9 / 27 de abril de 1910, à i^ da tarde Temperatura da agua 14»,2 Velocidade (por minuto) 30 m. Transparência 120 cm. Duração da pesca 15 min. Salinidade 33,0 Espaço percorrido 4.'J0 m. Volume bruto, total 5 cc. Volume bruto, em 100 m 1,1 1 cc. Planctontes (em 100 m.) Crustácea 1864 Tintinninae — CyttàrocycUs campânula 932 — CyttàrocycUs serrata 622 Foraminifera — Lituola 266 Cystoflagelliae — NoctiWca miliaris 666 Dinoflagelliae — Peridinium depressum 2131 — Peridinium pellucidum 44 '— Ceratium fusus 932 53 Diatomaceae — Thallassiothrix Nilschioides 577 — Rhabdonema 89 — Rhyzosolenia o728 — Chaetocéras ilTiJ — Lepíocylindrus danicus 1 154 — Biddulphia mobiliensis 4706 — outras Biddulphia i:j(i6 — Coscinodiscm 89 — Stephnnopyxis turris 1420 — Delonula Schrõderi 1483 Ovum hisptdum 799 Total 28580 Lanço n." IO 27 de abril de 1910, à l"* »/2 da tarde Temperatura da agua 14»,2 Velocidade (por minuto) 30 m. Transparência 200 cm. Duração da pesca lo min. Salinidade 33,0 Espaço percorrido 450 ni. Volume bruto, total 1 cc. Volume bruto, em 100 m 0,22 cc. Planctontes (em 100 m.) Crustácea 2fi6 Tintinninae — Cyltârocyclis campânula 88 Dinoflagelliae — Peridinium depressum 400 — Peridinium pellucidum, e outros Peridinium. . . 88 Diatomaceae — Thallassiothrix Nilschioides ()66 — Rhyzosolenia 1 o()40 — Chaetocéras , 58840 — Leptocylindrus danicus *. 0750 — Biddulphia mobiliensis ^22 — Detonula Schrõderi 12-)77 Echinupluteus 444 Ovum hisptdum ^^^ Total 96292 Observações Os resultados dos lanços 7 e 8 foram obtidos a partir da média de duas contagens para cada um. Os lanços 9 e 10 baseiam-se apenas numa con- tagenj. u Os Crustáceos foram contados em globo, compreendendo as formas larvaes. Os números relativos às Chaeloceras, Rhyzosolenia, Melosira, etc, refe- rem-se ao número de frústulas e não ao número de cadeias, que não foi determinado. Só foram contados os organismos dos grupos indicados nas tabelas, a saber: Crustácea, Tinlinninae, Foraminiferat Cyslo/Iagelliae, Dinoflagelliae, Diaíomaceae, larvas de Echinodermàla, e as curiosas formas qne Cleve registou com o nome de Ovum híspídum. Todas as outras formas, aliás pouco numerosas, foram sistematicamente desprezadas. .lá fica registado que a imperfeição tosca do nosso material só nos per- mitia obter resultados aproximados, e, com efeito, como taes se devem considerar os que acima apresentamos. Tanto o material obtido no lanço n." 7 como o obtido no lanço n.*^ 8 foi sujeito a duas contagens, correspondentes a duas amostras, como já notámos nas Observações. Apresentamos a seguir o resultado dessas operações, para que se possa avaliar o grau de precisão com que foram feitas : Lamço n." 7 Volume bruto total 2,5 ce. diluído em álcool a 70" até perfazer o vohune de 50 cc. Volume das amostras sujeitas à contagem 0,5 ce. 4." amostra 2." amostra Crustácea 259 201 Tintinninae — Cyltàrocydis cmipanvla 2 3 Radiolaria — Acanlhomêtra 2 I Cystoflagelliae — NoclilTica miliaris \ 2 Dinoflagelliae — Peridinimn depressum 2 2 — Ceratium fusus 2 1 Diatomaceae — Chaetocêras 27 4 — Cnscinodisrus O 1 — Biddidphia mohilknsis 146 160 — outras Bidilulpliia O 1 Otwn liispidiim l't 9 Total... 455 385 o.) Lanço n.» 8 Volume bruto total 2,d cc. diluído em álcool a 70" até perfazer o volume de oO cc. Volume das amostras sujeitas à contagem 0,5 cc. 1." amostra 2.* amostra Crustácea 294 233 Tintinninae — Cyttãronjdis campânula 3 "2 Radiolaria — AcanthomHra 5 1 Cystoflagelliae — Noctiluca miliaris 2 2 Dinoflagelliae — Peridinium depressum 5 5 — Ceratium fnsus 1 2 — Ceratium furca 1 l Diatomaceae — Cliaetoceras 17 8 — Coscinodiscm 5 1 — Biddulphia mobiliensis 159 118 Ovum hispidum 16 17 Total 508 390 As quatro determinações quantitativas que atrás apresentamos sam evidentemente insuficientes para caracterizarem o Plancton de Buarcos. Prestam-se porém a basear algumas reflexões, tendentes a evidenciar as inegáveis vantagens do método de Iíknsen. Em primeiro lugar, é indiscutivel que a símplez leitura dos respectivos quadros sugere uma ideia muito mais precisa da composição do Plancton do que a que a estimativa poderia dar. Observa-se assim facilmente que nos lanços 7 e 8 as formas dominantes sam os Cruslacea, e que d'eu(re as Dialomaceae o primeiro lugar cabe à Biddulpliia mobiliensis, que é aliás uma das formas mais freqiientes do Plancton da nossa costa. Todas as outras espécies eslám fracamente representadas: das Cliaetoièras apa- recem apenas umas 200 ou 300 Irústulas, e as Rhyzosolenia, Leplocylin- (Irus e Melosira faltam absolutamente. Os Cyslo- e Dinoflagelliae revelam uma frequência fraca. O quadro muda porém sensivelmente nos lanços 9 e 10, feitos 28 dias mais tarde. Os Crustácea manifestam um retraimento no lanço n.^ O, que se acentua no lanço n.° 10. Pelo contrário, a& Dialomaceae apresentam-se exuberantemente, quer no número de espécies, quer no munero de indi- víduos; e a freqiiéncia dos Tintinninae, Cysto- e Dinoflagelliae cresce no lanço n.** 9, para baixar novamente no lanço n.^ 10. Os lanços 7 e 8 foram efeituados no mesmo dia, e com um pequeno intervalo; mas é importante notar que em ambos os pontos em que se Icz a pesca, as condições físicas e quítnicas do meio — temperatura, transpa- 56 réncia e salinidade, se conservaram constantes. E, em concordância com este facto, a análise qualitativa e quantitativa do Plancton correspondente revela uma semelhança que chega quase à identidade, atendendo a que os resultados das contagens devem ser apreciados grosso modo, sem atender a minúcias. Esta concordância já se não verifica nos lanços 9 e 10, feitos também no mesmo dia e com um pequeno intervalo. Com efeito, comparando os quadros respectivos notam-se diferenças importantes; limitar-nos hemos a indicar a redução do número dos Cruslacea no lanço n." 10, o apareci- mento dos Forominifera lanço n.° 9^ e o seu desaparecimento i^lanço n.° 10), o retraimento dos Cyslo- e DinofJageUiae neste último lanço coin- cidindo com o desenvolvimento preponderante das Diatomaceae dos géneros Chaetoccras, RhyzosoJenia. Leplocylindrus e Delonuhi. É interessante notar que, se a temperatura e a salinidade correspon- dentes a ambas as pescas sam as mesmas, o mesmo se não dá com a transparência, que de 120 cm. (lanço n.° 9) passa a 200 cm. (lanço n.° 10). E limitemo-nos a estas ligeiras considerações, porque o número exíguo das determinações quantitativas não nos permitiria mais. Lavagem, flxagem e conservação do Plancton Depois de efeituada a pesca, o matei ial colhido era transportado com a rapidez possivel para o laboratório (1). Aí procedia-se então à obser- vação do Plancton ainda vivo, que oferece em geral muito interesse, e à separação para um frasco especial de algum organismo de maiores dimen- sões, que por ventura tivesse ficado preso pela rede. Seguia-se a fixagom do Plancton, e a sua imersão no líquido conser- vador. Empregámos exclusivamente, como fixador, a solução concentrada de cloreto mercúrico, ou sublimado corrosivo. Escolhèmo-lo de preferência a qualquer outro pela simplicidade da sua preparação; e os resultados que obtivemos foram perfeitamente satisfatórios. Como a mistura da agua do mar com a solução do sublimado dá lugar à formação de um abundante precipitado, o Plancton era cuidadosamente lavado em agua doce antes da sua immersão no fixador. A prática mostrou- nos que, empregando uma solução saturada de sublimado, no fim de o mi- (i) A maior parle dos nossos iraballios foi feita num pequeno laboratório que montámos na nossa casa da Figueira da Foz. 57 mitos de ImmersSo a íixagem era completa. Depois de fixado, o Plancton era novamente lavado; e passado sucessivamente por álcool a 30'' e a SO"*, e finalmente lançado em Álcool a 70^ onde se conservava. Esta série de operações, que consistem essencialmente na immcrsão do Plancton numa série de líquidos, agua, solução fixadora, agua, Álcool a 30°, etc, é muito facilitado pelo emprego de um aparelhozinho extrema- mente símplez, que passamos a descrever. Consta dum tubo de vidro, de uns 4 ou 5 centimetros de diâmetro, e de uns 6 a 10 centimetros de comprimento, numa das extremidades do qual se aplicou um fundo de gaze de seda, fixo por meio de um cordel. Para evitar que as bordas do tubo cortem a gaze, é conveniente lixá-las, ou melhor, passá-las à lâmpada. Este aparelho, assim constituído, a que daremos o nome de filtro de gaze, é muito semelhante ao balde das redes de pesca ; e, como vamos ver, o seu funcionamento é aproximada- mente o mesmo. O Plancton trazido para o laboratório no frasco de boca larga é lançado neste filtro de gaze. A agua do mar escorre-se, ao |)asso que o Plancton é retido pelo fundo. Assim que toda a agua p-issou, e que o Plancton se acumulou junto da gaze, ruima massa amarelada, de aparência gelatinosa, immerge-se rapidamente o filtro até meia altura numa tina com agua doce (1). A agua penetra pelo fundo de gaze, e banha o Plancton; e agi- tando o filtro convenientemente obtém -se uma lavagem perfeita. Levanta-se então o filtro, e deixa-se escorrer a agua ; e assim que esta operação ter- mine, mergu!ha-se novamente o filtro até meia altura na solução fixadora, onde se deixa estar o tempo necessário, facilitando a acção do fixador por meio de uma agitação adequada. Segue-se a escorredela do líquido fixa- dor, nova lavagem na agua doce, immersão no álcool, etc. — e em todas estas operações se utiliza sempre o mesmo filtro, do interior do qual o Plancton nunca sáe — o que simplifica immenso as operações, e reduz muito as inevitáveis perdas de Plancton. Quando o Plancton é muito miúdo, alguns Planctontes de menores di- mensões conseguem atravessar as malhas da gaze juntamente com a agua. Este caso dá-se sobre tudo com as Diatomáceas filiformes, particularmente com algumas Rhyzosolenia, Leplocylíndrus, Melosira, etc. Este prejuízo, que é insignificante nos casos ordinários, tem contudo muita imj)ortáncia no caso das pescas quantitativas; póde-se evitar fazendo passar novamente pelo mesmo filtro o líquido proveniente da primeira filtração, que con- (t) É conveniente evitar um longo contacto entre o Plancton e o ar atmusft-rico. Por esse motivo, logo que a filtração acabe, é conveniente proceder iiiiiiiediatamenle à inversão do Plancton na agua, ou no líquido que se desejar. 58 tém os organismos. O Plancton que se acumulou junto do fundo de gaze obstruiu parcialmente as malhas, aumentando muito-a finura do filtro, por forma que, na grande maioria dos casos, nesta segunda filtração todo o, material fica retido. Quando a pesca é muito abundante, esta acumulação do Plancton junto do fundo do filtro chega por vezes a obstruir as malhas por tal forma, que a filtração deixa praticamente de se efeitiiar. Neste caso recomenda-se o emprego de uma série de filtros, cujos fundos tenham malhas de dimensões decrescentes, através dos quaes se faz filtrar sucessivamente o produto da pesca, a começar pelo de malha mais larga, e a terminar no de malha mais fina. O Plancton divide-se assim nos diferentes filtros, sem se acumular demasiadamente em nenhum deles, e a filtração efeitua-se relativamente depressa. Este processo tem ainda a vantagem, que é muito apreciável, de operar uma separação de Planctontes pescados segundo as suas dimen- sões. Esta separação, porém, nunca é perfeita; alguns Planctontes mais miúdos ficam sempre retidos nos filtros de malha larga, juntamente com os Planctontes maiores. Empregámos frequentes vezes este processo dos filtros em série, com bons resultados. Adoptámos cinco tipos de gaze; a mais larga tinha 100 malhas em cm.^ e a mais fina, que era a mesma da rede, 4900 malhas por cm.^, como já tivemos ocasião de dizer. Da insj)ecção, à vista desarmada, do material pescado, deduzia-se apro- ximadamente a maior ou menor percentagem dos elementos finos e dos elementos grossos, e d'aí se concluia quaes dos tipos de gaze seria mais vantajoso empregar. As diferentes fracções desta filtração, que merece bem a designação de filtração fraccionada, conservam-se em frascos ou tubos difereiíles, convenientemente rotulados. Como liquido conservador, empregámos exclusivamente o álcool a 70°, que nos deu muito bons resultados. O material colhido nas nossas pri- meiras pescas, em novembro de 1909, ainda se encontra actualmente, volvidos 16 meses, em perfeito estado. Condições físicas e químicas Além das colheitas de Plancton que fizemos na enseada de Buarcos, e cujo relatório temos apresentado nas páginas precedentes, tentámos tam- bém determinar para aquelle ponto da costa portuguesa o valor de algu- mas das condições físicas e quimicas do meio marinho que oferecem maior interesse ao Planclologisla. Nesse sentido, fizemos observações sobre temperatura, transparência e 50 salinidade. Os dados que obtivemos sám ainda muito escassos; achamos porém conveniente registá-los aqui. Temperatur^a. Fizemos apenas as seis observações, que vam indicadas no quadro se- guinte : Teinperalura Data da observação oliseiv.ula 3 de novembro de 1909 14°,6 30 de março de 1910 13»,() 27 de abril de 1910 15°,2 12 de maio de 1910 15°,8 24 de junho de 1910 14",4 1 de setembro de 1910 17°,6 Estas observações foram todas feitas na enseada de Buarcos, a uma distância de terra comprehendida entre 500 e 2000 metros, no primeiro metro superficial. Empregámos um termómetro vulgar, que mantinliamos dentro dagua, à sombra, o tempo necessário. O número das observações é demasiadamente pequeno para servir de base a quaesquer considerações. Temos porém motivos para crer que o regime lérmico da enseada é muito mais complexo do que o deixa supor o quadro que acima apresentamos. Transpar-éncia. Servímo-nos de um pequeno aparelho, fornecido pela casa Altmann, de Berlim, que consiste numa placa rectangular de porcelana vidrada, medindo 21x1 5, o cm., suspensa por uma corrente graduada. Mergu- Ihava-se a placa suspensa pela corrente, lentamente, e lia-se a profundi- dade a que deixava de ser visivel. Obtivemos os seguintes resultados: Transparência Dala e hora (cm cm.) 3 de novembro de 1909, às 2'' da tarde 170 28 de novembro de 1909, a l'' da tarde l'i<» 30 de março de 1910, à 1" Va da tarde 1"^0 27 de abril de 1910, ã 1'' da tarde 120 27 de abril de 191(1. á 1" '/. da tarde 2<^0 12 de maio de 1910, à 1" da tarde 40 24 de junho de 1910, às 2" da tarde 2«0 1 de selen)bro de 1910, a 1'' '/» da tarde -J^O Estas observações foram todas feitas na enseada de Buarcos. 60 SalinidLade. As determinações da salinidade foram feitas por meio da fórmula de KUNDSEN (1) S = 0,030 + 1,8050 Cl sendo a percerila^em de cloro obtida por meio de uma solução titulada de nitrato de prata, segundo o processo conhecido. A tabela seguinte dá conta dos resultados obtidos : Salinidade Data por lilro de agua 3 de novembro de 1909 Bee--,! lo de dezembro de 1909 35s%2 30 de março de 1910 - . . . 36g^3 27 de abril de 1910 XW,0 18 de junho de 1910 36s%0 24 de junho de 1910 36s%8 1 de setembro de 1910 36s^,8 7 de fevereiro de 191 1 SSe^S A média destas 8 determinações é 358^7. Tudo leva, porém, a crer que fora da enseada, mais longe da costa e da boca do rio, a salinidade das aguas seja ligeiramente superior à que este número indica. L FLAGELLIA Independentemente do interesse que merecem, por serem um dos ele- mentos mais importantes do Plancton, os Dinoflagelados atraem natural- mente a atenção dos Micrógrafos pela extravagância das suas formas, e pela complexidade da sua organização. (1) Krummel, Handbuch der Ozeanographie, pag. 222. i>\ Não nos ocuparemos aqui do estudo da sua morlologia, da sua fisiologia ou do seu desenvolvimento ontogénico; consideramos esse assunto estranho ao nosso plano de trabalho. Limitamo-nos, a esse respeito, a citar a obra de F. Schutt, Die Peridtneen der Planklon-Expedilion, I, Theil (I), que é, sem dúvida, o trabalho mais completo que modernamente se tem produzido sobre os Dinollagelados. Faremos, porém, algumas considera- ções àcêrea do papel que desempenham no Plancton, do qual sam, como dissemos, um dos elementos mais importantes; e isso levar-nos ha a apre- ciar os fenómenos adaptativos que sam a consequência do seu modo de vida planctónico, e a traçar as Hnhas geraes da sua distribuição nos mares. Abstraindo das Bactérias, o Microplancton vegetal é constituído pelos Dinollagelados, pelas Diatomáceas e por outras Algas, aliás relativamente pouco numerosas. Visto que no Mar, como na Terra emersa, a Vida ve- getal é o substrato de toda a Vida orgânica, segue-se que a distribuição destes organismos tem em Planctologia uma importância fundamental. O concurso da energia solar é indispensável para que se efeilue a sín- tese vegetal, e por isso os domínios dos Fitoplanctontes não vam além dos limites da região diáfana. Mas a incessante queda dos cadáveres dos orga- nismos superficiaes, sendo a única fonte de alimento orgânico nas grandes profundidades, faz ainda depender, directa ou indirectamente, o desenvol- vimento da Fauna abissal do da Vida vegetal dos estratos superiores. Esta dependência da radiação solar torna particularmente necessária para os Dinollagelados, como para os outros Fitoplanctontes, a sustenta- ção nos estratos aquosos correspondentes à região diáfana. E, realmente, é nestes organismos que atingem a maior perfeição os aparelhos que per- mitem e facilitam esta sustentação — aparelhos, a que poderemos talvez dar o nome de aparelhos suspensores, ou hidrostáticos. A existência destes aparelhos hidrostáticos, que é muito frequente entre os Planctontes, deve tomar-se como o resultado de um fenómeno de adaptação à Vida pelágica. Estes aparelhos sam aliás muito diversamente constituídos, segundo os diferentes organismos; e nalguns casos, além de tornarem possível a sustentação na agua, determinam também movimentos verticaes. Mas ha muitos casos em que a sustentação não é devida a uma dispo- sição especial. É o que se dá particularmente com os Dinollagelados, que sam dotados de movimentos próprios. Neste caso é a deslocação activa do organismo, que se pode efeituar tanto no sentido vertical como euj quul- (l) Esta obra faz parte do relatório científico dá expedição do National a que já temos aludido : Ergebnisse der Plankton-Expcdition der Hiwiboldt-Sdflumj, heruusye- geben von Victor Hensen^ Kíel. (y-1 quer outro, que evita que ele seja arrastado para profundidades incom- pativeis com as suas condições de existência. É, como dissemos, o que sucede com a maioria dos JJinoílagelados, cujos curiosos movimentos heli- coidaes sam, sem dúvida, o que principalmente os sustenta no seio das aguas. Alguns factos de observação tendem porém a mostrar que além do seu próprio movimento, estes organismos dispõem ainda de outros meios de evilar que uma queda prolongada ou rápida os arraste para as zonas pro- fundas, onde a falta de luz os condenaria a uma morte certa. Assim KoFOiD observou que o Tripsolenia, logo que cessa o movimento dos seus llagelos, tende a abandonar a posição vertical pela horizontal, posição esta em que a resistência da agua, devida à sua grande superfície, reduz a velocidade da queda a um valor mínimo. O mesmo autor refere ainda que o Ceratium Iripos consegue modificar as suas condições de sustentação quer alongando as hastes, quer abandonando-as, por um fenó- meno de autotomia. As enormes membranas alares do Ornilhocercus splen- didus devem ser consideradas como um pàra-quedas, e a forma alongada de alguns Amphisolenia talvez se explique pelo facto dessa forma facilitar a sustentação, semelhantemente ao que se dá com muitas Diatomáceas. A formação de geléa. envolvendo o organismo exteriormente, e de gotas oleaginosas, no protoplasma, também tem, provavelmente, uma acção im- portante sobre a lluctuabilidade; mas o papel destes agentes não é ainda conhecido com suficiente clareza (I). Muitos Dinollagelados tornam-se ainda interessantes pelo facto de serem fosforescentes. Mas tanto neles, como em todos os outros Microplanctontes em que o mesmo facto se dá, a produção de luz deve considerar-se não como um fenómeno adaptativo, mas apenas como uma consequência se- cundária da sua actividade orgânica, sem significado biológico de maior importância. A distribuição dos Dinollagelados não é ainda coidiecida com suficiente precisão. As investigações de Ghan, Schutt é Vanuoffen levam porém a crer que, em geral, eles se devem considerar como habitantes das aguas quentes, ao passo que a grande massa das Diatomáceas planctónicas teria uma preferência acentuada pelas aguas frias (2). (1) Estes ligeiros dados àcêrca das condições de sustentação dos Dinoflagelados sam extraídos da obra citada de Steuer. (2) Steueh, pag. 3?)9. í)3 Esta afiimaçrio, porém, só se pode e deve aceitar como e\|)rimindo os factos na sua grande generalidade; pois nào só ha alguns Dinoilagelados que vivem normalmente nas aguas do Pólo norte [Dinophysis Vanhôfjem, OsTENF. (1), Peridinium calenaium, Levander (2), Ceralium hijperhureiím, Cleve (3), etc), como também as Diatomáceas estAm representadas nas regiões equaloriaes por um número elevado de espécies (4). ScHRODER afirma que nos mares quentes existe como que um anta- gonismo entre estes dois grupos de organismos, por forma que, ou os Dinoilagelados sam dominantes, e as Diatomáceas pouco numerosas, ou vice-versa (5), Trata-se, porém, em ambos os casos, de informações vagas e pouco precisas. O planctologista escandinavo Gran apresentou para o Mar do Norte uma divisão dos Dinoflagelados em quatro grupos biológicos, que decerto se poderá aplicar a todo o Atlântico septentrional. Ksses grupos sam os seguintes : Espécies árticas — duas espécies, das quaes a mais importante seria o Ceralium arcãcum (Ehr.) Cleve; Espécies boreaes — em número de oito, sendo de entre elas a mais característica o Cerntium longípes (Bailey) Gran; Espécies atlantico-temperadas — cujo número se eleva a doze; Ceralium macroceros (Ehr.) Cleve, e Ceralium horrkhim Gran (==inlermedium Jõrgensen) seriam as espécies mais frequentes; Espécies atlantico-tropicaes — das quaes apenas cinco se en- contrariam no Mar do Norte, como hóspedes pouco frequentes; Ceralium compressum Gran deve considerar-se como o represen- tante do grupo (6). Segundo o seu autor, esta divisão, de que acabamos de indicar os principaes tópicos, além de representar o agrupamento natural dos Dino- ilagelados do Mar do Norte, poder- se hia ainda tornar extensiva a todo o Plancton d'aquelas regiões. As espécies dominantes, que indicámos a |)n)- posito de cada grupo, tomariam assim o valor de espécies caracterís- ticas de determinadas associações planctónicas. (i) Cleve, The seasonal distribulion of atlantk IHanklon organisms, pag. 241 (2) Cleve, loc. cit., pag. 256. (3) Cleve, loc. cit., pag. 223. (4) Steuer, loc. cit., pag. 473. (5) Citado em Steuer, pag. 473. (6) Steuer, loc. cit., pag. 475. 04 Mas os dados mais completos acerca da distribuição no Atlântico, nâo só dos Dinoflagelados, como também de todos os outros Planclontes, en- contram-se hoje, sem dúvida, na obra magistral de Cleve, The seasonal dislribulion of atlaníic Planklon organisms. Aí vêem resumidas um número elevadíssimo de observações, consistindo na indicação não só da data e dos lugares da colheita das diferentes espécies, como também dos valores máximos, mínimos e médios da temperatura e da salinidade das aguas em que essas colheitas foram feitas. Apresentamos a seguir a lista das espécies que encontrámos no Plancton de Buarcos, e que classificámos no decorrer dos nossos trabalhos. Inútil será dizer, que somos os primeiros a afirmar que esta lista está longe, muito ionge até, de estar completa; quer-nos, porém, parecer que nela estarám comprehendidos os Dinollagelados mais frequentes naquele ponto da nossa costa, que imprimem ao Plancton a sua feição característica. Cada espécie vae acompanhada de uma curta diagnose, à qual juntamos a referência não só do niès, como também do lançu em que foi recolhida. Para simplificar, indicamos os lanços pelo respectivo número de ordem, envolvido em parênteses rectos [J, segundo a tabela que exposémos na Introdução. Também apresentamos algumas ligeiras observações sobre temperatura, salinidade, etc. Para levarmos a efeito a classificação das espécies, servimo-nos sobre tudo da obra de O. Paclsen, Peridiniales, que constitue a parte XVIII da magnífica colecção que se está publicando com a denominação genérica de Nordisches Planklon (1). Também nos foi bastante útil o livro citado de ScHUTT, Die Peridineen der Planklon- Expedition, I, Theil, que faz parte do relatório científico da expedição do National (2). Fazemos tam- bém numerosas referências à obra, já citada, de Cleve. Para evitarmos repetições imiteis, limitamo-nos a indicar estas três obras pelos nomes dos respectivos autores. Seguimos Paulsen na ordem de enumeração das diferentes espécies. A respeito de sinonímia, limilamo-nos ao absolutamente indispensável, (1) Nordisches Planklon, lierausgegeben von prof. Dr. K. Brandt und prof. Dr. C. Apstein, Kiel und Leipzijí, Veilag von Jjipsius & Tisclier. (2) krgebnisse der Planídon- Expedition der Ilumholdt-Sliflung, herausgegeben von YiCToa IIensen, Kicl und Leipzig, Yerlag von Lipsius & Tisclier. c tí principalmente pelo motivo de que o nosso escassissimo material de tra- balho nos dava margem para bem pouco. Nào nos parece, porém, grande inconveniente nesta omissão, tanto mais que as espécies que indicamos vam todas referidas ao livro de Paulscn, onde as indicações sinonimicas se encontram com desenvolvimento suficiente. Fam. PROROCENTRACEAE ProroeeiítrHiiii iiileaiis, Ehr. (Paulsen, pag. 8) Est. II, fig. 1 Corpo comprimido laleralmente. Face dorsal mais convexa do que a face ventral, o que (orna asimélrico o conlórno da vista lateral. Na parte poste- rior existe um dente ou espinho forte e desenvolvido, que serve de suporte a uma membrana que, fixando-se nele por um lado, vem pelo outro inserir-se ao longo da linha média dorsal. Na raiz desle dente, e para baixo, ha uma pequena depressão donde parle um flagelo. Em pequenas amplificações, lanto a membrana como o llagelo sam dificilmente visiveis, e esta forma tem a aparência de uma folha, cujo pecíolo seria o dente posterior. Cleve nào se refere a esta esp''^cie, e Paulsen classifica-a como nerí- tica, com larga área de dispersão. Encontrámos o P. micans em agosto e setembro [35, 3 O, 38]. Fam. PERIDINIACEAE nÍllO|»liyíSíÍ!S ovil III, SCIIUTT (Paulse.n, pag. 17; Schutt, Est. I, fig. 6) Est. II, Fig. 2 Forma mais ou menos regularmente oval, vista de lado; e lateralmente comprimida, como todas as formas do mesmo género. Funil bastante fundo ; g xxvi ee membrana alar desenvolvida, sustentada por três espinhos. Superfície com pontuações (poroides). Encontrámos o D. ovum nos meses quentes, julho e agosto [81, 88, 85], mas com uma frequência muilo fraca: apenas observámos dois ou três exemplares. Ooiiiaiilax >«»|iiiiifoi>a (Clap. e Lâch.) (Paulsen, pag. 29) Est. II, figs. 3, 4 e 5 Forma globular, asimétrica. Haste apical distinta, bipartida por uma fenda — fenda apical — que se prolonga para a parle posterior, consti- tuindo o sulco longitudinal. Parte posterior arredondada, com dois (às vezes mais) espinhos ou dentes fortes e salientes. Sulco transverso helicoidal, bastante fundo, com asas pouco distintas. Sulco longitudinal em forma de S; começa na fenda apical, muito estreito, contorna as extremidades destrocadas do sulco transverso, e vem terminar, largo e pouco profundo, na região posterior, onde dá inserção, nos seus bordos, aos espinhos ou dentes a que nos referimos. Superfície com numerosos poroides, grandes e evidentes, munida de pequenos espinhos, nem sempre facilmente tisiveis. Limites das placas pouco distinctos. Tanto esta diagnose, como as figuras correspondentes, diferem nalguns pontos das de Paulsen. Nos exemplares que observámos, e a que nos referimos aqui, a fenda apical 6 muito mais larga e funda do que o indica a estampa daquele autor, e a fenda longitudinal que nessa estampa é quase rectilínea, tem nos nossos exemplares a forma em S, bastante sensivei, a que aludimos. Outras ligeiras diferenças se poderiam ainda notar, mas de menor importância. Estas diferenças sam, porém, compensadas por numerosas semelhanças, que nos levaram a classificar os nossos exemplares como pertencendo à espécie G. spinifèra de Claperède e Laciijiann. Ficam, porém, de pé as reservas acima indicadas, até que trabalhos posteriores venham elucidar completamente este assunto. Além das formas típicas, a que se refere propriamente a nossa descrição, e que vêem representadas nas figuras 4 e 5 da Estampa II, observámos também algumas formas mais pequenas, com poroides menos numerosos. É a elas que diz respeito a figura 3. Nào nos achamos habilitados a afirmar se se trata de uma símplez 6/ variedade do G. spinifera, Clap. e Lacii., ou de uma forma especifica- mente diferente (talvez o G. poli/fjranww, Stein. — Paui.srn, pag. 29). Notámos o aparecimefito do G. spinifera em juidio, jullio e agosto [15, §8, *ii, 5Ô*Í, *è&]. Durante estes meses, porém, a sua j)resença nào foi constante. Clkve (pag. 250) indica 12° como limite máximo de temperatura da agua em que tenha sido encontrado o G. spinifera. As nossas modestas observações não condizem com as do ilustre Planctologista escandinavo: assim, a pesca ['áS], em que este organismo estava presente, foi feita em aguas cuja temperatura era de 17°,5. I*eridiiiliiiii ovattiiu (Pouchet), Schutt (Paulsen, pag. 4i; Schutt, Est. XVI) Est. II, figs. 6 e 7 Forma elipsóide achatada, com a face superior ligeiramente reniforme. Haste anterior muito pouco desenvolvida; hastes posteriores ausentes. Sulco transverso quase no mesmo plano, ocupando a região equatorial, com asas eslriíidas radialmente; sulco longitudincd só na parte posterior, com expan- sões (dares muito desenvolvidas. Superfície pontuada. O P. ovatum é um elemento bastante frequente, mas sempre muito pouco abundante no Plancton de Buarcos. Observámo-lo em abril [O, IO], maio [l-t], junho [S5, fl©], julho [18, «O, 81, 88] e agosto [8«], mas o número de exemplares era sempre muito reduzido. l*ei*Í(B3BlÍS8lll ^tCMItii, .ToRGENSEN (Paulsen, pag. 47; Perkiinium Michaelis, Schutt, Est. XIV, fig. 46) Est. II, figs. 8 e 9 Forma geral piriforme. Haste anterior desenvolvida. Sulco transverso aproximadamente no mesmo plano, munido de membramts. Sulco longitu- dinal só na parte posterior, com asa do lado esquerdo. Esta asa, prolon- gando-se, confunde-se com a haste posterior esquerda, reduzida, como a t » 68 direita, a um longo espinho com membranas alares. Superfície finamente reticulada. Julho [81], agosto [8ô] e setembro [^88], quantitativamente pouco frequente. Peridiíiiiiiii pcllucSdiíiu (Bebgh), Schutt (Paulsen, pag. 49; Sghutt, Est. XIV, tig. 4o) Est. II, figs. 10 e 11 Forma regular, um pouco comprimida na sentido dorsiventral. Haste anterior comprida e bem desenvolvida, terminando num orifício largamente aberto; hastes posteriores em forma de espinhos compridos e fortes, munidos de membranas alares muito desenvolvidas. Sulco transverso aproximada- mente no mesmo plano, alado. Sulco longitudinal só posterior, largo e pouco fundo, com asas, das quaes a esquerda, a mais desenvolvida, se prolonga para trás, para fora do contorno do corpo, formando um espinho, ou antes, um gancho, muito saliente, revestido pela membrana da haste posterior es- querda. Superfície finamente reticulada; suturas lineares. Os desenhos de Paulsen e de Schutt apresentam grandes diferenças. Os exemplares que observámos correspondem perfeitamenle aos deste último autor. Encontrámos o P. pellucidum em abril [IO], junho [lo, I©], julho [18, «I], agosto [««, «G, »9] e setembro [8 8]. Cleve (pag. 269) indica 3o^^63 %o como o máximo de salinidade caraterístico desta espécie. Nós encontrámo-la, porém, em aguas de sali- nidade superior: 36»S8%o [88]. Pcrifliiiieaaii cleiírciiifsiiiii, Bailey Paulsen, pag. 53; Schutt, Peridinimn divertjens, var., Est. XIIÍ, fig. 43) Est. II, figs. 12 e 13 Forma relativamente grande, e asimétrica, em virtude da haste posterior direita ser mais desenvolvida do que a esquerda. Sulco transverso quase plano, com asas muito distintas. Sulco longitudinal bastante fundo, come' 69 çando no sulco transverso e terminando na região posterior, entre as dnas hastes, por uma depressão profunda. Hastes bem desenvolvidas. Suturas lineares, facilmente visiveis, sem zonas intercalares; superfície das placas nitidamente reticulada. P. dipressum é, de entre os Dinoflagelados, a forma mais comum e mais abundante do Plancton de Buarcos. A sua presença é constante, salvo raras excepções aliás explicáveis, desde março atr novembro, e, talvez ainda, até dezembro [S, », 9, 8, », IO, l«, 14, 15, 16, 19, 18, 90, 91, 39, 9S, 9ã, 96, 99, 98]. Segundo supomos, Cleve refere-se a esta forma com o nome de P. divergens, Ehr. (pag. 258). O P. depressum, Bailey, deste autor, é uma forma muito esteno-térmica e esteno-halina, que habita as regiões frias (temperatura média, cerca de 8"). Esta composição é justificada pelo facto de, a propósito do P. divergens, Ehr., Cleve se referir à fig. 43 da Est. XIII da obra de Schitt, precisamente como o faz Paulskn a pro- pósito do P. depressum, Bailey, que aqui nos ocupa. Desta forma comprehende-se que sendo o P. depressum, Bailey, da obra de Cleve um organismo altamente esteno-térmico e esteno-halino, adaptado às aguas frias, o nosso P. depressum, Bailey, seja bastante euri- térmico e euri-haiino, vivendo em aguas de temperatura média muito mais elevada. Com efeito, nós encontrámo-lo em aguas cuja salinidade variou de 338'' 7oo [9] a 368^8%o [i«» *^8]. e cuja temperatura esteve com- prehendida entre 1 3*^,6 [9] e 17°,6 [9 8]; observações estas, que estám perfeitamente de acordo com os dados que o ilustre planctologista escan- dinavo indica a respeito do organismo que regista na sua obra com o nome de P. divergens, Ehr., como atrás dissemos. l*erifliiiÍHiii clauflicauii, Pailsen (Paulsen, pag. 55) Est. II, fígs. 14 e 15 Forma asimétrica, com a haste posterior direita mais desenvolvida do que a esquerda, bastante parecida com o P. depressum Bailev, do qual se distingue, entre outros caracteres, por ser mais pequena e maia alongada. Hastes bem desenvolvidas. Sulco transverso quase num plano, munido de asas. Sulco longitudinal só na região posterior, bastante fundo, com asas muito distintas, terminando na região posterior por uma depressão, limi- 70 tada de um e outro lado pelas eatremidades das asas, extremidades que, prolongando-se bastante, formam dois pequenos espinhos salientes. Suturas lineares, geralmente bem visiveis; superfície em mosaico (reticulada) do tipo hexagonal. O P. claudicans, Paulsen, é muito semelhante ao P. divergens, Ehr. (Paulsen, pag. 54), do qual se distingue sobre tudo por não ter faxas intercalares. Por motivos semelhantes aos que já invocámos a propósito do P. depres- sum, Bailey, somos levados a supor que Cleve não distingue esta forma do P. Oceanicum, Vanhuffen. Pallsen também dá a entender que o P. claudicans, Paulsen, se aproxima muito daquela forma. Encontrámos o P. clandicans, Paulsen em julho [fl8, 81, 2 31 e em agosto [5íô]. Numa das pescas, a sua frequência foi bastante elevada [81]. RerieSiBiiioiii clivergeiíst Ehk. (Paulsen, pag. 56; Schutt, Est. XIII, figs. 43, 19-43, 21-43, 22) Est. III, figs. 16 e 17 Forma asimêtrica. Haste anterior mais ou menos bem desenvolvida. Hastes posteriores bem desenvolvidas, bastante divergentes, limitando late- ralmente uma região deprimida, onde fazem saliência dois espinhos corres- pondentes às extremidades das asas do sulco longitudinal. Sulco l)ansi'erso quase plano, com as extremidades apenas ligeiramente destrocadas, com asas distintas, estriadas. Sulco longitudinal só na parte posterior, terminando numa região deprimida, entre as hastes posteriores, com asas que se prolon- gam para além do contorno posterior, originando dois espinhos, dos quaes o esquerdo é particularmente visível. Faxas intercalares tracejadas, largas e muito visiveis. Sujjerfície das placas em mosaico, com protuberâncias ou pequenos espinhos. O P. divergens é muito semelhante ao P. claudicans, do qual se distin- gue especialmente pelo facto de ter faxas intercalares. Eecontrámo-lo freijuenles vezes no Plancton de Buarcos, desde junho até setembro, e, talvez, até outubro [li?, i<», 15, ííí, 80, 81, '48, 85, 8®, 88], sendo contudo o número de exemplares semj)re relativa- mente deminuto. 71 l*Cl*Í4lÍllÍlllll COISiclllll, (jRAN (Paulsen, pag. 58) Est. III, Figs. 18 e 19 Forma asimélrica em relação ao plano sagital, com o aspecto de um pentágono com a base concava; superiormente reni forme. Parle anterior em forma de cone, sem haste anterior dislincta; hastes posteriores também em forma de cones, terminando por um espinho pequeno e por vezes pouco vi- sível. Suturas lineares, e superfície pontuada. Na diagnose do P. conicum, Paulsen indica a existência nesta forma de faxas intercalares. Nunca conseguimos, porém, ver essas faxas, apesar das nossas observações terem sido feitas num número elevado de exem- plares. Encontrámos o P. conicum em junho, julho e agosto [15, Zt, 8 8]. Cleve não se refere a esta forma, pelo menos com o nome específico que adoptamos. B*eri€liiiiiiiíi iiCBitampa IV aproxi- ma-se mais da segunda variedade do que da primeira; mas observámos também exemplares que pertenciam indiscutivelmente à var. atlântica (Est. IV, fig. 26). C. tripos (O. F. Muller) Nitscii é um elemento muito constante no Plancton de Buarcos, se bem que nunca se apresente em grandes quan- tidades. .Junho [i5, 16, 19], julho [IS, *40, 81, «3, 33], agosto |"«5, 36, «?] e setembro [88]. C. tripos é aliás um dos Pianctontes que mais abunda no Atlântico oriental (Cleve, pag. 231). Segundo os trabalhos de Lohmann (1), o C. tripos, Nitsch, var. sub- salsa, durante os meses do verão e do outono divide-se, dando origem a formas que nalguns casos sam semelhantes à forma-màe, mas que noutros casos diferem muito dela. Destas últimas encontrámos duas, no decorrer dos nossos trabidhos, cujas diagnoses inserimos a seguir. Cei*atiiini tripos, var. Niilisnlsn, f. lÍBieala (Eim.), Lohmann (Paulsen, pug. 88; Sciiutt, Est. IX, íig. 36) Est. V, Fig. 31 Corpo apròximadamenie tam largo como comprido (sem as hastes). Haste anterior aberta, muito disíincta, e comprida; hastes posteriores muito distinc- (1) Citado em Paulsen, pag. 79. 76 tas, e fechadas; a esquerda, mais comprida, está no prolongamento da haste anterior, ao passo que a direita, mais curta, diverge dessa direção. Sulco transverso aproximadamente no mesmo plano, sem asas. Superfície com pontuações e com esculturas lineares. Não registámos as datas de aparecimento desta forma. Ceratiiiiii trípos, var. sliísalsa, f. lata, Lohmann (Paulsen^ pag. 88) Est. V, fig. 32 Forma muito semelhante à anterior, mas com a haste anterior mais comprida e as hastes posteriores mais curtas, relativamente. Superfície com escidturas em mosaico. Nào registámos as datas de aparecimento desta forma. Ceraliiiiii coiii|ik*csisiiiii, Gran (Paulsen, pag. 81) Est. IV, Tigs. 28 e 29 ; Est. V, fig. 30 Haste média forte, aberta, com duas fiadas lateraes de espinhos, por vezes muito fortes e desenvolvidos, ligados por expansões membranosas, cm forma de serrilha. Hastes lateraes grossas, fortes, abertas, curvas na parle proximal por forma a tornarem-se apn)ximadamente paralelas à haste média na parle distai. Contorno posterior do corpo com duas depressões correspondentes à raiz das duas hastes lateraes, revestido de espinhos fortes, ligados por membranas, em forma de serrilha, que se exlende pelo contorno externo das hastes lateraes. Superfície com pontuações mais ou menos abun- dantes, € por vezes com esculturas salientes, irregulares. Observámos o C. compressum, Guan nalgumas pescas em junho [IO, 1?] e em julho [1», «O, »l]. 77 Ceratíiiiu fiirca (Ehr.), Clap. e Lacu. Paulsen, pag. 90; Schltt, Est. IX, fig. 37) EsL. V, figs. 33, 34 e 35 Forma mais ou menos alongada. Contorno posterior do corpo obliquo em relação à linha antero-poslerior, da esquerda para a direita e de traz para deante. Sulco transverso quase plano, sem asas, ou com asas muito pouco distinctas. Haste anterior aberta, por vezes um pouco curva, mais ou menos desenvolvida. Hastes posteriores fechadas, deseguaes (a esquerda maior do que a direita) dirigidas para traz, aproximadamente paralelas, de desenvolvimento variável. Superfície com abundantes pontuações e com esculturas lineares. Tanto esta diagnose, conno as figuras a que ela se refere, ínostram bem que os exemplares de C. furca, Clap. e Lach. que observámos variavam bastante quanto à sua forma geral. O C. furca, Clap. e Lach. que é aliás uma forma muito vulgar, que se encontra nào só no Atlântico, como também no Pacifico, no Indico e no Mar Vermelho (Cleve, pag. 218), constitue um dos elementos mais con- stantes e mais abundantes do Plancton de Buarcos, durante os meses quentes, desde maio até setembro ou outubro [15, IO, t8, IO, Si O, «1, 8«, «3, 85, 8«, «?, 38]. CeratiíEiii fusiis (Ehr.), Clap. e Lach. (Paulsen, pag. 90; Schutt, Est. IX, fig. 35) Est. V, fig. 36 Forma alongada, fusiforme. Hastes anterior e posterior direita muito desenvolvidas ; haste posterior esquerda rudimentar, geralmente reduzida a um pequeno dente. Sulco transverso sem asas. Superfície com estrias e pontuações. Paulsen, indica como dimensões limites desta forma 300 f/. e 500 (i. As formas ^ue observámos tinham geralmente cerca de 300 t/. de com- primento, sendo raras as que atingiam 400 [/.. ^8 C. fusus, Clap. e Lach. é, sem dúvida, de entre os Dinoflagelados, o Planctonte que encontrámos com mais freqiiéncia e com maior abundância nas nossas pescas. Março [5], abril [©], maio [14], junho [!*», lô, 15, 18, 1?>], julho [ao, ai,' ^9, a 3], agosto [as, a«, as] e setembro [28]. O máximo de frequência desta forma parece ter lugar em junho e julho. * * Inserimos a seguir um quadro em que reunimos os resultados das nossas observações, quanto às datas de aparecimento e à freqiiencia dos principaes Dinoflagelados. Como as observações relativas à freqiiencia eram feitas por meio da sím- plez estimativa, limilamo-nos ao emprego dos três graus seguintes: * frequência fraca. * * freqiiencia média. #*# frequência elevada. Da inspecção desse quadro deduz-se que as espécies mais constantes e mais frequentes sam o Peridinium depressum, Bailey, o Ceralium fusus, Clap. e Lach. e o Ceralium furca, Clap. e Lach. Segundo as nossas investigações, sam pois estas três espécies as que, de entre os Dinollagelados, dam ao Plancton de Buarcos a sua feição característica. O quadro mostra-nos ainda que o aparecimento dos Dinoflagelados, considerados na sua totalidade, se faz de preferência durante os meses quentes, com um máximo em junho, julho e agosto, e com um mínimo em janeiro e fevereiro, e talvez em dezembro. Observações mais completas e mais minuciosas ham de, decerto, revelar o aparecimento nas nossas costas, durante estes meses frios, de Dino- flagelados tipicamente boreaes ou mesmo árlicos. Quer-nos, porém, pa- recer que esse aparecimento será apenas esporádico, e nunca se efeiluará em massa. Com efeito, tudo leva a crer que o Plancton da costa portuguesa esteja muito intimamente relacionado com o Plancton do (iolf-Siream, — pelo motivo forte de que as nossas costas sam percorridas |)elo ramo descen- dente dessa corrente — e assim, mesmo durante o inverno, só um acaso 79 excepcional poderia motivar a descida, até às nossas latitudes, de espécies que sam próprias das regiões polares. Pela contrario, a iiiíluéncia do Golf-Síream, a que acabamos de aludir, fazia prever o aparecimento de espécies tropicaes, pelo menos durante os meses quentes. As nossas investigações, porém, nào verificam essa pre- visão; de entre as espécies que classificámos nenhuma se pode considerar como tropical. Estamos, porém, convencidos que este facto se explica pelo pequeno desenvolvimento das nossas pesquisas, e que trabalhos futuros, mais completos e mais demorados, ham de revelar o aparecimento dessas espécies. 80 Fam. PROROCEiNTRACEAE Proiocenlrum micans, Eiir Fam. PEHIDIíMACEAE Dinophysus ovum, Schutt Goniaulax spinifeva {Clw. e Lach.), Diksing . . Piridinium ovatum (Puuchet), Schutt Peridinium Steinii, Jõrgensen Pendiniwn pellucidum (Bergh), Schutt Peridinium depresmm, Bah^ey Peridinium claudicims, Paulsen Peridinium divergens, Ehr Peridinium conicum, Gran Peridinium pentagonum ? Gran Peridinium subinermis, Paulsen Peridinium pundulatum, Paulsen Ceratium platijcorne, v. Daday Ceratium helerocamptum, Ostenfeld e Schmidt Ceratium tripos (O. F. Miller), Nitsch Ceratium compressum, Gran Ceratium furca (Ehr.), Clap. e Lach Ceratium fusus (Ehr.), Clap. e Lach IVúmero 2-3 10 12 14 Data «ias C5 O 03 O li > o c 05 o rt o CO o O' CS o O 05 o ai a * 05 o o» e9 S^ O 05 O S os lanços SI 15 16 17 18 19 20 -21 22 23 25 26 27 28 30 31 32 bservacoes 1 o m H H o o o o o ^^ ^ -i c "5 o o o ««^ «H a> ^ t. c s ^ H o^ 05 05 o o o ^< ^* C5 05 2 H ^^ «Íi4 ^H 05 os 05 •«H s i 1 3 05 05 o OJ •■F^ ^PH ^p« i \ 3 : 5 1 o s o s o a 3 o sz o o o o o o 00 o o tlfe o C/3 3 ; > •^^ "-^ 2 3 3 •—, ■—, &» fO rt õ .'. u 00 (M (3^ o iO CS 50 ^ m ^ ■4 • • • • • . • • • * * ** • * . • • * * * * • • * ' * * * * * . * . . # * • , # • * * * * * • # # * • # • ** • * * * * # # * * *# * * *** ** * ** * * # • • • *. • ** * * . . * * * * * * * * # # # • • • • ** * • • • • • • • * * * • « • • • * * * • # * • * * * . • • • • • • • • • * # • • • • • • * • « * • * * # * # * * # * # * # • # * * * * • • • » • • * * • *# # * *## ## * * ** # # s # * ** ** * * # * * **# ** * * * * # XXVÍ 82 OY^TOI^^LA-OELLIAE A sub-classe Cystopagelliae (1) só contém dois géneros: Nocliluca, SuRiRAY, e Leptodiscus, R. Hertwig, que constituem também, muito provavelmente, as suas duas únicas espécies. E entre elas, só nos interessa o fVoctiliica iiiiiiaris, Surtray Forma aproximadamente esférica, com cerca de I mm. de diâmetro, com um fagelo forte, que nasce de uma região deprimida, o sulco ventral. Corpo unicelular, translúcida, amarelado, limitado por uma membrana muito fina; núcleo evidente; citoplasma em trabéculas, quer diagonaes, quer formando uma rede fina, que reveste interiormente a membrana. N. miliaris, Suiuiiay, é um elemento muito frequente, seniio constante, do Plancton de Buarcos, durante os meses quentes. Apresenta-se por vezes em grandes massas, dando enlào origem, de noute, a fenómenos de fosfo- recéncia verdadeiramente admiráveis e grandiosos. Se bem que muitos Dinoflagelados sejam também fosforecentes, as nossas observações levam-nos a atribuir quase exclusivamente, sen3o mesmo exclusivamei^e, ao N. miliaris, Slriuay os fenómenos luminosos das aguas da enseada de Buarcos. (i) Belage el Herouaud, Traité de Zoologie Concrèle, tome l^»". 83 EXPLICAÇÃO DAS FIGURAS Estampa. I Fig. 1 — A rede de pesca. Fig. 2 — As Ires peças do balde, na sna posição respectiva (tamanho natural). Fig. 3—0 balde armado e pronto a servir (reduzido a motadi!). Estampa II X300 Fig. { — Prnrocenffnm micans, Eurenrerg. Fig. 2 — I)inophysis ovum, ScMVTT. Fig. 3 — Goninulox spinifern, Clap. e Lach.? Fig. 4 ) Goniaulax spinifern, Clap. e Lach. Peridinium ovatum (Pouchet), Schutt. Peridinium Steinii, Jôhgensen. Peridinium pellucidum (Bergh), Schutt, Peridinium depressum, Bailey. Fie. 14 ) > Peridininm claudicans, P.^ulsen. Fig. 15 ) Estampa III X300 Fig 16 j Peridinium divergens, Ehrenberg. Fig. 17 j Fig. 18 ) \ Peridinium conimm, Gran. Fig. 19 i Fig. 5 Fig. 6 Fig. 7 Fig. 8 Fig. 9 Fig. 10 Fig. 11 Fig. 12 Fig. 13 84 Fig. 20 — Peridinium subinermis, Paulsen. Fig. 21 — Peridinium pentagonum ? Gran. Fig. 22 — Peridinium punctulatum, Paulsen. Fig. 23 — Ceratium plulycorne, v. Daday. Fig. 24 — Ceratium platy corne, v. Daday, var.? Estampa. IV X300 Fig. 25 — Ceratium heterocamptum (Jorgensen), Ostenp^eld e Schmidt. Fig. 26 — Ceratium Iripos (O. F. Muller), Nitsch, var. atlântica. Fig. 27 — Ceratium tripos (O. F. Muller), Nitsch_, var. subsalsa. Fig. 28 Fig. 29 Ceratium compressum, Gran. Estampa V X300 Fig. 30 — Ceratium compressum, Gran. Fig. 31 — Ceratium tripos (O. F. Muller), Nitsch, var. subsalsa, f. lineata iEhr.), LOHMANN. Fig. 32 — Ceratium tripos (O. F. Muller), Nitsch, var. subsalsa, f. lata, LohiMANn. Fig. 33 j Fig. 34 > Ceratium furca (Ehr.), Clap. e Lach. Fig. 35 ) Fig. 36 — Ceratium fusus (Ehr.), Clap. e Lach. Est. I Est. II Est. Ill Est. IV Est. V 85 ESBOÇO DA FLORA DA BACIA DO MONDEGO (^) Series Rosaies [Garpellos em numero egual ou menor de que o das pctalas. Subseries Saxifragineae. [ Garpellos 1-qo Subseries Rosineae. Subseries Saxifragineae [Garpellos 5 livres Crassidaceae. [Garpellos 2 mais ou menos ligados Saxifragaceae. Subseries Rosineae 'Flores unisexuaes Philanaceae. Flores cyelicas Rosaceae. ^Flores zygomorphieas Legumimsae. Crassulaceae (2) IEstames em dois verticellos 1 Estames num só verlicillo; corolla gamopetala OUylcdon L. [ Flores 5-meras Sedum L. 1 I Flores 6-20-meras Sempcrvivum L. (1) Continuado do vol. XXV, pag. 221. (2) J. de Mariz — Boi. da Soe. Brot.. VI, p. 17; XX, p. i8.i. 86 Seduin L. I Flores amarellas 1 Flores brancas ou côr de rosa 4 [Folhas dos ramos estéreis formando bainha na base S. amnlexicaule DC. i Folhas não formando bainha 2 2 3 [ Carpellos erectos 3 ( Carpellos divergentes S. acre L. IRhizoma subienhoso; estames peitudos na base S. altissimum Poir. I Estames glabros S. elegans Lej. I Folhas subglobosas 5 Folhas mais ou menos cylindricas 6 I Folhas quasi oppostas; flores com peclolo longo S. brevifolium DC. Folhas dos ramos estéreis e da base do caule imbricadas; flores guasi rentes. S. anglkum Huds. l Planta glabra 7 6 (Planta gladuloso-puberula S. hirsutnm L. (Estames 3 S. rubens L. (Estames 10-12 8 8 [Plantas sem ramos estéreis S. pedicellalmn B. et H. (Plantas com ramos estéreis S. álbum L Sect. Seda geiiuina L). Kock. S. amplexicaule J)C. Happ. II, p. 80. Terras áridas. Fl. em junho e julho. I. S. allissimuin Poir. Dicl. IV, p. 634; S. fruliculo.sum Ijrot. II, p. 206. Terras áridas, arenosas. Fl. de junho a agosto. I. — Herva pinheira enxuta. S. elegans Lej. F"'l. Spa. I, p. 205; S. reílexum Brol. (non L.), II, p. 208. Sebes e logares áridos. Fl. de junho a agosto. I. 87 S. acre L. Sp. 432; Brot. II, p. 209. Paredes, lendas de rochas, terras áridas. Fl. de maio a agosto. MI. — Vennicularia. S. brevifolium DC. Rapp. lí, p. 79; S. dasiphyllum Brot. II, p. 210. Fendas das rochas, terras pedregosas. Fl. de junho a julho. 1-V. S. angiicum Huds. Fl. angl. p. 196. a. Raji Lange. S. arenarium Brot. II, p. 212. Terras áridas arenosas. Fl. de junho a julho. I. S. alhum L. Sp. I, p. i32; Brot. II, p. 213. Muros, telhados, terras arenosas. Fl. de jurdio a julho. I-IIÍ. — Arroz dos telhados. Pinhões de ralo. S. hirsutum Ali. Fl. pedem. II, p. 122; Brot. II, p. 212. Muros, rochas, terras pedregosas. Fl. de junho a agosto. I-IV. Sect. Procrassula Gris. S. rubens L. Sp. I, p. 432; Brot. II, p. 213. Campos arenosos. Fl. de maio a junho. I. S. pedicellatum Bss. et Reut. Diagn. pi. nov. p. 24. Sitios áridos e pedregosos de regiões altas. Fl. de junho a agosto. II-III. >^eiii|»crvivaiBii L. S. arboreum L. Sp. I, p. 464; Brot. II, p. 378. Paredes velhas, terrenos arenosos. Fl. de novembro a janeiro. I. Colylcdoii L. Sect. Umbilicus DC. C. umbilicus L. Sp. I, p. 42 a; Brot. II, p. 203. Rochas, muros velhos, logares húmidos. Fl. de abril a maio. I. — Conchellos, Sombreirinhas dos telhados. Orelha de monge. Saxifragaceae \ Pétalas o ; estames 10 ; capsula 2-locular Saa;ifraga L. j Pétalas O ; estames 8-10; capsula 1-locular Chrysosplenium Tourn. 88 Saxifrag;a L. Ovário supero 1 Ovário semiinfero 2 I Filetes dos estames subalados Sect. III. Boraphila Engl. Filetes dos estames mais largos na metade superior. Sect. IV. Robertsonia Haw. Folhas palmatifidas Sect. II. Dadyloides Tausck. 2 Folhas crenadas, retlculato-nervosas Sect. I. Nephrophyllum Gaud. Sect. I. Nephrophjllum Gaud. S. granulata L. Sp. I, p. 403 ; Brot. II, p. 172. Muros velhos, terrenos hervosos. Fl. de abril a junho, I. Sect. II. Dactjloides Tausck. S. hypnoides L. Sp. l, p. 405; Brot. II, p. 174. Sobre rochas lujmidas das altas regiões (Serja da Estrella). Fl. de junho a agoslo. IV-V. Sect. III. Borapliila Engl. V S. stellaris L. Sp. I, p. 400. Logares húmidos das montanhas graniticas (Serra da Estrella). Fl. de junho a agosto. IV-V. Sect. IV. Robertsonia Haw. S. spatularis Brot. I, p. 172. Logares húmidos das altas regiões (Serra da Estrella, Louzà). Fl. de junho a agosto. IV-V. Cliryso8|ilciiiiiiii L. C. oppositifolium L. Sp. I, p. 3í)8; Brot. II, p. 40. Logares húmidos das regiões altas. Fl. de maio a julho. III-IV. 89 Subserie Rosinae Platanaceae Plataiiiis L. P. orientaiis L. Sp. 999; P. hybridus Brot. II, p. 487. Cultivado e com especialidade a var. accrifolia. Rosaceae 1 Carpellos 1-9 { I Carpellos oo Subfani. fíosoideae. (Receptáculo pouco desenvolvido ; estamos perigynicos- . . Sultfani. Spiracoidme. 1 JReceptaculo concavo; carpello 1 livre; estames perigynicos. Subfam. Prumideae. (Receptáculo incluindo os carpellos e ligado com elles; estames epigynicos. Subfam. Pomoideae. Subfam. Spiracoideae Spiraea L. S. Filipendula L. Sp. I, p. 490; Brot. II. p. 355. Arrelvados húmidos da base da Serra da Estrella. Fi. de março a agosto. III. — Filipendula. Subfam. Pomoideae IFructo com endocarpo coriaceo 1 Fructo com endocarpo duro Mespillus Tournf. [Flores solitárias grandes ; fructo coberto de felpo Cydonia Tournf. 1 ( Flores em corymbo ou umbella Pirus Tournf. Cydonia Tournf. C. vulgaris Pers. ; Pyrus Cydonia L. Sp. I, p. 480; Brot. II, p. 330. Cultivado. Fl. na primavera. — Marmeleiro. 90^ Pirus Tournf. Subgen. F»iroplior*u.m Med. P. communis L. Sp. I, p. 479; Brot. II, p. 328. a. Adiras VValIr. Scked. 213 ap. DC. v. Saliva DC. Prod. a. Regiões montanhosas. Fl. de abril a junho. — Pereira brava, Pe- reira. y. Cultivada. Fl. na primavera. — Pereira. Subgen. IMalus Tournf. P. Malus L. Sp. I, p. 479; Brot. II, p. .329. Cultivada. Fl. na primavera. — Macieira. Subgen. Sor^l)!!» L. P. aucuparia (L.) Gaertn. fr. 2, p. 45; Sorbus aucuparia L. Sp. 477; Brot. 11, p. 298. Regiões monlanliosas (Serra da Estrella). Fl. de maio a junho. IV. — Tramazeira, Cornogodinho. P. latifolia (Pers.) P. Cout. Boi. da Soe. Brot. XXV, p. 190; Sorbus Ária Brot. II, p. 2913. Regiões montanhosas. Fl. na primavera. — Mostageiro. ileiipyliis L. |Um único estyiete M. monoijyna (Jacqj Willd. ( Mais de dois estyietes M. oxyacanlha (L.) GaerUi. M. oxyacantha (L.) Gaertn.; Crataegus oxyacantha L. Sp. I, p. 477. Sebes e logares incultos, mas raro. Fl. na primavera. M. monogvna (Jacq.) \AMIId. Frequente nas sebes. I'l. rui primavera. — Pilrilciro. 91 Subfam. Rosoideae [ Receptáculo convexo Polenlilleac i JReceplaculo concavo ;5 (Frncto de carpellos drupaceos com 2 sementes Ruhinae. (Fructo de carpellos seccos o com 1 semente 2 ^Epicaiix de 4-5 divisões ; estyletes lateraes Potenlillinne. (Epicalix 0; estyletes terniinacs accrescentes Dryadinafí. [Carpellos poucos ; receptáculo secco. Hervas Sanguisorheae. (Carpellos muitos; receptáculo um pouco carnoso quando maduro Arbustos. Roseae. I. Potentilleae Rubinae iiliiis L. (1). Eubatus Focke ^Estipulas lineares, foliolos peciolados 1 (Estipulas lanceoladas, foliolos rentes ou levemente peciolados .... Corylifolia. (Turião forte, a principio direito, pouco villoso e sem pellos estrel lados. ■ I Candicantes. Turião arqueado ou prostrado e mais ou menos villoso 2 Turião com pellos e glândulas raras ou nullas; aculeos eguaes 3 Turião com pellos ásperos e glândulas; aculeos deseguaes Uudulae. Foliolos nitidamente peciolados e branco-tomentosos na pagina inferior. .> , Discolores [Foliolos com a pagina inferior verde ou raras vezes pardacenta Silvalici. 9 (i) Ha na região, com certeza, maior numero de espécies Como, pmóm, (i.s excin- plares do herbario são incompletos, deixo para mais tarde o estudo, alias dilTicil, das espécies deste género. 92 Candicantes Focke Natur. Pfl. III R. thyrsoideiis Wimm. Fl. Schles. Sebes e terras incultas. Fl. de junho a agosto. I-II. Discolores Focke R. ulmifolius Schott in Isis (1818). Sebes e terras incultas; vulgarissimo. Fl. de junho a agosto. I-II. Silvatici Focke in A. n. G. Syn. R. villicaulis Kohler in Wk. et N. Rub. Germ. Sebes e terrenos incultos. Fl. de junho a agosto. I-II. Radulae Focke Syn. Rub. Germ. R. radula Wk. in Roenningh. Prodr. Fl. Monast. Sebes e terrenos áridos. Fl. de junho a agosto. I-II. Corylifolia R. caesius x ulmifolius. Sebes; raro. Fl. em junho e agosto. I. Potentiliinãe (Receptáculo succolento e corado Frarjaria L. (Receptáculo secco mais ou menos pelludo Potentilla L. Fraguaria L. F. vesca L. Sp. I, p. 494: Rrot. II, p. 349. Logares frescos e sombrios. Fl. de junho a julho. I. — Moran- gueiro. 93 Poieutilla L. Teduuculos terminaes; carpellos pelludos pelo menus na base; flores brancas. Sect. I. Fragariaslt-um. [Pedúnculos axillares; carpellos glabros; flores ainarellas. Sect. II. EupotetUilla. Sect. I. FragariastruDi P. montana Brot. II, p. 350. Nos arrelvados das regiões altas. Fl. de abril a maio. II. Sect. II. Eupolcnlilla (Caules floriferos replantes e radicantes I (Caules floriferos ascendente-erectos P. Tormentilla Neck. iCorolla 5-mera; folhas caulinares com longo peciolo P. reptans L. * j (Corolla 4-mera; folhas caulinares de peeiolo curto P. procumbens Siblh. P. reptans L. Sp. 499; Brot. II. p. 350. Terrenos húmidos. Fl. no verào. I. — Polenlilla ou Cinco em rama. P. erecta X reptans Murbecke, Bot. Not. 1890. Terenos húmidos, sebes. Fl. de junho a agosto. I. P. Tormentilla Neck. Act. Acad. thod. Palat. 1770; Brot. II, p. 352. Logares húmidos. Fl. no verào. I. — Tormentilla ou Sele em rama. Dryadinae Oeuni L. Sect. Caryopliyliata I Folhas caulinares grandes 3-8ecadas; estipulas foliaceas G. nrbanum L. Folhas caulinares pequenas simples; estipulas lanceoladas. G. silvaticum Tourr. G. urbanum L. Sp. I, p. 501; Brot. II, p. 354. Logares sombrios e húmidos, sebes. Fl. de maio a jurdio. I-III. — Caryophyllala, Herva busla, Sanabomda. 94 G. silvaticum Pourr. Act. Acad. Toul. 3, 319; G. biílorum Brot. II, p. 353. Terrenos calcareos, mattas húmidas. Fl. de abril a maio. I-III. II. Sanguisorbeae 1 Flores com caliculo i (Flores sem caliculo Poterium L. lEstylete basilar; corolla O AlchemiUa L. 1 (Estylete terminal ; corolla mais ou menos desenvolvida Agrimonia L. ililc liem i lia L. [Flores em cymeiras corymbiformes terminaes e lateraes. Sect. I. Eualchenúlla Fock. Flores em feixes opposlos ás folhas Sect. II. Aphanes L. Sect. I. Eiialclicmilia Fock. A. alpina L. Sp. I, p. 123. Subesp. A. saxatilis Buser. Notes sur qnelques Alchem. 1891, p. 3. y. Iransiens (Buser) Uouy, Fl. de Fr. VI, p. 442. Regiões altas (Serra da Estrella). Fl. em agosto. IV e V. Sect. II. A|thanes L. [Folhas 3-parlidas; segmentos 3-4-fidos A. arvensis Scop. (Folhas 3-partidas; segmentos lateraes 2-lobados, o intermédio 3-lobado. A. microcarpa Bss. el Reut. A. arvensis Scop. Fl. Carn. Ed. 2, I, p. 115; A. Aphanes Brot. I. p. 159. Campos cultivados e nas pastagens. Fl. de abril a junho. I-II. A. microcarpa Bss. et Reut. Diagn. pi. nov. Ilisp. 11. Terrenos arenosos arrelvados. Fl. de abril a junho. I-III. 95 Agríiii»uia L. A. Eupatoria L. Sp. I, p. 448; Hrot. II, p. 292. Terrenos diversos, sebes, muros. Fl. de maio a julho. I. l*o(eriuiii L. (Fructos alados { \ Fructos não alados /'. agrimonioides L. íCapimlos de flores relativamente grandes; fructo (3-7 mm.) alado, azas profiinda- j I mente crenadas P. MagnoUi Spach. (Capítulos pequenos; fructo (3 mm.) com azas quasi inteiras. P. Spachianum Coss. P. Magnolii Spach. ]\e\. Poler. in Anu. se. nat. 1846, p. 38; P. San- guisorba Brot. II, p. 296 pro parte. Terrenos arrelvados, coilinas, bordas de caminhos. Fl. de al)rii a junho. I-II. P. Spachianus Coss. Nat. pi. crit. 108; P. Saní:uisorl)a Brot. pro parle. Mesmas locahdades da espécie anterior. Fl. de abril a junho. 1. P. agrimonioides L. H. Ups. 200; P. hybridum L. Sp. 994; Brot. 11, p. 297. Terrei'os húmidos, proximidades de íloreslas. Fl. de abril a junho. I. — Agrimunia bastarda. Roseae Rosa L. Estyletes ligados entre si formando columna saliente e villosa (Seet. I. Synslylae ' Crep.) fi- sempervirens [.. [Estyletes livres inclusos ou salientes 1 (Foliolos sem glândulas na pagina inferior, inodoros (Sect. II. Caninae Crep.)- • 2 1 (Foliolos muito glandulosos, odoríferos (Sect. III. hubigimsae Crep.) 3 (Estipulas largas ^ canina L. 2 { (Estipulas curtas l<- Pouzmn Tra». [Pedúnculos glanduloso-liispidos ^ mirrantha Sm. jpedunculos sem glândulas R «''/"■"^« Thuill. 96 Sect. I. Synslylae Grep. R. sempervirens L. Sp. 492; R. scandens Brot. II, p. 341. a. genuína Crep. — Foliolos gi andes. Fruclos ovaes. ;í. scandens Crep. — Foliolos grandes. Fructos globosos. y. microphylla DC. — Foliolos pequenos. Frequente nas sebes. Fl. de junho a julho. Sect. II. Caninae Crep. R. canina L. Sp. 491; Rrot. 340. a. sphaerica (Gren.) Crep. — Fructos subglobosos ou esphericos. 3. scabrala Crep. — Peciolos e nervura rnedia glandulosos. y. dumelorum (Thuill.) Crep. — Foliolos compltítamente villosos na pagina inferior. Frequente nas sebes, nas florestas e mattagaes. Fl. na primavera. — Rosa de cào ou Silva macha. R. Pouzinii Tratt. Monogr. Ros. II, 111. a. Nuda Gren. — Sepalas sem glândulas na face externa. '^. dionudis Gren. — Sepalus glandulosas. Sebes, florestas e nos níiattos. Fl. de maio a junho. Sect. III. Rubiyinosae Crep. R. micrantha Sm. Engl. Bot. tab. 2490; R. rubiginosa Brot. II, p. 3il. Sebes, florestas e maltos. Fl. de maio a junho. R. sepium Thuill. Fl. Paris. 252. Sebes, florestas e maltos. Fl. de maio a junho. II. Leguminosae Subfam. Papilionatae (Vagem dividindo-se transversalmente em artículos 1-spermicos Uedysareae. j Vagem abrindo longitudinalmente 1 97 íFolhas peunadas, terminadas por uma poDla ou gavinha Vicieae. ( Folhas nao terminadas em ponta ou gavinha 2 2 [Arbustos ; estames nomadeiphos Genisleae. [Hervas; estames em geral diadelphos 3 l Folhas 3-foliadas 4 (Folhas 5-oc - foliadas, imparipennadas 5 IFoliolos com estipellas Phaseokae. Foliolos denteados sem estipellas Trifolieae. 1 Folhas 3-5-foliadas : foliolos inteiros Loteae. ( Folhas oo-foliadas Galegeae. PAPILIONATAE-GENISTEAE 1 Sementes sem estrophiolo Spartiinae. 1 I Sementes com estrophiolo Cytisinae. 4 (Folhas digitadas Lupinm L. i ( Folhas 0. simples ou 3-foliadas 2 ÍFolhas simples ou O 3 2 (Folhas 3-foliadas Adenocarpiis DC. 1 Cálix subspathaceo, 1-labiado Spnrtium L. 3 I Cálix 2-labiado, lábio superior 2-fido Genisla L. l Arbusto muito espinhoso Vlfx L. ( Al busto não espinhoso Cylisus DC. PAPILIONATAE-GENISTEAE-SPARTIINAE í Caiix com appendices lineares entre os lábios 1 j Cálix sem appendices lineares í- í"'^"* ''• 1 Flores amarellas ^ '"'*'"* '^• M ■ 2 (Flores azues ou purpurmas * 7 ÍXTI 2 í)8 1 Inflorescencia em cacho laxo 3 [ Inflorescencia densa '. C. hispanicus B. et R. !i [Planta toda pelluda L. hirsutm L. ( Foliolos glabros na pagina superior 4 IFoliolos 0-7 L. varius L. Foliolos 0-9 quasi lineares L. angustifolius L. L. albus L. Sp. p. 721; Brot. II, p. 132. Cultivado e subspontaneo. Fl. na primavera. — Tremoço. L. hirsutus L. Sp. p. 721; Brot. II, p. 133. Sitios relvosos. Fl. na priníiavera. I. L. varius L. Sp. p. 721. Terrenos cultivados e arenosos. Fl. na primavera. I. L. angustifolius L. Sp. p. 721; Brot. II, p. 132. Frequente nas terras cultivadas entre as searas. Fl. na primavera. I-II. L. hispanicus Bss. et Reut. Diagn. p. 10. Terras incultas e mattagaes. Fl. na primavera. I-II. L. luteus L. Sp. p. 722: Brot. II, p. 134-. Terrenos incultos. Fl, na primavera. I-II. S|iai*iiuiii L. Sp. junceum L. Sp. p. 708; Brot. II, p. 80. Sebes, cômoros e mattos. Fl. na primavera. I-II. — Giesta ordinária ou Giesta d' s jardins. Geuista L. I Legume curto, l-â-spermico comprimido Brachymrpae. 1 Legume comprido linear-oblongo, oc-spermico Stenocarpae. 2 [ Folhas alternas Sect. II. Voglera G. M. S. G. íriacantlios li rol. [Folhas oppostas Sect. L EcUinosparthum Spach. [Arbustos ou arbusculos inermes 3 [Arbustos ou arbusculos espinhosos 4 Corolia marcescente^ cálix persistente Sect. V. Spartioides Spach. [Corolla e cálix caducos Sect. VI. Genistoides Spach. 99 l Vagem recta Sect. IV. Erinacoides Suach. i (Vagem mais ou menos curva Sect. III. Phyllospartum Willk. Sect. I. Ecliinositarlum Spach. G. lusitanica L. Sp. p. 711; Brot. II, p. 88. Regiões montanhosas. Fl. de julho a agosto. IV-V. Sect. II. Voglera G. M. S. G. triacanthos Brot. II, p. 89; Phyt. lusit. I, p. Í30, tab. 54. Terrenos incultos, mattagaes, florestas. Fl. de março a agosto. I. Sect. III. Plijilospartura Willk. (Flores com uma bractea grande foliacea G. anglica L. (Flores com bractea muito pequena 1 IRamulos quasi sempre aos pares, o superior com muitos espinhos e sem folhas. G. falcata brot. Ramulos aos pares, os superiores transformados em 3 espinhos fortes em cruz. G. berbmdea Lse. ■'B^ G. anglica L. Sp. p. 710. Terrenos arborisados, mattagaes das regiões inferior e moiilanhosas. Fl. de maio a julho. I-III. G. falcata Brot. II, p. 89. Outeiros arborisados, mattagaes, silvados. Fl. de março a julho, I-IV. G. berberidea Lge. Descript. et icon. pi. nov. p. 1, tab. I. Terrenos húmidos das regiões inferiores e submontaidiosas. Fl. de maio a julho. I-II. Sect. IV. Erinacoides Spach. G. histrix Lge. Descr. et icon. pi. nov. p. 2, tab. 2 e Pug. p. 357. a. glabra Lge. Regiões altas. Fl. de junho a julho. IV-V. iOO Sect. V. Sparlioides Spach. 1 Flores solitárias ou aos pares G. cinerascens Lge. (Flores em racimos G. polygalae folia DC. G. cinerascens Lge. Pug. p. 358, Regiões montanhosas. Fl. de junho a agosto. IV-V. G. polygalaefolia DC. Prodr. II, p. 151; G. polygalaephylia Brot. II, p. 56. Regiões montanhosas. Fl. de maio a julho. IV-V. — Piorno dos tin- tureiros. Sect. VI. Genistoides Mnch. G. Broteri Poir. Supl. II, p. 720; G. parvidora Brot. II, p. 87. Regiões montanhosas elevadas. Fl. em junho e julho. IV-V. it.c1euocai*pus DC. l Ramos com grande numero de folhas, foliolos lanceolados ... A. hispanicus DC. (Ramos com poucas folhas fasciculadas, foliolos pequenos obovados 1 I Cálix sem glândulas pecioladas A. Telonensis DC. Cálix com glândulas pecioladas 2 2 [Pedúnculos com 2 hracteolas ao meio A. parvifolius DC. (Pedúnculos sem hracteolas A. inlermedius DC. A. hispanicus DC. Fl. fr. V, p. 550; Cjtisus hispanicus La Marck. Brot. II, p. 91. Frequente em sitios somhrios e húmidos. Fl. de junho a julho. l-II. — Codeço alto. A. Telonensis DC. Fl. fr. V, p. 550; A. commutatus Gem. Prod. II. Sic. Mattagaes das regiões inferior e montanhosa. Fl. de maio a julho. I-III. — Codeço. A. parvifolius DC. Fl. fr. V, p. 550; A. complicatus J. Gay; Cytisus compliratus Brot. II, p. 92. 101 Mattagaes da região inferior e montanhosa. FI. de maio a julho. I-III. — Codeço. A. intermédios DC. FI. fr. V, p. 549. Mattagaes. FI. de maio a junho. I-IV. FAPILIONATAE-GENISTAE-CYTISINAE Ulcx L. (Ramos e ramúsculos oppostos e estes em cruz Sect. I. Stauracantlm Lk. Ramos espinhosos alternos, ramúsculos oppostos ou alternos. Sect. II. Eitulex Willk. Sect. I. Stauracanthus Lk. U. spartioides (Webb.) Willk. Prodr. III, p. 443 ; U. genistoides Brot. ex part. II, p. 78. Matias e pinhaes da região inferior. FI. de março a abril. I. Sect. II. Euulex Willk. I Flores grandes (12-lo mm.) ; phyllodios longos espinescentes l I Flores pequenas (4-5 mm.) ; phyllodios curtos espinescentes 4 iBracteolas dispostas junto do cálix 2 (BracteoJas quasi a meio do peciolo U. opisthnlepis Wbb. Bracteolas grandes ovaes ou suborbiculares U. europaeus L. Bracteolas pequenas lanceoladas 3 Dentes do cálix muito pequenos ; bracteolas muito pequenas ... U. baetiais Bss. 3 {Dentes do lábio superior do cálix largos ovaes divergentes ... U. Jmsiaei Wbb. Dentes do lábio superior lanceolados e afastados U. scaber Kze. (Ramos secundários (espinhos) direitos longos U. nnnus Forst. (Ramos secundários curtos, grossos, recurvados, densos 5 (Ramos secundários (espinhos) ramosos U. micranthus Lge. 5 < (Ramos secundários simples em geral U. lusitanicus Maris. 2 102 U. europaeiís L. Sp. 741; Brot. II, p. 78. Vulgar nas mattas, mattagaes das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de janeiro a junho. I-III. — Tojo amai. U. scaber Kze. Flora 1846, p. 696. Sebes das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de março a abril. I-III. U. nanus Forsl. in Symons Syn. p. 168. Mattagaes, llorestas, charnecas da região inferior. Fl. de abril a no- vembro. I. U. opistholepis Wcbb. Otia hisp. p. 43, Florestas das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de março a se- tembro. I-II. U. Jussiaei Webb. I. c. p. 43, tab. 36. Florestas e mattagaes das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de fevereiro a abril. I-II. U. micranthus Lge. Diagn. pi. penins. Iber. novar. p. 16. Regiões inferiores, nos Jogares áridos, mattagaes. Fl. de abril a maio. I-II. U. lusilanicus Mariz, Boi. da Soe. Brot. II, p. 115. Kegiões inferiores e manlanhosas áridas. Fl. de abril a maio. l-II. €'ylisiis L. I Caule e folhas normues, cálix campanulado 2-labiado 1 (Caule 2-3-alado; folhas simples ou phyllodios. . . Sect. IV. Pterospartum Spach. I Lábio superior profundamente dividido Sect. III. Teline Webb. Lábio superior apenas 2-dentado 2 l Estylete curvo Sect. II. Spartocytisns Webb. (Estylete longo e enrolado em espiral Sect. I. Saruthamnus Wimm. Sect. I. Sarolhamnus Wimm. I Ramos cylincricos 1 Ramos augulosos estriados 2 1 Legume oblongo-elliptico C. Wehcitschii Bss. et Reut. (Legume trapezoide-elliptico largo C. eriocarpus Bss. et Reut. 103 (Folhas todas 1-foliadas C. grandiflm-us DC. ( Folhas inferiores 3-foliadas, as superiores 1-foUadas 3 3 > Legume todo densamente pelludo C. patens (L.) Webb. ( Legume peUudo nas margens e glabro nas faces C. scoparins Lk. C. scoparius Lk. En. h. Ber. Spartium scoparium L. Terras arenosas, encostas de mattas, florestas das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de abril a junho. I-III. C. grandiflorus DC. Prod. II, p. 154; Spartium grandiflorum Brot. II, p. 80. Mattagaes, penedias das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de maio a junho. I-IV. — Giesteira das sebes. C. Welwitschii (Bss. et Reut. Pug. p. 28) ; Spartium patens L. Brot. II, p. 83, era parte. Terras arenosas das regiões inferiores e montanliosas. Fl. de maio a junho. I-IV. C. eriocarpus Bss. et Reut. Diagn. pi. nov. p. 10. Regiões montanhosas. Fl. de junho a julho. I-IV. C. patens. (L.) Webb. It. hisp. 51; Spartium patens L. Brot. II, p. 83. Mattagaes das regiões altas. Fl. de maio a julho. III-IV. Sect. II. Sparloqtisus Webb. IFlores brancas • • C. albns Lk. (Flores amarelladas C. purgans (L.) Wk. C. albus Lk. Enum. pi. h. Berol. II, p. 241; Spartium álbum Desf. ; Brot. II, p. 83. Terras incultas da região inferior e montanhosa. Fl. de abril a junho. I-III. — Giesteira branca. C. purgans (L.) Wk. Prod. Fl. hisp. III, p. 456 ; Spartium purgans L. Entre as penedias das regiões altas. Fl. de junho a agosto. IV-V. Sect. III. Teline Webb. . C. candicans DC. Fl. fr. IV, p. 504; Genista candicans L. Mattagaes e bosques das regiões inferior e montanhosas. Fl. de abril a junho. l-III. 1 104 Secl. IV. Plerosparlum Spach. [Peciolo quasi egiial ao tubo do cálix; bracteolas quasi filiformes. C. stenopterus Spach. [Peciolo mais curto que o tubo do cálix; bracteolas linear-espaluladas 1 1 Bracteolas mais curtas que o tubo calicinal C. cantabricus Spach. [Bracteolas mais C(tmpridas que o tubo calicinal C. tridentatus L. C. stenopterus Spach; Genista tridentata L. ; Brot. II, p. 86. Terrenos incultos das regiões baixas e montanhosas. Fl. da maio a junho. I-IV. — Carqueja. C. cantabricus Spach.; Genista tridentata L. Como a anterior. Fl. de maio a julho. I-III. — Carqueja. C. tridentata L. ; Genista tridentata L. Como a anterior. PAPILIONATAE-TRIFOLIAE ( Estames monadelphos Ononis L. (Estames diadelphos 1 [Pétalas ligadas na base ; corolla marcescente Trifolium L. [Pétalas livres; corolla caduca 2 Ilaflorescencia em capitulo 3 Inflorescencia em cacho ou espiga Melilotus Juss. i Vagem arqueada cx-spermica dehiscente Trigonella L. 3 (Vagem em espiral, dehiscente ou não Medicago L. OuouiíS L. 1 Flores articuladas com o pedúnculo lloral Sect. III. Natrix Mnch. I Flores não articuladas 1 1 Plantas arbustivas espinhosas; flores côr de rosa — Sect. I. Acanthononis Wk. Plantas herbáceas inermes Sect. 11 Bugram DG. 1 105 Sect. I. ikanthononis Wk. O. spinosa L. Sp. p. 716; Brot. II, p. 96. Planta espinhosa direita não estolhosa 1 Planta prostrada na base, estolhosa, quasi inerme; vagem 2-spermica. p. mitis L. (Vagem oval-lenticular 1-spermica Y. antiquorum L. (Vagem ovóide 2-4-spermica a. spinosa L. a. spinosa L. — O. campestris Koch. et Zir. Cat. Pai. 22. ^. mitis L. — O. procurrens Wallr. y. anliquorum L. Terras arenosas incultas, campos áridos. Fl. de junho a setembro. I-II. Sect. II. Bugraoa DC. ÍCorolIa rósea Subsect. I. Euhugrana Wk. {Corolla amarella ^ Subsect. II. Bugranoides DC. Subsect. I. Eubugraua Wk. [Flores nitidamente pedunculadas em cacho O. Picardi Bss. (Flores rentes em espiga terminal densa 0. mitissima L. Subsect. II. Bugranoides DC. Espécie perennal ; folhas todas 3-foliadas 0. pusilta L. O. Picardi Bss. El. 55 e Voy. Bot. Esp. p. 954, tab. 45. Terrenos arenosos da região inferior e do liltoral. FI. de maio a junho. I. O. mitissima L. Sp. p. 717; Brot. II, p. 97. Terras calcareas e argillosas, sitios húmidos, bordas de campos. FI. de maio a junho. I. d 106 O. pusilla L. Sp. ed. 10, II, 1159; O. Columnae Ali. Fl. Pedem. Brot. Phyt. lusit. I, p. 135. Outeiros e campos incultos, seccos. Fl. de maio a julho. I. Sect. III. Natrlx Mnch. [ Pedúnculos muticos 1-floreos 1 (Pedúnculos aristados 0. hrcviflora UC. [Folhas inferiores 3-foliadas, as superiores 1-foliadas; estipulas ovaes denteadas mais curtas que o peciolo O. reclinata L. JFolhas inferiores e superiores 1-foliadas, as medias 3-foliadas, estipulas grandes do comprimento do peciolo O. pubescens L. O. reclinata L. Sp. ed. 2, p. 763; Brot. II, p. 97. Outeiros áridos, mattagaes. Fl. de maio a junho. I. O. breviflora DC. Prodr. II, p. 160; O. viscosa Brot. II, p. 93. Rochas, mattagaes, florestas, pastagens. Fl. de maio a junho. I-II. O. pubescens L. Mont. II, p. 207; O. arthropodia Brot. II, p. 94; Phyt. lusit. I, p. 141, tab. 58. Nas mesmas localidades das espécies antecedentes. Fl. de maio a junho. I. Tríg^ouclla L. Sect. Eutrigonella, | Bucerates Bss. T. monspeliaca L. Sp. p. 777. Terrenos arenosos e outeiros áridos. Fl. de março a junho. I. lledioago L. í Vagem reniforme, espiralada na extremidade, 1-spermica. Sect. I. Lupularia Ser. (Vagem espiralada 1 I Vagem livre em toda a extensão Sect. II. Falcago Rchb. ( Espiras ligadas na parte central Sect. lil. Spirocarpos Willk. 1 107 Sect. I. Lopularia Ser. M. lupulina L. Sp. p. 779; Brot. II, p. íi± Campos, pastagens, margem de caminhos. Fl. de junho a julho. I. Sect. II. Falcago Rclib. l Vagem falciforme m. falcala L. (Vagem espiralada 1 lEspiral de 2-3 voltas, espinhos nullos M. sativa L. (Espiral de 2-3 voltas muito juntas, margem grossa e espinhosa... M. marina L. M. falcata L. Sp. p. 779. Terrenos arenosos cultivados. Fl. de abril a agosto. I. — Luzerna de sequeiro. M. sativa L. Sp. p. 778; Brot. II, p. 112. Cultivada em terras frescas e permeáveis. Fl. de maio a julho. I. — Luzerna. M. marina L. Sp. p. 779; Brot. II, p. 113. Frequente nas areias da costa maritima. Fl. de abril a junho. I. Sect. III. Spirocarpos Willk. I Vagem sem nervura extra-marginal Subsect. I. Orbiculares Urb. Vagem com uma nervura extra-marginal parallela à sutura dorsal 1 [Vagem coberta de pellos glandulosos.. Subsect. III. Rigidulae Fiori et Begninot. M. riíjidula Desr. Vagem glabra 2 (Vagem cylindrica com espinhos fortes, espiras grossas e duras e muito juntas; e, ] sementes separadas por septos Subsect. II. Pacliyspirae Urb. Vagens membranosas ; espinhos menos fortes 3 Dentes do cálix piloso-barbados na extremidade. . Subsect. IV. Lcptospirae Urb- Dentes do cálix glabros completamente Subsect. V. Eiispirocarpae Urb. 1 3 108 Subsect. I. Orl)iciilares Urb. M. orbicularis Ali. Fl. Pedem. I, p. 314; M. polymorpha a. L. Sp. 779. Terrenos arenosos cultivados. Fl. de maio a junho. I. Subsect. II. Paehyspirae Urb. 1 Vagem pequena discoide-cylindrica 1 ( Vagem grande mais ou menos cylindriea 2 ( Pedúnculo aristado M. littoralis Rohde. 1 (Pedúnculo não aristado M. obscura Retz. 2 'Vagem com 4-6 voltas de espira; espinhos completamente divaricados. M. truncatula Gaertn. jVagem com o-7 voltas, margem larga t-nervea, espinhos fortes, lacinias do cálix villosas na extremidade M. turbinata Willd. M. obscura Retz. Obs. bot. l, p. 24. 1. Helix. — Voltas da espira 1 Vs"^* a. aculeata Guss. II. Ternala. — Voltas da espira 4-8. (3. muricata Urb.; M. muricata Brot. II, p. 116. Campos e terras incultas. Fl. de abril a maio. I. M. littoralis Rohde in Lois. Not. 118. Areaes do littoral e ainda nas terras arenosas do interior. Fl. de março a maio. I. M. truncatula Gaertn. De fruet. II, p. 350. b. longeciliata Urb. Terras arenosas e incultas. Fl. de março a maio. I. M. turbinata Willd. Sp. pi. III, 1409; M. polymorpha 5. iurhinala e e. muricata L. Sp. ed. 2, 1058. a. aculeata Gaertn.; M. villosa Brot. II, p. 116. a. dexlrorsa Arch. p. sinistrorsa Asch. 109 Campos e terrenos incultos, arenosos e relvosos. Fl. de março a maio. Subsect. III. Rigidiilae Fiori el Begiiinot M. rigidula Desr. in Lam. Encycl. IIÍ, p. 634; M. polymornha i. riqi- dula L. Sp. ed. 2, 1098. Terras arenosas e incultas mais ou menos relvosas. Fl. de abril a maio. I. Subsect. IV. Leptospirae Urb. M. mínima Grufberg in L. Amoen. IV, p. 105; M. polymorpha >i. mí- nima L. Sp. ed. 2, 1099. a. pubescens Webb. Hist. nat. Canar. a. vulgar is Urb. p. longisela DC. Prod. II, p. 178. b. mollissima Koch. Syn. p. 164. Terrenos cultivados e incultos frescos. Fl. de março a maio. I-II. Subsect. V. Eiispirocarpae Urb. Pedúnculos aristados com 2-o flores 3/. arábica Ali. Pedúnculos não aristados com 3-8 flores M. hispida Gaertn. M. arábica Ali. Fl. Pedem. I, p. 315; M. polymorpha >i. arábica L. Sp. ed. 2, 1098; Brot. II, p. 115. Terrenos relvosos e húmidos. Fl. de abril a maio. I. M. hispida Gaertn. De Iruct. II, p. 349; M. ciliaris Brot. II, p. 114. A. MiCROCARPA Urb. a. oliyogyra Urb. — Vagens com 1 '/j-S 7^ voltas da espira. a. apiculala Urb. — Espinhos de comprimento egual ou pouco mais do que a espessura das espiras. j5. denliculala Urb. — Espinhos muito mais compridos do que a espessura das espiras. 110 B. Macrocarpa Urb. a. tricycla Urb. — Vagens com 3-4 voltas da espira. 6. pentacydica Urb. — Vagens com 5-6 voltas. ^. breviaculeala Vrh. — Espinhas pouco mais longas do que a grossura das espiras. y. longiaculeata Urb. — Espinhas muito mais longas do que a espessura das espiras. Terrenos arenosos, incultos, campos e searas. Fl. de abril a junho. 1. ilelilolus Tournf. IFructos reliculado-rugosos Sect. I. Coelorytis Ser. JFructos com linhas salientes curvas concêntricas Sect. II. Gyrorytis Koch. Sect. I. Coelorytis Ser. /Flores e fructos muito pequenos; estipulas acuminato-setaceas. ) iU. paiviflora Desf. (Flores e fructos relativamente grandes; estipulas ovato-acuminadas. M. itálica Lam. Sect. II. Gyrorylls Koch. Planta glabra; fructos côr de palha M. segetalis (Brot.) Ser. M. itálica Lam. Fl. fr. II, p. 594; Trifolium Melilotus itálica L. Sp. p. 765; Brot. II, p. 102. Cultivada e subspontanea. Fl. de abril a maio. I. — Anaphe. M. indica Ali. Fl. Pedem. I, p. 308; Trifolium Melilotus indica L. Sp. p. 765; Brot. II, p. 102; M. parviflora Desf. Fl. ali. 2, p. 192. Pastagens e terrenos húmidos. Fl. de maio a junho. I. — Anaphe. M. segetalis (Brot.) (1) Ser. DC. Prod. II, p. 187; Trifolium Melilotus segetalis Brot. II, p. 484. Searas, caminhos, terrenos arenosos. Fl. de abril a junho. I. (1) Ê considerado por alguns botânicos como variedade do M. sulcatus Desf.^ do qual diflere apenas pela côr do fructo e pela glabrescencia. 111 Trifoliuiii L. j Flores acompanhadas de bracteas Subgen. Trifoliastrum Ser. 1 (Flores sem bracteas Subgen. Lagopus LoisiC. 3 l Cálix regular 5-denteado ou 2-labiado 5-nerveo não accrescenle 2 1 < (Calix 2-labiado 10-nerveo, accrescendo depois da floração. Sect. III. Golearia Presl. 1 Corolla amarella, bracteas pequenas Sect. I. Chronosemium Ser. i (Corolla branca ou rósea, bracteas bem apparentes. Sect. II. Euamoria Gib. et Belli. l Flores de capitulo todas eguaes e férteis Sect. I. Eulagopus Lojac. 4 (Flores periféricas dos capítulos férteis, muitas do centro sem corolla e estéreis. Sect. II. Cahjcomorphnm Presl. I Fauce do calix aberta ou fechada com pellos; corolla marcescente. § Prosbatostoma Gib. et Belli. Fauce do calix fechada por um corpo calloso; corolla caduca. § Stenostoma Gib. et Belli. Subgen. Trifoliastrum Ser. Sect. I. Chronosemium Ser. [Estipulas largas e arredondadas na base, mais curtas que o peciolo: capítulos de 3-5 flores 1 |Caules filiformes, estipulas não dilatadas na base mais longas que o peciolo; capítulos pequenos de 2-5 flores; pedúnculo capillar flexuoso. T. micranílium Viv. Capítulos de 3-5 flores T. minus Sm. Capítulos de 20-40 flores T. eampeslre Sclireb. Sect. II. Enamoría Gib. et Helli Calix bem mais curto que o estandarte 1 I Calix egual ou pouco mais curto que o estandarte 2 (Caules rastejantes e radícantes; capítulos em pedúnculos longos . . T. repens L. 1 (Caules restejantes mas não radícantes. T. pallescens Sclireb.. var. glareosum Pers. 112 I Capítulos em pedúnculos flexuosos mais curtos que as folhas. T. cernuum Brot. Capítulos axíUares rentes T. glomeratiim L. Sect. 111. Galearia Presl. ^ Capítulos com pedúnculo muito curto ou quasí rentes T. tommtosum L. ( Capítulos com pedúnculos longos 1 ! Planta annual; corolla com o estandarte voltado para o labío inferior do cálix depois da fecundação T. resiipinatum L. Plantas perennaes de caule mais ou menos lenhoso na base 2 (Bracteas grandes, as inferiores ligadas entre si T. fragiferum L. 2 (Brecteas muito pequenas, as inferiores subverticilladas T. physodes Stev. Sect. I. Clironosemiura Ser. T. minus Sm. in Relham. Fl. Cantabr. p. 290; T. filiforme Brot. II, p. 111. Terras frescas, caminhos. Fl. de maio a junho. I. T. filiforme L. Sp. p. 773. Prados e em terras de cascalho, Fl. de maio a junho. I. T. campestre Schreb. in Sturm. Deulschl. Fl.; T. procumbens L. Fl. Suec; Brot. II, p. 110. Pastagens, terras incultas, margens dos rios. Fl. de abril a junho. I. Sect. 11. Euamoria Gib. et Belli T. repens L. Sp. p. 767; Brot. II, p. 103. Prados e terras frescas. Fl. de maio a outubro. I-II. T. pallescens Schreb. in Sturm. Deutschl. Fl. var. glareosum Rouy il Fouc. Terras arrelvadas e pedregosas. Fl. de junho a julho. IV. T. cernuum Brot. Phyt. lusit. I, p. 150, tav. 62. Prados, terrenos arrelvados e arenosos. Fl. de maio a junho. I-II. T. glomeratum L. Sp. p. 770; Brot. II, p. 198. Terras cultivadas, áridas, caminhos. Fl. de março a junho. I. ivò Secl. III. Galearia Presl. A 2 ) T. resupinatum L. Sp. p. 771; Brot. II, p. 109. a. majus Bss. ; T. suaveolens Willd. [3. minus Bss.; T. Clusii Gr. et Godr. Terras frescas arenosas, Fl. de abril a junho. I. T. tomentosum L. Sp. p. 771 ; Brot. II, p. 110. Terrenos arenosos cultivados ou estéreis. Fl. de abril a junho. I. T. fragiferum L. Sp. p. 772; Brot. II, p. 109. Pastagens, terrenos arenosos e huníiidos. Fl. de maio a setembro. I. T. physodes Stev. in M. Bieb. Fl. Taur.-Cauc. II, p. 217; T. Cupani Tin. Terrenos de sombra, florestas. Fl. de junho a setembro. I. Sul)gen. I-.agopvis Lnjac. Sect. I. Eulayopus Lojac. § Prosbatostoma Gib. et Belli [Estandarte completamente livre Stenosemium Celak. T. striahim L. Estandarte ligado pela unha com as outras pétalas e estames 1 Fructo com uma única semente i Fructo com mais d'uma semente V. Pmlensia Sib. et Belli. l Cálix com 10 nervuras 3 ( Cálix com 20 nervuras VI. Lappaceae Gib. et Belli. Cálix membranoso entre as nervuras, lacineas selacoas densamente plumosas o i 3-4 vezes mais longas que o tubo I. Anrnsia Gib. et Helll. [Calix coriaceo com nervuras fortes '* íLacinias do calix subuladas quasi erectas na maturação. \ II. Trichopíera Gib. et Belli. (Laclnias afastadas entre si na maturação •• I Lacinias recurvadas para fora IH- Scahroidea (iib. cl Itellí. (Lacinias longas subespinliosas dispostas em eslrella . . IV. Stellata Gil. et Belli. g XXVI 114 i Stenostoma Gib. et Belli (Folhas superiores oppostas, foliolos obovaes 1 (Folhas alternas, foliolos estreitos VII. Angustifolia Gib. et Belli. [Dentes do cálix triangular-acuminados, os lateraes pouco mais curtos que o tubo. o inferior egual ou pouco mais longo VIII. Marilima Gib. et Belli, I Dentes do cálix laiiceolados, os lateraes muito mais curtos que o tubo, o inferior bastante mais longo IX. Ochroleuca Gib. et Belli. Sect. II. Cal)comorphum Presl. Flores da periferia férteis com corolla, as internas estéreis sem corolla. Matura- ção dos fructos liypogea T. subterranewn L. Subgen. Lagopus Lojac. Sect. I. Eulagopus Lojac. Stenosemium Celak. T. striatum L. Sp. p. 770; Brot. II, p. 107. Outeiros, pastagens, terrenos calcareos. Fl. na primavera. I. I. Arvensla Gib. et Belli T. arvense L. Sp. p. 769; Brot. II, p. 106. Campos cultivados, outeiros seccos, caminhos. Fi, de junho a julho. I. — Pé de lebre. li. Trichoptera Gib. et Belli T. Bocconii Savi Observ. Trif. p. 37; T. semiglabrum Brot. Phyt. lusit. I, p. 155. Terrenos arenosos arborisados. Fl. de junho a julho. I. iro III. Scabroldea Gib. et Belli T. scabrum L. Sp. p. 770; Brot. 11, p. 107. Terrenos arenosos áridos, marge;is de caminhos, campos cultivados. Fl. na primavera. I. IV. Stellata Gib. et Belli (Flores em espiga longa, cyiindro-conica; corolla vermelha ... T. incarnatum L. I Flores em capitulo ; corolla branca ou rósea y. stellatum L. T. incarnatum L. Sp. p. 769. Cultivado e subspontaneo era terras férteis. Fl. de abril a maio. I. — Trevo incarnado. T. stellatum L. Sp. p. 769; Brot. II, p. 107. Vulgar nos terrenos cultivados, nos caminhos. Fl. de maio a junho I. V. Pratensia Gib. et Belli [Dentes do cálix linear-setaceos ciliados, o inferior com o dobro do comprimento do tubo ; fauce do tubo fechado por um annel calloso T. praletise L. Sp. [Dentes do ealix subulados duas vezes mais compridos que o tubo; fauce aberta. T. di/Jusum Ehrh. T. diffusum Ehrh. Beitr. VII, p. 14.^; T. purpurascens Roth. Catai. I. p. 91; Brot. II, p. 105. Prados, sitios sombrios e húmidos. Fl. de junho a julho. í. T. pratense L. Sp. p. 768; Brot. II, p. 105. 3. villosum VVahlb. — Caule e peciolos villosos, pellos patentes, y. nivale Sieb.; T, pratense, var. pjrennicum Willk. et Lange. — Caule e peciolos villosos, pellos encostados á casca. Prados, terrenos frescos, margens de rios. Fl. de junho a julho. I. VI. Lappacea Gib. et Belli Cálix com 10 nervuras T. nmlium (h.) Huds. Cálix com 20 nervuras • *• 116 Í Dentes do cálix densamente ciliados T. Cherleri L. Dentes do cálix fracamente ciliados T. lappaceum L. T. médium (L.) líuds. Fl. Angl. ed. I, p. 284. Sitios relvosos frescos sombrios. Fl. de maio a dezembro. 1. T. Cherleri L. Dem. pi. 21, Amoen. Acad. III, p. 418; Brot. II, p. 104. Collinas relvosas, campos incultos. Fl. de abril a maio. I. T. lappaceum L. Sp. p. 768; Brot. II, p. 104. Outeiros calcareos, campos, terras arenosas. Fl. na primavera. I. VII. Angustifolia Gib. et Belli T. angustifolium L. Sp. p. 769; Brot. II, p. 104. Terrenos arenosos relvosos, bordas de campos, collinas incultas. Fl. de abril a junho. I. VIII. Marítima Gib. et Belli [Dentes do cálix muito deseguaes, o inferior com o dobro do comprimento do tubo 1 e por íim reflectido T. squarrosum L. iDentes do cálix deseguaes, o inferior de comprimento egual ao do tubo e não re- [ flectido, todos por fim patentes T. maritimum L. T. squarrosum L. Sp. p. 768; Brot. II, p. 106. Terras frescas e prados. Fl. de junho a agosto. I. T. maritimum Huds. Fl. Angl. ed. I, p. 408. Terras arenosas da região maritima. Fl. de maio a junho. I. IX. Ochroleuca Gib. et Beili T. ochroleucum Iluds. Fl. Angl. ed. I, p. 283; L. Svst. Nat. ed. 12, III, p. 233. Prados, sitios relvosos, terrenos sombrios. Fl. de junho a julho. I. Sect. II. Calicomorpbura Presl. T. subterraneum L. Sp. p. 767; Brot. II, p. 103. Terrenos relvosos, caminhos, paredes velhas. Fl. de abril a maio. I, ir PAPILIONATAE-LOTEAE (Vagem indehiscente 1-2-spermica inclusa no cálix Anthyllis L. (Vagem dehiscente 2 I Vagem recta oc-spermica, valvas enroladas em espiral depois da deliiscencia. Lottis L. Vagem recta 2-4-spermica, valvas não enrolando Doryrninm Vill. itiitliyllis L. ( Estames monadelphicos Scct. I. Vulneraria DC. 1 Estames 2-adelphos i ! Vagem 1-spermica, inflorescencia globosa, pequena.. Sect. II. Dorynwpsis Bss. Vagem oo-spermica (2-6) septada transversalmente, inflorescencia em capítulos de 5 a 9 flores Sect. 111. Cornicina Bss. Sect. I. Vulneraria DC. A. vulneraria L. Sp. p. 719; Brot. II, p. 154. a. vidgaris Koch. — Cálix concolôr; corolla branca ou amarella. p. rubra L. — Corolla vermelha. 8. hispida Bss. et Reut. — Caule e folhas hispidas. Terras frescas, arenosas. Fl. de abril a julho. MI. — Vulneraria. Sect. II. Dorycnopsis Bss. A. Gerardi L. Mant. I, p. 100; Brot. II, p. 155. Collinas seccas, vinhas. Fl. de junho a julho. I. Sect. III. Cornicina Bss. A. lotoides L. Sp. p. 720; Brot. II, p. 155. Campos e terras incultas. Fl. de maio a junho. I. 118 Dorycuiuiii Vill. Secl. Bonjeania Rchb. D. reclum Ser. in DC. Prodr. 11, p. 208; Lotus rectiis L. Sp. p. 775; Brot. II, p. 123. Logares húmidos, bordas de ribeiros. Fl. de maio a agosto. I. IjoIus L. l Cálix tulniloso-campanulado, raras vezes sub-2-labiado.. Sect. I. Eulotus Ser. 1 (Cálix 2-labiado, lábio superior 2-fiào, o inferior 3-partido. . . Sect. II. Lotea Ser. L. crelicns L. Plantas perennaes 2 Plantas annuaes • • 4 Cálix com dentes eguaes 3 Cálix subbilabiado L. glareosus Bss. et Reut. 1 [Caule fistuloso; flores 4-14 em umbellas; cálix de dentes linear-lanceolados. L. uliginosus Schkerber. I Caule não fistuloso, 2-3 flores; cálix com dentes triangulares na base e franca- mente subulados L. corniculatus L. [ Legume incluso no cálix L. parviflorus Desf. (Legume mais comprido que o cálix 5 [Legume em arco L. conimbricensis Brot. 5 (Legume recto 6 3 4 Pedúnculo com 2-4 flores, que se fazem verdes, seccando 7 Pedúnculo com 1-3 flores, que não se coram de verde, seccando. L. imgifstissimus L. [Estandarte chanfrado; carena em longo bico direito L. hispidus Desf. [Estandarte apiculado; carena em bico recurvado... L. castelhanus Bss. et Reut. Sect. I. Eulotus Ser. L. corniculatus L. Sp. p. 775; Brot. II, p. 121. 119 a. vulgaris Willk. — Glabro ou quasi glabro; dentes do cálix do comprimento do tubo. a. genuimis. — Pedúnculos 2 ou 3 vezes mais compridos que as folhas. 3. pedunculatus. — Pedúnculos 4 ou mais vezes mais com- pridos que as folhas. 6. gracilis. — Glabro ou pubescente, caule e ramos muito del- gados. c. pilosiis. — Mais ou menos albo-piloso; dentes do cálix mais compridos que o tubo. a. ciliatus. — Foliolos, estipulas e cálix mais ou menos ciliados. p. villosus. — Toda a planta densamente villosa. f. alpinus Bss. — Anão, cespitoso; folhas quasi rentes, foliolos pequenos. Terras arrelvadas, arenosas. Fl. de abril a junho. I-III. L. uliginosus Schkerhr. Handb. II, p. 433; L. corniculatus silvaticus Brot. II, p. 121. Sitios muito húmidos. Fl. de maio a junho. I. L. glareosus Bss. et Reut. Pug. p. 36. y. glacialis. Terrenos de cascalho e areentos. Fl. de junho a agosto. III-V. L. parviflorus Desf. Fl. Atl. II, p. 206; L. microcarpus Brot. II, p. 119. Terrenos seccos arenosos. Fl. de abril a maio. I. L. coimbrensis Willd. Sp. pi. III, 1390; L. conimbricensis Brot. Phyt. lusit. fase. I, p, 28; Fl. lusit. II, p. 118. Terrenos relvosos e húmidos. Fl. de abril a junlio. I. L. angustifolius L. Sp. p. 774; L. oligoceratus Scop. Brot. II, p. 118. Terras arenosas e húmidas. Fl. de maio a julho. I. L. hispidus Desf. Cat. Hort. Pav. p. 190. Terras arenosas, relvosas e húmidas. Fl. de maio a junho. í. L. castellanus Bss. et Reut. Diagn. pi. orient. n.** 9, p. 34, e Png. p. 38. Terras incultas, arrelvadas, húmidas. Fl. de julho a outubro. I-IIÍ. Sect. II. lolea Ser. L. creticus L. Sp. p. 775; Brot. II, p. 120. Areias do littoral. Fl. de março a maio. I. 120 t PAPILIONATAE-GALEGEAE-ASTRAGALINAE (Vagem cylindrica Asíragalus L. (Vagem linear comprimida denteada no dorso Biserrula L. itistrag^alus L. I Plantas pequenas annuaes ou 2-annuaes Sect. I. Trimenaeus Bge. Plantas perennaes 1 [Flores pedmiculadas em cacho laxo^ vagem grande e um pouco vesiculosa. Sect. II. Phaca Bge. [Flores rentes ou quasi, em cacho denso, vagem comprida e estreita. Sect. III. HypogloUis Bge. 1 1 Sect. I. Trimenaeus Bge. [ Pellos 2-furcados, ramos parallelos á epiderme A. Epiglottis L. [Pellos simples grossos presos pela base 1 1 Vagem em fornia de barquinha A. cymbaecarpus Brot. [Vagem estreita recurvada em forma de foicinha A. hamosus L. A. epiglotlis L. Mart. II, p. 274; Brot. II, p. 168. Campos e outeiros arenosos e argillosos. Fl. de abril a maio. I. A. cymbaecarpus Brot. II, p. 167; Phyt. lusit. I, p. 143, tab. 59. Terras húmidas e arenosas. FI. de abril a junlio. I. A. hamosus L. Sp. p. 758; Brot. II, p. 167. Terrenos áridos e estéreis. Fl. de abril a julho. I. Sect. II. Phaca Bge. A. lusitanicus Lanik. Dicl. I, p. 312; Brot. II, p. 166. Terrenos férteis, terras da beira mar. Fl. de abril a junho. I-II. — Alfavaca dos montes. 121 Sect. III. Hypoglottis Bge. A. granatensis Lge. Piig. p. 372; A. hypoglottis Brot. Phvt. lusit. !, p. 145, tab 60. Collinas estéreis, sitios alpestres. Fl. de abril a julho. I. Biserriila L. B. Pelecinus L. Sp. p. 762; Brot. II, p. 170. Terrenos arenosos cultivados e incultos. Fl. de março a junho. I. PAPILIONATAE-HEDYSAREAE-CORONILLINAE [Folhas inteiras, vagem espiralada e com liuhas salientes (costullas) longilndinaes. Scoíyinrm L. [Folhas 3- 00 -foliadas, vagem recta ou em forma de foucinha i I Vagem recta dividida em articules oblongos Coronilla L. Vagem em forma de foucinha, nitidamente articulada Ornilliopus L. ^corpiuriis L. 'Costullas externas com tubérculos cónicos ou espinhos mais ou menos recurvados em gancho na extremidade S. muricnta L. (Costullas externas com tubérculos muito dilatados na extremidade; voltas da es- pira muito juntas ; pedúnculos 1-floreos íí. vermkulata L. S. muricata L. Sp. p. 745; Brot. II, p. 79. a. typicus Fiori et Beg. — Espira laxa, com curtos tubérculos cónicos; pedúnculos 2-lloreos. p. sulcala (L.). — Espiras laxas, espinhas direitas em geral gla- bras; pedúnculos subtrilloreos. y. subvillosa (L). — Espiras um pouco juntas, espinhos mais compridos e mais finos do que os das variedades ante- riores; pedúnculos i-íloreos. Terrenos cultivados. Fl. de abril a julho. I. S. vermiculata L. Sp. p. 744; Brot. II, p. 79. Terras cultivadas e incultas. Fl. de março a junho. I. 122 OriíitSiopus L. lUmbellas sem bractea Sect. I. Arthrolobivm Desv. i (Umbellas com folha bracieal imparipennada .... Sect. II. Euornithopus Wh. 2 (Folhas inferiores simples; estipulas ligadas invaginantes O. durus Cav. 1 (Folhas todas imparipemiadas; estipulas quasi miUas 0. ebracteatiis Brot. 2 I Flores pequenas amarellas 0. compressm L. j Flores brancas com linhas côr de rosa no estandarte 3 I Flores muito pequenas, vagem articulada direita, roslro curto. 0. perpiisillus L. Flores maiores, vagem curva com rostro longo (Vs ou Va do comprimento da va- gem 0. sativvs Brot. Sect. I. Arliirolobiuin Desv. O. durus Cav. Ic. I, p. 31, tab. 41; O. hetcrophyllus Brot. lí, p. 160; Phyt. t. 87. Collinas áridas. Fl. de abril a junho. I. O. ebracteatus Brot. II, p. 159; Phyt. lusit. I, tab. 68. Terrenos cultivados e arenosos. Fl. de abril a agosto. I. Sect. II. Eiiornilhopus Wk. O. compressus L. Sp. p. 744; Brot. II, p. 159. Terrenos incultos e arenosos. Fl. de março a junho. I. ■ — Serraâella estreita. O. perpusillus L. Sp. p. 743. a. roseus (L,). — Pedúnculos mais compridos que as folhas; folha floral de comprimento do cálix quando muito; flor maior. Terrenos arenosos, incultos, bordas de caminhos. Fl. de maio a ju- nho. I. O. sativus Brot. II, p. 160. Cultivado e subspontaneo nas terras arenosas. Fl. de março a maio. I. — Serradella cultivada. 123 Coroiiilla L. Tolhas com 2 a 3 pares de foliolos, vagem de 4 angulo?. Sect. I. Evcoronilla Benlli. cl Hook. C. glauca L. ^Folhas 3-foliadas, foliolo médio grande, os laleraes reniformes pequenos. Secl. II. Srorpioidrs Benlh. i'l Hook. C. srorpioidcs (L.) Koch. Sect. I. Eucoronilla Benlli. et Ilook. C. glauca L. Cent. pi. 1, p. 23; Sp. ed. II, lOí-7; Brot. II, p. 163. Terrenos calcareos. Fl. de março a jullio. I. — Senna do reino. Sect. II. Scorpioides Beiíth. et Hook. C. scorpioides (L.) Koch. Syn. ed. I, p. 188; Ornithopiis scorpioides L.; Brot. II, p. 161. Terrenos cultivados. Fl. de fevereiro a ju«ilio. I. PAPILIONATAE-VICEAE ITubo dos estames truncado muito obliquamente Vicia L. (Tubo dos estames truncado em angulo recto i lEstylete comprimido lateralmente Pisum L 1 (Estylete comprimido transversalmente Lathyrus L. Wieia L. (Estylete comprimido dorsal ou lateralmente 1 Estylete filiforme assovclado pubeseente na extremidade, Sect. IV. I'Jnilia 1-k. Estylete barbudo na face inferior pouco abaixo do estignia. Sect. I. Envida Vis. Estylete pelludo na face superior ou em roda 2 1 2 (Vagem troncada muito obliquamente e rostrada na extremidade. Secl. II. Cracca Riv. [Vagem arredondada na extremidade c não rostrada Sect. III. Knum L. 124 Sect. I. EuTÍcia Vis. I Caule delgado raslejante ou trepador Vicicinae. l Caule recto mais ou menos consistente e carnoso Fabinae. 4 1 Vagem curta e larga Platycarpae. 2 ( Vagem comprida ensiforme Hyphocarpae. 3 2 1 2 fFlôr amarella, vagem linear-oblonga com pellos duros nascendo d'um tubérculo; sementes globosas V. lutea L. iFlôr amarella n)ais ou menos riscada de violeta; vagem rhomboidal-oblonga co- berta de pellos acastanhados; sementes (3-4) quadrangulares comprimidas. V. vestita L. 1 Flores e legumes rentes V. sativa L. 3 (Flores pedunculadas; pedúnculo egual ou mais comprido que a folha. V. Bythnica L. Folhas inferiores com um só par de foliolos e sem gavinha; foliolos grandes elli- plieos. Flores grandes, pedúnculos mais curtos que a folha; dente superior do cálix triangular, os inferiores lanceolados mais compridos; corolla purpurina. 4 { V. narboneniis L. fFolhas todas mucronadas, corolla branca, vagem muito grande, sementes grandes achatadas lateralmente, hilo linear V. Faba L. Sect. II. Cracca Riv. * 1 Plantas annuaes polyspermicas, flores grandes 1 [Plantas annuaes 2-4-spermicas, flores pequenas 2 [Dentes superiores do cálix muito curtos, os inferiores linear-subulados; vagem glabra V. dasycaiya Ten. JDentes do calix sctaceos quasi eguaes densamente villosos; vagem densamente villosa V. atropurpurea Desf. [Dentes do calix deseguaes, os superiores conniventes, os inferiores subulados ciliados ; vagem amarellada glabra V. ãisperma DG. ) Dentes do calix eguaes villosos; vagem muito pequena (8-10 mm.) negra villo- sula V. hirsuta S. F. Grav. 128 Sect. III. Ervura L. Foliolos linear-allongados; flores de 0-6 mm.; cálix de dentes quasi eguacs. V. tetiaspcnna Moencli. Sect. IV. Eivilia Lk. Folhas com 8-12 pares de foliolos, mucronadas, sem gavinha.. V. Ervilia Willd. Sect. I. Envida Vis. # Vícicinae V. lutea L. Sp. p. 736; Brot. 11, p. 151. Terrenos cultivados, collinas áridas, prados. FI. de março a junho. I. V. vestita Bss. Elench. p. 67; Voy. bot. Esp. p. 193, tab. o7. Searas, terrenos cultivados e sitios sombrios. Fl. de abril a maio. I. V. sativa L. Sp. p. 736; Brot. II, p. 150. Plantas sem estolhos brancos subterrâneos. V. sativa typíca Beck. Fl. Nieder-Oesterr. p. 876. — Flores de 2-3 mm. «. obovala Ser. in DC. Prod. — Foliolos obovaes ou obcor- dados. ^. Unearis Lang. Pug. — Foliolos muito estreitos. Flores de 1,5-1,8 cm. V. cordata Wulf. in Sturm. Deulsch. Fl. — Foliolos das folhas inferiores obcordados, os das superiores linear-cuneiformes. V. angustifoUa L. Amenit. Ac. IV, p. 105. — Foliolos das folhas superiores linear-troncados ou obtusos. a. Bobarlli Koch. Syn. ed. II, p. 213. — Foliolos das fo- lhas superiores linear-lanceolados, ou linear-troncados, ou emarginado-mucronados. p. segeialis Koch. I. c. — Foliolos das folhas superiores oblongo-lanceolados arredondados na extremidade. V. amphicarpa L. Sp. ed. II, p. 1030. — Plantas com estolhos brancos e subterrâneos; duas formas de ílôr, umas completas, outras imperfeitas. Searas, sebes e maltas, terrenos incultos. Fl. de abril a junho. 1. Í2tí V. Bithnica L. Syst. ed. X, p. 1166. Sebes, bordas de campos. Fl. de abril a junho. I. ** Fabinae V. narbonensis L. Sp. p. 737. p. serrati folia Koch. Syn. ed. II, p. 215. Terrenos húmidos e férteis, mattas, valias. Fl. de maio a junho. 1. V. Faba L. Sp. p. 737. Cultivada. Fí. de maio a junho. I. Sect. II. Cracca Riv. V. dasycarpa Ten. Viagg. Abruzz. p. 81; V. varia Host. ; V. Cracca Brot. II, p. 149. Searas, sebes. Fl. de maio a setembro. I. V. atropurpurea Dcsf. Fl. Atl. II, p. 164; V. villosa Brot. II, p. 150. Terras incultas, relvosas, arenosas. Fl. de março a maio. I. V. disperma DC. Cat. líost. Monsp. p. 154. Terrenos arenosos, pedregosos, mattas. Fl. de abril a junho. I-II. V. hirsuta S. F. Gray Nat. an. Brit. pi. II, p. 614; Ervum hirsutum L.; Brot. II, p. 152. Terras cultivadas, searas. Fl. de abril a julho. I. Sect. III. Ervum L. V. tetrasperma Moench. Meth. p. 148. var. gracilis Arch. ex Gurb.; V. gracilis Lois.; Ervum varium Brot. II, p. 152; V. laxiflora Brot. Phyt. I, p. 125. Searas, bordas de campos, sebes, mattagaes. Fl. de março a maio. I. Sect. IV. Ervilia Lk. V. Ervilia Willd. Sp. pi. III, p. 1103; Ervum Ervilia L. Sp. p. 738; Brot. II, p. 153. Cultivada e subspontanea nos campos. Fl. de abril a junho. I. — Orobo das bolicas, Ervilha de pombo. Í27 Í Todas as folhas, pelo menos as superiores, com gavinhas. Sect. I. Archylathyrns. l Todas as folhas sem gavinhas Sect. II. Orobus. (Estylete não torcido 2 1 (Estylete torcido 4 [Folhas reduzidas á gavinha, estipulas muito grandes I. Aphacn Tourn 2 ( Folhas todas ou pelo menos as superiores com foliolos 3 IPeeioIos inferiores foliaceos; estandarte bigiboso-calloso perto da base. II. Clymenum DC Todas ou quasi todas as folhas com foliolos e gavinhas : caule 2-gumeo. IV. Orobastrum Gr. et Godr. ÍEs.ylete recto; pedúnculos com 4-3 flores; vagem oval-alongada. III. Cicercula Much. Estylete curvo V. Eulalhyrus Ser. Sect. I. Archjlalhyriís I. Aphaca Tourn. L. Aphaca L. Sp. p. 729; Pisum Aphaca Brot. 11, p. lio. Searas, sebes, sitios arenosos. Fl. em abril e maio. I. II. Clymenum DC, (Flores amarellas ; vagem 2-alada L. Ochrus DC. I Flores vermelhas ' íAzas da corolla azues; vagem comprimida, canaliculada no dorso. \ L. Clvmenum L. 1 Azas da carolla brancas; vagem tubulosa, não canaliculada no dnrso. ^ L. arluulalus L. L. Clymenum L. Sp. p. 73*2. a. íenuifolius Godr. — Caule e peciolos subalados; foliolos lan- ceolado-lineares. 128 [i. latifolius Godr. Brot. II, p. 14 v. — Caule e peclolos per- feitamente alados; foliolos oblongo-lanceolados ou lanceo- lados. Mattas, sebes, searas, bordas de caminhos. Fl. de abril a junho. I. L. articulatus L. Sp. p. 731; Brot. II, p. 439. Terrenos cultivados, sebes. Fl. de abril a maio. I. L. Ochrus DC. in Lam. et DC. Fl. Fr. IV, p. S78. Campos e terras incultas. Fl. de abril a maio. I. III. Cicercula Much. [ Vagem glabra ' 1 ( Vagem hirsuta L. hirsntus L. ( Corolla amarella L. annuus L. j Corolla mais ou menos violácea 2 (Pedúnculos mais curtos que as folhas; vagem canaliíiulada no dorso. L. Cicera L. (Pedúnculos eguaes ou mais compridos que as folhas; vagem 2-alada no dorso. 3 I Planta sem estolhos brancos L. sativus L. Planta com estolhos brancos, fructificação aérea e subterrânea. L. amphicavpus Brot. L. sativus L. Sp. p. 730; Brot. II, p. 138. Searas. Fl. de março a maio. I. — Chicharos grossos ou ordinários. L. amphicarpus Brot. II, p. 135, e Phyt. lusit. I, p. 163. Collinas e outeiros argilloso-calcareos. Fl. de março a maio. I. L. annuus L. Amoen. Acad. Ill, p, 417; Brot. II, p. 141. Searas, prados, terras incultas frescas. Fl, de abril a junho. I. L. Cicera L. Sp. p. 730; Brot. p. 137. Searas, vinhas, terras incultas. Fl. de abril a junho. I. — Chicharos meudos. L. hirsutus L. Sp. p. 732; Brot. II, p. 141. Terras cultivadas, searas. Fl. de maio a julho. 1. IV. Orobastrum (Bss. Fl. Or.) Taub. Í Pedúnculos oo-floreos L. palustris L. Pedúnculos com uma só ílòr i 1-20 /Pedúnculo aiislado, arliculailo ao meio, mais curto que a folha. 1 < L. sphaerkus Hetz. (Pedúnculo articulado perto da extremidade, 4-6 vezes mais comprido (jue a folha. L. anyulalus L. L. palustris L. Sp. p. 733. p. nudkauUs Willk. — Caule e peciolos nào alados (1). Terrenos incultos húmidos. Fl. de maio a junho. I. L. sphaericus Relz. Obs. bot. Ill, p. 39. Vinhas, terras cultivadas. Fl. de abril a julho. I. L. anguiatus L. Sp. p. 731; Brot. II, p. 139. Terras incultas, searas, terrenos arenosos. Fl. de abril a julho. I-II. V. Eulathyrus Ser. in DC. Prod. I Dentes do cálix deseguaes, os superiores direitos 1 Dentes do cálix deseguaes, os superiores conniventes L. latifolius L. Í Vagem glabra 2 Vagem e caule villosos L. odoratus L. 2 1 Estandarte côr de rosa na face anterior e esverdeado no dorso . . L silvestris L. I Toda a corolla vermelha L. Tingitamis L. L. silvestris L. Sp. p. 733. ^. latifolius Peterm. — Foliolos inferiores grandes ovaes oblon- gos arredondados e mucronados, os médios elliptico-lan- ceolados, os superiores lineares. Mattagaes, terras incultas sombrias. Fl. em junho e julho. I. L. latifolius L. Sp. p. 733; Brot. II, p. 142. Sebes, brenhas, mattas. Fl. de junho a agosto. I. L. Tingitanus L. Sp. p. 732. Sebes e brenhas. Fl. de maio a junho. I. L. odoratus L. Sp. p. 732. Cultivado e subspontaneo. Fl. de maio a julho. I. (I) O sr. G. Sampaio nota diíTercnças importantes entre esta planta e o verdadeiro L puhistris. dando talvez logar a considerar-se como nova espécie. 9 KXM 130 Sect. II. Orobus JFolioIos ovaes, elliplicos ou oblongo-lanceolados; dentes inferiores do cálix egua- lando o lubo. Planta estoionifera e productora de tubérculos. L. montanus Bernh. IFoIIoIos ellipticos; dentes inferiores do cálix egualando Va do tubo. Planta tor- nando-se negra seceando L. niger Bernh. L. niger (L.) Bernh. Syst. Verz. Esf. p. â48 ; Orobus niger L. Sp. p. 729; p. 146. Mattas das regiões montanhosas. FI. de maio a julho. II-III. L. montanus Bernh.; Orobus tuberosus L. Sp. p. 728; Brot. II, p, 147. Nas mattas das regiões baixas e montanhosas. Fl. de abril a maio. I. Pisiiiu L. l Pedúnculos oo-floreos ; sementes amarelladas, globosas P. saHvum L. (Pedúnculos l-floreos; sementes escuras, angulosas P. arvense L. P. sativum L. Sp. p. 727; Brot. II, p. 144. Cultivado em muitas variedades. — Ervilhas. P. arvense L. Sp. p. 727; Brot. II, p. 144. Cultivado e snbspontaneo. Fl. de maio a julho. — Ervilhas meudas. PAPILIONATAE-PHASEOLEAE-PHASEOLINAE [Cálix 2-labiado. Carena com o estylete e estamos enrolados em espiral. Plantas trepadoras Phaseolus L. [ Cálix 5-denteado. Carena não eniolada Dolichos L. Phaseolus L. Ph. vulgaris L. Sp. p. 723. a. communis Arch. FI. Prov. Brandenb. — Feijoeiro branco de trepa. b. nanus L. (como espécie) Cent. pi. I, p. 23. — Feijoeiro branco das searas. Cultivado. Fl. na primavera e no verão. l,1í Ph. mullillonis Lamk. Ericy. Ill, p. 70. Cultivado. Fl. de junho a julho. — Feijoeiro escarlate. Uoliclios L. D. monachahs Brot. FI. lusit. II, p. 125. Cultivado. Fl. no verão. — Feijão fradinho. Serie Oeranlales í Flores hermaphroditas i (Flores unisexuaes Subserie Tricoccae. 1 Flores regulares ou quasi Subserie Gercmiineae. ( Flores symetricas Subserie Polyynlinae. Subserie Geraniineae IFolhas simples 1 I Folhas compostas 2 [ Folhas inteiras estreitas; frueto capsular Linaceae. (Folhas lobadas ou fendidas; frueto com um longo bico Geraniaceae. IFolhas 3-foliadas Oxalidaceae. (Folhas pennadas 3 (Estigma simples Ruíaceae. 3 (Estigma com 5 raios Zygopbyllaceae. Geraniaceae (*) lEstames férteis 10 Geranium L (Estames férteis 5, estéreis 5 (G. pusillum L.) Erodhtm I.'Herit. (1) J. Mariz -£o/. da Soe. Brot., VIU, p. 161. 132 Oerauiuiii L. [Plantas perennaes com rbizoma desenvolvido; pedúnculo 1-tloreo. Sect. I. Batrachia Koch. [Plantas annuaes; pedúnculo 2-floreo 1 í Sepalas patentes Sect. II. Columbina Koch. 1 (Sepalas erectas na flor e conniventes no fructo Sect. III. Robeitiana Koch. Sect. I. Batrachia Koch. G. sanguineum L. Sp. p. 683; Brot. II, p. 7i. Sebes, outeiros pedregosos estéreis. Fl. de junho a julho. I-II. — Gerânio sanguíneo, Bico de Grou sanguíneo. Sect. II. Columbina Koch. ; Folhas lobadas ou fendidas 1 [ Folhas partidas 3 [Carpellos com rugas transversaes G. molle L. ( Carpellos lisos 2 1 Estames 10 férteis G. rotundifolinm L. ( Estames férteis 5, estéreis 3 G. pusillum L. [Carpellos pelludos ; pedúnculos mais curtos que as folhas G. dissedum L. 1 2 3 [Carpellos glabros; pedúnculos muito mais comi>ridos que as folhas. G. Coiumbinum L. G. molle L. Sp. p. 682; Brol. 11, p. 72. Terras cultivadas e incultas. Fl. de abril a julho. I-il. G. rotundifolium L. Sp. p. 683; Brot. II, p. 72. Terrenos cultivados, sebes. Fl. de abril a outubro. I. G. pusillum L. Sys. Nat. ed. X, n.** 36. Campos relvosos, terras cultivadas. Fl. de maio a julho. IV. G. dissectum L. Cent. I, p. 21 ; Brot. II, p. 73. Campos arrelvados, terras de pousio. Fl. de abril a maio. I. 133 G. Columbinum L. Sp. p. 682; Brot. 11, p. 73. Terras arrelvadas, campos. Fl. de junho a julho. I-II. Sect. III. Roberliana Koch. I Folhas renlformes palmilobadas q lucidim L. (Folhas 3-0 palmipartidas G. Robertianum L. G. lucidum L. Sp. p. 682; Brot. II, p. 72. Terrenos sonnbrios e húmidos. Fl. de abril a julho. I-III. G. Robertianum L. Sp. p. 681; Brot. 11, p. 71. Mattas húmidas, fendas das pedras, muros velhos. Fl. de maio a julho. I-IV. Erocliiim L. [Folhas simplesmente denteadas ou lobadas 1 (Folhas piunatiseccadas 2 \ [Bico do fructo de 2-3 centímetros; folhas serrilhadas ou lobadas. E. malacoides (L.) Willd. |Bíco do fruclo de 1 decimetro; folhas inferiores crenadas ou lobadas, as superio- res pinnatifidas E. Botnjs (Cav.) Bertol. (Filetes dos estames férteis largos e 2-denteados na base 3 2 (Filetes dos estames não 2-denteados 4 ÍFoliolos grandes denteados distantes uns dos outros. E. moschatum (Burm.) L'IIerit. Foliolos pequenos pinnatifidos E. primulaceim (Wchv.) Lange. [Folhas inciso-lobadas ou pinnatisecoadas E. cicutarinm (L) L'lierit. 4 ( Folhas 2-pennadas ou qnasi 3-peDnadas 5 (Folhas 2-pennadas, segmentos inteiros E. cicularitm, a. bipinnaíum (W.). b } (Folhas 2-pennadaSj segmentos profundamente divididos. E. ciaitarium, p. Jacquinianum (Fiseh., Mey. et Ave-Lall.). I3í E. malacoides (L.) Willd. Sp. III, p. 639; Geranium malacoides L. p. 680; Brot. II, p. 74. Terrenos arenosos, campos áridos, caminhos. Fl. de maio a julho. I. E. Botrys (Cav.) Bertol. Amoen. p. 35; Geranium Botrys Cav. Diss. IV, p. 218, tab. 90; Brot. II, p. 74. Terras incultas, outeiros seccos arenosos. Fl. de março a junho. I. E. moschatum (Burm.) L'Herit. in Ait. Host. Kew. p. 414; Geranium moschatum L. ; Brot. II, p. 74. Campos e terras incultas, bordas de caminhos. Fl. de maio a julho. I-II. — Bico de Grou ou de Cegonha moscado, Agulheiro ou agulha de partes moscadas. E. primulaceum (Welw.) Lange Ind. sem. H. haun. 1885, p. 24; Pug. pi. IV, p. 328; Welw. pi. lusit. exsic. n." 85. Terrenos argillosos e húmidos. Fl. de fevereiro a maio. I. E. cicutarium (L.) L'Herit. ; Geranium cicutarium L. Sp. p. 680; Brot. II, p. 75. a. bipinnatum (W.) Fiori et Beg. ^. Jacquinianum (Fisch., Mey. et Ave-Lall.) Fiori et Beg. Terrenos cultivados e incultos; ^. terrenos arenosos da beiramar. Fl. de fevereiro a abril. I. Oxalidaceae Oxalis L. Planta de caule prostrado ; folhas caulinares 0. corniculata L. Plantas rhizomatosas bulbiferas; folhas todas radicaes O. cernua Thunb. O. corniculata L. Sp. p. 435 ; Brot. II, p. 223. Frequente em terras cultivadas e incultas, muros. Fl. de maio a agosto. I-II. O. cernua Thunb. Diss. de oxal. n." 8, p. 12, tab. 2. Subspontanea nas terras cultivadas. Fl. de setembro a novembro. I. Linaceae I Flores 4-meras ; planta pequena Radiola L. Flores 5-meras Linum L. 135 Radiola L. R. linoides Roth. Tent. 2, p. i99; Liniim Radiola L. Sp. p 281- Hrot. I, p. 485. ^ ^ Terrenos arenosos, pastagens, mattos. Fl. de maio a junho. I. liiiiiiiii L I Pétalas amarellas; sepalas glandulosas na margem. . Sect. I. Linastrum Planch. ( Pétalas azues, côr de rosa ou brancas; sepalas não glandulosas. Sect. II. Eulinum Planch. Sect. I. Linastrum Planch. I Folhas Ihiear-lanceoladas { Folhas linear-subuladas ; pétalas subuiadas L setacmm Brot. [Ramos pubescentes /,. strictum L. Ramos glabros l. gallicum l. Sect. II. Eulinum Planch. [Sepalas interiores levemente ciliadas; antheras quasi globulosas. L. angustifolium Huds. [Sepalas todas glabras ; antheras sagitadas L mitatissimum L. L. setaceum Brot. I, p. 484. Terras áridas, mattos. Fl. de abril a julho. I. L. strictum L. Sp. p. 279; Brot. I, p. 484. a. laxiflorum Gr. et Godr. — Fasciculos de ílores poucos e dis- tantes uns dos outros na extremidade de ramos longos. p. cymosus Gr. et Godr. — Fasciculos de ílores compactos em ramos curtos. y. axillare Gr. et Godr. — Fasciculos de flores axillares por quasi todo o caule. Terras áridas, vinhas. Fl. de abril a maio. I-II. L. gallicum L. Sp. ed. II, p. 401; Brot. I, p. 483. Terrenos seccos, vinhas. Fl. de abril a junho. I. L. angustifolium Huds. Fl. Angl. p. 134; Linum agreste Brot. I, p. 481. 136 Prados, pastagens, mattas. Fl. de abril a agosto. I-II. — Linho gal- lego bravo. L. usitatissimum L. Sp. p. 277; Brot. I, p. 481. Cultivado em quasi todo o paiz. Fl. de maio a julho. I. — Linho; linho da terra, gallego ou mourisco. Zygophyllaceae (i) ZYGOPHYLLOIDEAE-TRIBULEAE Tribiiliis L. T. terrestris L. Sp. p. 387; Brot. II, p. 70. Frequente em terras áridas e ainda nas cultivadas. Fl. de junho a setembro. I. — Abrolho terrestre. Rutaceae (i) RUTOIDEAE-RUTEAE-RUTINAE Ru. monspeliaca L. (Nervuras lateraes das azas ligando se cm arco na extremidade 1 [ Folhas inferiores oppostas p. depressa Wender. ( Todas as folhas alternas p. vulgaris L. P. monspeliaca L. Sp. p. 702; Brot. II, p. 29; Pliyt. lusil. II, p. 216, tab. 176. Outeiros calcareos, terrenos incultos. FI. de março a julho. I. P. depressa Wender, Schrift. d. Ges. d. Naturwiss z. Marburg. Regiões montaidiosas. Fl. de junho a julho. IV e V. P. vulgaris L. Sp. p. 702; Brot. II, p. 29. a. íypica (P. vulgaris Rchb.). — Azas elliplicas mais largas que a capsula. ^. oxyplcra (Rchb.). — Azas cuncalo-ellipticas mais estreitas que a capsula. f. angusti folia. y. lusilanica P. Cout. — Azas ciliadas. Prados, mattas e montes. Fl. de março a julho. I-IV. Subseries Tricoccae Euphorbiaceae (Flores monoicas ou dioicas nao contidas num invólucro membranoso. Aralyphrae. (Flores monoicas, masculinas e femininas contidas dentro d'um invólucro membra- noso Euphorbieae. 38 Acalypheae * Mercurialinae micreiírialiii (^Tuuriif.) L. (Folhas pelludas glandiilosas ; planta perennal M. perennis L. (Folhas glabras ; planta annuai M- annua L. M. perennis L. Sp. p. 1035. Mattas sombrias e húmidas. Fl. de maio a julho. I. — Mercurial. M. annua L. Sp. p. 1035; Brot. II, p. 51. a. genuína J. Mull. — Flores dioicas; flores masculinas em es- piga com pedúnculo mais comprido que as folhas. "^.ambígua J. Mull. — Flores monoicas em grupos axiliares rentes. Frequente nos campos, nas terras incultas, muros velhos. Fl. de fe- vereiro a dezembro. I. Euphorbieae (í) Eu|ihorbia L. [Flores solitárias; folhas oppostas com estipulas. Plantas rastejantes. Sect. I. Anisophyllum Haw. [Flores em urabella ; folhas sem estipulas Sect. II. TithyniaJus Scop. Sect. I. Anlsophjllum Haw. Subsect. Chamaesyceae E. Peplis L. Sp. p. 455; Brot. II, p. 309. Areias maritimas. Fl. de junho a setembro. I. — Maleileira das areias. (1) J. DâweâVi ~ Euphorbiacées de Portugal — Boi. da Soe. Brot., III (1885). 139 Sect. II. Tilhjmaliis Scop. [Folhas caulinares oppostas Subseel. I. Decussalae Bss. E. Latliyris L. [Folhas caulinares alternas 1 /Glândulas do invólucro inteiras, ovaes ou arredondadas. Subseel. II. Galarrhnei Bss. Glândulas do invólucro em forma de crescente, bicorueas ou i-corneas. Subsect. III. Esulae Bss. Glândulas do invólucro pectinadas na margem, ou 2-corneas, ap|)endices curtos \ dilatados na ponta . . Subsect. IV. Ahjrsiniíis Bss. Subsect. I. Decussatae Bss. E. Lathyris L. Sp. p. 457; Brot. II, p. 311. Terras cultivadas. Fl. de junho a julho. I. Subsect. II. Oalarrhaei Bss. Sementes lisas 1 Sementes finamente tuberculosas E. pubescens Wahl. Sementes alveoladas 2 [Folhas caulinares lanceoladas de 4-7 mm E. (hdcis L. 1 (Folhas caulinares muito pequenas linear-oblongas E. uliginosa Welw. 2 [Capsula alada no dorso E. ptericocca Brot. [capsula lisa E. helioscopica L. E. dulcis L. Sp. p. 457. Prados, pastagens, mattas huníiidas. Fl. de abril a julho. I. E. uliginosa Welw. Plant. lusil. exsic. n." 532. Terrenos muito bumidos do littoral. Fl. de abril a maio. I. E. pubescens Wahl. Syneb. II, p. 55; E. pilosa Brot. II, p. 315. p. leucotricha Bss. — Folhas obtusissimas. y. crispata Bss. — Folhas curtas e de margens onduladas. Terras húmidas, margens de ribeiros, etc. Fl. de maio a julho. I. 110 1 2 E. ptericocoa Brot. 11, p. 312; Phyt. lusit. l, p. 186, tab. 76. Collinas e valles cultivados. Fl. de abril a maio. I. E. helioscopica L. Sp. p. 459; Brot. II,. p. 312. Vulgar nos terrenos cultivados e incultos. Fl. de janeiro a maio. 1. — Maleiteira, Tithymalo dos valles. Subsect. III. Esulae Bss. Folhas floraes livres 1 Folhas floraes ligadas 4 Sementes tuberculosas, folhas floraes lanceolado-lineares E. exígua L. Sementes foveoladas ou lisas 2 Sementes foveoladas 3 ( Sementes lisas E. Paralias L. [4 pequenas cavidades nas faces lateraes E. Peplus L. 3 h pequenas cavidades nas faces lateraes E. peploides Gouan. (sementes irregularmente foveoladas E. segetalis L. l Capsula glabra (planta dos sitios húmidos) E. amygdaloides L. (Capsula pellnda (planta dos sitios áridos) E. Charadas L. E. exigua L. Sp. p. 456; Brot. II, p. 310. Terras cultivadas e incultas, pinhaes. etc. Fl. de maio a julho. I. E. Peplus L. Sp. p. 456; Brot. p. 310. Campos, sebes. Muito vulgar. Fl. de abril a dezembro. I. E. peploides Gouan, Fl. Monsp. p. 174. Terras cultivadas. Fl. de janeiro a abril. I. E. segetalis L. Sp. p. 468; Brot. I, p. 312. Terras cultivadas, especialmente nas searas. Fl. de abril a agosto. I-III. E. amygdaloides L. Sp. p. 463; Brot. II, p. 317. Florestas frescas e húmidas. Fl. de fevereiro a maio. I. E. Characias L. Sp. p. 453; Brot. II, p. 319. Frequente nas collinas calcareas, sebes. Fl. de janeiro a abril. I. — Trovisco macho, Tilhynialo maior, Maleiteira maior. 4 141 Subsect. IV. Myi-sinitis Bss. E. Broteri Daveau, Boi. da Soe. Brot. III, p. 33; E. Myrsiiiites Brot. II, p. 317. Serra da Estrella, Manteigas. Fl. de maio a abril. III-IV. Callitrichaceae Callitriclie L. C. palustris L. Sp. p. 969. «. slagnalis (Scop.). — Fructo lobado e lóbulos carenado-alados. f. major Kutz. f, minor Kulz. ^. verna (L.). — Friiclo oval com os lóbulos levemente margi- nados. Aguas estagnadas ou de pequeno movimento. Fl. de abril a maio. I. Series Sapiudales I Flores herinaphroditas Aquifoliaceae. Floies unisexuaes i 1 Flores 3-meras : fruclo baga Etnpeliaceae. 1 (Flores regulares, sepalas e estames 3, carpellos 3, fructo drupaceo. Anacardiaceae , % Rhoideae. Empetraceae EiiípcCriiiii L. E. álbum L. Sp. p. 10-22; Brot. I, p. 70. Terrenos arenosos da beiramar. Fl. de março a abril. I. — Camari- nheira ou Camarinha. Anacardiaceae § Rhoideae (Pelalas 4-6 '''"'^ ^'^ (Pétalas O rislacia l. '1 142 IIIbus L. R. coriaria L. Sp. p, 265; Brot. I, p. 475. Terrenos áridos, fendas de rochas. Fl. de maio a junho. ML — Su- magre. I*i8tacia L. Í Folhas paripennadas ; peciolo alado P. Lentiscus L. Folhas im paripennadas ; peciolo não alado P. Terebinthus L. P. Lentiscus L. Sp. p. 1026; Brot. I, p. 478. Outeiros áridos, sebes. FI. de abril a maio. I. — Lenlisco verdadeiro, Aroeira. P. Terebinthus L. Sp. p. 1025; Brot. I, p. 478. Terrenos áridos. Fl. de abril a maio. I-II. — Terebinlho ou Corna- Iheira dos transmontanos. Aquifoliaceae IleiL L. L Aquifoiium L. Sp. p. 125; Brot. I, p. 213. Regiões altas (Serra da Estrelia). Fl. na primavera. IV. — Azevinho. Series Rbamnales Rhamneae Rliaiiiiius L. [Flores dioicas, 5- meras; estylete 2-3-fido; folhas membranosas. Subgen. I. Eurhamnus Dippel. [Flores hermaphroditas; estylete indiviso; folhas coriaceas. Subgen. II. Frangula Brongn. Subgen. I. Eurlxamiius Dippel. R. Alaternus L. Sp. p. 193; Brot. I, p. 301. Sebes, mattagaes das encostas e valles, margens di ribeiros. Fl. de mar^o a abril. I. — PbylUrea bastarda ou dos jardineiros. Ii3 Subgen. II. Fraiigula Broiigo. R. Frangula L. Sp. 193; Brot. I, p. 301. Mattagaes e ílorestas húmidas. Fl. de maio a junlio. I. — Franyula, Sanguinho d' agua ou Amieiro preto. Series Hiaivaies (l) Malveae-Malvinae ( Caliculo nascendo da base do cálix Malva L. jCaliculo independente do cálix; foliolos do caliculo ligados na base i (Caliculo com 6-9 divisões Allhat-a L 1 ( Caliculo com 3 divisões Lavatera L. ilalwa L. l Flores axillares solitárias ; folhas palini-partidas l ( Flores axillares fasciculadas ; folhas palmi-lobadas fi 1 1 Caliculo de 2 foliolos M. hispânica L. Caliculo de 3 foliolos 2 ICarpellos glabros 3 2 (Carpellos mais ou menos villosos no dorso 4 3 ICarpophoro pyramidato-conico; sementes túmidas M. Morenii Poli. [Carpophoro em forma do disco; sementes com ííices concavas. M. Colmeiroi Wk. 'Corolla 3-4 vezes mais comprida que o cálix; carpellos não se tornando negros. JW. Tourneforliaiia I.. 4 , (Corolle 2-3 vezes mais comprida que o cálix; carpellos tornando-se negros quando maduros ^'- moschata \. (I) P. Coutinho — ^s Malvaceas de Porlvgal — Boi da Soe. Brot., X, p. inl. l/i4 1 Pétalas pouco maiores que o cálix M. parviflora L. 5 I (Pétalas com compriuiento duplo do do cálix pelo menos 6 1 Carpellos lisos M. Nicaeensis AU. I Carpellos rugosos 7 (Pedúnculos fructiferos mais curtos que as folhas M. silvestris L. 7 (Pedúnculos fructiferos egualando o comprimento das folhas ou mais. M. vulgaris Fries. M. hispânica L. Sp. p. 689; Brol. II, p. 274. Vulgar em terras diversas. Fl. de abril a agosto. I. M. Morenii Poli. Fl. Veron. II, p. 437. |i. Reichenhachiana P. Cout. — Folhas inferiores cordato-rotun- data-lobatas, as caulinares inferiores palmatiseccadas e as superiores palmatipartidas; caule glabrescente. S. flabellata P. Cout. — Folhas inferiores cordato-lobadas, as superiores llabellato-lobadas, lóbulos mais ou menos sub- pinnatifido-crenados; caule hirsuto na base. y. confusa P. Cout. — Folhas inferiores como na var. [3. as su- periores palmatilobadas, lóbulos triangulares inciso-den- teados ou subpinnatifidos. Terras áridas, sebes, Fl. de julho a outubro. III. M. Colmeiroi Willk. Pug. n.° II ; Wk. et Lange, Prodr. Fl. Hisp. III, p. 577; Malva Alcea Brot. II, p. 274? Sebes mattas. Fl. de julho a agosto. I. M. Tournefortiana L. Amen. Acad. IV, p. 283. Campos incultos, logares áridos, sebes. Fl. de maio a julho. I-III. M. moschata L. Sp. p. 690. a. laciniala Gr. et Godr. ; M. laciniata Brot. II (parte), p. 275. — Todas as folhas palmato-pinnatipartidas. fí. inlcrmedia Gr. et Godr. — Folhas inferiores reniforraes cre- nadas, as superiores palmato-pinnatipartidas. y. Ramondiana Gr. et Godr. — Todas as folhas cordato-arredon- dadas levemente lobado-crenadas. 8. G eranii folia yWi. — Folhas profundamente palmatipartidas, segmentos inciso-denteados ou subpinnatifidos. Terrenos arenosos, pastagens, sebes, bordas de campos. Fl. de junho a agosto. I-IV. us M. parviflora L. Am. Acad. III, p. 410. Terras incultas, caminhos, sebes. Fl. de abril a junho. I. M. Nicaeensis Ali. Fl. Ped. II, p. 40; M. rolundifolia Brot. II, p. 273. Caminhos, paredes, terras cultivadas. Fl. de abril a setembro. I. M. silvestris L. Sp. p. 689; Brot. II, p. 273. íi. Mauritiana (L.). — Differe do typo por ser mais glabra, e as pétalas mais coradas e menos lobadas. y. polymorpha Pari. — Carpellos tomentosos ou glabros; caules débeis estrellado-tomentosos. Terrenos áridos, sebes, terras cultivadas. Fl. de abril a setem- bro. I. M. vulgaris Fries. Nov. Suec. p. 219; M. rolundifolia L. (parie). Terrenos relvosos, caminhos. Fl. de maio a setembro. I. Lavatera L. /Carpophoro discoideo Sect. I. Stegia DC. < Carpophoro cónico Sect. lí. Olbia DC. (Carpophoro concavo Sect. III. Anthema DC. Secl. I. Stegia DC. L. trimestris L. Sp. p. 692. a. genuína. — Dentes do cálix (lorifero quasi de comprimento duplo do caliculo. '^. pseudo-trimesíris Kouy. — Dentes do cálix pouco maiores que o caliculo. Terrenos cultivados arenosos. Fl. de abril a maio. I. Sect. II. Olbia DG. L. olbia L. Sp. p. 690. p. hispida (Desf.) Gr. et Godr. — Cálix e parte superior dos ramos lanato-hirsutos com pellos fasciculados. ^ Terrenos húmidos. Fl. de maio a junho. I. 10 "'' 146 Sect. III. Anthema DC. L. arbórea L. Sp. p. 690; Brot. II, p. 277. Sebes e terras próximas da beiramar. Fl. de maio a junho. I. L. cretica L. Sp. p. 691; L. silvestris Brot. II, p. 277. Terrenos arenosos, terras cultivadas, sebes, caminhos. Fl. de abril a junho. I. ^lltliaea Cav. A. officinalis L. Sp. p. 686; Brot. II, p, 280. Terras muito húmidas. Fl. de junho a agosto. I. — Mahaisco. Series Parietales (l) IEstames ligados 1 Estaines livres 2 l Pelos filetes (estames polyadelphicos) Hypericaceae. l < (Pelas autheras Violaceae. (Estames 3-10 3 2 I Estames oc Cístaceae. í Flores 3-4-meras; estyletes curtos; estigmas arredondados. Hervas aquáticas. Elatinaceae. o ICalix com 5 dentes; pétalas 5; estames 6; estylete dividido em 3-4 estigmas linear-clavados. Plantas pequenas rastejantes Frankeniaceae. ÍEstames 5 inseridos num disco hypogynico. Pequenas arvores de folhas muito pequenas imbricadas Tamaiicaccae. (1) P. Coutinho — Boi. da Soe. Brot., XII, p. Ití. U1 Subserie Xheineae Guttiferae HYPERICOIDEAE-HYPERICEAE Hjperieiíiii L. (Glândulas hypogynicas 3, alternando com os estames Sect. I. Elodes Spach. ( Glândulas hypogynicas nullas 1 IFructo antes de completamento maduro bacciforme, abrindo por fim irregular- mente Sect. II. AndrosaemHm Allioni. Fructo capsular, 3-locular, 3-valvar; estames 3-adelphos. Sect. III. Euhypericum Bss. 2 ! Estames grossos (15-20); lacinias do cálix deseguaes. Subsect. I. Oligostema Bss. H. humifusum L. Estames muitos 3 3 4 [Cada grupo de estames de 15 o máximo. Subsect. II. Homotaenium R. Keller. 4 [Cada grupo de estames de 15-25 Subsect. III. Heíerotaenimn R. Keller. H. perforatiim L. 1 Caule cylindrico 5 [Caule quadrangular ou com duas linhas oppostas 6 IToda a planta coberta de tomento denso claro //. tomentosum L. 5 ' I Planta glaberrima H. pulclnum L. 1 Caule com duas linhas oppostas H linearifolium Vahl. Icaule quadrangular H quadrangulum L. Sect. I. Elodes Spacli. H. Elodes Huds. Fl. Angl. ed. I, p. 292; IJrot. H, p. 324. Terrenos húmidos. Fl. de abril a setembro. I. 148 Sect. II. Androsaemuin Allioni H. Androsaemum L. Sp. p. 784; Brot. II, p. 321. Margens de ribeiros, sitios frescos e sombrios. Fl. de junho a se- tembro. I. — Androsemo. Sect. III. Eahypericnm Bss. Subsecl. I. Oligostema Bss. H. humifusum L. Sp. p. 785; Brot. II, p. 323. Terrenos áridos, caminhos, sitios relvosos. f l. de março a setembro. I-IV. Subsect. II. Homotaeiíinm R. Keiler H. tomentosum L. Sp. p. 786; Brot. II, p. 324. a. genuinum. p. dissitiflorum De Roem. — Ramos da inflorescencia longos, llores afastadas dispostas em cjmeira unilateral. Logares húmidos, valias, caminhos. Fl. de maio a junho. I. H. pulchrum L. Sp. p. 786; Brot. II, p. 323. Matlagaes e florestas. Fl. de junho a agosto. I. H. linearifolium VahI. Symb. I, p. 65; Brot. II, p. 321. a. acuíisepalum P. Cout. ; H. linearifolium Gr. et Godr. — Se- palas lanceoladas, acuminadas, glanduloso-ciliadas. p. obtusisepalum P. Coul.; H. linearifolium Lamk. — Sepalas elliplicas, obtusas, glanduloso-íimbriadas. Mattagaes, florestas. Fl. de maio a setembro. I-V. H. quadrangulum L. Sp. p. 785 ; Brot. 11, p. 322. a. acutum (Moench.) Fiori et Beg. ; H. telrapterum Fr.; H. quadrangulare Brot. II, p. 322 (em parte). — Caule per- corrido por 4 azas mais ou menos desenvolvidas, direitas ou onduladas (II. undulatum (Schousb.). Margens de ribeiros, terras húmidas. Fl. de junho a setembro. I-IV, 149 Subsect. III. Heterostaeiíium R. Keller. H. perforatum L. Sp. p. 788; Brot. II, p. 325. Campos, sebes, mattagaes, etc. Fl. de maio a outubro. I-IV. Elaiiue L. Subserie Tamaricineae Elatinaceae (i) (Folhas oppostas E. paludosa Senb. (Folhas verticilladas E. Alsinastrum L. E. paludosa Seub. Monogr. Elatin. Nov. Act. Acad. Leopold. n. 2, XXI, p. 46, tab. Ill, fig. 1-8. Pântanos ou era aguas de pouco movimento. Fl. de julho a agosto. I. E. Alsinastrum L. Sp. p. 368. Aguas pantanosas das regiões altas. Fl. de junho a setembro. III. Frankeniaceae (2) Fraiikeiiia L. F. hirsuta L. Sp. p. 331. a. laevis (L.) Bss. Fl. Orient. I, p. 780; F. laevis Brot. I, p. 536. • — Cálix glabro; flores em fasciculos terminaes. Tamaricaceae (3) Tamaricoideae-Tamariceae Taiiiai*ix. L. [Folhas translúcidas nas margens e no vértice; anlheras não apiculad.is. T. africana 1'oir. [Folhas opacas ; antheras apiculadas T. aivjlica Webb. {{) P. Coutinho — fio/, da Soe. Brot., XII, p. 34. (2) P. Coutiniio — Boi. da Soe. Brot., X, p. 22. (3) P. Coutinho — Boi da Soe. Brot., XII, p. 32. 150 T. africana Poir. Voy. II, p. 189; T. gallica Brot. Logares húmidos, terras da beiramar. Fl. de março a junho. I. — Tamargueira ou Tamariz. T. anglica Webb. Ann. d. Sc. Nat. IV, p. 348; T. galhca Brot. Logares húmidos e terras da beiramar. Fl. de maio a julho. 1. — Tamargueira. Subserie Cistineae Cistaceae (i) I Capsula abrindo em 5 ou 10 valvas Cistus Tourn. Capsula abrindo em 3 valvas Helianihemmn Tourn. Ci§itlis Tourn. [Flores côr de rosa ou purpurinas com unha amarella. Subgen. I. Erythrocistus Dunal. 1 [Flores brancas com unha amarella Subgen. II. Ledonia Dunal. 3 Subgen. I. Erytlirocistu.s Dunal 1 [Folhas pecioladas penninerveas C. polymorphus Wk. (Folhas rentes 2 I Folhas rentes ligadas na base e mais ou menos onduladas C. crispus L. Folhas rentes livres na base C. albidus L. Subgen. II. Ledonia Dunal I Capsula septifraga, abrindo só na parte superior C. mompelHensis L. Capsula loculicida, abrindo até á base 4 [Folhas rentes C. hirsutus Lanik. 4 ( Folhas pecioladas 5 (1) J. Daveau — Coniribution pour 1'étude de la flore portiignise — Cistinées — Boi. da Soe. Brot, IV (1886), p. 15. 151 (Cálix com epicalix (2 folhas) 5 < ' " ' " Galix sem epicalix r i i r ^ o. ladaniferus L. /Pedúnculos com 1-3 Oores sem bracleas; folhas pequenas com pellos estrellados. g ) C. saivifoUus L. Pedunc.ilos com 3-5 flores com bracleas caducas; folhas grandes sem pellos \ esiioiiadus (j populifolius L. Heliautlieiiiuin Tourn. [ Estylete mais ou menos comprido 1 ( Eslylete quasi nullo 9 |E8lames , sendo os externos estéreis, similhando pellos. Subgen. IV. Fumann Danai. 11 [Estames 5-oo todos férteis Subgen. lí. Euhelianthemwn í)unal. 8 H. vulgare Gacrtn. l Plantas levemente víllosas Subgen. III. Tnberaria Dunal. (Plantas argentino-tomentosas com ou sem pellos escamoso-estrellados. Subgen. I. Halimium Uunal. 3 Subgen. I. Halimlxxm Dunal [Folhas estreitas lineares, capsula cora poucas sementes. Sect. Oligospeiina Willk. 4 Folhas largas ovaes ou lanceoladas, capsula oc-spermica. Sect. Polysperma Willd. 5 4 , Flores brancas em umbellas ou eymeiras //. umbellaíum (L ) Spacli. (Flores amarellas, terminaes ou axillares H. Libanoíis (L.) Lange. (Pedúnculos e sepalas villosos com ou sem pellos estrellados 6 (Pedúnculos e sepalas cobertos de pellos escamosos com ou sem pellos esirellados. H. halinifolinm (L.). I Pedúnculos numerosos muito compridos (10-20 ceut.) //. orymoiils l.aiiik. Pedúnculos curtos (3-4 ceut.) 7 (Sepalas cobertas de pellos simples . .' H. lasianllmin Pers. ( Sepalas cobertas de pellos estrellados //. occidnUale Willk, 152 Subgen. II. Eixlxeliantlieniixni Dunal Folhas planas, sepalas quasi glabras H. vnlgare Gaertn. Subgen. III. Tixberaria Dunal I Folhas em roseta junto da terra; estipulas nullas. Plantas perennaes. Sect. I. Evtuberaria Willk. 9 H. Tuberaria Mill. Folhas oppostas no caule, as superiores com estipulas. Plantas annuaes. Sect. II. Scorpioides Willk. 10 Sect. I. Eiiluberaria Willk. Q (Folhas villosas mais ou menos esbranquiçadas na pagina inferior; pétalas ama- I relias sem mancha escura .° H. Tuberaria Mill. Sect. II. Scorpioides Willk. 10 [Folhas caulinares obtusas e planas H. guttatum Mill. (Folhas linear-lanceoladas com as margens reviradas. . H. bupleurifotium Dunal. Subgen. IV. Fuinana Dunal I Flores em cacho com bracteas ; capsulas com 6 sementes. Subsect. I. Helianlhemoides Willk. Flores solitárias sem bracteas; capsulas com 12 sementes. Subsect. II. Eufumana Willk. Subsect. I. Helianthemoides Willk. Planta villoso-glaiidulosa H. glutinosum Pers. Subsect. II. Eufumana Willk. ^Pedúnculos mais curtos que as folhas H. procumbens Dunal. ( Pedúnculos mais longos que as folhas H. Spachii (Gr. et Godr.). 1S3 Cisius Tourn. Subgen. Erytlirocistus Dunal C. albidus L. Sp. p. 524; Brot. IF, p. 258. Collinas calcareas. Fl. de abril a junho. I. — Roselha grande. C. polymorphus Willk. Icon. H, p. 19. a. vulgaris Willk. 1, c. p. 81 ; C. villosus L. Collinas áridas. Fl. de maio a junho. I. C. crispus L. Sp. p. 624; Brot. II, p. 258. Frequente nas terras siliciosas. Fl. de abril a junho. I-II. — Roselha. Subgen. Ledonla Spach. C. monspeliensis L. Sp. p. 524; Brot. II, p. 260. Frequente nas collinas silico-calcareas e argillo-schistosas. Fl. de abril a junho. — Sargaço. C. hirsutos Lamk. Dict. II, p. 17; Brot. II, p. 260. a. brevifolius Willk. — Folhas inferiores pequenas elliplicas, as superiores ovaes cordiformes. p. pumilus Daveau. — Caules numerosos diífusos, folhas peque- nas onduladas oblongo-lanceoladas. Folhas do ej)ic'alix com a margem recurvada. Collinas arborisadas e nas florestas. Fl. de junho a julho. I-Ill. C. salvifolia L. Sp. p. 524; Brot. II, p. 259. Florestas, collinas arborisadas ou áridas. Muito vulgar. Fl. de abril a junho. I-III. C. populifolia L. Sp. p. 523; Brot. II, p. 260. Terras áridas. Fl. de maio a junho. I. — Estevão. C. ladanifera L. Sp. p. 523; Brot. II, p. 261. «. genuína Daveau. — Pétalas totalmente brancas. p. maculatus Dun. — Pétalas com mancha purpurina na base. Vulgarissima nas terras siliciosas. Fl. de março a junho. I-III. — Esteva. 154 Heliautlieiuiiiii Tourn. Subgen. I. Haliinlu-m. Dunal. H. umbellalum ^L.) Mill. Dict. n.° 5; C. umbellatus L. Sp. p. 52S. Pinhaes matlas, solo arenoso.. Fl. de março a maio. I-III. H. Libanotis (L.) Lange, Pug. p. 285; Cistus Libanotis L. ; Brot. II, p. 261. Terrenos arenosos silico-quartzosos do littoral. Fl. de fevereiro a maio. I. H. halimifolium (L.) Willd. Enum. p. 569; Cistus halimifolia L. Sp. p. 524; Brot. II, p. 203. Areias quartzosas da beiramar, coliinas áridas. Fl. de abril a ju- nho. I. H. ocymoides (Lamk.) Pers. Syn. II, p. 76; Cistus ocymoides Brot. II, p. 263. Pinhaes, mattagaes, gandaras. Fi. de maio a junho. I. H. lasianthum Pers. Syn. II, p. 76; Halimium eriocephalum Willk. Ic. II, p. 62, tab. 105. Mattagaes. Fl. de março a maio. I. H. occidentale (Willk. Ic. II, p. 59, tab. 103 e 104). a, virescens Willk. — Folhas todas verdes ou pelo menos na face superior. a. vulgare. — Folhas inteiras planas verdes nas duas faces. p. rugosum. — Folhas denteadas e crespas, brancas na face in- ferior. b. incanum. — Folhas cobertas de pellos estrellados. Mattagaes. FI. de maio a julho. I-III. Subgen. II. E3u.lieliantlieinixm Dunal H. vulgare Gaertn. Fruct. I, p. 371, tab. 76; Cistus Helianthemus L. Sp. p. 528. Terrenos seccos e arenosos. Fl. de maio a julho. I-IV. 15S Subgen. III. Tutoeraria Danai Secl. I. Eatuberaria Willk. H. Tuberaria (L.) Mill. Dicl. n." 10; Cistus Tuberaria L. Sp. p. 526; Brot. II, p. 268. Pinhaes, mattagaes, terras siliciosas. Fl. de março a julho. I. Secl. II. Scorpioides Willk. H. guttatum (L.) Mill. Dict. n.** 18; Cistiis guttatus L. Sp. p. 526; Brot. II, p. 268. Collinas áridas, terras siliciosas. Fl. de abril a julho. I-III. H. bupleurifolium Dun. ap. DC. Prod. I, p. 270. Terrenos arenosos. Fl. de abril a maio. I. Subgen. IV. Funiana Spach. Sect. I. Heiianlhemoides Willk. H. glutinosum (L.) Pers. Syn. II, p. 79; Cistus glutinosus L. Mantissa, p. 246. a. genuinum (Willk.). — Toda a planta pulverulenta-glutiiiosa. p. Barrelieri (Willk.). — Folhas inferiores glabras. y. juniperium {W\\\k.). — Folhas inferiores glabras, ciliadas e terminadas por um pello sedoso. Collinas calcareas. Fl. de abril a agosto. I. Sect. II. Enfumaua Willk. H. Fumana Mill.; Cistus Fumana L. Sp. p. 525; Brot. II, p. 267. Collinas calcareas. Raro. Fl. de agosto a setembro. I. H. Spachii Gr. et Godr. Fl. de BVance, I, p. 174; Cistus Fumana L. Brot. em parte. Collinas áridas. Fl. de abril a junho. I. 156 1 2 3 Subseries Klaoourtiineae Vlolaceae (i) Violeae [ 2 pelalas superiores erecto-ascendentes • Nomimium Ging. 1 [4 pétalas superiores erecto-ascendentes Melaniuni DC. 3 [Estylete terminado em bico A. Rostellatae. 2 [Estylete terminado em disco obliquo B. Patellariae. V. palustris L. [Planta acaule; pedúnculos radicaes V. odorata L. (Plantas caulescentes; pedúnculos caulinares V. canina L. 1 Flores amarellas ; folhas hirsutas V. caespiíosa Lange. [Flores violetas amarellas na base; folhas glabras V. tricolor L. Wiola L. Sect. Sparcifolia Reich. Herbáceas § Nomimium Ging. V. odorata L. Sp. p. 934; Brot. I, p. 305. Cultivada e subspontanea. Fl. de março a maio. I. — Violas ou violetas, V. canina L. Sp. p. 935. Planta sem roseta de folhas: a. typica Fiori et Beg. — Estipulas das folhas caulinares 2 a 3 vezes mais curtas que o peciolo, que não é alado. p. laclea (Sm.) Fiori et Beg.; V. lancifolia Thore. — Estipulas das folhas caulinares egualando metade do peciolo, que é alado. (1) P, Coutinho — Bo/. da Soe. Brot., X, p. 25. 157 Planta com roseta de folhas da qual nascem os ramos: y. silvatica (Fr.). — Estipulas estreitas muito acuminadas e fim- briado-ciliadas. Campos incultos, collinas, maltas. Fl. em maio. I-II. § Melanium 13 C. V. caespitosa Lange, Willk. et Lange, Prod. III, p. 701; Viola lutea parvifiora foliis hirsutis Tournf. Terras siliciosas das altas montanhas; Serra da Estrella. Fl. de mar^o a agosto. III e IV. V. tricolor L. Sp. p. 395; Brot. I, p. 306. ». aivensis Brot. — Pétalas quasi da grandeza do cálix e quasi brancas; pedúnculos eguaes ás folhas ou do comprimento quasi duplo. ^. Henriquesii (Willk.). — Floras pequenas (7-9 mm.); pétalas azuladas; pedúnculos muito mais compridos que as folhas. Campos cultivados e incultos, terras arenosas. Fl. em março. I. Series Opuntiaies Cactaceae Subfam. Opuntioideae Opimtia Haw. O. vulgaris Mill. Dicl. ed. VIU, n."* 1 ; Caclus opunlia L. Sp. p. 408; Brot. II, p. 245. Cultivada e subspontanea, formando sebes. Fl. de junho a julho. I. — Figueira da índia. Series Illyrtiflorae [Ovário superior; ílur monoperiantada, 4-mera; estames perlgynicos. I Subserie Thymeluetnae. (Ovário inferior, ou superior; flores com cálix e corolla . . . Subserie Myrlimue. 158 Subserie Thymelaeinae Thymelaeaceae Da |i li lie L. D. Gnidium L. Sp. p. 357; Brot. 11, p. 27. Collinas incultas, mattagaes. Fl. de maio a junho. I. nario, Trovisco fêmea. Trovisco ordi- Subseries IVIyrtineae 1 Ovário superior; flor zygomorphica. Ovário inferior Lythraceae. 1 1 2 lEstames 2-10 2 (Estames oo Myrtaceae. [Ovário 4-locular ; loculos com um só ovulo Halorrhagidaceae. { Ovário 4-locular ; loculos oo-ovulados Onagraceae. Lythraceae Tubo do cálix comprido ; fructo cylindrico Lythrum L. Tubo do cálix curto ; fructo globoso Peplis L. Peplis L. (Tubo do cálix mais comprido que a capsula P. Portula L. (Tubo do cálix mais curto que a capsula P. erecta Req. P. Portula L. Sp. p. 332; Brot. I, p. 555. P. erecta Reg. ex Benth. Cat. Fl. Pyren. p. 111. Plantas aquáticas dos pântanos e em aguas pouco movidas. Fl. de junho a agosto. I. 139 E, 38, IO, 4a]. Gen. Sceletonema, Grev. Sceletciiieina ooistatiiiii, Grev. Gran, NP., pag. 15; Perag., DM., pag. 439, est. CXXI, fig. 5; V. H., TD., pag. 437, est. 33, figs. 889 e 890. Encontrámos o 5. coslaliim, Grev. em dois lanços, em janeiro e fevereiro de 1911 [30, 38], em grande abundância. Parece tratar-se de uma forma caraterística das aguas frias. Cleve (1) indica a seu respeito os seguintes limites térmicos: 10,2 (min.) e 13,5 (máx.). O facto de a termos encontrado só nos meses frios concorda com estes dados. Gen. Tlialassiosira, Cleve Tlialassiftsira lijalíiia, Grun. Gran, NP., pag. 17; Perag., pag. 438, fig. CXX, fig. 9. Th. hyalina, Grun. é uma forma boreal, que apenas observámos uma vez, em janeiro de 1911 [30j. Gen. OosciíiocLisciis, Ehr. Coscinofli^íciís cxceitf rieiís, Eim. Gran, NP., pag. 29; Perag., DM., pag. 426, est. CXVI, fig. 3; V. H. TD., pag. 531, est. 23, fig. 666. Apresenta-se frequentemente durante todo o ano, mas nunca em grandes quantidades [8-3, S, 18, 15, 18, 8 3, 30, 31, 38]. (i) ClevE; The seasonal distribution of atlantk Plankton organisms, pag. 3S1. 195 Cosi* iiiofli.afliatiis, Ehr. Gran, NP., pag. 31; Pkrag., DM., pag. 430, est. CXVII, fig. 3; V. H. TD., pag. 530, est. 23, fig. 663. Só observámos esta forma nos meses de julho [15, 19, 'íi. 83] e agosto [8«]. Estamos, porém, convencidos que este resultado é devido à escassez das nossas observações, e que trabalhos fu- turos ham de revelar a presença na nossa costa do C. radialus, Ehr., durante todo o ano. Esta previsão ó baseada nos dados de Cleve (1). Cosciiiodísciis ocailus iridis, Eiir. Coscinodiscus subbulliens, Jurg.. Gran, NP., pag. 32; Perag., DM., pag. 429, est. CXVIII, fig. 2; V. H. TD., Coscinodiscus radiatus, Ehr., var. oculus iridis, Ehr. Esta linda forma é muito frequente e muito abundante no Plancton de Buarcos; e, em geral, a sua maior abundância nota-se nas pescas em que os elementos neríticos sam pouco importantes. Novembro l«-»l de 1909; março [Ç, 8], abril [9, ÍO], juidio [fi5, 1«, ISl, julho [18, f», ao, «I, »3l, agosto [«5], setembro [8 8"^] de 1910; fevereiro ['Ji] e agosto [41] de 1911. Cosciíincliscus conciíiuiis, Sm. Gran, NP., pag. 33; Perag., DM., pag. 424, est. CXV, fig. 12; Coscinodiscus radiatus, Ehr., var. concinnus, W. Sm., V. H. TD., pag. 531. C. concinnus, Sm. é, semelhantemente ao C. oculus iridis, Ehr., com o qual em geral aparece associado, uma das formas mais frequentes e mais abundantes do nosso Plancton [í-3, 8, lô, 1<», 19; 18, '^ã, ZG, 40, 41]. Analogamente às que observámos a propósito do C. oculus iridis, Ehr., os máximos de abundância do C. concinnus verificam-se, em geral, nas pescas de caráter holoplanctónico, em que os ele- (1) Cleve, loc. cit., pag. 321. 196 mentos neríticos sam pouco importantes. Ambas estas formas estám presentes todo o ano, sem que as suas datas de aparecimento pa- reçam fixar-se em determinados môses (1). (1) Todos os Diatomislas cujas obras pude consultar descrevem uma espécie, que se aproxima muito, quer do C. oculus iridis, Ehr., quer do C. concinmis, Sm. Essa espécie (ou variedade) é o C. centralis, Ehr. Infelizmente, as diagnoses dos diferentes autores, longe de serem concordantes, apresentam taes diferenças a respeito desta espécie, que é extremamente difícil, se não totalmente impossível, saber ao certo quaes sam os seus carateres morfológicos. Assim Gran (NP., pag. 33) apresenta uma diagnose que se aproxima muito da diagnose do C. oculus iridis, Ehr. (= C. subbuUiens, Jôrg., Gran, NP., pag. 32) indi- cando apenas como caráter distintivo a existência, no C. centralis, Ehr., de espiculas periféricas em todo o contorno da face valvar, que não existem no C. oculus iridis, Ehr. (= C. subbuUiens, Jôrg.). Este autor refere-se ainda a diferenças na face conec- tiva das duas formas, diferenças que sam aliás pouco sensíveis e de pequena impor- tância, por serem, na prática, de uma observação difícil. Van Heurck (TD., pag. 530 e 531) considera tanto a espécie que nos ocupa, como o C. oculus iridis, Ehr. e o C. concinmis. SíM., como símplez variedade do C radiuhis, Ehr. Para este autor, a var. centralis (Ehr.) Rattr. distingue-se da var. oculus iridis, Ehr-, sobre tudo pela presença de duas espiculas asimétricas — ao passo que (segundo o mesmo autor) as espiculas em todo o contorno da face valvar apenas se observam na var. concinmis, W. Sm. Peragallo (DM., pag. 430) refere-se à espécie que nos ocupa nos seguintes ter- mos, que transcrevemos textualmente : «Cose. centralis, Ehr., Ber. A. K. 1838; Creg., Diat. of Clyde, p. 501, 11, f. 40 (n'a été figure nettement nulle part) — C'est une forme intermédiaire entre le C. concinnus et le C. oculus iri'tis. II à une aréolation plus fine que celle du C. oculus iridis, plus grosse que celle du C concinnus, de cette derniére espèce il possede les deux nodules marginaux asimétriqucs mais non la structure fasciculée. Cest une espèce encore bien mal connue et qui a été confondue avec ses deux voisines. Ehrenberg lui méme ne s'y jamais reconnu ei je crois que dans son idée c'était seulement un C. oculus iridis plus finement areolé». Devemos notar, de passagem, que nas figuras com que Peragallo ilustra o texto, não se nota no C. centralis. Ehr. uma areolação mais fina do que no C oculus iridis, Ehr. (Veja-se a est. CXVIII, figs. 1 e 2). De Toni {Sylloge, pagg. 1256, 1272 e 1275) regista a existência, no C. centralis, Ehr de espiculas periféricas em todo o contorno da face valvar, sendo duas dessas espiculas, colocadas em posições asimétricas, maiores do que as restantes. No que diz respeito à areolação, conclue-so dos dados de De Tonm, que as esculturas do C. cen- tralis, Ehr., sam um pouco mais finas do que as do C. oculus iridis, Ehr., e muito maiores do que as do C. co7icinnus. Sm. Em resumo: relativamente à areolação, alguns autores consideram a do C cen- tralis, Ehr. como mais fina do que a do C. oculus iridis, Ehr. (Peragallo, De Toni), ao passo que outros consideram-nas, mais ou menos explicitamente, como eguaes (Gran, Van Heirck); e no que diz respeito á existência de espiculas na periferia da face valvar, Gran descreve-as como eguaes, distrilmidas por todo o contorno da face; Van Heurck e Peragallo afirmam que sam apenas duas, asimélricamente, e De Toni admite a existência de espiculas em todo o contorno (como Gran), mas sendo duas maiores e asimétricas. Para terminar esta confrontação, resta-nos observar que nas duas únicas figuras do Atlas de Sch.nuot qua se referem ao C. centralis, Ehr. (60,12; 63,1 — ambas, aliás, sob grandes reservas), não se nota espiculas algumas. Conscientes destas dificuldades na determinação precisa do C. centralis, Ehr., 197 Cosoinoflisciis gigas, Ehr. Perag., dm., pag. 433, est. GXVIII, íig. 3. Bastante freqiiente, e geralmente associado ao C. oculus iridis, Ehr. e ao C. concinnus, Sai. (1). [O, 16, 1?, :íO, 31, 3», 40, 41]. Cwseiíioiliseics iiitidiis, Greg. Gran, NP., pag. 38; Perag., DM., pag. 434, est. CXVII, fig. 12; V. H. TD., pag. 532, est. 23, fig. 667. Apenas observámos um exemplar [8©]. Gen. ActiTiopt3^cliixs. Eh«. i%ctiiiO|ifyeliiis uiicliiladis (Ehr.), Ralfs. Gr4n, NP., pag. 42; Perag., DM., pag. 409, est. CXI, fig. 1; V. H. TD., pag. 496. est. 22, fig. 648. Muito frequente durante todo o ano, se bem que nunca se apresente em grande abundância [»-», 9, », », 1«. 16, 19. 1?K «O, «1, «3, 36, 30, 31, 3«]. itctiiBOiítycliiis spleiicleus, (Shadb.), Ralfs. Gkan, NP., pag. 43; Perag., DM., pag. 410, est. CXI, fig. 4; V. U. TD., pag. 497, est. 22, fig. 649. Apenas observámos um exemplar [14]. Gen. A.U.1ÍSCU.S, Eíir. i%ulíseiis sciilpdis? (Sm.), Ralfs. Perag., DM., pag. 399, est. CVIII, fig. 1; V. 11. TD., pag. 482, est. 21, fig. 646. Apenas observámos um exemplar [83]. dificuldades tanto maiores, quanto por vezos a observação das espículas iieriférioas da face valvar é muito precária, resolvemos não tomar em consideração o C. centrulis, Ehr., classificando como C. oculus iridis, Ehh. as formas de areijlação prande (1 ou .■> aréolas em 10 [jl) sem espículas periféricas nitidamente visíveis; e cornu C. iimrinuiis, Sm. as formas de areolação fina (mais de 6 aréolas em 10 (i.) com espículas periféricas distribuídas por todo o contorno da face valvar. (1) Classificámos também çom o nome de C gigas, Ehr., algumas formas que se aproximavam talvez mais do C. Janischii, A. S. (Per.\g. DM., pag. 432, est. CXVIH. fig. 4). Na realidade, e como o próprio Peragallo o sugere, as duas espécies uão sam distintas. 198 Gen. Detonxila, Schíítt DctoiíiHla i^oliroderi (Bergon), Gran. Gran, NP., pag. 22; Perag., DM., pag. 456, est. CXXI, fig. 8. NSo muito Irequente, mas, por vezes, bastante abundante [®, IO, 14, 30. 3*^]. Gen. I^aud-or-ia, Cleve Liaiideria liorealis, Gran. Gran, NP., pag. 23; Perag., DM., pag. 457, est. CXXI, fig. 2. [95, 30, 39]. Gen. Leptocylindr^us, Cleve Ije|itocyliiG(lriGi§ ^laMBcasíi, Cleve. Gran, NP., pag. 24; Perag., DM., pag. 454, est. CXXII, fig. 4. [», IO, »8, 30]. Gen. Ou.in.ard.ia, H. P. Ouiuarfllâa flaecicla (Castr.), H. P. Gran, NP., pag. 24; Perag., D3I., pag. 459, est. CXXII, figs. 1 a 3. Pouco frequente [14, 85, 88]. Gen. JFMiyzosoIenia (Ehr.) Brightw. Rliyzosttleuia moltcrfotliii, H. P. Gran, NP., pag. 49; Perag., DxM., pag. 460, est. CXXII, fig. 7. Apenas observámos alguns exemplares em setembro de 1910 [88], Rliyzostolcuia rohiista, Norman. Gran, NP., pag. 50; Perag., DM., pag. 461, est. CXXIII, figs. 1 e 2. Bastante raro ^«8, 39, 41]. 199 Rhyzosoleiiia Sclinilisolei, Cleve. Gra«, NP., pag. 52; Peuag., DiM., pag. 466, est. C\XIV-A, fig. 5. Encontrámos esta forma em alguns lanços, e, num deles, em grande quantidade [O, tO, «O, 30, Íl8j. lllija: o Número dos lanços l 2-3 Fam. BACILLARIACEAE Melosira Borreri, Grev Melosira Jvergensii, Ag Paralia sulcata, Ehr Podosira Montagnei, K Stephanopixis turris, Grev Scélêtonêma costatum, Grev Thalassiosira hijalina, Grun Coscinodiscus excenlricus, Ehr Coscinodiscus lineaíus, Ehr Coscinodiscus radiatus, Ehr Coscinodiscus oculus tridis, Ehr Coscinodiscus concinnus, Sm Coscinodiscus gigas, Ehr Coscinodiscus nitidus, Greg Actinoptychus undulalus (Ehr.), Ralfs. . Aciinoptycltus splendens (Shadb.), Ralfs. Auliscus sculpíus (Sm.), Ralfs Detonula Schrõderi (Bergon); Gran Lauderia borealis, Gran Leplocylindrus danicus Cleve Guinardia flaccida (Castr.), H. P Rhyzosolenia SloUerfothii, H. P Rkyzosolenia robusta. Norma n Rhyzosolenia Schrubsotei, Cleve Rhyzosolenia seligcra, Brightw Rhyzosolenia slyliformis, Brightw Rhyzosolenia alala, Brightw. forma gracillima, Cleve . . forma genuína, Cleve . . . . Racteriastrnm variam, Lauder Chaetoceras densum, Cleve o 05 O o» o CO o 05 o o» g O ** * # * # *** # o Cl X3 re * # ** * * # # o 10 o OS o S o Oi o s o CS c 3 00 12 14 15 # * * # ^ TÍ" w * * * # ## *# * * ** * # # #* * * # 207 o C5 c 16 o C3 *# * 17 * o C5 (íí 18 # * * # o o (Tl 19 *# # * o Cl o x: íO 20 #* * * * o Oi o 3 00 21 * * # o 3 !0 22 * # o 05 23 ** * *# o os o Sc os 2o # * #* # # * *** #* #*# *# o 05 V3 O 26 * # * #* o os ©1 27 # * o ^f4 Ci ^^ ^^ C5 o k. O J3 1- S O) a> :- L. 4) O) >• > .3J ^ 32 * * ## *# # ## * # * # # Oi ■«p< o p 40 O) o CA 41 *# # «# ### «# # # * * â08 Data das observações \ 05 O o S O) > O a o ^^ Cft o o» as S O CO o O o, aS s o o c 05 C 'C 'i •9 -^ 5 O 1 05 ? S 21 maio 1910 18 junho 1910 Número dos lanços 2-3 7 8 9 1 12 14 1 3 Chnptncevãs horeale Bail ** • ** # *** * * # * # * # í • < # ^ * * • • * * * * * ** í * * Chãpfocevas Vãrãdoxuni Cleve ChaptocèrãS didvMutn Ehr Chnpfncpm.i diDPrtiifm, Ca,v,w, Cliãptocévãs cuvvisetuin Cleve Kurniunifi zndin.riix Khti Eijnitnnia (ivoptilnndica Cleve DHiiliuni Bvinhtivplli íWest.) Gríín TvicpratiuTti fãvus Ehr Triceratium (amphitetrasj antediluvium. Ehr Riddulnhifi nuTitn (TjYNíír \ Breb Bidãulvhia mobiliensis íBail.). Gríín BiddulDliiã vulchello Gray Cpvataulus Sniithii Balfs Isthtniã enervis. Ehr Rhabdonétnã ãdviãticum KíJTZ Rhn.hdnnêMã (ivcMcitum íLyngb.) Kíítz Rhabdonêmã tninuíuin. Kíítz LiCTtiovhora Lvnabuei íKutz.). Gríín Svnedra fulaens (Kíítz.). Sm Svnedva Gailonii Ehr Syncdra nina (Nitzsch), Ehr. — — var. longuissinia Thdlassiotlirix Nitzschioides Gríín Pleiwosigma angulatum, Sm., var. major Plewosioma oMne Gríín Plewosiotna formosum. Sm PleuTosiama bãlticuni Sm Nitzschia ci)'cumsuta ÍBailey) Gríín Nitzschia seriata, Cleve Surirella fãustuosa Ehr CamvvlodiscHS echeneis. Ehk 209 o ^, o o o o "•H ^ 1 ^'H o o o os w« os Cl «4 as 05 o o o o ^H o- 05 -!H C5 ^H ^m ^H -H ^^ ""^ *^ ■TH ^ 05 c; 05 o ^ C5 05 Oi rrs C5 •^H p o _u Cl •*H O o ^p< •^?^ ^< ^H c o "^ O t> 1— r^ o o o ^ ^ 'S O 3 a 3 O O. o c ^ C/3 o o t» C/J c bft S 'S O) O) > o vi •^-> ""^ zz 3 p 2 ,Z1^ ,^z^ tu as et g^ .^ > ^ ~s &c (3^ (M 3^1 ÍO 5fi (3^ rt IO Vi 00 3^ 16 17 18 19 20 21 22 23 25 26 27 28 30 31 32 40 41 • • , ** # # • • • #*# ## ### * • • * • *## ## * * • • • • • # • • • • *** *** *** ** **# *#* • • * • . . • • • . * • • • *#* *# *#* • • « • . • 4 • * * * * * • . • • • * . * . • . * *# ** * * * * • # * * » * ** ** *#* # * # • . • * . . . • • * * . . * * . • • • # * • * * # * • * • * ** ** * * * # * * *# * • * • * . . • • * . • * • • • • • # • , * . • * . # # ** • # . • • # • • • • * • • # # • * • . • • . # # • * • • • * * * * # • • * # 14 &XV1 210 ESBOÇO DA FLORA DA BACIA DO MONDEGO (^) Metachlamydeae ou Sympetala [ Ovário superior 1 ( Ovário inferior 5 (Flores isocarpicas 2 . (Flores anisocarpicas 3 l Estames em numero duplo das pétalas Serie I. Ericales. 2 (Estames em numero egual ao das pelalas Serie II. Primulales. 3 1 Tubo da corolla curto 4 (Tubo da corolla comprido Serie IV. Tubiflorae. [ Pétalas 4; corolla escariosa Serie V. Plantaginales. 4 < (Pétalas 4-8; prefluração em muitns torcida Serie III. Conlortae. 5 1 Folhas oppostas Serie VI. Rubiales. \ Folhas alternas Serie Vil. Campanulatae. Serie I. Ericales (2) [Planta herbácea sem côr verde; pétalas livres Pirolacea". Subfam. Monotropoideae. \ Plantas lenhosas ; pétalas mais ou menos concrescenlos Ericaceae. (i) (Innlinnado de pap. 177. {t) i. do MM-a — bol. da 6oc. Drol., XVllI, p. 104. 211 Pirolaceae Subfam. Monotropoideae § Monotropeae lloiiotropa L. M. Hypopitys L. Sp. pi. p. 387. Terras hiimosas, sombrias. FI. de junho a julho. I-II. Ericaceae (Fructo baccifornie indehiscente; planta arbórea Subfam. II. Arhutoldeae. (Fructo capsular 1 [Dehiscencia seplicida; corolla um pouco zygomorphica. Subfam. I. Rhododendroideae. [Dehiscencia loculicida; plantas lenhosas de pequenas dimensões. Subfam. III. Eriroideae. Subfam. I. Rhododendroideae § Rhododendreae KlBOclotleiíflroii L. R. ponticum L. Sp. pi. ed. 2. var. baelicum Bss. et Reut. Diagti. pi. orient. II, n.'' 3, p. 118. Terrenos graníticos. Serra do Caramullo. FI. de abril a junho. II-III. Subfam. II. Aiu)utoideae § Arbuteae Arbiiliis Tournf. A. Unedo L. Sp. pi. p. 395; Brot. II, p. 68. Não raro em terras pouco calcareas. Fl. de julho a outubro. I-IV. — Medronheiro. 212 Subfam. III. Ericoideae Corolla gomilosa ou cylindriea; sepalas mais curtas que a corolla .... Eriça L. jCorolla iirofandamenle dividida; sepalas petaloideas e mais compridas que a co- rolla Calluna Salisb. Calluiia Salisb. C. vulgaris, Salisb. Trans. Soe. Linn. VI, p. 317; Eriça vulgaris L. Sp. pi. p. 352; Brot. II, p. 21. Eem terrenos e condições muito diversas. Fl. de julho a setembro. MV. Krica L. Eu-Erica Benth. j Folhas ciliadas 1 [Folhas glabras 2 I Corolla recurvada; capsula glabra; antheras sem appendice E. ciliarís L. [Corolla direita; capsula pelluda; antheras appendiculadas E. Tetralix L. [Antheras salientes 3 1 2 ( Antheras não salientes 4 [Folhas em verticillios de 3; flores erectas em umbellas tei'minaes de 3-6 flores, n I E. mnbellaía L. [Folhas em verticillios de 4; flores aos pares axillares inclinadas. E. mediterrânea L. 4 [ Flores côr de rosa (varias vezes brancas, E. cinerea) 5 ( Flores brancas ou verde-amârelladas 6 /Eslylete pouco saliente; estigma peitado; appendices das antheras denteados, l E. cinerea L. M JEstylete bastante saliente; estigma capitado; appendices das antheras subpinnato, \ incisas E. ausiralis L. [Estylete muito saliente; appendices das antheras inciso-denteados na parte ex- \ terna E. aragonensis Wk. 1 Flores brancas 7 G Flores peíiucnas verde-amarelladas em longos cachos E. scoparia L. / 213 [Pediinculo do comprimonto da corolla com pequenas bracieas n^^ ineio- ai>|i<^n- dices das anlheras lineares e. Insihnuat Hiul. |Pedani-ulo mais comprido que as ft)lhas ; appondices das anlheras oblongo-arrednn- ^ dados /í. arbon-a L. E. ciliaris L. Sp. pi. p. 454; Brot. II, p. 125. Cliariiccus iironosas e húmidas, pinhacs, sebes. Fl. de maio a outu- bro. I-III. E. Tetralix L. Sp. pi. p. 353; Brot. lí, p. 22. Maltagaes, pinhaes e charnecas Inimidas. Fl. de junho a agosto. I-IV. E. umbellata L. Sp. pi. p. 352; Brot. II, p. 24. var. subcampanuíata DC. — Corolla com fauce mais aberta e estames mais curtos. Terrenos arenosos áridos, charnecas, pinhaes. Fl. de abril a junho. I-IV. E. mediterrânea L. Diss. de Eriça; Brot. II, p. 25. Terrenos sombrios, charnecas húmidas. Fl. de jaFieiro a abril. l-II. E. cinerea L. Sp. pi. p. 352; Brot, 11, p. 23. Mattagaes, pinhaes, charnecas seccas. Fl. de maio a julho, l-lll. E. australis L. Diss. de Eriça; Brot. II, p. 23. Mattagaes. charnecas, pinhaes. Fl. de levereiro a maio. I-II. }í. aragonensis ^A k. Inumer. plant. Misp. Mattagaes, charnecas, terrenos pedregosos. Fl. de maio a julho. III-IV. E. scoparia L, Sp. pi. p. 353; Brot. II, p. 21. Pastagens, maltas, pinhaes, outeiros calcareos. Fl. de dezembro a junho. I-II. E. lusitanica Rud. in Schr. .Tourn. II, p. 286; E. arbórea Brot. II (parte). Maltas, pirdiaes, charnecas. Fl. de dezembro a março. I. — Urze branca ou Torga. E. arbórea L. Sp. pi. p. 353; Brot. II (parte). Maltas, proximidades d'agua. Fl. de março a junho. I-I\'. — Urze branca ou Torga. Serie II. Primulales (') 1 Estames inseridos na corolla; eslylele simples Primuhicene. I Estames livres ou quando muito ligados á corolla na base; estyletos íi. IHumhaginaceiu. (i) J. de Mariz — 5o/. da Soe. Brot., XVI, p. lo9. 214 1 Primulaceae IPrefloração imbricada 1 ( Fiefloração torcida III. Lysimachieae. l Ovário superior I. Primuleae. (Ovário semi-inferior II. Samuleae. I. Primuleae-Primulinae Priíiiiila L. P. vulgaris Huds. Fl. angl. p. 70; P. acaulis Brot. I, p. 266. Terreno humoso, prados húmidos. Fl. de março a maio. I-III. — Queijadilho, Pão de leite. II. Samuleae Í»aiii7 C. lineatus L. Syst. Nat. ed. X. Campos argillosos, terrenos ralcareos áridos. Fl. de maio a julho. I. C. tricolor L. Sp. pi. p. 1S8; Brot. I, p. 268. Campos, viidias, terrenos relvosos, searas. Fl. de março a agosto. T. C. meonantluis líoffgg. et Link. Fl. de Port. I, p. 369, tab. 69; C. tri- color, var. Brot. I, p. 268. Terrenos calcareos, relvosos férteis. Fl. de março a junho. I. C. arvensis L. Sp. pi. p. 152; Brot. I, p. 267. p. pumihis Chois. in DC. Prodr. IX, p. 406. — Caule de 9-10 cent.; folhas pequenas. y. oblusifoUus Chois. 1. c. — Folhas ovadas alabardinas arre- dondadas. e. Unearifolins Chois. 1. c. — Folhas lineares. Cearas, sebes, caminhos. Fl. de maio a agosto. I-II. — Corriola, Verdeselha ou Verdisella. C. althaeoides L. Sp. pi. p. 156; Brot. I, p. 268. Caminhos, bordas de campos, terrenos calcareos pedregosos. Fl. de abril a junho. I. Calyisicgíia U. Br. I Caule volúvel trepador; corolla grande branca ou rosada; capsula globosa. C. sepium R. Br. [Caule não volúvel replante; corolla rosada ou purpurina; capsula ovóide aguda. C. Soldaneíla R. Br. C. sepium R. Br. Prodr. p. 483; Convolvulus sepium L. Sp. pi. p. 153; Brot. I, p. 268. var. rósea Chois. (C. repens L. Sp. pi. p. 158). — Corolla rósea. Sebes e margens de ribeiros. Fl. de maio a outubro. I-II. — Trepa- deira, Bons dias. C. Soldaneíla R. Br. Prodr.; Convolvulus Soldaneíla L. Sp. pi. p. 159; Brot. I, p. 268. Areias do littoral. Fl. de maio a junho. I. — Soldaneíla, Couve ma- rinha. »• 228 Subfam. Cuscuioideae Cusiciita (Tournf.) L. (1). I Estigmas filiformes; capsula circuracisa Sect. í. Eucusciita. Estigmas capitosos; capsula quasi indehiscente Secl. II Grammica. Sect. I. Euciiscuta C. Epilhymum (L.) Murr. Syst. Veget. ed. 13; C. europaea, 3- Epi- thjmum L. Sp. ed. 2.", n.** 1 ; C. europaea, var. Brot. í, p. 208; C. europaea barbuvea Brot. Phyt. lusit. p. 192, tab. 165. fTubo da corolla pouco mais comprido do que o limbo; escamas substaminoas denteadas ; caule e flores brancas «. typica. Lóbulos do cálix e da corolla obtusos a. alba (J et C. Presl.). Lóbulos do cálix e da eorolla acuminados b. snbulaía (Ten.). Tubo da corolla mais curto que o liuibo p. plani/lora (Ten.). Estyletes quasi de comprimento duplo do ovário, c. opproximaía (Bali ). Parasita sobre vários vegetaes. Fl. de junlio a outubro. I. Sect. II. Graramita C. australis R. Br. a. breviflora (Vir.) — Flores 4-meras. Plantas parasitas sobre vários vegetaes. Fl. durante o verão. I-IV. — Cuscula, Linho de rapoza. Borraginaceae (-) IEstylete terminal Subfam. Heliotropioideac. Estylete gynobasico Subfam. Borraginoideae. (1) A. Fiore ed A. Beguinot — Flora anaUjHca (Vílalia. (2) P. Coutinho — £o/. da Soe. Brot., XXI (1905). 229 Subfam. Heliotropioideae Hcliotropiuni L. ( Cálix o-fido persistente //. europaenm L. (Cálix 5-denteado caduco n. supinum L. II. eiiropaeum L. Sp. pi. p. 130; Brot. I, p. 293. Terrenos áridos, margens de caminhos, etc. Fl. de junho a outubro. I-Iil. — Tornasol, Verrucaria, Herva das verrugas. H. supinum L. Sp. pi. p. 130; Brot. I, p. 293. Margens dos campos, terras inundáveis. Fl. de junho a setembro. MI. Subfam. Borraginoideae IFlores zygomorphicas — IV. Echieae. 1 Flores regulares i l [ Achenios de base plana ou qnasi plana 2 Achenios de base concava e rebordo annular II. Anehuseae. I Achenios de dorso quasi plano ou concavo com inserção obliqua e mais ou menos ligados I. Cynoglosseae. Achenios muito duros livres e de base pequena III. LWiospermeae. I. Cynoglosseae [Corolla infundibuliforme; tubo egualando o cálix; carpellos cobeitos de aculcos. Cynoglussum L. [Corolla rotacea; Uibo muito curto; carpellos côncavos na face externa. Omphaíodcs Moench. Oiii|iflial»fleii (Tourn.) Moench. O. lusitanica Pourr. herb. ; Cynoglossum lusilanicum L. Sj). 11; Brot. I, p. 29G ; Phyt. lusit. I, p. 53, tab. 24. Terras húmidas e sombrias. Fl. de abril a setembro. I-llI. 230 CynogloiiSiiiiii L. [Corolla fechada de comprimento egual ao cálix; pétalas hirsutas na extremidade. C. clandestinum Desf. [ Corolla aberta; tubo egualando o cálix; pétalas glabras C. creticum Mill. C. creticum Mill. Dict. ed. VIII, n.° 3; C. pictum Ait. H. Kew. I, p. 179; Brot. I, p. 296; Phyt. lusit. I, p. 179, tab. 159. Terras de varia natureza, sebes, caminhos. Fl. de março a julho. I-III. — Cynoghssa de flor listrada, Orelha de lebre. C. clandestinum Desf. Fl. Atl. I, p. 159, tab. 42; Brot. Phyt. lusit. f, p. 177, tab. 158; C. officinale Brot. (non L.) I, p. 295. Collinas relvosas, caminhos, orla de campos. Fl. de fevereiro a ju- nho. I. II. Anchuseae l Corolla tubulosa i I Corolla rotacea ; tubo muito curto . . Borrago L. 1 Corolla regular ; tubo direito Anchusa L. 1 ( Corolla um pouco irregular ; tubo recurvado Lycopsis L. Borrago L. B. oílicinalis L. Sp. pi. p. 137. Vulgar em terrenos diversos. Fl. de fevereiro a outubro. Mil. — Borragem. Auchilisa L. í Achenios com appendice lateral III. Cwyolopha Fisch. ( Achemos sem appendiees 1 (Achenios direitos ou levemente recurvados I. Buqlossum Rchb. 1 Achenios muito recurvados II. Euanchiisa Rich. I. Buglossum Rclib. A. itálica Retz. Observ. p. 12; Brot. Phyt. lusit. I, p. 173, tab. 156; Caryolopha oílicinalis Brot. (non L.) I, p. 297. 231 Searas, terrenos incultos, caminhos. Fl. de abril a agosto. I-IV. b" Biiglossa, Lingiia de Vacca. II. Euanchusa Hicli. A. undulata L. Sp. pi. p. 133; Brot. I, p. 297. ' Bracteas subcordato-ovaes mais curtas que o cálix i |Bracteas ovado-lanceoladas ou lanccoladas, cguaes ou mais compridas que o , cálix 2 I Toda a planta subvelutino-pubescente a. subvehitina P. Cout. (Cálix setoso-estrigoso; caule com pellos encostados e outros patentes. [3. typica P. Cout. I Caules com pellos patentes e pellos encostados y. hyhrida P. Cont. 2 ( Caules só com pellos patentes S. Granatensis P. Cout. Não rara em terrenas diversos. Fl. de fevereiro a agosto. I-II. — Buglossa ondeada, Chupa-mel. III. Caryolopha Fisch. A. sempervirens L. Sp. pi. p. 134; Brot. I, p. 298; Caryolopha sem- pervirens Fisch. Logares húmidos e sombrios, margens de rios. Fl. de abril a junho. I-Iil. — Olho de galo. Ijyco|isis L. L. arvensis L. Sp. pi. p. 139; Brot. I, p. 299. Campos cultivados, proximidades d'agua. Fl. de fevereiro a julho. I-lIl. III. Lithospermeae ICorolla de tubo longo afunilada 1 CoroUa de tubo curto assalveada Myosotis L. ( Fruelo de 4 achenios Litfmpermwn L. l ( Fructo de 2 achenios Ciriniht L. 232 Illyosotis) L. Í Cálix com pellos encostados e não terníiinados em gancho 1 Cálix com pellos patentes e mais ou menos terminados em gancho . 2 [Caule coberto de pellos patentes; cálix 5-fido até além do meio. M. Welivitschii Bss. et Reut. [Caule com pellos encostados; cálix S-fido até ao meio ... M. caespitosa Schultz. 1 Corolla azul ; tubo quasi do comprimento do cálix 3 [ Corolla quasi sempre amarella ; tubo mais longo que o cálix 4 iPedicellos eguaes ou mais curtos que o callx fructifero M. hispida Schultz. (Pedicellos com o dobro do comprimento do cálix fructifero.. . M. intermédia Lk. [Corolla pequena (2-3 mm.) mudando de cor (amarella, azul e violácea). M. versicolor Pers. [Corolla pequena (3-4 mm ) sempre amarella M. lutea Pers. M. Wehvitschii Bss. et Reut. Diagn. pi. orient. nov. p. 138; M. pa- lustris Brot. I, p. 294. p. stolonifera (Gay) P. Cout. — Planta mais fraca, eslolonifera. Logares muito húmidos. A variedade é das regiões altas. Fl. de março a setembro. l-IV. M. caespitosa Schultz. Fl, Slarg. Suppi. II; M. palustris Brot. 1. c. a. vulgaris Loret et Barrandon, Fl. de Montp. — Pedicellos in- feriores muito mais compridos que o calix; limbo da corolla plano, egual ou mais longo que o tubo. ^. perennis Loret et Barrandon. — Bhizoma perennal; planta mais vigorosa. y. skula (Guss.). — Pedicellos mais curtos que o calix; limbo da corolla mais curto que o tubo e concavo. Terrenos pantanosos, muito húmidos. Fl. de março a julho. I-III. M. hispida Schlecht. Mag. Nat. Berl. Víll, p. 210; M. arvensis, var. minar Brot. I, p. 29 1. Terras húmidas, arenosas. Fl. de março a jurdio. I-III. M. versicolor Pers. Syn. I, p. 156. Terras húmidas, florestas, muros. Fl. de março a Jlilho. I-UI. 233 M. lutea Pers. Syn. I, p. 156. Terras húmidas arenosas. Fl. de abril a junho. I-III. M. intermédia Lk. Enum. hort. Berol. I, p. 164; M. arvensis Brot (parte) I, p. 294. Terras cultivadas e incultas, frescas, sebes, muros. Fl. de abril a junho. I-II. — Orelha de ralo. IjÍ III ws per 111 11 111 L. L. prostratum Lois. Fl. Gall. I, p. 105, tab. 4; L. fruticosum Brot. l, p. 292; Phyt. lusit. II, p. 171. Frequente nos pinhaes, sebes. Fl. quasi todo o anno. MH. — Herva das sete sangrias. CÍB*iiitlic L. C. major L. Sp. pi. p. 136; Brot. I, p. 289. á. piirpurascens (L.) Bss. — Corolla de vermelho escuro, p. flavescens L. — Corolla amarella ; tubo por vezes branco. Campos, vinhas e terras húmidas. Fl. de fevereiro a julho. MI. — Ftâr mel, Chupa-mel. IV. Echíeae Ecliiuiii L. 4 [Caule com indumento simples 1 I Caule com indumento duplo (pellos finos encostados; pellos rijidos patentes, inse- ridos num tiiberculo mais ou menos desenvolvido) 2 [Corolla pequena (8-9 mm.); folhas inferiores linear-lanceoladas hirsutas. E. Broleri G. Samp. .Corolla azul grande ; folhas inferiores ovadas ou oblongas... E. plantagineum L. Caule alto (1 m.) anguloso estriado; folhas inferiores oblongo-tanceoladas. E. pomponium Bss. , Caule de 6-7 dec. cylindrico; folhas inferiores medíocres 3 [Indumento não muito denso; plantas de côr verde distincta 4 [Indumento muito denso; pellos fortes sobre um tubérculo branco; i)lantas de côr cinsenla E. tubemdatum HoíTm. et Link. (Nervuras lateraes das folhas pouco ou nada distinclas E. austrak Lam. (Nervuras lateraes bem distinctas E. romlatum Lgc. 234 E. Broteri G. Samp,; E. italicum Brot. (non L.) I, p. 290. Sitios húmidos e arenosos das regiões alias. Fl. de maio a setembro. III-IV. E. pomponium Bss. Voy. bot. Esp. tab. 124. Campos e florestas. Fl. de agosto a setembro. I. — Raro. E. tuberculatum Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 183; E. vulgare Brot. (noii L.) I, p. 289. a. genuinum Bourgeaii. — Planta densamente hispida; folhas um pouco grossas e por vezes revolutosas. p. lalifoUum Hoffgg. et Link. — Planta menos hispida; folhas mais molles e planas. Caminhos, muros, terrenos cultivados, areaes maritimos. Fl. de abril a julho. I-II. — Viperina. E. plantagineum L. Mantis. II, p. 202; Brot. I, p. 289. Terras cultivadas e incultas, arenosas e húmidas. Fl. de março a ju- lho. I-IV. — Soagem. E. australe Lam. III. I, p. 413, n.^ 1860. Terras arenosas. Fl. de março a agosto. l-III. E. rosulatum Lge. Ind. sem. 111. Hann. 1854; Pug. pi. III, p. 2i. a, genuinum. — Flor subregular; planta prostrada. p. campestre. — Flor maior subbilabiada ; planta direita. Terras arenosas, campos, margens de caminhos, proximidades d'agua. Fl. de maio a outubro. l-IL Verbenaceae Verbena L. [Folhas pinnatifidas ou serrilhadas V. officinalis L. (Folhas 1-2 pinnatifidas V. supina L. V. officinalis L. Sp. pi. p. 20; Brot. I, p. 160. Margens de caminhos, logares húmidos. Fl. de maio a julho. I. — Vrgehào, Verbena. V. supina L. Sp. pi. j). 21; Brot. I, p. 160. Nas mesmas condições da espécie precedente. Fl. de maio a julho. I. 235 Labiatae (i) lEstylete semigynobasico Subfam. I. Ajugoideae. (Estylete perfeitamente gynobasico 1 ÍGyneceu inserido sobre um prolongamento do receptáculo (gynophoro). Subfaiii. II. Scntellnrioideae. Gyneceu inserido sobre um disco 2 (Lóbulos do disco oppostos aos locuios do ovário . . Subfam. III. Lavanduluideae. 2 ( Lóbulos do disco alternos com os locuios do ovário 3 lEstames ascendentes Subfam. IV. SIacliyoideae. (Estames inclinados sobre o lábio inferior Subfam. V. Ocimoideae. Subfam. L Ajugoideae ICoroUa 1-labiada; estames 4; achenios rcticulato-rugosos — Trib. I. Ajugeae. Corolla 2-labiada; estames 2; achenios lisos Tiib. II. Bosmarincae. Trib. I. AJUGEAE ICoroUa unilabiada ; lábio 3-lobado Ajuga L. Corolla unilabiada ; lábio 5-lobado Teucrium L. IVerticillastros Go-floreos dispostos em espiga I. Dugiila Schreb. Verticillastros paueifloreos axillares II. Chamaepytis Schreb. I. Biigula Schreb. (Planta estolhosa A. replans L. I Planta não estolhosa A. pyramidalis L. (1) P. Coutinho - Boi. da Soe. Brot., XXIII. 236 II. Chamaepytls Schreb. (Folhas superiores S-partidas A. Chamaepytis (L.) Schreb. (Folhas superiores snbdenteadas ou inteiras A. Iva {L.) Schreb. A. reptans L. Sp. pi. p. 561 ; Hoffgg. et Link. Fl, Port. p. 76. Terrenos húmidos, prados, florestas. Fl. de abril a julho. I-II. A. pyramidalis L. Sp. pi. p. 561; ííoffgg. et Link. 1. c. p. 76. Prados e logares sombrios. Fl. de março a julho. I-IV. A. Chamaepytis (L.) Schreb. PI, V^ert. unilab. p. 24; Teucrium Cha- raaetypis L. Sp. pi. p. 562. Vinhas, terras áridas. Fl. de maio a julho. I. A. Iva (L.) Schreb. 1. c. p. 15; Teucrium Iva L. Sp. pi. p. 563. a. pseudo-Iva (Rob. et Cast.) Benlh.; Teucrium Iva Brot. I, p. 163. — Corolla amarella ou branca com pontuações purpúreas na base. Terrenos áridos, caminhos, orlas de florestas. Fl. de março a setem- bro. I. Teiicriiiiii L. (Flores em capitulo Sect. IV. Polium (Mnch.) Benth. ( Flores axillares ou em espiga 1 (Dente superior do cálix maior que os outros. Sect I. Scqrodonia (Mnch.) Benth. (Dentes do cálix quasi eguaes 2 (Flores (1-3) axillares mais curtas que as folhas. Sect. II. Scordium (Cav.) Benth. 2 ( Flores em espiga maiores que as folhas . . Sect. III. Chaviaedrys (Mnch.) Benth. Sect. I. Scoroílonia (Mnch.) Bentli. (Flores amarelladas T. Scoroâonia L. Flores côr de rosa T. satviastncm Schreb. T. Scorodonia L. Sp. pi. p. 564; Brot. I, p. 163. 237 Florestas, sebes. Fl. de junho a setembro. I-III. — Escorodonia, Salvia bastardo, Seixebra. T. salviastrum Schreb. Unilab. p. 38; T. lusitanicum Brot. I, p. 163; T. lusitanicum salviastrum Brot. Phjt. lusit. p. 71. Regiões altas. Fl. de julho a agosto. II-V. Sect. II. Scordiuni (Cav.) Benth. T. scordioides Schreb. Unilab. p. 37; T. Scordium Brot. (non L.) I, p. 164; Scordium lanuginosum Brot. Phyt. lusit. p. 73, tal). 107. Margens de rios, terras húmidas, paludosas. Fl. de maio a outubro. I. — Escordio. Sect. III. Cliamaedrjs (Mnch.) Benth. T. Chamaedrys L. Sp. pi. p. 565. Terrenos áridos da beiramar. Fl. de abril a maio. I. Sect. IV. Polium (Mnch.) Benth. T. Polium L. Sp. pi. p. 566. a. lusitanicum (Schreb.) Brot. Phyt. lusit. p. 66, t. 104. Collinas áridas. Fl. de maio a agosto. I-II. Trib. II. ROSMARINEAE no.miiariiiiiiii L. R. officinalis L. Sp. pi. p. 23; Brot. I, p. 16. Cultivado e expontâneo em terras seccas, pinhaes. Fl. em quasi todo o anno. I. — Alecrim. Subfam. II. Scutellarioideae Sciitcllaria L. [Planta mais ou menos pubescente^ alia (até 1 m.) S. galericulala L. (Planta glabra ou levemente piloí^a, pequena (6-7 dec) S. minor L. 238 S. galericulata L. Sp. pi, p. 599. Locaes muito húmidos. Fl. de maio a junho. I. S. minor L. Sp. pi. ed. II. Locaes muilo húmidos, prados, airozaes. Fl. de maio a setembro. I-líl. Subfam. III. Lavanduloideae IjaYaucIíila L. [Espiga terminada por bracteas estéreis compridas violáceas. Sect. I. Stoechas Ging. l [Espiga sem bracteas estéreis terminaes Sect. II. Spica Ging. [Pedúnculo curto (0/J a 2 ou ,3 cent.) L. Stoechas L. l (Pedúnculo muito comprido (2,5-9 cent.) L. peãtmculata Cav. Sect. I. Sloecbas Ging. L. Stoechas L. Sp. pi. p. 573; Brot. I, p. 170. Terras áridas, pinhaes, mattagaes. Fl. de fevereiro a julho. I-II. — Rosmaninho. L. pedunculata Cav. Praelet. p. 70; L. Stoechas, var. pedunciãata Brot. I, p. 170. a. longicnma P. Cout. — Bracteas estéreis compridas (20-30 X 3-8 mm.). ^. brevicoma P. Cout. — Bracteas estéreis curtas (8-15 raras vezes 20x2-5 mm.). Nas mesmas condições da espécie anterior. Fl. de fevereiro a agosto. I-II. — Rosmaninho. Sect. II. Spica Ging. L. spica L. Sp. pi. p. 572; Brot. I, p. 170. Cultivada e subspontanea. ¥\. em junho e julho. I. — Alfazema. Subfam. IV. Staciiyoideae lEstames inclusos no tubo da corolla 1. Marrubieae. \ Estames não inclusos ^ 1 â39 IEstames 4 didynamicos, os posteriores mais compridos 2. Nepeleae. Estames 4 ou 2 eguaes ou didynamicos, os anteriores mais compridos 2 I Lábio superior da corolia concavo ou em forma de capacete. 3 Lábio superior da corolia plano ou quasi plano e não muito dilTerente dos outros. o. Sutureieae. IEstames 4 ascendentes parallelos; connectivo nmito curto, não articulado. 3. Slachydeae. Eslames 2; connectivo muito comprido e articulado como filete ... 4. Salvieae. 1. Marrubieae llamiliiiiBii L. M. vulgare L. Sp. pi. p. 583; Brot. I, p. 168. Vulgar em terras diversas, muros, caminhos. Fl. de abril a setem- bro. 1-IV. 2. Nepeteae ( Lábio inferior da corolia concavo ; planta erecta Nepela L. (Lábio inferior da corolia plano : planta rastejante Glechoma L. Hepcta L. 'Planta mais ou menos lenhosa; bracleolas ovadas on ovato-lanceoladas; verticil- lastros em espiga densa N. tubewsa L. [Bracleolas subsetaceas; plantas mais ou menos pubesccntes 1 I Folhas pecioladas serrilhadas iV. Cattaria L. [Folhas rentes ou quasi, crenadas, verticillastros distantes N. latifolia DC. 1 N. tuberosa L. Sp. pi. p. 371; Drot. I, p. 173. Outeiros áridos, caminhos. Fl. de abril a agosto, I. N. Cattaria L. Sp. pi. p. 570. Terras seccas, caminhos, sebes. Fl. em julho. 1-IV. N. latifolia DC. Fl. de Fr. Ill, p. 528; N. multibracteata líoíTgg. et Link. Fl. Port. p. 94, tab. 5; Brot. Phyt. lusit. p. 87, tab. 111; N. violácea Brot. I, p. 173. Florestas, prados, sebes, searas. Fl. de maio a julho. II-III, 210 iMleclioiua L. Gl. hederacea L. Sp. pi. p. 578; Brot. I, p. 165. Terras muito húmidas e sombrias. Fl. de março a julho. I-IV. — Herva terrestre. 3. Stachydeae (Cálix subregular com 5-10 nervuras c. Lamiinae. (Calix 2-labiado 1 ! Cálix campanulado amplo membranaceo b. Melittinae. Callx mais ou menos lubuloso de S-10 nervuras; lábios conniventes depois da , floração; filetes dos estamos denticulados na extremidade superior. a. Brunellinae. a. Brunellinae [Bracteas estreitas e aristadas; estylete 4-fido; lábio inferior da coroUa 2-fido. Cleonia L. I Bracteas largas; estylete 2-fido; lábio inferior da corolla com o lóbulo médio con- cavo e denteado Brtinella L. Cleonia L. Cl. lusitanica L. Sp. pi. ed. II; Brot. I, p. 181. a. vulgaris P. Cout. — Lábio superior do calix denticulado; denticules curtamente aristados. p. aristata P. Cout. — Lábio superior do calix com denticules triangulares mais desenvidos e mais longamente aristados. Sitios áridos montanhosos, pinhaes. Fl. de maio a julho. I-II. Ilriaiiclla L. Í Flores de 15-20 mm 1 Flores de 25-30 mm 3 l Corolla violácea ou purpúrea • 2 1 ( Corolla amarellada Br. laciniata L. IPlanta quasi glabra Br. vulgaris L. 2 ( Planta tomenloso-villosa Br. lacmiaia X vulgaris. 241 (Dentes do lábio superior do cálix de 1,5-2 mm Br. haUaefolia Brol. i (Dentes do lábio superior do cálix pequenos (0,5-1 mm.). Br. hastaefolia X vulgaris P. Cout. Br. vulgaris L. Sp. pi. ed. I; Brot. I, p. 180. Prados, pastagens húmidas, pinhaes e caminhos. Fl. de março a agosto. I-IV. — Herva férrea. Br. laciniata L. Sp. pi. ed. II. a. pinnaliflda (Koch) Briq. — Folhas pinnatifidas. p. subiníegra Halmilt. — Folhas denteadas irregularmente. Regiões montanhosas, pinhaes. Fl. de maio a julho. I-II. Br. laciniata x vulgaris Stapf. in Kerner Sch. ad flora exsic. austro- hung. n.° 1420; Br. intermédia Brot. I, p. 180. Mesmas localidades da anterior. Fl. de junho a julho. I. Br. hastaefolia Brot. Fl. lusit. I, p. 181. Terrenos arrelvados húmidos. Fl. de junho a agosto. II-IV. Br. hastaefolia x vulgaris P. Cout. Boi. da Soe. Brot. XXIIl, p. 138. Mesmas localidades das anteriores. Fl. de junho a julho. II-III. b. Melittinae ileliiiisi L. M. Melissophyllum L. Sp. pi. p. 597; Brot. 1, p. 179. Terras húmidas e sombrias. Fl. de abril a agosto. I-III. c. Lamiinae [Estylete dividido em dois ramos muito deseguaes ; lábio superior da corolla curvo e comprimido lateralmente Phlomis L. [Estylete dividido em dois ramos eguaes 1 INuculas arredondadas na parte superior 2 Nuculas troncadas na parte superior Lamium L. Í 'Lábio inferior da corolla em angulo recto com o tubo Stachys L. Lábio inferior da corolla regularmente inclinado; estames não divergentes depois da fecundação Ballota L. Phioiílis L. Ph. Lychnitis L. Sp. pi. p. S85; Brot. I, p. 166. Terras seccas, pedregosas. Fl. de maio a julho. I-III. — Salva brava. 16 XXVI 1 2 242 liamiuiii L. Subgen. Slulamlum Aschers. [Cálix cylindrico não contrahiclo na base Sect. I. Lamiopsis Dumort. 1 íCalix cylindrico só na parte inferior, cotrahido a seguir e depois venlricoso; annel ( de pellos no interior da parte contrahida Sect. II. Lamiotypnn Dumort. L. maculatum L. [Tubo da eorolla com um annel de peilos interiormente ^ 2 JTubo da eorolla sem annel de pellos; folhas floraes, rentes, reniformes, amplexi- ( caules L. amplexicaule L. [Folhas pecioladas, subregularmente crenadas L. purpureum L. (Folhas subpecioladas irregularmente inclso-crenadas. L. amplexicaule X purpúrea G. May ? Sect. I. Lamiopsis Dumort. L. amplexicaule L. Sp. pi. p. 579; Brot. I, p. 166. Terras cultivadas, cearas. Fl. de fevereiro a julho. I-III. L. purpureum L. Sp. pi. p. 579; Brot. I, p. 166. Terras cultivadas, muros, sebes. Fl. de março a junho. I-III. L. amplexicaule X purpureum G. May? P. Cout. in Boi. da Soe. Brot. XXIII, p. 124. Sect. II. lamiotypns Dumort. L. maculatum L. Sp. pi. ed. II; Brot. í, p. 166. a. longifoUum Rouy, Naturalisle 1882. Frequente nas terras cultivadas, bordas de caminhos. Fl. de março a junho. I-Ul. SIachys L. [Tubo da eorolla sem annel de pellos no interior. Sect. III. Beíonka Benth. St. ofjicinalis (L.) Trev. 1 [Tubo da eorolla com um annel de pellos interiormente 1 jBracteolas muito pequenas; planta piloso-hispida Sect. I. Emtachys Briq. [Bracteolas do comprimento do cálix, villosissimas . . Sccl. II. Eriostomum Briq. St. Germânica L. 243 Sect. I. Eustacliys Briquet (Folhas íloraes miicronado-espinescentes ; plantas annuaes 1 (Folhas floraes inermes; planta perennal rhizomatosa St. palustris L. l Corolla pouco maior que o cálix ; lábio superior inteiro St. arvensis L. l iCorolla mais comprida do que o cálix; lábio superior S-fido. St. Marriibiastrum (Gouan) Briq. St. arvensis L. Sp. pi. ed. lí, Brot. I, p. 165. Vulgar nos campos, hortas, searas. Fl. de fevereiro a agosto. I-III. St. Marrubiaslrum (Gouan) Briq. Les Labiad. des Alpes, p. 252; St. hirta L. ; Brot. I, p. 165. Vulgar nas terras cultivadas, caminhos. Fl. de maio a agosto. I. St. palustris L. Sp. pi. p. 580; Brot. I, p. 164. Terras paludosas, margens de valias. Fl. de junho a julho. I. Sect. II. Eiiostomom (Hoíígg. et Link.) Briquet St. Germânica L. Sp. pi. p. 581. var. lusitanica (Hoífgg. et Link.) Briq.; St. Germânica Brot. I, p. 165; Phyt. lusit. p. 78, tab. 109. Valias, sebes, localidades húmidas. Fl. de abril a agosto. I-II. Sect. III. Betonica (L.) Briquet St. officinalis (L.) Trev. Prospet. delia Fl. Engan. p. 26; Betonica officinalis L. Sp. pi. p. 573; Brot. I, p. 167. a. genuína. p. algeriensis (De Not.) P. Cout. Florestas e mattas. Fl. de maio a agosto. I. Itallota L. B. nigra L. Sp. pi. p. 582; Brot. I, p. 167. Margens de campos, sebes. Fl. de março a outubro. I-IV, t • 244 4. Salvieae SalYia L. ÍTubo da corolla com annel de pellos initeriormente. . Sect. I. Eusphace Benlh. Subgen. I. Salvia Benth. Tubo da corolla sem annel de pellos Sect. II. Pletliiosphace Benth. Subgen. II. Sclarea Benth. Sect. I. Eusphace Benth. , Subgen. I. Salvia Benth. S. officinalis L. Sp. pi. p. 23; Brot. I, p. 18. Cultivada e raras vezes subespontanea. Fl. de abril a agosto. I. — Salva. Sect. II. Plelhiosphace Benlh. ff Subgen. II. Sclarea Benth. [Cálix pelludo e muito viscoso-glanduloso; achenios subglobosos. S. sclareoides Brot. [ Cálix pelludo; pellos longos, nada ou pouco glanduloso; achenios ovóides. S. verbenaca L. S. sclareoides Brot. Fl. lusit. I, p. 17; Phyt. lusit. I, p. 3, tab. 2. Terrenos áridos e principalmente nos calcareos. Fl. de abril a ju- lho. I. S. verbenaca L. Sp. pi. p. 25; S. verbenacoides Brot. I, p. 17. o. subesp. verbenaca Briq. — Folhas crenadas ou sinuoso-cre- nadas. p. amplifrons Briq. — Folhas ovado-ellipticas irregularmente sinuoso-crenadas. 6. subesp. clandesiina Briq. — Folhas pinnato-lobadas ou sub- pinnatifidas, c. subesp. mullifida Briq. — Folhas profundamente pinnatifidas ou pinnatiseccadas. Caminhos, campos, logares áridos. Fl. cm quasi todo o anno. I, 245 1 5. Satureieae I Corolla 4-lobada; lóbulos quasi eguaes III. Menthinae. [Corolla 2-Iabiada 1 1 Estames direitos divergentes 11. Thyminae. (Estaraes arqueados, achatados na base e aproximaudo-se na parte superior. I. Melissinae. I. MellssiBae l Folhas perfeitamente inteiras Satureja L. I Folhas serrilhadas Melissa L. llelissn L. M. officinalis L. Sp. pi. p. 592; Brot. I, p. 178. Sitios húmidos e sombrios. Fl. de junho a agosto. I. — Herva cidreira. Satureja L. l Cálix subregular Sect. I. Sabbatia Briq. Cálix 2-labiado 1 2 'Cymeiras mais ou menos laxas com pequenas bracteolas. I Sect. II. Calamintha Briq. [Cymeiras densas rentes 2 1 Cymeiras multifloreas Sect. III. Clinopoãium Briq. I Cymeiras de poucas flores (por vezes 3) Sect. IV. Acinos Briq. Sect. I. Sabbatia Briq. S. Juliana L. Sp. pi. p. 567. Paredes, logares áridos. Fl. de maio a agosto I. 246 Sect. II. Cãlamintha Briq. S. Cãlamintha (L.) Schreb. Fl. II, p. 577. a. silvatica Briq. — Pedúnculos das cymeiras mais ou menos longos; pedicellos longos. b. montana (HofFgg. et Link.) P. Cout. — Pedúnculos quasi nullos. Logares seccos, nas sebes, caminhos. Fl. de abril a dezembro. I-III. — Neveola, Herva das azeitonas. Sect. III. Clinopodium Briq. S. Clinopodium (L.) Caruel, Fl. ital. p. 135; Clinopodium vulgare L. Brot. I, p. 179. Sebes e sitios mais ou menos áridos. Fl. de maio a agosto. I-III. Sect. IV. Acinos Briq. S. alpina (L.) Schreb. Fl. II, p. 577; Thymus alpinus L. Sp. pi. p. 591. a. granatensis (Bss. et Reut.) Briq. ; Thymus Acinos Brot. I, p. 176. Terrenos seccos das regiões altas. Fl. de maio a julho. II-III. II. Thymlnae Í Cálix com 10 nervuras, 2-labiado 1 Cálix com 10-13 nervuras, uão labiado Origanum Moench. [Cálix não comprimido de dorso convexo; lábio superior da corolla emarginado. Thymus L. [ Cálix muito comprimido de dorso plano; lábio superior da corolla 2-fido. Corydothymus Rchb. 247 Orig;aiiiiiii Moench. O. virens Hoíígg. et Link. Fl. Port. p. 119, tab. 9. a. genuinum. O. viilgare Brot. I, p. 169; O. vulgare virens Brot. Phyt. lusit. p. 89, tab. 112. — Espigas oblongas curtas. {3. macroslachyum (Hoífgg. et Link.) P. Cout. ; O. macrosta- chyum Hoíígg. et Link. Fl. Port. p. 120, tab. 10; O. vul- gare macrostachyum Brot. Phyt. lusit. p. 91, tab. 10. — Espigas compridas (15-30 mm.) subprismaticas. Terrenos áridos, sebes. Fl. de junho a setembro. I-III. — Om- regão. Coryclotliyiiiiis Rchb. C. capitatus (L.) Rchb. Icon. Fl. germ. XVIII ; Thymus creticus Brot. I, p. 174. CoUinas seccas. Fl. de julho a setembro. I-III. — Ouregão. Tliyiiius L. Sect. Serpyllum Benth. I Folhas planas 1 (Folhas, pelo menos as inferiores, enroladas; lábio superior do cálix 3-denteado. § Vulgares Briq. ! Folhas um pouco grossas subenerveas com muitas pontuações glandulosas ; lábio superior do cálix dividido em 3 lacinias triangulares siibuladas, o inferior em 2 lacinias subuladas, ciliadas § Mastichina Briq. Folhas coni nervação pronunciada 2 ! Lábio superior do cálix oval 3-denteado, os dentes lateraes menores que o médio. § Pijperella Briq. Lábio superior 3-fido, o inferior com 2 lacinias subuladas, ciliadas. § Seiyylla Briq. § Serpylla Briq. Th. Serpyllum L. Sp. pi. p. 590. a. ovatus (Mill.) Briq.; Th. SerpyHum Brot. I, p. 174; Th. glabralus Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 130, tab. 15; 248 Brot. Phyt. lusit. p. 103, tab. 120. — Verticillastros dis- postos em espiga, p. liguslicus Briq. — Verticillastros globoso-capitados. Terrenos arenosos e áridos. Fl. de junho a agosto. I-IV. § Piperella Briq. Th. caespititius Brot. I, p. 176; Phyt. lusit. I, p. 26, tab. 11. a. genuinus. — Flores pequenas (6-10 mm.); lábio superior do cálix levemente 3-denteado. Terrenos áridos, pinhaes, muros. Fl. de julho a setembro. I-III. § Vulgares Briq. Th. Zygis L. Sp. pi. p. 591. a. subesp. Zigis P. Cout. — Todos os verticillastros distinctos formando uma espiga longa interrompida. 6. subesp. silvestris (Hoífgg. et Link.) ; Th. Zygis Brot. T, p. 176; Th. Zygis silvestris Brot. Phyt. lusit. II, p. 105, tab. 121. — Verticillastros dispostos em espiga curta e densa. Terras áridas arenosas, pinhaes. Fl. de março a julho. I-IV. § Mastichina Briq. Th. Mastichina L. Sp. pi. ed. 2.'; Brot. I, p. 176. Terrenos áridos, pinhaes, caminhos. Fl. de março a agosto. I-III. III. Menlhinae Estames 2 Lycopus L. Estames 4 1 I Cálix 4-denleaclo ; denles côncavos e aristados; achenios obtusos. . . Prcslia Op. Cálix 5-denteado ; dentes planos ; achenios ovóides Mentha L. 249 Ijycopiisi L. L. europaeus L. Sp. pi. p. 21; Brot. I, p. li. Margens de ribeiros, sítios húmidos. Fl. de julho a setembro. I-III. — Marroio d' agua. Preslia Op. P. cervina (L.) Fresen. Syll. pi. 1. c; Ratisb. II, p. 238; Mentha cer- vina L. Sp. pi. p. 578; Brot. I, p. 172. Localidades muito húmidas. Fl. de junho a setembro. I-II. ilentlia L. í Calix regular de fauce aberta Subgen. I. Menthastrum Coss. et Geran. (Cálix 2-labiado com a fauce fechada por pellos. Subgen. II. Pulegium Lani. et DC. Subgen. I. IMentliastruixi Coss. et Geran. [Folhas rentes, arredondadas ou oblongo-ellipticas; inflorescencia em espiga. M. rolundifolia L. [Folhas pecioladas ovadas ; verticillastros densos 1 1 Verticillastros densos, terminaes ou subterminaes ilí. aquática L. [Verticillastros dispostos em espiga M. aquática X rotundifolia. 1 M. rotundifolia L. Sp. pi. ed. 2.'; Brot. I, p. 171. a. glahrescens Tin. Lap. — Caule pouco villoso. p. bullata Briq. — Caules densamente villosos. y. craspopoda Briq. — Caules floccoso-villosos. Margens de rios, sitios muito húmidos. Fl. de maio a outubro. I-III. M. aquática L. Sp. pi. p. 576; M. aquática e M. hirsuta Brot. I, p. 171. I Largura das folhas maior que metade do comprimento ^ Largura das folhas quasi egual a metade do comprimento. 3. acuta (Op.) H. Br. (Folhas com serrilha profunda «. capitata (Op.) Briq. (Folhas com serrilha pouco profunda 2 2 250 [Folhas discolores (de côr mui clara na pagina inferior) mais ou menos obtusas. p. Broteriana P. Cout. JFolhas subunicoloreSj glabrescentes na pagina superior, oblusiusculas ou sub- agudas, brevemente acuminadas ò. acuta (Op.) H. Br. Margens do rios, de valias, terras muito húmidas. Fl. de julho a outubro. 1-11. Subgen. II. F»u.leglu.iia Lam. el DC. M. puiegium L. Sp. pi. p. 577; Brot. I, p. 172. (Folhas e caules glabrescentes ; planta esverdinhada a. vulgaris (Mill.). I Caules densamente tomentosos p. tomentella (Hoíígg. et Link.) P. Cout. Sitios húmidos, valias, margens de rios. Fl. de junho a agosto. I-IV. Subserie Solanineae [Estamos 5 1 Estames 4 didynamicos 2 [Eslames 2 Lentibulariaceae. iCorolla regular branca, violácea ou azulada; estames glabros Solanaceae. 1 (Corolla subregular aniarella; estames subeguaes, os .'{ anteriores pelludos. Subfam. Pseudo-solaneae. § Verbasceae. 2 1 Plantas com côr verde Scrophulariaceae. [Plantas sem côr verde, parasitas Orobanchaceae. Solanaceae (i) [ Fructo bacciforme 1 [Fructo capsular 3 (1) J. de Mariz — Bo/. da Soe. Brot., XVII. 251 I Cálix âccrescente ; fructo 5-5 locular I. Nicandrfoe. 1 ( Cálix apenas persistente ; fructo 2-locular II. Solaneae. 2 í Corolla cvlindrica # Liciinae. 2 (Corolla rodada; tubo muito curto * Solaninae. Í Capsula 2-locular ; corolla tubulosa IV. Cestreae. * Nicotianinae. ~ j Capsula i- locular ; dehisceneia septifraga; corolla campanulada. . III. Datnreae. 'Capsula 2-locular; dehisceneia circumcisa; corolla zygoniorphica. * Hyosciaminae. I. Nlcandreae PBiys»nlis L. Ph. angulata L. Sp. pi. p. 183; Pli. Alkehengi Brot. I, p. 281. Vinhaes, terras caicareas. Fl. de julho a outubro. I. — Alquequenje. II. Solaneae * Lyciinae l Arbusto lenhoso espinescente ; corolla pequena Lycium L. (Planta herbácea; corolla violacea-escura Atropa L. Ijyciuii] L. L. europaeum L. Sp. pi. p. 182; Brot. l, p. 284. Sebes, não longe da costa. Fl. de março a junho. I. — Espinheiro alvar. Atropa L. A. belladona L. Sp. pi. p. 18!. Subespontanea em sitios sombrios (Bussaco). Fl. de julho a setem- bro. I. — Belladona. * Hyoscyaminae Hyoscyaiuiis L. I Folhas todas pecioladas H. albus L. I Folhas superiores rentes ff- ""^W" ^- 252 H. albus L. Sp. pi. p. 180; Brot. I, p. 274. Muros, terras incultas áridas. Fl. de maio a agosto. I-II. — Mei- mendro branco. H. niger L. Sp. pi. p. 179; Brot. I, p. 274. Caminhos, Jogares áridos. Fl. de maio a agosto. I. — Meimendro negro. # Solaniuae Slolaiiuiii L. I Plantas inermes 1 Planta espinhosa S. Sodomaiim L. [Caule lenhoso, glabro ; flores violáceas S. dulcamera L. 1 I Caule herbáceo ; flores brancas ; fructos negros S. nigrum L. Fructo vermelho a. miniatum Willd. S. sodomaum L. Sp. pi. p. 187; Brot. I, p. 283. Terrenos arenosos próximos da costa. Fl. de maio a agosto. I. S. dulcamera L. Sp. pi. p. 185; Brot. 1, p. 182. Sebes e terras húmidas e sombrias. Fl. de março a setembro. I. -^ Dulcamára, Doce amarga ou Uva de cão. S. nigrum L. Sp. pi. p. 186; Brot. I, p. 283. o. miniatum (Bernh.). Frequente em terrenos incultos sombrios e húmidos. Fl. de maio a outubro. I. — Herva moira. III. Datureae natura L. D. Stramonium L. Sp. pi. p. 179; Brot. I, p. 269. Terrenos cultos e incultos. Fl. de julho a outubro. I. — Estramonio. IV. Cestreae * Nicotianinae Mieoliaiia L. I Folhas glabras glaucas ; planta lenhosa .' iV. glauca Grah. Folhas glanduloso-villosas rentes; planta herbácea N. Tabaeum L. 1 253 N. f2[lauca Grah. Terrenos da beiramar. FI. de abril a setembro. I. N. Tabacum L. Sp. pi. p. 180. Cultivada e subespontanea. Fl. de abril a setembro. I. Scroplmlariaceae (*) (Flores subreguiares ; estames 4-5 subeguaes I. Pseudo-solaneae. ( Flores zygomorphicas 1 [Gorolla com as divisões posteriores cobertas pelas laleraes no botão. II. Antirrhinoideae. [ Gorolla com as divisões posteriores cobrindo as lateraes no botão. III. Rhinantlioideae. I. Pseudo-solaneae [Estames 4 ... Celsia L. [Estames 5 Verbascum L. II. Antirrhinoideae [Tubo da corolla bojudo na base ou prolongado em esporão. Subtrib. I. Aniirrhineae. [Tubo da corolla nem bojudo nem esporoado 1 I Inflorescencia cymoso-racemosa Subtrib. II. Cheloneae. I Inflorescencia racemosa ou flores axillares solitárias... Subtrib. III. Gratiolcae. III. Rhinanthoideae l Lóbulos da corolla planos Subtrib. V. Digitaleae. (Lábio superior da corolla concavo Subtrib. IV. Rhinaníeae. Celsia L. C. glandulosa Bouché, Linnaea, t. 5, p. 12. Terrenos seccos pedregosos, fendas de paredes. Fl. de maio a julho. I. 1 (1) P. Coutinho — Boi da Sue. Brof., XXII. 254 Werbasciiiii L. ÍAntheras dos estames maiores inseridos nos filetes obliquamente. Sect. I. Thapsus Benlh. 1 Anlheras todas eguaes reniformes, inseridas transversalmente. Sect. II. Lyclmitis Benth. 3 í Estames com pellos purpurinos V. virgatum \N'ith. 1 (Estames com pellos brancos ou amarellos 2 iCoroila grande; anlheras pouco decurrentes. . . V. macranthum Hoffgg. et Link. (CoroUa menor; antheras inseridas muito obliquamente ... V. Linkianum Mariz. lEstames com pellos purpurinos 4 (Estames com pellos brancos V. pulverulentum Vill. í Corolla de amarello puro V. sinuatum L. 4 (CoroUa amarella com estrias purpurinas na fauce V. hybridwn Brot. Sect. I. Thapsus Benth. V. macranthum HoíFgg. et Link. Fl. Port. p. 215, tab. 27; Brot. Phyt. lusit. 11, p. 168, tab. 153. Terrenos incultos, Fl. de maio a agosto. III-IV. V. virgatum With. Arrang. p. 250; V. blattarioides Lamk., Brot. í, p. 272; Phyt. lusit. 11, p. 169, tab. 154. a. lanceolalum Mariz (V. blattarioides líofígg. et Link.). — Fo- lhas medias e superiores e bracteas ovaes lanceoladas. Sitios arenosos, estéreis e áridos, vinhas, campos, mattas. Fl. de ju- nho a setembro. I-III. V. Linkianum Mariz, Boi. Soe. Brot. XXIII (1907), p. 33; V. Thapsus Brot. I, p. 270 (parte). a. simplex Mar. — Flores em espiga simples. subvar. — ■ Folhas rentes (V. simplex HoíFgg. et Link. ; V. Henriquesii Lange in litt.). subvar. — Folhas decurrentes mais ou menos. ^. composilum Mar. — Espiga terminal composta. y. ramosum Mar. — Caule ramoso, espiga densa, corollas pe- quenas. Terrenos incultos pedregosos. Fl. de maio a agosto. I-II, 255 Sect. II. Lychnitis Benth. V. sinuatum L. Sp. pi. p. 178; Brot. I, p. 270. Outeiros seccos, terrenos incultos, pedregosos. Fl. de junho a setem- bro. l-II. V. pulverulentum Vill. Fl. Delpli. II, p. 490; Brot. I, p. 272. Terrenos de cascalho, pedregosos, arenosos, férteis, sebes, bordas de caminhos, margens de ribeiras. Fl. de maio a setembro. I-IV. V. hybridum Brot. I, p. 270. Sebes, terrenos pedregosos e sombrios. Fl. de junho a julho. I. Subtrib. I. Antirrliíneae l Corolla mascarina 1 iCoroUa labiada Anarrhinum Desf. ITubo oa corolla bojudo na base ; capsula poricida Antirrhinum L. Tubo da corolla prolongado em esporão 2 I Flores solitárias ou em pequenas espigas ou raeimo axillar 3 Flores em espiga ou raeimo terminal Linaria Juss. Folhas palminerveas com longo peciolo Cymbalaria Baumg. Folhas penninerveas com peciolo curto Elatinoides Wettst. Cyiiilialaria Baumg. C. Cymbalaria (L.) Wettst. in Engl. und Prantl. Pflanzenfam. IV, p. 58; Antirrhinum Cymbalaria L. Sp. pi. p. 612. Subespontanea em fendas de paredes. Fl. de março a outubro. I. Elatiuoicles (Chav.) Wettst. [Pedúnculos glabros mais compridos que as folhas. (Pedúnculos villosos mais curtos ou pouco mais compridos que as folhas. E. spuria (L.) Wettst. (Folhas estreitas lanceolado-hastadas E. cirrhosa (L.) Wettst. 1 Folhas largas ovado-hastadas E. Elatine (Desf.) Wettst. 256 E. spuria (L.) Wetlst. 1. c. ; Antirrhinum spurium L. Sp. pi. p. 613. » a. genuína Bourgeau PI. d'Esp. et de Port. n.° 1978. — Flores solitárias axillares. 3. racemiyera (Lge.) P. Cout. — Antirrhinum spurium Brot. I, p. 188; Phyt. lusit. II, p. 119; Linaria lanígera HoíFgg. et Link. Fl. Port. p. 231, tab. 34. — Flores na base da inflorescencia em ramúsculos com pequenas folhas. Terras cultivadas e incultas, searas. Fl. de julho a outubro. I. E. cirrhosa (L.) Wettst. 1. c. ; Antirrhinum cirrhosum L. Mant. II, p. 249; A. Elatine Brot. I, p. 189. Campos, logares húmidos, sebes. Fl. de abril a outubro, l, E. Elatine (Desf.) Wettst. 1. c. ; Antirrhinum Elatine L. Sp. pi. p. 612. Campos e caminhos não longe do littoral. Fl. de junho a agosto. I. Liiuaria Juss. Xaules floriferos prostrados ou decumbenles ou diíTusos; sementes marginadas. Sect. I. Supinae Benth. [ Caules floriferos erectos 1 1 Flores grandes (35-45 mm.) Sect. III. Grandes Benth. 1 Flores pequenas 2 i [Flores muito pequenas (3-5 mm.j ; sementes lenticular-marginadas. a 1 Sect. II. Arvenses Benth. (Flores de 15-28 mm . . Sect. IV. Versicolores Benth. Sect. I. Supinae Benth. I'Corolla de côr mais ou menos amarella 1 Corolla lilacinea ou azulada 3 IAza da semente grossa na margem L. Broiissoneín (Poir.) Chav. Aza da semente membranosa fina 2 I Disco da semente granuloso L. saxatilis (L.) HoíTgg. et Link. Disco da semente liso L. supina (L.) Desf. l Aza da semente grossa na margem L. ameíhystea (Lam.) HoíTgg. et Link. 3 I Aza da semente membranosa fina 4 4 •i57 I Disco da semente granuloso L. d/psa HotTgg. et Link. (Disco da semente liso L. caesia (Lag.) DC. L. annelhystea (Lam.) Hoffgg. et Liiik. Fl. Port. p. 251, tab. 47; An- tirrhinum amethysteum Lam. Dict. IV, p. 353; Brot. I, p. 197; Phyt. lusit. p. 134, tab. 137. Terrenos cultivados, searas, e mesmo em terrenos incultos. Fl. de março a junho. I-II. L. Broussonetii (Poir.) Chav. Monogr. p. 169; Antirrhinum multi- punctatum Brot. I, p. 195. Terras cultivadas e incultas. Fl. de fevereiro a junho. I. L. saxalilis (L.) Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 239, tab. 40. a. genuína P. Gout. — Viscido-pilosa ou subglabra; folhas lan- ceolada» com 6 mm. de largura, j3. Tournefortii (Poir.) Rouy. — Folhas densas, glutinoso-pilosas, linear-lanceoladas. Terrenos seccos, arenosos, muros. Fl. de março a setembro. I-IV. L. diffusa Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 257, tab. 49; Antirrhinum diffusum Brot. Phyt. lusit. p. 139, tab. 141. Terras bravias, campos. Fl. de abril a agosto. I-III. L. supina (L.) Desf. Fl. Atl. II, p. 44; Antirrhinum supinum L. Sp. pi. p. 615; Brot. I, p. 194 (em parte). Terras incultas e áridas. Fl. de março a julho. I. L. caesia (Lag.) DC. in Chav. Monogr. p. 174. a. pohjgalae folia (Hoffgg. et Liuk.) P. Cout. — Folhas estreitas (1-1,5 mm.) de vértice agudo. 3. Broleri (Rouy) P. Cout. — Folhas mais largas (1-2 mm.) obtusiusculas. Areaes maritimos. Fl. de março a novembro. I. Sect. II. Arvenses Benlh. L. simplex DC. Fl. de Fr. III, p. 588: Antirrhinum arvense, [i. L. Sp. pi. p. 614. / Terras incultas, cultivadas e arenosas. Fl. de abril a julho. I-)^ 17 XXYI 2o 8 Sect. III. Grandes Benth. L. triornithophora (L.) Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 244; Antirrhinum triornithophorum L. Sp. pi. p. 613; Brot. I, p. 198. Sebes, margens de rios, florestas. Fl. de abril a setembro. I-III. Sect. IV. Versicolores Benth. ÍCorolIa aniarella; planta muito ramosa L. spartea (L.) HoíTgg. et Link. Corolla azulada; estylete grosso na extremidade; estigma chanfrado. L. saphirina (Brol.) Iloffgg. et Link. Corolla violácea; estylete não grosso; estigma 2-fido, L. linogrisea HoíTgg. et Link. L. saphirina (Brot.) HoíFgg. et Link.; Antirrhinum saphirinum Brot. I, p. 197; Phyt. lusit. p. 133, tab. 136. Campos, searas. Fl. de maio a setembro. II-IV. L. linogrisea Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 240, tab. 41; Antirrhinum linogriseum Brot. Phyt. lusit. p. 131, tab. 13o. Campos e vinhas. Fl. de fevereiro a julho. I-II. L. spartea (L.) HoíFgg.- et Link. Fl. Port. p. 233, tab. 36; Antirrhi- num sparteum L. Sp. pi. p. 1197. a. typica P. Cout. — Caules estéreis poucos; folhas estreita- mente lineares. Planta de 15-50 cent. ^. praecox (Hoífgg. et Link.) Lange. — Caules estéreis nume- rosos; caules férteis pouco ou nada ramosos. y. expansa Sampaio. — Caules procumbentes; folhas dos caules estéreis um pouco carnosas. 8. monantha (Hoffgg. et Link.) P. Cout. — Planta de 20-50 cent. quasi sempre ramosissima ; ramos finos; folhas fdi- formes; pedúnculos em alguns exemplares mais longos do que nas variedades anteriores. Vulgar em terrenos muito diversos. Fl. de janeiro a setembro. I-IV. ^iitirrliiiiiiiii L. ISepalas lineares deseguaes mais compridas que a capsula. Sect. L Orontium Benth. (Sepalas largas um pouco deseguaes em geral mais curtas que a capsula. Sect. II. Antiirltinastrum (Lam.) Lge. rò^j Sect. I. Orontium Benth. A. Orontium L. Sp. pi. p. 617. ar. genuinum. — Corolla mais comprida que o cálix. 3. calycinum (Lam.) Lge.; Antirrhinum calycinum Lamk. Dict. IV, p. 365; Brot. I, p. 200; Phyt. lusit. p. 117, tab. 167. — Corolla mais curta que o cálix. y. abyssinicum Hochst. in DC. Prod. — Subsimples ou ramoso na base; corolla muito pequena (5-7 mm.). Terras cultivadas e incultas, searas, etc. Fl. de março a agosto. I-II. Sect. II. Aalirrhinastrum Ghav. [ Corolla pequena côr de rosa^ amarellada ou branca 1 I Corollas grandes vermelhas 2 [Sepalas lanceoladas agudas; bossa basilar muito pronunciada; caule glabro na \ parte inferior e pubeseenle-hirsuto na parte superior. 1 < A. meonanthwn lIolFgg. et Link. (Sepalas ovaes-obtusas; planta toda glanduloso-pubescente. A. hispanicum Chav. Folhas ovaes-lanceoladas quasi rentes; pedúnculos em geral mais compridos que o cálix A. Linkianum Bss. et Reut. JFolhas lanceoladas ou lanceolado-lineares glabras e pecioladas; pedúnculos mais curtos que o cálix ou egualando-o A. majus L. A. meonantbum Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 261, tab. 51; Brot. Phyt. lusit. p. 115, tab. 126. Entre rochas, muros. Fl. de maio a agosto. I-III. A. hispanicum Chav. Monogr. p. 83; Antirrhinum majus, var. flore luleo Brot. I, p. 199. •a. genuinum Bourgeau, PI. d'Esp. exsic. n.*' 2286. — Corolla de 25-30 mm. levemente purpúrea ou amarellada. 3. glabrescens Lge. — Corolla de 20-25 mm. levemente rosada ou branca; sepalas menos obtusas. Planta de ramos finos flexuosos. Entre pedras, paredes. Fl. de junho a setembro. I-III, • t 260 A. Linkianum Bss. et Reut. Diagn. pi. Orient. Ill, p. 160; A. majus Brot. I, p. 199 (parte); A. majus iatifolium Brot. Phyt. lusit. p. 113, tab. 125. Muros, sitios áridos, sebes e mesmo nas searas, não longe da costa marítima. Fl. de abril a julho. I-III. — Herva bazerra, Boccas de lobo. A. majus L. Sp. pi. p. 617. a. genuinum. — Folhas lanceoladas ou linear-lanceoladas, pecio- ladas. |i. ramosissimum W. in W. et Lange, Prodr. Fl. Hisp. — Planta robusta muito ramosa ; ramos enrolando-se nos corpos vi- sinhos. Muros, rochas, sebes. Fl. de abril a setembro. I. AuarrBiiiiuiii Desf. A. bellidifolium (L.) Aschers. ; Antirrhinum bellidifolium L. Sp. pi. p. 617; Brot. I, p. 198. Outeiros, pinhaes, caminhos, muros. Fl. de março a agosto. I-III. Subtrib. II. Clicloiieae Scropliularia L. IEstaminodio longo escamoso . Sect. I. Scorodonia Don. 1 Estaminodio linear-l;iiicooIado Sect. II. Tomiophyllum Benth. 4 1 iSepala com margem escariosa estreita S. Herminii HolTgg. et Link. I Sepala com larga margem escariosa : 2 (Folhas com longo peciolo pinnatiseccadas S. ebulifolia HolTgg. et Link. 2 (Folhas com peciolo curto; caule quadrangular 3 l Caule íistuloso subaiado glabro S. Srorodonia L. 3 ( Caule não íistuloso mais ou menos puberulo-hirsuto S. aquática L. (Planta mais ou menos villwa^ forte; caule simples S. grandipora DC. 4 (Planta glabra multicaule S. canina L. 261 Sect. I. Scorodonia Doii. S. Herminii Hoffgí;. et Link. Fl. Port. p. 266, tab. 53; Brot. Phyt. lusit. II, p. 158, tab. 48. a. genuína. — Folhas pouco mais compridas do que largas. 3. fíourgeana (Lge.) P. Cout. — Folhas 2 ou 3 vezes mais com- pridas do que largas. Regiões montanhosas (Serra da Estrella). Fl. de junho a agosto. IV-V. S. Scorodonia L. Sp. pi. p. 620; Brot. I, p. 201. Frequente nos sitios húmidos. Fl. de março a setembro. I-IV. S. aquática L. Sp. pi. p. 620. a. glabra. S. aquática Brot. í, p. 201; S. auriculala Brot. I, p. 261; S. trifoliata HoíTgg. et Link. — Folhas glabras e sem auriculas ou auriculadas na base. ^. pubescens Cíirud. — Folhas pubescentes na pagina inferior, auriculadas na base e por vezes 3-5 pinnatiseccadas. Proximidades d'agua. Fl. de abril a setembro. I-III. — Herva das escaldadellas. S. ebulifolia Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 270; S. sublyrata Brot. Phyt. lusit. p. 156, t. 147. a. genuina. — Folhas todas pinnatiseccadas lyradas; segmento terminal comprido subovado. p. Schoushoei (Lge.) P. Cout. — Folhas superiores e floraes indivisas, todas as outras pinnatiseccadas lyradas; segmento terminal grande ovado arredondado. y. Schmilzii (Rouy) P. Cout. — Todas as folhas indivisas. Região littoral e montanhosa. Fl. de maio a julho. I-IV. Sect. II. Tomiophyllum Benth. S. grandiílora DC. Cat. II. Monsp. p. 143; S. sambucifolia Hoíígg. et Link. Frequente em localidades diversas. Fl. de fevereiro a julho. I. 262 S. canina L. Sp. pi. p. 621. a. genuína. — Folhas pinnatiseccadas ou pinnatifidas ; segmentos pinnatifidos ou denteados. (3. pinnatífida (Brot.) Bss.; S. pinnatifida Brot. I, p. 202. — Folhos subpinnatifidas ou pinnatilobadas. y. Baeiica Bss.; S. frutescens, var. Brot. I, p. 202. — Fdhas ovado-lanceoladas subagudas muitas vezes serrilhadas. í. frutescens (L.) Bss.; S. frutescens L. Brot. I, p. 201. — Folhas ovado-cunheadas ou subarredondadas ou quasi in- teiras. Bordas de caminhos, regiões montanhosas e marítimas. Fl. de abril a agosto. I-III. Subtrib. III. tiratioleae Graiiola L. Tlantaglaberrima; caule tctragono; folhas lanceoladas ou sublineares 2-5-nervea8 denticuladas ou subintegras G. officinalis L. I Planta pubescente pelo menos na extremidade e nos pedúnculos; caule cylindrico; folhas lineares sem nervura ou quasi G. linifolia Vahl. G. officinalis L. Sp. pi. p. 17. Sities pantanosos, margens de correntes d'agua. Fl. de maio a agosto. I. — Graciosa. G. linifolia Vahl. Enum. plant. I, p. 89. Sitios pantanosos, margens de correntes d'agua. Fl. de junho a setem- bro. I. — Graciosa. Subtrib. IV. Rliinaudieae [Corolla quasi regular; tubo muito curto ou tuboloso-campanulada. Subtrib. Digitaleae. 1 [ Corolla perfeitamente 2-labiâda Subtrib. Rhinantheae. 3 [Estamefi 4 2 (Estames 2 Verónica L. [Corolla tuboloso-campanulada; limbo desegualmente 4-lobado Digitalis L. (Corolla rodada 5-lob;ida; lubo muito curto Sibthorpia L. 1 2 263 (Folhas pennatiseccadas Pcdicularis L. (Folhas inteiras denteadas ou um pouco divididas 4 ( Calix 4-denteado 5 ( Calix 5-denteado 7 5 Calix ventricoso-coinprimido Rhinanthiis L. Calix não ventricoso 6 Sementes delicadamente estriadas Parentusella Viv. 6 {Sementes sulcadas longitudinalmente Bellardia AU. Sementes sulcadas e aladas. Bartsia L. I Loculos do ovário 1-2-ovulados Melampyrum L. I Loculos com mais de 2 sementes 8 (Loculos das aulheras com appendices eguaes Odontites L. (Loculos das antheras com appendices deseguaes Euphrasia L. Subtrib. V. Dig^ítaleac i^ililhorpía L. S. europaea L. Sp. pi. p. 631; Brot. I, p. 203. Visinhanças d'agua, sebes, muros. Fl. de junho a agosto. I-IV. Weroiiíca L. ! Flores solitárias na axilla de folhas eguaes ás do caule; sementes cymbiformes. Sect. IV. Omphalospora Bess. , Flores em cacho ; sementes comprimidas 1 1 Inflorescencia terminal Sect. III. Veronicastnim Benth. ( Inflorescencia axillar ; capsula loculicida 2 /Valvas por fim 2-partidas e separando-se ambas ou uma da columna placentaria. a 1 Sect. i. Beccabunija Griseb. (Valvas intimamente ligadas á colunma placentaria. Sect. II. Chamaedrys Griseb. 264 Sect. I. Beccabunga Griseb. f v/ihas carnosas pecioladas obtusas; capsula oval V. Beccabunga L. Folhas pouco carnosas, rentes e amplexicaules; capsula obovada. V. Anagallis L. V. Beccabunga L. Sp. pi. p. 12; Brot. I, p. 13. Sitios húmidos, fontes, ribeiras. FI. de maio a julho. I-II. — Beccabunga. V. Anagallis L. Sp. pi. p. 12; HoflFgg. et Link. Fl. Port. p. 290. a. genuína. — Capsula suborbicular, levemente chanfrada, um pouco mais curta que o ovário. Planta glabra. [3. transiens Rouy; V. Anagallis Brot. I, p. 13. — Capsula ovada ou piriforme. y. anagaUoides (Guss.) Bertol. — Capsula menor elliptica obtusa não chanfrada. Sitios húmidos, proximidades de fontes, ribeiras. Fl. de abril a setem- bro. I-IV. Sect. II. Cliamaedrjs Griseb. IRacinios mulliflores e pedúnculo firme 1 Racimos com poucas flores; pedúnculo fino V. scutellata L. [Folhas inteiras ou dentes pequenos 2 JFolhas com dentes grandes mais ou menos pubescentes; pedicellos mais curtos que o cálix. Planta muito pelluda F. officinalis L. [Pedicellos mais longos que o cálix e bractea ; coroUa mais comprida qne o cálix. V. Chamaeãrys L. [Pedicellos muito mais curtos que o cálix e bractea; corolla mais curta que o cálix. V. micrantha IIoíTgg. et Link. 'S8- V. scutellata L. Sp. pi. p. 12; Brot. II, addenda, p. 421. Terrenos húmidos, visinhanças de rios. Fl. de junho a julho. I-III. V. officinalis L. Sp. pi. p. 1 1 ; Brot. I, p. 12. ^. Tourn p for tii Uchh. — Planta pequena; folhas arredondadas; dores menos coradas. Florestas e silios montanhosos. Fl. de maio a setembro. I-IV. 265 V. Charaaedrys L. Sp. pi. p. 13; Brot. I, p. 14. Sitios húmidos, FI. de abril a junho. I. V. micrantha Hoffgg. et Link. FI. Port. p. 286, tab. 57. Sitios um pouco húmidos e sombrios. FI. de maio a agosto. I-III. Sect. III. Veronicastrum Beuth. [ Pedicellos mais compridos que o cálix . . 1 ( Pedicellos mais curtos que o cálix 2 I Caules radicantes ; píanla perennal V. sevpylli folia L. Caules não radicantes; plantas annuaes V. acinifolia L. (Planta glabra, brevemente puberula na extremidade V. peregrina L. 2 (Planta com duas linhas de pellos no caule V. arvensis l,. V. arvensis L. Sp. pi. p. 13; Brot. I, p. 14. Campos, hortas, searas, muros. FI. de março a agosto. I-IV. V. peregrina L. Sp. pi. p. 14. Caminhos, muros, terras cultivadas. FI. de março a maio. I. V. serpyllifolia L. Sp. pi. p. 12; Brot. I, p. 13. et. genuína. — Folhas ovadas ou ovado-subarredondadas. p. mimmiilarioides (Lee. et Lamoth) Bor. — Folhas arredon- dadas. Sitios húmidos, prados, sebes. FI. de abril a agosto. I-IV. V. acinifolia L. Sp. pi. II. Sitios húmidos, muros. FI. de março a junho. I. Sect. IV. Ompbalospora Bess. Folhas lobadas ou digitadas 1 Folhas mais ou menos digitadas 2 Folhas digitadas ; flores de côr azul viva V. íriphyUos L. Folhas lobadas; flores de côr azul pallida; capsula glabra ... V. hederaefolia L. Pedicellos fructiferos mais compridos que as folhas V. pérsica Poir. Pedicellos pouco maiores que as folhas; caule prostrado V. agrestis L. 1 2 266 V. hederaefolia L. Sp. pi. p. 13; Brot. I, p. 14. Campos, muros, searas. Fl. de fevereiro a julho. I-II. V. agrestis L. Sp. pi. p. 13; Brot. I, p. 14 (em parte). a. typica Fiori et Beg. — Sepalas ovaes-lanceoladas, ordinaria- mente obtusas, quasi sem nervuras; corolla de azul-pallido. ^. didijma (Tenor.) Fiori et Beg.; V. polita Fr. — Sepalas ovaes geralmente agudas e com nervuras bem distinctas; corolla de azul vivo. Campos, muros. Fl. de fevereiro a julho. I. V. pérsica Poir. Dict. Ene. VIII, p. 542. Sitios húmidos. Fl. de fevereiro a agosto. I. V. triphyllos L. Sp. pi. p. 14; Brot. I, p. 14. Campos, jardins, searas. Fl. de fevereiro a março. I. Dijíitalís» L. i 1 l Capsula egual ou pouco mais longa que o cálix (Capsula mais comprida que o cálix; folhas caulinares decurrentes. D. Thapsi L. i Limbo das folhas radicaes terminando abruptamente no peciolo; corolla grande. I D. purpúrea L. (Limbo das folhas radicaes diminuindo successivamente para o peciolo. D. nevadensis Kze. D. purpúrea L. Sp. pi. p. 621; Brot. I, p. 200. p. longebracteata Henriq. — Bracteas duplo, triplo ou ainda mais longa que o pedicello. ■y. tomentosa (Hoffgg. et Link.) Brot. Phyt. lusit. p. 159, tab. 149. — Planta mais pubescente que o typo. Sebes, sitios sombrios e um pouco húmidos. Fl. de abril a setembro. I-IV. — Dedaleira. D. nevadensis Kze. Chlor. n.** 306. Begiòes mais altas da Serra da Estrella, Covão das Vaccas, Cântaro Magro. Fl. em agosto. V. D. Thapsi L. Sp. pi. ed. H; Brot. I, p. 200. Montanhas, margens de rios. Fl. de maio a agosto. I-IV. llelaiiipyniiu L. M. praiense L. Sp. pi. p. 605; Brot, I, p. 187. Mattas e sitios sombrios. Fl. de maio a setembro. I-III. 267 Pareutucellia Viv. ICorolla de côr amarella P. viscosa (L.) Caruel. Corolla de côr purpúrea ou branca P. lati folia (L.) Caruel. P. viscosa (L.) Caruel, Fl. Ital. p. 482; Bartsia viscosa L. Sp. pi. p. 602; Rhinanlhus viscosus Brot. I, p. 187. Sitios húmidos. Fl. de março a julho. I-IV. P. latifolia (L.) Caruel, I. c. ; Euphrasia latifolia L. Sp. pi. p. 604; Brot. I, p. 184. Sitios seccos e arredondados. Fl. de março a junho. I-II. Odoutites Pers. O. tenuifolia (Pers.) G. Don. Gen. Syst. IV, p. 611; Euphrasia linifolia Brot. I, p. 185; Euphrasia tenuifolia Pers. Syn. PI. II, p. 150; Brot. Phyt. lusit. p. 111, tab. 124. Mattagaes, mattas, terrenos arenosos maritimos. Fl. de junho a ou- tubro. I-III. Oartsia L. B. áspera (Brot.) Lge. in Willk. et Lange, Prodr. II, p. 614; Euphrasia áspera Brot. I, p. 185. Mattagaes, logares pedregosos e seccos. Fl. de junho a outubro. I. Bellardia AU. B. Trixago (L.) Ali. Fl. Ped. p. 61; Bartsia Trixago L. Sp. pi. p. 602; Brot. I, p. 186; Phyt. lusit. II, p. 154, tab. 58. a. lulea. — Corolla amarella. ^.versicolor (Rhinanthus versicolor Willd. ; Brot. I, p. 186; Phyt. lusit. I, p. 32, tab. 14). — Corolla branca com ou sem o lábio superior roseo-purpurescente. Collinas, pinhaes, terrenos arenosos. Fl. de abril a julho. I-III. Peclioularis L. P. silvatica L. Sp. pi. p. 607; Brot. I, p. 188. a. genuína. — Planta de côr verde pallida, lloriíera quasi desde a base do caule central; lábio superior tendo d'um e outro lado da extremidade dois denticules bastante longos e um pouco dobrados. 268 p. lusitanica. — Planta de cor verde escura, florifera quasi sem- pre só na parte superior do caule central ; denliculos do lábio superior mais curtos e direitos. Prados, sitios húmidos, terrenos arenosos. Fl. de maio a julho. a. IV. ^. I-II. Orobancliaceae (i) Oroliaiiclie L. [Flores acompanhadas de 3 bracteas Sect. I. Trionychon Wall 1 ( Flores acompanhadas de uma única bractea Sect. II. Osproleon Wall. 3 í Antheras glabras 0. nana Noé. 1 (Antheras muito villosas 2 1 Corolla de 15-21 mm O. trichocalyx Beek. 2 ( Corolla de 24-36 mm 0. arenaria Borkh. ÍFlôr pequena (10-20 mm.); corolla em tubo estreito III. Minores. 5 ^ i (Flor grande; corolla amplamente campanulada 4 1 Linha dorsal curva desde a base até ao lábio superior I. Arcuatae. 8 4 \ Linha dorsal direita no meio II. Cruentae. 9 Corolla apertada na extremidade do tubo 6 ( Corolla não apertada 7 I Corolla branco-amarellada glabra interiormente 0. Hedcrae Dubv. Corolla violácea glanduloso-pilosa O. minor Sutt. o 7 [Caule delgado de 15-45 cm. estriado, não muito grosso na base e em geral glan- duloso-piloso O. amethystea f huil. I Caule grosso firme de 16-60 cm. amarellado e mais ou menos violáceo na base e ahi muito escamoso O. mauritanica Beck. I Filetes longamente pelludos abaixo das antheras; estylete mais ou menos glan- duloso-piloso ....'. 0. major Smith. Filetes glabros ou com poucos pellos; estylete glabro ou parcamente glanduloso. O. insólita Guimarães. (1) J. d*A. Guimarães — Orobancns — Brnteria, III (1904). 269 l Corolla atro-purpurea O. foetida Poir. 9 (Corolla amarellada com veios violáceos 0. gracUis Smith. Sect. I. Trionychon Wall. O. nana No(i in Reich. Herb. norm. n." 1352; Beck. Monopr. d. Gatt. Orobanche, p. 9í; O. ramosa Brot. I, p. 183 (parte); Pbyt. lusit. II, p. 152, tab. 145. Terrenos arenosos, parasita sobre plantas diversas. Fl. de abril a ju- nho. I. O. trichocalyx Beck. I. c. p. 107. Parasita sobre o Pleris aquilina? Fl. de abril a junho. I. O. arenaria Borkh. Beitrâge zur Dent. Fl. in Romer's Neuen Magar. f. Bot. I, p. 6. Areaes maritimos, parasita especialmente na Arlcmisia crilhmifolia L. Fl. de maio a junho. I. . Sect. II. Osproleon Wall. I. Arcuatae O. major Smith, Engl. Brot. tab. 421. Mattos, parasita das leguminosas do grupo das Genisteas e por vezes nos Cistus. Fl. de abril a agosto. I. O. insólita Guimarães in Orobancas, p. 91, est. XII. Parasita no Erynyiurn campestre. Fl. em junho. I. II. Cruentae O. gracilis Smith in Trans. of. the Linn. Soe. IV, p. 172. Mattos, parasita nas leguminosas e cistaceas. Fl. de fevereiro a ju- lho. I. O. foetida Poir. Voy. en Berb. Itin. II, p. 195; O. foetida lusitanica Brot. Phyt. lusit. 11, p. 149, tab. l4o; O. barbala atro-purpurea Brot. I, p. 183. Terras cultivadas ou incultas, parasita nas leguminosas herbáceas. Fl. de abril a maio. I. â70 III. Minores O. amelhystea Thuill. Fl. de Paris, ed. II, 1.**, p. 317. Sebes, sitios sonil)rios e arrelvados. Fl. de maio a junho. I-II. O. mauritanica Beck. 1. c. p. 233. Terras cultivadas, arrelvados. Fl. de abril a junho. I. O. minor Sutton, Trans. of Linn. Soe. IV, p. 179. Collinas, prados e sebes. Fl. de abril a junho. I. O. Hederae Duby in Bot. Gallic. I, p. 352. Sebes, proximidades de regatos, parasita da Hedera Helix. Fl. de abril a agosto. I. Lentibulariaceae 1 Folhas inteiras ; plantas terrestres Pinguicula L. (Folhas pinnato-filiformes; planta aquática Utricularia L. l*iii^iiioiila L. P, lusitanica L. Sp. pi. p. 17; Brot. I, p. 15. Sitios bastante húmidos. Fl. de maio a junho. I. Utricularia L. [Planta ramosa; folhas niultifidas; lacinias lineares; flores amarellas grandes. U. vutgaris L. ) Planta pequena, ramosa; folhas pennadas; foliolos poucos, filiformes; flores pe- quenas U. exoleta R. Br. U. vulgaris L. Sp. pi. p. 18; Brot. I, p. 16. Pântanos, arrozaes. Fl. de maio a julho. I. U. exoleta R. Br. Prodr. Nov. Holl. p. 430. Pântanos. Pinhal do Urso. Fl. de maio a julho. I. Acanthaceae i%caiitiiiis L. A. mollis L. Sp. pi. p. 939; Brot. I, p. 182. Sitios sombrios e húmidos. Fl. de março a julho. I. 271 Serie Plantaginales (1) Plantaginaceae (Flores unisexuaes isoladas; fructo indehiscente Lilíorella L. (Flores hermaphroditas em espiga; fructo dehiscente Ptantago L. Ijittorella L. L. lacustris L. Mant. II, p. 295; Plantago uniflora L. Sp. pi. p. 115. Terrenos arenosos mais ou menos húmidos. Fl. de maio a julho. I. Plantago L. [Caule ramoso; folhas lineares Sect. I. Psilliiim Tournf. PI. Psillium L. [Plantas acaules 1 1 Capsula com 2 ou 4 sementes 2 (Capsula com muitas sementes Sect. V. Polynevron Dcn. 1 Folhas largas e compridas 3 2 (Folhas estreitas inteiras ou mais ou menos divididas. Sect. IV. Coronopus Tournf. 1 3 iSepalas anteriores ligadas; folhas com 3-5 nervuras. Sect. II. Arnogloss-um Dcn. [Sepalas livres; folhas com 3 nervuras Sect. III. Leucopsyliium Dcn. Sect. I. Psillium Tournf. Planta glanduloso-pubescente PI. Psillium L. Sect. II. Arnoglossum Deu. ilnflorescencia com pellos longos PI. Lagopus L. [ ' * [infloseseencia glabra ou quasi — PI. lanceolata L. (1) J. A. EenviqVies — Ptaniaginaceae — Boi. da Soe. Brot. XIV (1897), p. 67. 272 Sect. III. leucopsjilium Dcd. * Folhas linear-Ianceoladas pubesceutes; espiga compacta curta. Pt. Bellardi Ali. Sect. IV. Coronopus Tournf. Capsula com 2 sementes estreitas e lougas, 3-quetras ou semicylindricas 1 ) Capsula com i sementes (ou 2 por atrophia); folhas planas com recortes mais ou menos profundos 2 (Folhas linear-Ianceoladas planas 3-nerveas . PI. alpina L. (Folhas linear-filiformes mais ou menos rijas PI. carinata Schrad. [Folhas oblongo-lanceoladas mais ou menos serrilhadas PI. serraria L. 2 (Folhas espatuladas ou lineares 3 ! Folhas espatuladas mais ou menos denteadas e densamente pelludas. PI. macrorrhiza Poir. Folhas linear-Ianceoladas quasi pinnatifidas PI. Coronopus L. Sect. V. PoIjDeiirou Dcn. Folhas largamente ovaes 3-7-nerveas PI. major L. Sect. I. Psyllium Tournf. PI. Psillium L. Sp. pi. p. 115; Brot. 1, p. 158. [3. dentifolia Willk. — Folhas mais ou menos denteadas. Terrenos arenosos, searas, muros. Fl. de março a julho. I-TI. Sect. II. Arnoglossum Dcn. PI. Lagopus L. Sp. pi. p. 114; Brot. I, p. Í56. — Orelha de lebre. p. major Bss. ; PI. lusitanica Willd. Sp. I, p. 644; Brot. 1, p. 156. — Planta de maiores dimensões, por vezes cau- 273 lescente; folhas com longo peciolo, 5-7-nerveas. — Tan- chagem do reino, Língua de ovelha. Terrenos incultos arenosos e mais ou menos estéreis. Fl. de abril a junho. I-III. PI. lanceolata L. Sp. pi. p. 113; Brot. l, p. 156. p. eriophylla Dcn. ; PI. eriophylla Hoíígg. et Link. Fl. Port. I, p. 423; PI. argêntea Brot. I, p. 156. — Folhas lanuginosas. y. capiíala Dcn. — Folhas lineares ou linear-lanceoladas, fel- pudas na base. Sitios húmidos em geral. Fl. de abril a julho. l-III. — Tanchagem menor ou das boticas. Sect. III. Leucopsjlllum Dcn. PI. Bellardi Ali. Fl. Pedem. í, p. 82; Brot. I, p. 157; PI. tenuis Hoffgg. et Link. Fl. Port. I, p. 426. Terrenos arenosos seccos e nas margens de campos; Fl. de março a julho. I-II. Sect. IV. Corouopus Touriif. PI. alpina L. Sp. pi. p. 114; PI. subulata Brot. I, p. 157 (parte). Regiões mais altas (Serra da Estrella). Fl. de julho a agosto. V. PI. carinata Schrad. Cat. h. Gott. p. depauperata Gr. et Godr. ; PI. subulata Brot. (parte). — Planta menor que a espécie; folhas mais curtas obtusas; bracteas móis curtas que o cálix. Regiões altas (Serra da Estrella). Fl. de julho a agosto. V. PI. serraria L. Sp. ed. X, n.*^ 11; Brot. I, p. 157. p. hispânica Dcn. — Folhas semi-pinnatifidas. Terrenos arenosos incultos. Fl. de maio a julho. I. PI. macrorrhiza Poir. Voy. 11, p. 154; PI. coronopifolia Brot. í, p. 157 (parte). Terras áridas da beiramar. Fl. de março a agosto. I. PI. Coronopus L. Sp. pi. p. 1 1 5 ; PI. Coronopifolia Brot. I, p. 1 57 (parte). ?. Idlifolia DC. Fl. fr. (PI. ceratophylla Hoíígg. et Link. Fr. 6). Terras incultas, áridas. Fl. de março a agosto, l. — Guiabelha. 18 wvi 274 Sect. V. Polynenron Dcn. PI. major L. Sp. pi. p. 112; Brot. í, p. 151. Terras cultivadas, proximidades d'agua, margens de caminhos. Fl. de março a julho. I. Serie Rabiales Rubiaceae (i) § Galieae Fructo carnoso Rubia L. Fructo secco 1 l Fructos sem appendices na parte superior . . ; 2 1 (Fructos com 3-6 appendices na parte superior 4 I Flores em espiga com 2-3 bracleas na base Crucianclld L. Flores não em espiga 3 ITubo da coroUa muito curto; fructo 2-spermico Galmm L. Tubo da corolla infundibuliforme ou campanulado Asperula L. ( Fructos com 3 appendices espinhosos Vaillantia L. 4 I Fructos com 6 dentes Sherardia L. Slierarclia L. S. arvensis L. Sp. pi. p. 102; Brot. I, p. 152. Campos cultivados, mnros, caminhos. Fl. de fevereiro a maio. I-II. Cruciauclla L. I Planta herbácea ; folhas lineares C. angnsli folia L. Planta subfrutescente ; folhas coriaccas de margem carlilaginea. C. marítima L. (1) P. Coutinho — As Rubiaceas de Portugal — Boi. da Soe. Brot. XVII (1900), p, 7. 275 C. angiistifolia L. Sp. pi. p. 109; Brot. I, p. 15o. Terras seccas incultas, pinhaes. Fl. de maio a jiillio. Í-IH. C. maritimiim L. Sp. pi. p. 190. Terrenos arenosos da cosia maritintia. Fl. de maio a setembro. I. i%si9eriiB!a L. A. arvensis L. Sp. pi. p. 103; Brot. I, p. 132. Terras cultivadas, nas cearas. Fl. de abril a junho. l. Ci^aBiiiMi L. [piolhas 3-nerveas 1 (Folhas 1-nerveas 2 (Flores amarellas polyganiicas Scct. IV. Cruciata Kocti. 1 (Flores Ijrancas hermaphroditas Sect. III. Ptatygalium DG. I Plantas perennaes 3 Plantas annuaes 4 /Inflorescencia em panlcula de pedúnculos curtos; caule liso. Q ) Sect. I. Eugalium Koch. (infloresceDcia em panicula de pedúnculos longos; caule aculeado. Sect. II. Trachigalium K. Sch. (Inflorescencia em panicula ou cvmeira de muitas flores. Sect. V. Aparine Koch. 4 (Flores axillares em pedúnculos 1-floreos ou de poucas flores. Sect. VI. Pseudo-vaillantia Lange. Sect. I. Eugalium Koch. I Caules robustos direitos ; panicula pyramidal direita 1 ( Caules prostrados ; paniculas curtas G. saxatile L. (Flores de amarello vivo G. verum L. [Flores amarelladas G. Mollugo L. Sect. II. Trachigalium K. Sch. [Folhas eííuaes em cada verticillio, mucronadas, com aculeos nas margens volta- das para a base G. Elodes HoíTgg. et Link. Folhas desesuaes obtusas 1 1 ■'O t • 1 276 [Folhas ovado ou oblongo-lineares ; panicula laxa; fructos rugulosos, 1 G. palustre L. (Folhas lineares; panicula mais compacta; fruelo tuberculoso... G. dehile Desv. Sect. III. rialygaliuin DC. [Panicula laxa paucidora; folhas orbiculares; fructos hispidos. G. rolundifolium L. [Panicula corymboso-densiflora; folhas ovado-ellipticas; fructos tuberculosos. G. Broterianum HoíTgg. et Link. Sect. IV. Cruciala Koch. [Pedúnculos com bracteas foliaceas G. cruciata Scop. /Pedúnculos sem bracteas; caule mais ou menos hispido, ou subglabro ou esca- bro 1 [Caule duro, ramoso; folhas lineares, verdes, negras depois de seccas. \ G. vernnm Scop. 1 < i Caule escabro, simples; folhas elliptico-ovaes, amarelladas, muito mais curtas que ( os entrenós G. pedemontanum Ali. Sect. V. Aparine Koch. I Pedúnculos fructiferos reflectidos | Comptaparine K. Sch. Pedúnculos fructiferos direitos 1 I Flores brancas § Leucaparinc Bss. G. Aparine L. Flores amarellas § Xanthaparine Bss. G. parisiense L. Sect. VI. Pseudo-vaillanlia Lange I Flores polygamicas, a do centro feminina; pedúnculos fructiferos com um só fru- cto verrucoso G. saccliaratum Ali. Flores hermaphroditas; pedúnculos com 2-3 fructos G. tricorne With. Sect. I. Eiiyalium Koch. G. saxatile L. Sp. pi. p. 106; G. hircinum Brot. I, p. 149. Muros, terrenos húmidos. Fl. de maio a agosto. I-V. 277 G. verum L. Sp. pi. p. 107; Brot. I, p. 150. Muros, sebes, collinas. Fl. de junho a agosto. I-IV. G. Moilugo L. Sp. pi. p. 107; Brot. l, p. 151. Sebes, muros, prados, etc. Fl. de maio a agosto. Í-IV. — Solda branca. Sect. II. Tracliigaliirm K. Sch. G. Elodes Iloffgg. et Link. Fl. Port. p. 47; G. uliginosum Brot. I, p. 150. Margens de ribeiros, sebes, florestas. Fl. de abril a julho. I-III. G. palustre L. Sp. pi. p. 105; Brot. I, p. 149. Logares húmidos. Fl. de maio a agosto. I-III. G. debile Desv. PI. d'Anjou. Logares húmidos. Fl. de junho a julho. I-II. Sect. III. Piatigaliuni DC. G. rotundifoHum L. Sp. pi. p. 157; Brot. I, p. 151. Regiões altas (Serra da Ettrella). Fl. de maio a junho. IV-V. G. Broterianum Bss. et Reut. Diagn. pi. Hisp. p. 15; G. rubioides Brot. I, p. 148. Logares húmidos. Fl. de maio a agosto. I-IV. Sect. IV. Criiciata Koch. G. cruciata Scop. ¥\. Carn. I, p. 100; Vaillantia cruciata L. Sp. pi. p. 1052; Brot. I, p. 207. Sítios sombrios e húmidos. Fl. de março a agosto. I. G. vernum Scop. 1. c. p. 99, tab. 2. Terrenos seccos e altos. Fl. de abril a julho. I-III. G. pedemontanum Ali. Fl. Ped. p. 2. Fendas de rochas e sitios arrelvados das montanhas. Fl. de maio a junho. III-IV. Sect. V. Aparlne Koch. § Comptaparine K. Sch. G. saccharatum Ali. Fl. Ped. p. 9; Vaillantia Aparine L. Sp. pi. p. 1051; Brot. I, p. 207. Sebes e muros. Fl. de janeiro a maio. I. 278 G. tricorne Witli. Brit, ed. 11, p. 153; G. spurium Brot. I, p. 150. Campos, searas. Fl. de abril a maio. I. I Leucaparine Bss. G. Aparine L. Sp. pi. p. 157; Brot. I, p. 151. Sebes, campos cultivados, sitios áridos. Fl. de março a junho. I. — Amor de horlelão, Pegamaço. § Xanthaparine Bss. G. parisiense L. Sp. pi. p. 157. a. leiocarpum Tausch. — Fructo glabro. p. lasiocarpiim Tausch. — Fructo glochidiado-hispido. y. decipiens Jord. — Planta em tudo maior que a var. antecedente. Sitios áridos. Fl. de abril a julho. l-ll. Sect. VI. Pseudo-vaillantia Lange G. murale Ali. Fl. Ped. I, p. 8, tab. 77, fig. 1 ; Sherardia muralis L Sp. pi. p. 103; Brot. I, p. 153. Sitios seccos, muros. Fl. de março a junho. I. Waillaiiiía DC. V. muralis L. Sp. pi. p. 1051; Brot. I, p. 207. Terrenos seccos, muros. Fl. de março a maio. I. Oaprifoliaceae (i) (Flores regulares rodadas ; tubo muito curto 1 (Flores zygomorpliicas ; tubo lougo III. Lonicirae. [ Folhas compostas ; antheras extiorsas 1. Sambiiceae. (Folhas inteiras; antheras introi"sas II. Viburneae. (1) J. de Mariz — Boi. da Soe. Brot., XVIII. 279 I. Sambuceae í Planta lenhosa s. nigra L. (Planta herbácea S. Ebulus L. II. Viburneae l Folhas caducas palmatilobadas V. Opulus L. (Folhas permanentes coriaceas penninervadas V. Tinus L. III. Lonlcerae I Folhas superiores ligadas pela base 1 Folhas todas livres; corolla pubescente glandulosa L. Periclymenum L. l Inflorescencia terminal rente L. imvlexa Ait. ( Inflorescencia terminal pedunculada L. etrusca Santi. I. Sambuceae Saiiiliiieiisi L. S. Ebulus L. Sp. pi. p. 269; Brot. I, p. 474. Terrenos húmidos e sombrios. Fl. de junho a julho. I-IIl. — Engos, Ebulo ou Sabugueirinho. S. nigra L. Sp. pi. p. 269; Brot. I, p. 474. Sebes, margens de caminhos, proximidades d'agua. Fl. de abril a maio. I. — Sabugueiro. II. Ylburneae lihuruuiii L. V. Opulus L. Sp. pi. p. 268; Brot. I, p. 474. p. roseutn R. et S. Syst. VI, p. 635; V. roseum L. Brot. I, p. 474. — Cymeira globosa; flores estéreis; corolla branca grande. Sitios húmidos, sebes. Fl. em junho. I. — Novellos, Rosa de Guel- dres. 280 V. Tinus L. Sp. pi. p. 267; Brot. I, p. 473. Maltas, sebes, collinas calcareas. Fl. de março a abril. I-II. — Fo- lhado. III. Lonlcerae liouicera L. L. implexa Ait. Hort. Kew. í, p. 131; L. caprifolium Brot. I, p. 285 (parte), p. lernalum Lge. — Folhas ternadas. y. puherula P. Lara. — Folhas pubescentes ou pelludas na pa- gina inferior. 5. lusííanka P. Cout. — Folhas medias e superiores inteira- mente soldadas na base, as floraes arredondadas ou leve- mente apiculadas. Sebes, outeiros calcareos. Fl, de abril a maio. I. L. etrusca Santi Viagg. I, p. 113; L. caprifolium Brot. I, p. 285 (parte). Sebes, vallados, muros e mattas. Fl. de junho a julho. I. — Madre- silva caprina. L. Periclymenum L. Sp. pi. p. 163; Brot. I, p. 285. Sebes, mattas, sitios húmidos. Fl. de maio a julho. I-II. — Madre- silva das boticas. Valerianaceae (i) [ Estames 1 Cmtranthus DC. (Estames 3 1 Í Limbo do cálix enrolado formando um annel em volta da corolla. . Valeriana L. Limbo do cálix membranoso não enrolado Valerianelta Hall. Valcriauella Hall. I Limbo do cálix muito reduzido 1 Limbo do cálix grande, C-denteadO;, villoso na face superior. Secl. I. Coronalae Bss. (1) J. de Mariz — Boi da Soe. Brot., XV. 281 ÍFructo mais largo que longo Sect. III. Locmlae DC. 1 < (Fructo mais comprido do que largo Sect. II. Euvarianella Iluek. Sect. I. Coronalac Bss. V. discoidea Lois. Not, Fl. Fr. p. 148; Valeriana discoidea Brot. I, p. 48. Terreno calcarão secco, searas. Fl. de abril a junho. I. Sect. II. EuYarlanelIa Kock. I Fructo telragono V. carinatn Lois. Fructo ovoide-conico V. dentata Poli. V. carinata Lois. Not. Fl. Fr. p. 149. Terras cultivadas, muros. Fl. de abril a maio. I. V. dentata Poli. pai. I, p. 30. Searas. Fl. de julho a agosto. I. Sect. III. Locustae DC. V. olitoria Poli. pai. I, p. 30; Valeriana olitoria Brot. I, p. 68. Terras cultivadas. Fl. de março a maio. I-II, Waleriana L. V. tuberosa L. Sp. pi. p. 33; Brot. 1, p. 48. Pastagens e prados das regiões altas. Fl. de abril a junho. IV. Ccuirauthus DC. ^Esporão egual ou mais comprido que o ovário Mucrocenlron Lge. (Esporão mais curto que o ovário Calcitrupa Lge. Macrocentron Lge. C. ruber DC. Fl. Fr. p. 239; Valeriana rubra L. Sp. pi. p. 31 ; Brot. T, p. 47. Muros, rochas, sebes. Fl. quasi todo o anno. I-III. 282 1 2 Calcítrapa Lge. ÍTubo da coroUa mais comprido que o aehenio; esporão curto. C. macrosiphon Bss. Tubo da corolla de comprimento egual ao do aehenio; esporão quasi nuUo. C. Calcitrapa DC. C. macrosiphon Bss. p. micranthus Wk. Lange in Wk. et Lange, Prodr. Fl. Hisp. II, p. 5. Campos e terras arenosas. Fl. de abril a junho. I-IV. C. Calcitrapa DC. Fl. Fr. V, p. 492; Valeriana Calcitrapa L. Sp. pi. p. 31; Brot. I, p. 47. Terrenos estéreis arenosos, muros, campos cultivados. Fl. de feve- reiro a agosto. I-III. Dipsaceae (O (Planta com numerosos aculeos Dipsacus L. ( Planta sem aculeos 1 [Palhetas herbáceas quasi tão compridas como as flores; corolla 4-lobada. I Siiccisa Coult. [Palhetas mais curtas que as flores 2 I Cálix de 5 dentes ; estigma 2-lobado ; Scabiosa L. 1 Cálix com mais de 10 dentes Plerocephalus Vaill. Dipsacuis L. [Folhas com numerosos aculeos nas duas faces; capítulos ovado-hemisphericos com coroa de palhetas na extremidade D. ferox Lois. [Folhas com aculeos só nas nervuras e por vezes nas margens; capitulo ovado- conico ; palhetas superiores curtas 1 (Folhas caulinares inteiras; cálix celheado 4-denteado D. silvestris Mill. 1 (Folhas caulinares peunati fidas; cálix 4-lobado; flores brancas.. D. laciniaías L. (1) J. de Mam — Bol. da Soe. Brot., XV. 283 D. silvestris (Dod.) Mill. Dict. n.° 2; Brot. I, p. 146; D. fullonum L* Sp. pi. p. 97. Outeiros calcareos, sebes, beira de caminbos. Fl. de julbo a agosto. I-IIl. — Cardo penteador bravo. D. laciniatus L. Sp. pi. p. 97; Brot. í, p. 147. Sebes, terras calcareas, caminhos. Fl. de julho a agosto. I-II. D. ferox Lois. Fl. Gal. ed. 1.', p. 719. p. ambiguum Lge. — Planta com menos aculeos; palhetas re- curvadas no ápice e muito estrigoso-celheadas. Terras calcareas, campos cultivados, caminhos. Fl. de iunho a ju- lho. I-II. Siicciisa Coult. [Folhas inferiores e superiores inteiras ou remotamente denteadas i Folhas inferiores mais ou menos divididas, as medias lyrato-pennatifidas, as su- periores inteiras S. pinnaUfida Lge. 1 |Calyculo hirsuto quadrangular em 4 dentes curtos S. pratensis Moench. Calyculo glabro; limbo membranoso com 4 ou 5 lobos obtusos. S. Carvalheana Mariz. S. pratensis Moench. Meth. p. 489; Scabiosa succisa L. Sp. pi. p. 145. Terrenos relvosos e frescos. Fl. de julho a setembro. I-II. S. pinnalifida Lge. Pug. II, p. 113. Mattos e rochas. Fl. de julho a setembro. I-III. S. Carvalheana Mariz, Boi. da Soe. Brot. VIII, p. 147. Terrenos húmidos e paludosos. Fl. de maio a agosto. I. Picroccphaluis Vaill. I Planta annual; capítulos pendentes Pt. papposus Coult. Planta perennal ; capítulos erectos Pt. Broussonetii Coult. Pt. papposus Coult. Dips. p. 32, lab. 1, fig. 17; Scabiosa papposa L. Sp. pi. p. 101. Sitios estéreis arenosos. Fl. de maio a julho. I. Pt. Broussonetii Coult. in li(t. 182Í-; Pt. Iiisitanicus Coult. in DC. Prodr. ; Scabiosa gramunlia Brot. I, p. 145. Terras arenosas. Fl. de maio a julho. I. 284 Sc. marilima L. Cent. II, n.° 114 in Amoen. acad. IV, p. 304; Sc. Columbaria Brot. I, p. 145. a. genuína Lge. — Glabra; corolla roseo-lilacinea ou amarella. 3. atropurpurea Gr. et Godr. — Corolla purpureo-escura. y. grandiflara Bss. — Folhas inferiores serrilhadas; flores maio- res. ^. sahuldorumysk. — Capitulos pequenos, os fructos globosos. Rochas, terras pedregosas, calcareas e arenosas. Fl. de junho a agosto. I. Cucurbitaceae Cucurbiteae-Cucumerinae [Planta trepadora; folhas membranaccas verdes Bryonia L. ( Planta rastejante; folhas ásperas um pouco carnosas, glaucas. Ecbalium A. Rich. Brjoilia L. Br. dioica Zacq. Fl. aust.. II, p. 59; Brot. 1, p. 308. Sebes. Fl. em julho e agosto. I. — Bryonia, Norça branca. Echalíiiiii A. Bích. Ec. Elaterium A. Rich. Dict. cias. d'hist. nat. VI, p. 19; Momordica Elaterium L. Sp. pi. p. 1010; Brot. I, p. 309. Terrenos incultos áridos. Fl. de maio a agosto. I. — Pepino de S. Gregório. Campanulaceae (i) I Flores actinoniorphicas I. Campannloidcae. Flores zygomorphicas II. Lohelioideae I. Campanuloldeae I Capsula abrindo por fendas lateraes Campamdeae-Campanulinae. 1 Capsula abrindo na extremidade superior Campannleae-Wahlenbenjinae. 2 (1) P. Coutinho — Boi. da Soe. Brot., XVIII, p. 22. ? 285 Corolla campamilada Campânula L. 1 jCorolla rodada; sepalas longas Specularia Heist. Corolla infundibuliforme; cálix muito pequeno Trachelium L. Flores solitárias ; corolla tubuloso-campanulada Wahlenbergia Schrad. (Flores em capitulo ; corolla estreita 5-partida Jasione L. II. Lobelioideae I Corolla 2-labiada ; tubo fendido no dorso quasi até á base Lobelia L. Corolla subbilabiada; tubo não fendido Laurentia Neck. Gampanulinae Caiiipauiila L. /Capsula abrindo por fendas perto da base Sect. I. Médium Tournf. j C. Erinus L. ( Capsula abrindo por fendas ao meio ou no vértice.. . . Sect. II. Rapunculus Bss. Sect. II. Rapuuculus Bss. /Espécie annual; inflorescencia cymoso-dichotomica laxa; capsula obconica. i C. lusitanica L. jEspecies biennaes ; inflorescencia em cacho C. Rapunculus L. ( Espécies perennaes 1 (Planta robusta ; folhas grandes crenadas C. primulae folia Brot. 1 (Planta pequena; caule rubro, uniíloreo simples, raras vezes ramoso. C. Herminii Hoírgg. et Link. Sect. I. Médium Tournf. C. Erinus L. Sp. pi. p. 169; Brot. I, p. 287. Terrenos frescos e arenosos, muros. Fl. de março a setembro. I-II. Sect. II. Rapunculus Bss. C. Herminii Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 9. Terrenos arrelvados da Serra da Estrella. Fl. de junho a agosto. IV- V, 286 C. primulaefolia Brot. T, p. 288; Phyt. lusit. I, p. 43, lab. 19 e 20. Localidades húmidas e sombrias. Fl. de junho a agosto. I-II. C. Rapunculus L. Sp. pi. p. J64; Brot. I, p. 286. Terras cultivadas, sebes, maltas húmidas. Fi. de abril a agosto. I-III. — Rapuncio ou Raponcio. C. lusitanica L. in Petr. Loeíl. Iter hisp. p. 160; C. Loeílingii Brot. I, p. 287; Phyt. lusit. 1, p. 41, tab. 18. a. occidenlalis Lge. Pugil. p. 107. — Caule ramosissimo; ramos patentes; lacinias do cálix de comprimento egual ao dobro da capsula. p. Matritensis Lge. 1. c. — Caule menos ramoso e ramos levan- tados; lacinias do cálix em alguns pouco mais compridas que a capsula. y. filiformis Lge. — Caule longo muito fino e debil ; lacinias do cálix muito longas e escabras. Sebes, searas, pastagens, sitios húmidos. Fl. de abril a agosto. I-IIL Speciilaria Heist. (Corolla mais curta que o cálix; planta mais ou menos pubcscente. Sp. hybrida DC. [Corolla quasi do comprimento do cálix; planta áspera. ..... Sp. castellana Lge. Sp. hybrida DC. Monogr. Camp. p. 348; Campânula hybrida L. Sp. pi. p. 168; Brot. I, p. 287. Searas, terrenos cultivedos sombrios. Fl. de abril a junho. I. Sp. castellana Lge. Ind. sem. Holm. p. 25. Searas. Fl. de maio a junho. I. Tracbcliiiiii L. Tr. coeruleum L. Sp. pi. p. 171. Paredes velhas e rochedos húmidos. Fl. de junho a setembro. I. Wahlenberginae lValilcul»ei*ftia Schrad. W. hederacea Uchb. PI. crit, V, p. 47, tab. CCCCLXXX; Campânula hederacea L. Sp. pi. p. 169; Brot. I, p. 287. Sitios sombrios húmidos pedregosos. Fl. de junho a setembro. I-IV. 287 Jaisione L. Tlanta annual ou bisannnal de raiz aprumada, não estolhosa; folha linear-lan- ceolada ; pedúnculo e cálix glaberriuios J. montana L. jPIanta perennal, estolhosa; estolhos terminados por uma roseta de folhas; cálix de lacinias lauuginosas J. humitis Lois. J. montana L. Sp. pi. p. 928; Brot. I, p. 402. a. genuína Wk. — Bracteas inteiras, crenadas ou crenado-ser- rilhadas; lacinias do cálix metade ou de duplo compri- mento do tubo; capitules de 12-22 mm. p. dentata DC. — Bracteas com 1-3 lobos arislados; lacinias do cálix de comprimento duplo ou triplo do do tubo; capítulos de lS-25 mm. y. gracilis Lge. — Planta delicada glabrescente; folhas inteiras ciliadas; pedúnculos longos filiformes; capitulos pequenos (8-12 mm.). Terrenos áridos arenosos, bordas de caminhos e de campos. Fl. de maio a setembro. I-IV. J. humilis Lois. Notes PI. de Fr. p. 42. Terrenos áridos. Fl. de maio a agosto. Í-IV. II. Lobeiloldeae Ijofielia L. L. urens L. Sp. pi. p. 931; Brot. I, p. 304. a. longebracteata P. Lara. — Bracteas egualando quasi o cálix; lacinias do cálix lineares eguaes ou maiores que o tubo. |3. brevibracteata P. Lara. — Bracteas por vezes minimas, mais curtas que o cálix; lacinias do calix triangular-subuladas mais curtas que o tubo. Sitios húmidos. Fl. de maio a setembro. I-III. Eiaisrcntia Neck. L. Michelli DC. Prodr. VII, p. 409; Lolulia Laurentia L. Sp. pi. p. 931; Brot. I, p. 304. Logares muito húmidos e sombrios. Fl. de abril a setembro. L 288 1 Ooinpositae (i) iFlores todas tubulosas ou só as do disco TiibuUflorae. (Flores todas liguladas Liyuliflorae. Tubuliflorae i Flores do raio quasi sempre liguladas, as do centro tubulosas 1 [Flores todas tubulosas IX. Cynareae. 1 Capítulos homogamos I. Eupatorieae-Agereíinae. (Capítulos heterogamos 2 [ Autlieras com cauda III. Invleae. 2 [ Antheras sem cauda ou 2-mucronadas ou mucronado-subcaudadas 3 I Aulheras sem cauda ou submucronada 4 [ Antheras uiucronado- subcaudadas VII. Calenduleae. .Folhas oppostas , IV. Ueliantheae. [Folhas radicaes ou alternas 5 [Invólucro de bracteas interiores 1-seriadas e as exteriores pequenas ou nullas. VI. Senecionideae. [ Invólucro de bracteas 2- oo - seriadas .' 6 1 Bracteas do invólucro seccas ou escariosas na extremidade 7 [Bracteas nem seccas nem escariosas II. Astereae. 1 Achenios sem pellos V. Anthemideae. I Achenios densamente pilosos VIII. Arctotideae. I. Eupatorleae-Ageretinae l^iipaioriíiiii L. E. cannabinum L. Sp. pi. p. 838; Brot. 1, p. 351. (1) J. de U'àr\z~ Boi. da Soe. Brot., IX-XI. 289 Terrenos férteis nas margens de rios, maltas regadas. Fl. de julho a agosto. I-III. II. Asterieae I Todas as flores da mesma côr a. Solidagininae. 1 Flores do raio de côr diíTerente das do disco 1 í Goroila das flores femininas ligulada 2 i (Corolla das flores femininas nulla ou filiforme d. Conyzinae. IPapilho nullo ou muito reduzido b. Bellidiíiae. 2 (Papilho dislinclo seloso c. Asterinae. a. Solidagininae Koli. 327. Terrenos arenosos, pedregosos, áridos, rochas. Fl. de junho a outu- bro. I-ll. c. Inulinae Biivila L. l Sedas do paj)ilho ligadas na base por uma membrana /. viscosa Ait. (Sedas do papilho livres 1 ILIguIas pouco ou nada maiores que o invólucro I. Conysa DC. (Ligulas bastante mais longas que o invólucro /. crilhmoides L. I. viscosa Ait. Hort. Kew. ed. II, p. 78; Brot. Phyt. lusit. II, p. 190, tab. 164. Terrenos arenosos, incultos, margens de rios. Fl. de agosto a outu- bro. I-II. — Taveda de Dioscorides, Hcrva de bálsamo. I. Convza DC. Prodr. V, p. 46i; Conyza squarrhosa L. Sp. pi. p. 861; BVot. I, p. 358. Terrenos pedregosos, incultos. Fl. de julho a agosto. I-II. I. crilhmoides L. Sp. pi. p. 883; I. crithmilolia Brot. I, p. 38Í-. Terrenos pantanosos, marilimos, arenosos. Fl. de agosto a outubro. I. 294 Pulicaria L. I Planta annual; capítulos medíocres; folhas estreitas e agudas. P. hispânica Bss. Planta perennal ; capítulos graudes 1 1 [Folhas superiores abraçando o caule com duas grandes aurículas. P. (lysenterica Gaerln. [Folhas superiores maiores que as da base e levemente aurículadas. P. odora Rchb. P. hispânica Bss. Fl. orient. III, p. 205; Inuia Pulicaria Brot. I, p. 384. Terrenos reivosos, arenosos, estéreis e hiimidos. Fl. de junho a se- temhro. I-II. P. dysenterica Gaertn. De fruct. sem. II, p. 461; Inula dysenterica L. Sp. pi. p. 882; Brot. I, p. 384. Terrenos pantanosos, inundados, margens de rios. Fl. de agosto a setembro. I-II. — Herva das dysenterias. P. odora Rchb. Fl. germ. exsic. p. 239; Inula odora L. Sp. pi. p. 881 ; Brot. l, p. 380. Terrenos arenosos, incultos, mattos, pinhaes. Fl. de maio a agoslo. l-II. — Herva Monta. d. Buphthalminae Otiontospcriiiiiiii Neck. 1 (Folíolos do invólucro espínescentes na ponta O. spinosum (L.). Foliolos não espínescentes 1 Folíolos exteriores mais longos que as ligulas O. aqtiaticum Sch. Bip. Folíolos exteriores não mais longos que as ligulas O. mariíimum Sch. Bip. O. spinosum (L.) ; Buphthalmum spinosum L. Sp. pi. p. 903; Brot. I, p. 395. Terrenos arenosos, cultivados ou incultos. Fl. de abril a julho. I-III. — Pampilho espinhoso. O. maritimum Scb. Bip. in W. et B. Phyt. Cass. II, p. 233; Buphlhal- mum maritinum L. Sp. pi. p. 903; Brot. I, p. 396. Rochas maritimas e areaes da zona littoral. V\. df março a junho. I. — Pampilho marilimQ. 295 O. aqualicum Sch. Bip. 1. c. p. 232; Buphthalmum aqualicum L. Sp. pi. p. 903; Brot. I, p. 396. Terrenos arenosus ou argillosos, cultivados, húmidos. Fl. de abril a agosto. I. IV. Heliantheae Heliantheae-Caryopsideae ISifllcBis L. B. triparlita L. Sp. pi. p. 831; Brot. I, p. 351. Terrenos húmidos, paludosos, charcos e poços. Fl. de junho a outu- bro. I-III. V. Anthemldeae I Receptáculo com palhetas a. Anlhcmidinae. Receptáculo sem palhetas b. Chrysantheniinae. a. Anthemidinae 1 Folhas inteiras, ou denteadas, ou creuadas 1 I Folhas mais ou menos divididas 2 íCapitnIos homogamos pequenos dispostos em corymbo. I^lanta carnosa cotonosa , 1 branca ". Diotis Desf. ) (Capiíulos heterogamos grandes, solitários ou em corymbo; achenios cónicos. Anthemis L. (Folhas pennatifidas; achenios telragonos comprimidos SantolÍ7ia L. 2 (Folhas 2-pennatipartidas; achenios comprimidos e alados Anacyclus L. * b. Chrysantheminae IFolhas oppostas Phalacrocarpum Willk. I Folhas alternas 1 (Folhas simples mais ou menos serrilhadas Chrysanthemum L. 1 (Folhas pennatifidas ou 2-3-pennatiseccadas 2 (Folhas pennatifidas Cotula L. 2 ( Folhas 2-íi-pennatiseccadas 3 296 ( Capítulos pequenos 4 ( Capítulos relativamente grandes termínaes 5 1 Capítulos rentes entre as folhas Soliva Buiz et Pavon. 4 (Capítulos com curtos pedúnculos em cacho, espiga em panícula.. . Artemísia L. 5 1 Receptáculo cónico Matricaria L. (Receptáculo plano ou convexo Chrysanthemmn (Pyrethrum). a. Anthemidinae !laiiloBiiia L. S. Chamae-Cyparissus L. Sp. pi. p. 842; Brot. I. p. 352. Cultivada e suhespontanea. Fl. de junho a julho. l. — Ab raiano fêmea ou Guarda roupa. Aiitliemis L. [Flores do disco com tubo alado e com esporão Sect. I. Ormenis Cass. (Flores sem esporão 1 1 Receptáculo com palhetas só na parte superior; acheníos tuberculosos. Sect. III. Manda Cass. ) Receptáculo completamente coberto de palhetas permanentes ou as superiores caducas Sect. II. Euanthemis Cass. Sect. I. Ormenis Cass. A. mixta L. Sp. |)1. p. 894; Brot. I, p 393. Terrenos cultivados mais ou menos pedregosos, proximidades d'agua. Fl. de maio a outubro. 1-1 V. Sect. II. EuaDllieinis Cass. Acheníos lisos, os externos maiores pyramidato-quadrangulares. Planta annual. A. airensis L. 'Acheníos obovados, subtetragonos, estriados. Planta annual A. fuscala Brot. 'Achenios com 3 linhas pouco salientes na lace interna; folhas divididas em laci- nías linear- setaccas. Planta perennal A. nobilis L. 297 A. arvensis L. Sp. pi. p. 894; Brot. I, p. 393. Terras cultivadas, caminhos, sebes. Fl. de abril a setembro. I-III. A. fuscala Brot. I, p. 394; Phyt. liisit. I, p. 61, tab. 28. Terras cultivadas, relvosas, arenosas, hiimidas. Fl. de dezembro a maio. l-IÍ. — Margaça fusca, Margaça de inverno. A. nobilis L. Sp. pi. p. 894; A. aiirea Brot. I, p. 39 i. Pastagens, terrenos de matto, arrelvados, arenosos. Fl. de abril a agosto. I-IV. — Macella gallega vulgar. < Sect. III. Manita Cass. A. Cotula L. Sp. pi. p. 894; Brot. I, p. 393. Terrenos cultivados, arenosos. Fl. de maio a setembro. I-III. — Mu- cella felida ou fedugosa. Aiiacveliis L. A. radiatus Lois. Fl. gall. ed. I, p. 583; Anthemis Valenlina L. Sp. pi. p. 895; Brot. I, p. 394. Terrenos cultivados, relvosos, arenosos. Fl. de abri! a maio. l. — Pão poslo. Ilíolis DesF. D. maritima (L.) Sm. Fngl. Fl. III, p. 403; Athanasia maritima L. Sp. ed. II; Santolina maritima Brot. I, p. 352. Areaes maritimos. Fl. de junho a agosto. I. — Cordeiros da praia. b. Chrysantheminae Cliry$^aiitlieiiiiiiii L. Plantas annuaes 1 Plantas perennaes 2 ÍAchenios do raio quasi sempre 3-quelros e 3-alados sem coroa. Secl. I. Pinardia Cass. Achenios do raio com 4-10 linlias salientes, sem aza e com coroa memiiranosa. Sect. li. Coleostfphns Cass. ICapitulos radiados; liouias brancas ou amarciias. . Sect III. Pyrethnim Gaertn. 2 I (Capilulos discoideos; íloies do laio femininas, tuiiuiosas, 3-4-denleadas. Sect. IV. Tanacetum L. 298 Sect. I. Pinardia Cass. [Achenios da circuuifereucia alados nos dois ângulos externos; folhas denteadas. Ch. segeíum L. lAchenios da cifcuniforcncia com 3 ângulos alados; folhas 2-pennatifidas. Ch. coronarium L. Ch. segetum L. Sp. pi. p. 889; Brol. I, p. 378. Terrenos cultivados, searas. FI. de maio a junho. I. — Pampilho de searas. Ch, coronarium L. Sp. pi. p. 890; Brot. I, p. 379. Terrenos cultivados, sebes, muros. Fl. de abril a junho. I. — Mal- mequer ou Pampilho ordinário. Sect. II. Colcosteplius Cass. lAchenios do disco com coroa lubulosa Ch. Myconis L. < j Achenios do disco sem coroa Ch. hybridus Lge. Ch. Myconis L. Sp. ed. II; Brot. I, p. 379. Terrenos cultivados e incultos, vinhas, sebes. Fl. de abril a agosto. I-III. — Pampilho de Mycao. Ch. hybridus Lge. Pug. p. 127. Terrenos húmidos, incultos ou cultivados, searas, sebes. Fl. de março a julho. I-ll. — Pampilho. Sect. III. Pyrdhruni Gaertn. 1 Folhas com dentes grossos, profundos e deseguaes 1 1 Folhas pennaliseceadas ou pennatifidas 2 [Coroa dos achenios nulla ou quasi Ch. Leiícanthemum L. 1 < Coroa dos achenios 2-partida; caule simples ou pouco ramoso.. Ch. pallens DC. (Corôa muito variável; folhas ohovadas crenado-denteadas: caule muito ramoso. Ch. silvaticum Hulígg. et Link. l Folhas muito i)eqnenas mais ou menos tomentosas 3 2 1 Folhas não pequenas 4 299 [Lacinias das folhas lineares curtas e quasi roliças Ch. pulverulentum Lag. (Lacinias das folhas lineares compridas e planas.. Ch. flaveolum Hoífgg. et Link. [Folhas todas pecioladas Ch. Parlhenimn Sm. 4 (Folhas superiores rentes Ch. conjmbosum L. Ch. Leucanthemum L. Sp. pi. p. 888. Prados, terrenos relvosos, cultivados. Fl. de maio a agosto. l-II. Ch. paliens Gay. ex Perreym. in Guill. Arch. Bot. lí, p. 545. Mattos, outeiros pedregosos. Fl. de junho a julho. I-IIÍ. Ch. silvaticum Hoff<:g. et Link. Fl. Port. p. 329. Terrenos somhrios e de mattos, areaes do litloral, fendas de roche- dos. Fl. de m;iio a junho. I-ÍV. — Margarida maior. Olho de boi dos hervolarios, Bemmequer das florestas. Ch. pulverulentund Lag. Nov. gen. sp. n.** 375; Ch. minimum Brot. I, p. 379. Terrenos arenosos, pedregosos, rochas das regiões altas. Fl. de maio a julho. I-IV. Ch. flaveolum Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 34t. f5. alpestre. — Peciolos e pedúnculos mais curtos; folhas mais sericeo-puhescentes; ligulas amarelladas estreitas. Terrenos pedregosos das alfas regiões. Fl. de maio a julho. IV e V. Ch. Parthenium Sm. Fl. Brit. IL p. 900; ftlatricaria Parthenium L. Sp. pi. p. 890; Brot. I, p. 375. Terrenos de cascalho e rochas. Fl. de junho a agosto. Í-III. Ch. corymbosum L. Sp. pi. p. 890; Brot. I, p. 378. Terrenos relvosos, mattagaes, mattas. Fl. de maio a agosto. II-IIL Sect. IV. Tanacetuin L. Ch. vulgare (L.) Bernh.; Tanacetum vulgare L. Sp. pi, p. 844; Brot. I, p. 354. Sebes, mattas, margens de campos. Fl. de julho a agosto. I-llI. — Tanaceto ou Athanasia das boticas. Plialac*i*oc*ar|iaiiii Willk. Ph. oppositifolium Willk. Prodr. Fl. Ilisp. II, p. 94; Chrysanthemum oppositifolium Brot. I, p. 381. Bochedos e sitios pedregosos das regiões altas. Fl. de maio a junho. IV e V. 300 Cotula L. C. coronopifolia L. Sp. pi. p. 892. Terrenos húmidos e salgados da região littoral. Fl. de março a ju- nho. I. ^oli%'ti Rtiiz et Pavon. S. lusitanica Less. Syn. p. 268; Hippia stolonifera Brot. I, p. 373; Phyt. lusil. I, p. 72, lab. 73, fig. 2 e 3. Sítios húmidos, caminhos, por entre as pedras. Fl. de fevereiro a junho. I. jLrleiíiísiia L. Sect. Dracuncuhis DC. .Planta aromática glabra ou sul)viscosa: follias 2-penuatiparlidas: capítulos muito i numerosos quasi rentes e dispostos em panicula A. variubilis Ten. * Planta não aromática: folhas carnosas pennatipartiflas; segmentos linear-lanceo- lados; capitules quasi rentes dispostos em panicula de racimos curtos e paten- tes A. crilhmifoiia L. A. variabilis Ten. Fl. Neap. Prodr. V, p. 128; A. pani«u!ata Brot. I, p. 356. Terrenos arenosos, de cascalho, estéreis, margens de caminhos. Fl. de julho a outubro. IV. A. crithmifolia L. Sp. pi. j). 846; Brot. I, p. 355. - Areaes marítimos. Fl. de setembro a outubro. I. VI. Senecionldeae (Caule com foltias normaes '. 1 (Caule com escamas, desenvolvendo-se antes das folhas Petasiies Gaertn. ( Foliolos do invólucro dispostos nnma só ordem Senecio L. 1 (Foliolos do invólucro dispostos em duas ordens 2 2 .Folhas alternas Doronicim L. \ Folhas oppostas Arnica L. P. Iragrans Presl. Fl. sic. I, p. 28. 301 Terrenos arrelvados. prados húmidos, proximidades d'agua. Fl. de dezembro a março. I. Ariiiea L. A. montaria L. Sp. pi. p. 884; Brot. I, p. 387. Terrenos arenosos, pantanosos, paúes, prados. Fl. de junho a agosto. I. l>oi*oiiieiiiii L. [Caule simples glanduloso s>em folhas na parte superior; folhas basilares ovaes de longos peciolos D. planíagmeum L. [Caule ramoso hirsuto muito glanduloso; folhas basilares oblongo cordi formes. D. carpetanum Bss. et Reut. D. plantagineum L. Sp. pi. p. 885; Brot. I, p. 386. * Terrenos arrelvados, matlas. Fl. de abril a julho. I-IV. D. carpetanum Bss. et Ueut. ; Lange, Pug. pi. p, 130; D. Pardelian- cíies Ort. Brot. I, p. 386. Pastagens, terrenos pedregosos, rochedos das regiões altas. Fl. de junho a julho. IV-V. ^eucci» L. (Folhas mais ou menos profundamente divididas (pelo menos as superiores)... 1 (Folhas simplesmente denteadas, serrilhadas ou crenadas. Sect. III. Dória Ilchb. I Escamas do invólucro reflectidas depois da queda dos achcnios. Sect. I. Enscfícrio. Escamas do invólucro sempre erectas Sect. II. Jacobaea Tlmmb. Sect. I. Eusenecio ILigulas nullas ou muito curtas; invólucro cylindrico ou ovoideo. a. Obaejacae DC. Ligulas bem formadas muito mais longas que o invólucro campanulado. b. Obaejacokleae DC. a. Obaejacae DC [Ligulas nullas; planta não glandulosa S. vulgaris L. I Ligulas cartas ; plantas glandulosas na parte superior 1 302 I Capitules pequenos; lóbulos das folhas profundas e deseguaes. . S. silvaíicus L. I Capítulos grandes; lóbulos das folhas pouco profundas e quasi eguaes. S. lividus L. b. Obaejacoideae DC. I Capítulos solitários em longos pedúnculos S. minutus DC. Capítulos numerosos em corymbo S. gallicus Chaíx. Sect. II. Jacobaea Thumb. [Planta glabra ou (juasí ; caule amarellado até ao meio; escamas do invólucro ovaes, pouco aeuiiiinadas, membranosas na margem 1 'Plantas pubescentes; escamas do invólucro lanceoladas 2 i Kolhas rígidas pennatípartidas; segmentos oblíquos, obovados ou linear-oblonjros; capítulos em corymbo denso S. jacobaeoides Wk. iFolhas inferiores ovaes ou elliptico-lanccoladas, inteiras ou lyradas; pedúnculos erecto-pateutes com muitas bracteolas lineares; ca()itulo em corymbo laxo. S. aqualicus Huds. [ Ligulas amarellas S. foliosus Salzm. 2 I Ligulas do raio purpurinas S. pseudo-elegans Less. Sect. III. Dória Rchb. i Capítulos quasí solitários; caule direito; folhas hirsutas ovaes. S. Lagascanus DC. (Capítulos (2-10) em corymbo ; folhas glabras S. Tournefortii Lap. p. carpetamis Wk. Secl. I. Euseiiecio a. Obaejacae DC. S. vulgaris L. Sp. pi. p. 807; Brot. I, p. 388. Terrenos arenosos cultivados. Fl. quasi todo o anno. I-III. — Tas- neirinha. S. silvaíicus L. Sp. pi. p. 808; Brot. I, p. 388. Terras areentas de mattas. Fl. de junho a agosto. I-IV. S. lividus L. Sp. pi. p. 807; Brot. I, p. 388. Terrenos arenosos. Fl. de março a julho. I-llI. 303 b Obaejacoideae DC. S. minutus DC. Prodr. VI, p. 346; Cineraria minuta Cav. Brot. I, p. 387. Terrenos arenosos. Fl. de março a julho. I-II. S. gallicus Chaix ap. Vill. Fl. Dauph. 1, p. 331. p. exsquameus DC. Prodr.; S. exsquamcus Brot. I, p. 388. Terrenos arenosos, de cascalho, cultivados, pastagens. Fl. de julho a Sect. II. Jacobaea Thunib. agosto. I. S. jacobaeoides \\'k. Prodr. Fl. Ilisp. II, p. 119. Prados e terrenos sombrios. Fl. de julho a agosto. I-III. S. foliosus Saizm. in pi. liug. exsic. 1825; DC. Prodr. VI; S. Jaco- baea Brot. I, p. 389. Terrenos húmidos, prados, pastagens. Fl. de junho a julho. I-IV. S. aquaticus Huds Fl. Angl. p. 366; S. Jacobaea Brot. I, p. 389. Terrenos húmidos, lagoas. Fi. de junho a dezembro. I-IV. S. pseudo-elegans Less. Svn. p. 391; S. elegans Thumb. Brot. I, p. 389. Prados, pastagens e logares húmidos. Fl. na primavera. I. Sect. III. Dória Rchb. S. Tournefortii Lap, 3. carpelanus Wk. Prodr. Fl. Ilisp. II, p. 115; S. caespitosus Brot. I, p. 390. Terrenos pedregosos. Fl. de julho a agosto. IV e V. — Uerva loira. S. Lagascanus DC. Prodr. VI, p. 3.57; S. Doronicum Brot. I. p. 390. Terrenos pedregosos. Fl. de junho a julho. I-IV. VII. Calenduleae Caleufliila L. fAchenios exteriores grandes terminados em ponta, transversalmente rugosos no dorso C. arvensis L. lAchenios exteriores glabros ou parcamente aculeados, terminados em esporão dilatado C. micropliylla Lge. 304 G. arvensis L. Sp. pi. ed. II; Brol. I, p. 400. Vulgar em terrenos diversos. Fl. em diversas épocas. Í-ÍI. C. microphylia Lange, Boi. .da Soe. Brot. I, p. 51; VAillk. 111. Fl. Hisp. ins. Balear. 1, p. 130, tab. LXXIX. Zona lilloral, em sitios lodosos. Fl. de maio a setembro. I. VIII. Arctotldeae Sect. Crjptostemma R. Br. A calendulacea L. Syst. XII, p. 578; A. Calendula L. Sp. pi. p. 922; A, acaulis Brot. I, p. 401. Terrenos arenosos do litloral, outeiros e planicies incultas. Fl. de abril a junho. I. IX. Cynareae [Capiulo gi^al espherico formado de capítulos parciaes unifloreos. 1. Ecliinopsideae. , Capitules simples 1 1 Inserção dos achenios basilar 2 1 (Inserção dos achenios obliqua 4. Centaureinae. 1 [Bracteas internas do invólucro maiores e coradas 2. Carlineae. |Bracteas internas, nem maiores que as externas, nem mais coradas; sedas do papilho ligadas iia base 3. Carduinae. 1. Echinopsideae Keliino|is L. E. slrigosus L. Sp. pi. |). 815; Brot. I, p. 353. Outeiros seccos abrigados, caminhos, searas. Fl. de maio a julho. I. 2. Carlineae Ca 1*1 i na L. [Planta quasl acaule; capitulo muito grande cercado de folhas grandes encostadas á terra C. gummifera Lessing. ' Planta com caule distincto 1 \ 3 305 'Escamas medias do ins^olncro lineares tomentosas prolongadas em um bico pur- purino, as interiores sulplmreas C. racemosa L. JEseamas medias do invólucro curtas lanceoladas cotonosas terminadas por um pequeno espinho, as interiores radiantes linear-lanceoladas amarellas. C. corymbosa L. C. gummifera DC. Prodr. V., p. 547; Acarna gummifera Brot. Pliyt. Iiisit. II, p. 183, tiib. 165; Cirselium gnnimiferuin Brot. I, p. 346. Outeiros calcareos, sebes, bordas de caminhos. Fl. de setembro a ou- tubro, í. — Carlina bastarda. Cardo do Visgo, Cardo matacão. C. racemosa L. Sp. pi. p. 829; Brot. I, p. 346. Outeiros áridos, campos em pousio, terras estéreis. Fl. de julho a setembro. I, C. corjmbosa L. Sp. pi. p. 828; C. hispânica Lamk. Brot. I, p. 345. Terras estéreis, caminhos, campos em pousio. Fl. de julho a agosto. I-IIl. 3. Carduinae (Receptáculo com sedas 1 (Receptáculo nii mas [irofundamente alveolado Onopordon L. iFiletes dos estames ligados entre si 2 (Filetes^ livres 3 I Flores marginaes neutras, radiantes, maiores que as do centro . . . Lnpsia Neck. Flores todas férteis ; papilho pelludo Sylibwn (Vaill.) Gaertn. Bracteas do invólucro terminadas em gancho Arctium L. Rracteas não terminadas em gancho 4 1 Receptáculo carnoso Cynara L. 4 ( Receptáculo não carnoso 5 (Papilho plumoso Cirsium Scop. 5 (Papilho não plutnoso : Cardmis L. i%rcliiiiii L. A. Lappa L. Sp. pi. p. 816; Brot. I, p. 349. a. minus Bernh. Terrenos férteis sombrios, sebes, margens de caminhos. Fl. de julho a agosto. I-III. — liardana ordinária, Pegamaço, Lahaga. 20 wvi 3()í; Carcliiiis L. 1 2 1 Capítulos pequenos ou mediocres 1 [ Capítulos grandes ou muito grandes 2 'Escamas exteriores do invólucro linear-lniiceoladas planas erecto-patentes; planta muito espinhosa; espinhos longos amarellos C. Gayanus Dur. [Escamas exteriores lanceoladas canaliculadas superiormente, arqueado-patentes; capítulos alongados na extremidade dos ramos C. tenuiflorus Curl. Escamas patentes ou quasi recurvadas no vértice C. medius Gou. ( Escamas arqueadas ao meio 3 I Invólucro pouco ou nada unibilícado C. nigrescens Vill. Invólucro muito umbilicado C. granaiensis Wk. C. Gayanus Dur. in litt. 1837; Willk. et Lange, Prodr. Fl. llisp. II, p. 133. Caminhos, sebes, pastagens. Fl. de junlio a julho. I-IV. C. tenuiflorus Curt. Lond. fase. VI, p. 55; C. acanthoides Lam. Ene. meth. I, p. 697; Brot. I, p. 341. Terrenos pedregosos argillosos, sebes, ete. Fl. de maio a julho. I-III. C. nigrescens Vill. Prosp. hist. pi. Dauph. p. 30. Terrenos pedregosos, férteis. Fl. de maio a setembro. I-II. C. granatensis Wiílk. Prodr. Fl. llisp. II, p. 197. Terrenos férteis mais ou menos cascalhentos. Fl. de junho a julho. I-III. C. medius Gou. 111. p. 62, tab. 24. p. Broleri (Welw.). Mattos e terrenos incultos, rochas calcareas. Fl. de março a julho. I-III. Cirsiuiii Scop. (Escamas do invólucro terminadas em espinho pennado. . IV. Picnomon (Cass.). (Escamas do invólucro terminadas em espinho simples ou inerme 1 I Folhas com pellos rígidos espinescentes na pagina superior. III. Epilrachys DC. Folhas lisas na pagina superior 2 307 I Flores herniaphroditas; papilho mais curlo que a corolla 3 Flores dioicas; papilho por fim mais longo que a corolla. II. Cephalonoptos Neck. 1 Flores periplierieas estéreis; filete dos estames hirsutos I. Nofobasis Cass. (Flores todas herniaphroditas; filetes papillosos Y. Chainaclon DC. I. Notobasis Cass. C. syriacum (L.) Gaertn. Fruct. II, p. 383, tab. 163, fig. 2; Cnicus syriacus W. ; Brot. I, p. 342. Caminiios, sebes, maroens de ribeiros, terrenos cultivados e incultos. Fl. de maio a junlio. I-II. II. Cephalonoptos Neck. C. arvense Scop. Fl. carniol. II, p. 126; Serratula arvensis L. Sp. pi. p. 820; Cnicus arvensis Brot. I, p, 344. Searas, vinhas, terras cnltivadas. Fl. de julho a agosto. I. III. Epitrachys DC. jCapitulos grandes; escamas pouco lomentosas; folhas decurrenlcs hranco-tomen- losas na pagina inferior, peunalipai tidas ou pennatifidas. C. tanceolafum Scop. JCapitulos menores; escamas bastante tomentosas; folhas decurrentes branco- tomentosas na pagina inferior, pennatilobadas ou lanceoladas. C. Linkii Nym. C. lanceolatum Scop. Fl. carniol. II, p. 130; Carduus lanceolatus L. Sp. pi. p. 821; Cnicus lanceolatus W. ; Brot. I, p. 343. Terrenos pedregosos, muros, sebes, margens de campos. Fl. de ju- nho a outubro. I-III. C. Linkii Nyman Syll. p. 23; Comp. Fl. Europ. p. 406; Cnicus stri- gosus Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 191. Mattas, sebes, margens de campos e de caminhos. Fl. em julho. l-III. IV. Picnonion (Cass.) • C. Acarna (L.) Moench. Meth. Suppl. p. 226; Carduus Acarna L. Sp. pi. p. 820 ; Cnicus Acarna Brot. I, p. 344. 308 Terrenos áridos e estéreis, campos em pousio, Fl. de junho a agosto. I-II. V. Cliamaelon DC. 1 Capítulos termioaes isolados i I Capítulos numeiosos pequenos aglomerados C. palustre Scop. ;Folhas radicaes penuatífidas densamente alvo-tomentosas na pagina inferior. C. fdipendulum Lge. [Folhas radicaes oblongo-lanceoladas mais ou menos lobadas e glabras. C. Weluritschii Coss. C. filipendulum Lge. Pug. p. 142; Cnicus bulbosus Brot. I, p. 343. Prados seccos, mattas, sebes. Fl. de maio a agosto. I-III. C. Welwitschii Coss. PI. crit. p. 118. Terrenos húmidos. Fl. de jurdio a julho. I. — Cravo de burro. C. palustre Scop. Fl. carniol. II, p. 128; Carduus palustris L. Sp. pi. p. 822; Cnicus palustris W.; Brot. I, p. 343. [3. spinosissimus Wk. Terrenos húmidos, pantanosos, margens de regatos. Fl, de junho a agosto. I-IV. Cyiiara L. C. humilis L. Sp. pi. p. 828; Brot. I, p. 339. (â. kucanlha Coss. 1. c. — Corolla branca. Terrenos áridos. Fl. de maio a julho. I. — Alcachofra de S. João, Alcachofra brava. ^ilyliBiiii Vaill. S. Marianum Gaertn. de fruct. sem. 11, p. 378, tab. 168, fig. 2; Car- duus Marianus L. Sp. pi. p. 823; Brot. I, p. 341. Terrenos férteis, relvosos, sebes. Fl. de maio a agosto, I-II. — Cardo de Santa Maria, Cardo leiteiro. ljii|i.?ii poucas lacinias na base Sect. VIU. Melanolouui Cass. I Appendice pennado em quasi toda a extensão; lacinia terminal pouco maior que as lateraes Sect. IX. Acrolophus Cass. ICorolla amarella Sect. XIII. Mesocentron Cass. 9 (Corollas purpurinas IO I Appendice terminado por longo espinho canaliculado de côr clara. Sect. XI Calcitrapa Cass. Appendice palmado Sect. XIII. Scrídea DC 3Í1 Sect. I. Centaurium Cass. C. tagana Brot. I, p. 369 ; Pliyt. lusit. I, p. 69, tab. 32. Terrenos áridos arenosos, mattos, pinhaes. Fl. de junho a julho. I-II. — Rhaponlico bastardo, Rhaponlico da terra. Sect. II. Phalolepis Cass. C. amara L, Sp. pi. II, p. 1294; Brot. l, p. 369. Pastagens do iittoral, terrenos seccos. Fl. de junho a outubro. I. Sect. ÍII. Leuzea DC. C. longifoUa (HoíTgg. Lk. Fl. Ort. p. 217, tab. 96; Serratula conífera Brot. Phyt. Lusit. I, p. 67 (parte), tab. 31. Mattos e terrenos húmidos. Fl. de junho a julho. I. Sect. IV. Microlonclms DC. C. Salmantica L. Sp. pi. p. 918; Brot. I, p. 372. Sitios estéreis, terras incultas, vinhas, caminhos. Fl. de maio a agosto. I-III. Sect. V. Jacea Cass. C. nigra L. Sp. pi. p. 911. p. pallida Lge. Pug. p. 134; C. rivularis Brot. I, p. 367; C. pratensis Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 322. Prados, terrenos relvosos, proximidades d'agua. Fl. de junho a de- zembro. I-III. Sect. VI. Cpuus Cass. C. Cyanus L. Sp. pi. p. 911 ; Brot. I, p. 366. Searas. Fl. de junho a julho. I. — Fidalyiiinhos, Lóios dos jardins. 312 Sect. YII. Melanoloraa Cass. C. pullata L. Sp. pi. p. 911; Brot. I, p. 366. Campos, pastagens, sitios relvosos. Fl. de fevereiro a junho. I. Cardinho das cdmorreimas. Sect. VIII. Cheirolophus Cass. l Appeudice longo triangular; caule ramoso C. sempervirens L. (Appendice estreito arredondado; caule simples ou pouco ramoso. C. uliginosa Brot. C. sempervirens L. Sp. pi. p. 913; Brot. I, p. 366. Sebes, terrenos calcareos pedregosos. Fl. de julho a agosto. I. — Lavapé ou Viomal. C. uliginosa Brot. I, p. 368; Phyt. Lusit. I, p. 65, tab. 30. Sitios pantanosos, juncaes. Fl. de julho a setembro. I. Sect. IX. Acrolophus Cass. [Invólucro ovado-oblongo C. limbala HoíTgg. et Link. [invólucro oblongo-cylindrieo C. micraníha HofTgg. et Link. [invólucro ovado-globoso i I Appendice escuro C. coerulescem W. Appendice fusco C. Hanrii Jord. C. limbata Iloffgg. et Link. Fl. Port, p. 221, tab. 97; C. paniculata Brot. I, p. 366 (parte a. melanosiicla Lge. Pug. p. 136. Outeiros, maltos, terrenos arenosos do litloral. F'i. de julho a agosto. I-III. C. Hanrii .íord. Obs. fr. V, p. 70, tab. i, fig. B. Terrenos seccos da região montanhosa. Fl. de junho a agoslo. III. G. coLTulescens W. Sp. pi. Ill, p. 2319; C. arislata Iloffgg. et Link. Fl. Port. p. 260. 313 Outeiros das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de maio a iiillio. I-IV. C. micrantha Hoffgg. et Link. Fl. Port. 11, p. 220; C. paniculata Brot. I, p. 366. Terrenos graniticos e schistosos, áridos. Fl. de julho a agosto. I-IV. Sect. X. Acroceiílron Cass. C. ornata W. Sp. pi. III, p. 2320. p. microcephala Willk. Prodr. lí, p. 147; C. collina Asso Syn. Terrenos arenosos, de cascalho, estéreis. Fl. de junho a agosto. I-III, Sect. XI. Calcitrapa Cass. C. Calcitrapa L. Sp. pi. p. 917; Brot. I, p. 371. Caminhos, muros, terrenos pedregosos. Fl. de julho a agosto. I-IlI. — Cardo estrellado ou Calcilrapa. Sect. XII. Mesocentron DC. C. Militensis L. Sp. pi. p. 917; C. solstitialis Asso; Brot. I, p. 371. Outeiros seccos, campos, sitios pedregosos, searas. Fl, de junho a setembro. I-III. Sect. XIII. Seridea DC. í Folhas caulinares decurrentes C. lusitanica Bss. l\eut. (Folhas caulinares não decurrentes C. polyacantha W. C. lusitanica Bss. et Reut. Diagn. pi. orient. III, ser. 2, p. 85; C. napi folia Brot. I, p. 370. Terrenos calcareos e arenosos do lilloral. Fl. de maio a agosto. I. C. polyacantha W. Sp. pi. III, p. 231 1; C. caespitosa Brot. I, p. 370. Areaes, terrenos arenosos do littoral. Fl. de março a maio. 1. Cartliaiiiiis L. C. lanatus L. Sp. pi. p. 830; Carduus lanatus Brot. I, p. 342. 3U Terrenos de cascalho, cultivados, outeiros estéreis. Fl. de julho a agosto. I. — Cardo sanguinho. Cartliiucellusi Juss. C. coerulens DC. Prodr. VI, p. 614; Carduus coerulens Brot. I, p. 342. a. deníalits DC. Terrenos cultivados, relvosos. Fl. de maio a julho. I. Cuiciis Gaertn. C. benedictus L. Sp. pi. p. 826; Centáurea benedicta L. Sp. pi. II, p. 296 ; Brot. I, p. 370. Terras ferieis relvosas. Fl. de maio a julho. I. — Cardo santo. Liguliflorae Cichorietee I Planta espinhosa; receptáculo com palhetas muito amplas 1. Scoliminae. [Plantas não espinhosas 1 I Receptáculo nú ou herissado com pellos 2 [Receptáculo com palhetas caducas ou nú 3. Leontodontinae. iPapillio palheaceo, membranoso ou nullo 2. Cichorinae. [Papilho de pellos denticulados, mas nunca plumoso 4. Crepidinae. 1 9 1. Scoliminae Scoliiiius L. Capítulos terminaes envolvidos nas folhas floraes pectinadas; folhas de margem espessa cartilaginea Sc. Jiuiculatus L. I Capítulos lateraes em espiga folhosa, pouco envolvidos nas folhas íloraes não pectinadas; folhas de maigem não curtilaginea Sc. hispanicus L. Sc. maculatus L. Sp. pi. p. 813; Brot. I, p. 335. Campos áridos, searas. Fl. de junho a agosto. I. Sc. hispanicus L. Sp. pi. p. 813; Brot. I, p. 834. Areaes, terrenos de cascalho, bordas de campos. Fl. de junho a agosto. I-ll. — Cardo douro ou Cangarinha. 315 1 2. Cichorinae Receptáculo alveolado e íibrilloso Hispidella Bernad. Receptáculo nu 1 Flores amarellas 2 Flores azues ou brancas Cichoríum L. Papilho O 3 2 {Papilho formado de escamas muito finas, pelo menos no centro 4 Papilho reduzido a uma coroa curta membranosa Arnoseris Gaerln. Achenios da margem divarlcado-patentes e envolvidos pelas escamas do invólucro 3 , quando maduros Rhagadiolus Scop. (Achenios não divaricado-patentes Lapsana L. í Invólucro de escamas largas 1-seriadas Hecb/pnois (Tournf.) W. 4 ' (Invólucro de escamss muito estreitas oo-seriado Tolpis Biv. Ilis|)ítlclla Barnad. H. hispânica Lamk. Dict. Ill, p. 134. Terrenos arenosos, incultos. FI. de maio a agosto. Ul-lV. Ciclioriíiiii L. I Planta perennal verde C. Iníybus L. Planta annual de cor glauca C. glaucum HoíTgg. et Link. C. Intybus L. Sp. pi. p. 813; Brot. I, p. 333. 3. glabralum Gr. et Godr. — Capitulos geminados; escamas do invólucro giabras. y. Imcophaeum Gr. et Godr. — Capitulos ternados; escamas pel- ludas mais ou menos glandulosas. Campos seccos, cultivados, caminhos. Fl, de junho a setembro. I-II. C. glaucum Hoflgg. et Link. Fl. Port. II, p. 178, tab. 9o. Terrenos incultos, beira de caminhos. Fl. de julho a agosto. I. 316 Ijap.«>aiia L. L. communis L. Sp. pi. p. 811; Brot. I, p. 312. Terrenos cultivados, sebes, logares sombrios. Fl. de jiinbo a setem- bro. I-III. Tolfiis (Adans.) Biv. l Ligulas centraes purpúreas T. barbaía Gaertn. ( Ligulas todas amarellas T. umbellata Bert. T. barbata Gaertn. de fruct. sem. 11, p. 372; Brot. I, p. 321. Campos incultos, arenosos, searas, sebes. Fl. de abril a junho. I-III. — Leiluga. T. umbellata Bert. Mem. Soe. Emnl. Génova. Rluros, pastagens, terrenos arenosos, schistosos. Fl. de abril a junho. I-IV. ilriB»seri$i Gaertn. A. pusilia Gaertn. de fruct. sem. II, p. 365, tab. 157; Ilyoseris mí- nima L. Sp. pi. p. 809; Lapsana minima Brot. I, p. 313. Terrenos arenosos graniticos. Fl. de junho a julho. I-V. Rliag;aclioliis (Tournf.) Scop. Rh. stellatus DC. Prodr. VII, p. 77. a. leíocarpus DC. — Folhas inferiores oblongo-lanceoladas den- teadas. ^. edulis DC. Brot. I, p. 313. — Folhas inferiores compridas lyradas com o lóbulo terminal grande orbicular denteado. Terrenos cultivados, searas, sebes, muros. Fl. de abril a junho. I. Heflyiiiiois (Tournf.) W. (Pedúnculos fiucliferos muito grossos; papillio dos achenios centraes de palhetas curtas e de 5 ;iallietas sedosas centraes H. cretica W. [Pedúnculos fiuctiferos pouco engrossados, quasi cylindricos. H. polymorpha DC. II. cretica W. Sp. jil. p. IGIC; Ilyoseris cretica L. Sp. pi. p. 810; Brot. I, p. 322. Terras arenosas estéreis, cultivadas. Fl. de maio a agosto. I. 317 H. polymorplia DC. Prodr. Vil, p. 81. a. jjendula Wk. et Lange, Prodr. II, p. 207. — Folhas den- teadas ou inteiras. Terrenos cultivados e incultos, arenosos, calcareos, estéreis. Fl. de abril a julho. I. 3. Leontodontinae Ilnvoluero l-seriado ; aclienios com longo Ijico 1 invólucro de escamas imbricadas 2 ILIgulas amarellas Urospermmn Scop. 1 I Ligulas violaceo-roseas Geropogon L. I Receptáculo com palhetas lineares caducas; papilho 1- seriado plumoso. l Hypocheris L. ]Receptaeulo nú ou fibriloso; pedúnculos radicaes; folhas em roseta. Leontodon L. (Receptáculo nú ou fibriloso ; caule com folhas 3 (Papilho caduco formado de sedas ligadas na base em annel Picris L. 3 (Papilho de sedas não ligadas na base, plumosas, barbas erusadas. Scorzonera L. Hypocheris L. íBracteas do receptáculo muito aguçadas e mais compridas do que o papilho. Planta perenual de raiz grossa H. radicata L. iBracteas acuminadas e mais curtas que o papilho. Planta animal de raiz del- gada it. glabra L. H. radicata L. Sp. pi. p. 811. a. roslrata Moris. ; H. radicata Brot. I, p. 331. — Aclienios todos attenuados em ponta delgada mais compridos que o fructo. ^. heterocarpa Moris. — Achenios externos sem ponta. Prados, terrenos relvosos. Fl. de maio a dezembro. I-V. H. glabra L. Sp. pi. p. 811. a. genuína Godr. Fl. Fr. p. 293; II. hispida, lí. dimorpha Brot. I, p. 329; lí. adscendens Brot. Phyt. lusit. I, p. 55. 318 — Achenios externos sem ponta, os internos com ponta longa. [â. Loisekuriana Godr. — Achenios todos com ponta longa. y. erostris Coss. Germ. Flor. paris. p. 427. — Achenios sem ponta. Campos seccos, bordas de camifihos. Fl. de maio a agosto. 1. Urojilicruiiiiii Scop. U. picroides Desf. Cat. h. paris. ed. I, p. 90; Tragopogon picroides L. Sp. |)]. p. 790; fírot. I, p. 330. Terrenos relvosos, caminhos, mattos. Fl. de abril a maio. l-II. Ijeoiitocloii L. [Achenios de duas formas, os externos quasi sem rostro e com papilho escamoso em forma de coroa ou nulio, os internos com rostro longo. Sect. II. Thrincia (Roth.). ^ Achenios eguaes^ com ou sem rostro e com papilho plumoso 1 'Raiz tuberiforme; achenios com rostro longo; papilho plumoso. Sect. III. Millinoides Benth. 1 |Raiz não tuberiforme; achenios de rostro curto; papilho de pellos plumosos 1-2- seriados, sendo os externos denticulados, os internos plumosos. Sect. I. Apargia (Scop.). Sect. I. Apargia (Scop,) [Planta glabra ou com pellos simples L. pyrenaicum Gouan. I Planta scabro-hirsuta L. hispidum L. L. pyrenaicum Gouun. 111. p. 55, tab. 22, fig. 1 e 2. Pastagens, terrenos férteis. Fl. de junho a setembro. IV e V. L. hispidum L. Sp. pi. p. 799. a. vulgare Bisch. Beitr. p. 58. ^. glabratum Bisch. 1. c. Prados, pastagens, terrenos pedregosos. Fl. de julho a setembro. IV-V. 319 Sect. II. Thrincia (Rolli.) L. hirtum L. Sp. X, n." 6; Thrincia hirta Rolh. a. íypicum Fiori et Begn. — Uostro dos achenios centraes egual a Vi ^^ grandeza destes. Planta 2-annual ou perennal. ^. Rothii (Bali.); Thrincia hispida Roth. — Rostro egualando uma ou duas vezes a grandeza dos achenios centraes. Planta annual. Terrenos arenosos, relvosos, seccos. Fl. de maio a agosto. I-III. Sect. III. Millineides Benth. L. tuberosum L. Sp. pi. p. 799; Thrincia grumosa Brot. I, p. 325. Outeiros arenosos, pedregosos, relvosos. Fl. de fevereiro a maio. I-III. Picris L. Invólucro simples; escamas com uma ou mais series; achenios eguaes e atte- nuados Secl. I. Eiipicris DC. [invólucro duplo, o exterior de 3-3 escamas folheaceas, o interior de 8- 10 escamas lineares 1-seriadas; achenios com rostro mais comprido do que elles. Sect. II. Ilelminlliia Juss. Sect. I. Eupicris DC. i Escamas exteriores do invólucro patentes P- hierurioides L. (Escarnas exteriores quasi encostadas P. longifolia Bss. et Reut. P. hieracioides L. Sp. pi. p. 792; Brot. I, p. 327. Prados e terrenos cultivados. Fl. de julho a agosto. I-IV. P. longifolia Bss. et Reut. Pug. p. 69. Matlagaes das altas regiões. Fl. de julho a agosto. IIl-lV. 320 Secl. II. Helniinthia Juss. /Planta revestida de sedas simples e pellos mais curtos em gancho; escamas exte- l riores do invólucro ovado-cordiformes espinescentes ; aehenios com rostro fle- ] xi vel P. echioides L. /Planta aculoado-liispida; escamas exteriores lanceoladas planas echinoso-celhea- 1 das ; aclienios terminados em i ostro rijo P. spinosa Poir. P. echioides L. Sp. pi. p. 792; Ilelminlhia echioides Brot. I, p. 328. Terrenos ferieis, relvosos, sebes, logares húmidos. Fl. de maio a julho. I-II. P. spinosa Poir. Sup. 3, p. 408. Terrenos áridos, coMinas argillosas, beira de caminhos. Fl. de maio a gosto. I-II. Oci*0|iog»u L. G. glaber L. Sp. pi. II; G. hirsutus Brot. I, p. 331. Outeiros relvosos, pedregosos. Fl. de abril a maio. I. Seorzoncra L. [Folhas mais ou menos divididas; aehenios com pedicello ôcco sulcado mais longo que elles Sect. I. Podospennum DC. ^ Folhas inteiras; aehenios sem pedículo Sect. ÍI. Euscorzonera DC. Sect. I. Podospermum DC. Planta glabra; escamas do invólucro não aristadas ou levemente em gancho no ápice Sc. calcilrapifolia Vahl. (Planta quasi glabra; escamas exteriores recurvadas em gancho no vértice. Sc. laciniata L. Sc. laciniata L. Sp. pi. p. 791. Terrenos cultivados, caminhos. Fl. de maio a julho. I-III. Sc. calcitrapifolia Vahl. Symb. bot. II, p. 87. Terrenos argillosos, cultivados, caminhos, littoral. Fl. de abril a ju- lho. I-II. 321 Secl. II. Eoscorzonera DC. I Caule e folhas roliças fislulosas Sc. fistulosa Brol. Folhas planas com nervuras Sc. humilis L. Sc. fistulosa Brot. I, p. 329. Terrenos húmidos, relvosos. Fl. de julho a agosto. I. Sc. humihs L. Sp. pi. p. 790. ^. angustifolia Hoffgg. et Link. Fl. Porl. p. 124. — Folhas linear-lanceoladas. Prados e terrenos relvosos húmidos. Fl. de maio a junho. I. 4. Crepidinae I Achenios com rostro 1 ( Achenios sem rostro 3 [Rostro nascendo do centro d'unia coroa escamosa ou d'entre dentes. Chondrilla L. (Rostro nú na base 2 [Pedúnculos radicaes Taratvm Hall. 2 (Plantas caulescentes Lactuca L. Í Achenios comprimidos ou 5-angulares estriados longitudinalmente. . Sonchus L. Achenios attenuados no ápice e com 6-20 estrias longitudinaes Crepis L. Achenios attenuados na base e ironcados no vértice 4 (Receptáculo com alvéolos apenas fimbriados Hieracium L. 4 (Receptáculo com longas sedas. Planta cotonosa Andryala L. Auflryala L. (Planta bisannual ou perenne ; ligulas amarellas A. inlcgrifolia L. (Planta annual ; ligulas amarcllo-alaranjadas A. íenui folia DC. 21 XXVI 1 322 A. integrifolia L. Sp. pi. p. 808. a. CO ry mfcosa Wk. ; A. corymbosa Lamk.; Brot. l, p, 337. — Cíiule muito ramoso iia parte superior; folhas inferiores sinuosas, p. angusii folia DC. — Caule ramoso desde a base; folhas linear- lanceoladas. y. sinuala Wk. — Foliias inferiores e medias mais ou menos sinuoso-denteadas, ou sinuoso, ou roncinado-pinnatifidas. Terrenos arenosos, pedregosos, estéreis ou ferieis. Fl. de junho a agosto. I-III. A. tenuifolia DC. Prodr. VII, p. 245. Terrenos arenosos e rochas do liltoral, maltas, vinhas. FI. de abril a junho. I. Clioiidrilla L. Ch. juncea L. Sp. pi. p. 796; Brot. I, p. 314. Campos e terrenos incultos. Fl. de junho a setembro. I-II. Tara^iLiiiai L. T. officinale Web. in Wigg. Primit. fl. holsat. p. 56; Brot. I, p. 324. a. genuinum Koch. — Folhas de verde claro. [B. lividum Koch. — Folhas um pouco glaucas. y. alpinum Koch. — Planta pequena; folhas verdes. Prados e terrenos férteis, relvosos. Fl. de abril a outubro. I-IV. Soiichiis L. / 1 [Folhas caulinares com aurículas aciiminadas S. oleraceus L. ( Folhas caulinares amplexicaules i [Folhas mais on menos divididas, as caulinares com aurículas muito largíis ahra- çando o caule S. asper Vill. I Folhas caulinares pouco largas na haso ; capítulos poucos i>. maritimus L. S. oleraceus L. Sp. pi. p. 794; S. oleraceus, var. laevis Brot. I, p. 316. a. triangularis Wallr. Sched. crit. p. 832. — Lóbulo terminal de folha trian*íular ou arredondado e grande. p. lacerus Wallr. I. c. — Lóbulo terminal egual aos lalcrars. 323 Terras cultivadas, caminhos, muros. Fl. durante quasi todo o anno. I-IV. — Serralha, Serralha branca ou macia. S. maritimus L. Syst. X, p. 1192; Brot. I, p. 317. p. lalifoUus Bisch. Terrenos húmidos, juncaes. Fl. de julho a agosto. I. S. asper Vill. Dauph. III, p. 158. a. inermis Bisch. Beitr. p. 222. fi. pungens Bisch. 1. c. Terrenos cultivados. Fl. de junho a outubro. I. — Serralha preta, espinhosa ou áspera. S. glaucescens Jord. Obs. fr. V, p. 75, tab. 5. Terrenos pedregosos, muros. Fl. de maio a julho. I-III. LiaciíBca L. l Capilulo com muitas flores Sect. I. Scariola DC. f Capitulo com poucas (5) flores Scct. II. Phoenixopus Cass. Sect. I. Scariola DC. [Capitules quasi rentes em espiga; folhas quasi lineares; rostro do achenio mais comprido do que este L satigna L. Capitules pedicellados em pauicula; rostro um pouco menor que o achenio.. i Í Folhas espinhosas na margem e na nervura dorsal, roncinado-pennatifldas; ligu- las amarellas L. Scariola L. Folhas espinhosas na nervura dorsal; folhas inteiras ou sinuosas; escamas do capilulo e ligulas mais ou menos violáceas L. virosa L. L. saligna L. Sp. pi. p. 796; Brot. I, p. 316. Terrenos cultivados, maltagaes, sebes. Fl. de junho a outubro. I. L. Scariola L. Sp. pi. II; Brot. I, p. 315. Terreíios cultivados, mnttas, sebes. Fl. de junho a setembro. I-II. — Alface brava menor. L. virosa L. Sp. pi. p. 795; Brot. I, p. 315. Terras férteis, húmidas. Fl. de julho a outubro. I-III. — Alface brava maior. ■ 9 324 Sect. II, Pboenixopiis Cass. L. vimiiiea Lk. Eniim. li. Berol. 11, p. 281; Prenaiillies \iminea L. Sp. pi. p. 797; Choiidrilla viminea Lamk.; Brot. 1, p. 314. Terrenos estéreis pedregosos. Fl. de julho a outubro. I. Crcpis L. [Raiz fibroso-tuberculada ; capítulos solilarios na extremidade do caule; achenios quasi de 4 faces Sect. II. Aetheorrhiza Cass. |Raiz fibrosa: capítulos solitários ou em cymeira; achenios um pouco comprimi- dos 1 'Achenios todos ou pelo menos os do disco rostrados. Sect. I. Barkausia Moench. 1 < Achenios apenas attenuados no ápice Sect. III. Eucrepis DG. [Achenios nem attenuados nem rostrados Sect. IV. Catonia Moench. Sect. I. Barkausia Moench. C. taraxifolia Thuili. FI. paris. p. 409. p. laciniala Wk. — Folhas basilares sinuado-pinnalifidas, ron- cinadas ou pinnatipartidas. y. Haensekri Bss. — Folhas obtusas quasi sempre apenas den- teadas. Terras cultivadas, arenosas, caminhos. FI. de maio a julho. I-II. — Almeirão. Sect. M. Aetheorrhiza Cass. C. bulbosa (L.) Tsch. Flora XI, Eng. I, p. 78; Leontodon bidbosum L. Sp. pi. p. 798; Ilieracium tuberosum Brot. I, [>. 318. Areias do lilloral e terrenos leves. Fl. de fevereiro a julho. 1. — Chundrilla de Diuscorides. Sect. III. Eucrepis DC. C. virens L. Sp. pi. II; C. lectorum Brot. I, p. 320. 328 ». dentala Bisch. — Folhas basilares oblongo-lnnceoladas, den- teadas. ^. runcinaln Biscli. — Folhas basilares roncinado-pinnalifidas 011 laririiado-pinnaliíidas. y. pectinala Bisch. — Folhas caulinares pectinato-pinnatipar- tidas. S. agresíis Bisch. — Folhiis como em 3- mas capilulos maiores e caule sempre erecto e robusto. Prados, terras relvosas. Fl. de abril a outubro. 1 IV. Saci. IV. Catonia Moench. C. lamp«anoides Frõl in DC. Prodr. VII, p. 169; llieracium lampsa- noides Lamark. Dicl.; Brot. I. p. .319. Prados e matlas húmidas. Fl. de maio a a{^osto. IV-V. Iflieraeiíiiii L. |Pi;uilas cstolhosas com folhas viv.is n.i h;iso na cpoca da floração ; aclioiiios pe- quenos (2 Va) m"i- quando maduros Suhgt-n. i. Pilosella. [iManlas rhizomalosa.% mas não ostolhos.is; achciiios grandes (.3-'i. V^) mm. Suligen. II. Archieracium. Sultgen. I. r*ilosella Rosula de folhas central estéril; estolhos férteis, 1-4 hastes simples ou forqiu"lha- d;is ; folhas concolores § Castellaninae. Rosula central feriil; folhas discolores; haste nua com un^a única flor. § Pilosellinae, S Castellaninae H. caslellanum Bss. et Reut. Diagn. n." 37; H. sloloniferum lloffgg. et Link. a. pilosum Schul. — Escamas do invólucro com longos pellos brancos nào glandulosos e outros pequenos glandulosos. p. glandulosmn Schul. — Escamas com pellos curtos glandu- losos. Pastagens arenosas. Fl. de julho a outubro. III-V. 326 § Pilosellinae H. Pilosella L. Sp. pi. p. 800; Brot. I, p. 318. Terrenos arenosos, relvosos, fendas de rochas. Fl. de junho a setem- bro. III-V. Subgen. II. Arcliieraciu.m Í Folhas basilares vivas (pliyllopodio) na época da floração A. Aurélia Fr. Folhas basilares mortas na época da floração B. Accipitrina Fr. A. Aurélia Fr. I Plantas escapigeras * Triviaha. Plantas de caule com folhas ** Vulgata. * Trivialia IEslylele amarello; folhas ellipticas de peciolo curto H. cinerascens Jourd Estylete castanho ou aloirado; folhas cordiformes de longo peciolo. H. murorwn L. ** Vulgata Folhas lanceolodas, sinuosas ou inciso-denteadas, as inferiores e basilares atte nuadas em curto peciolo H. vulgatum Fr. B. Accipitrina Fr. [Planta verde vivo; folhas coreaceas ovadas ou ovado-lanceoladas, serrilhadas, as inferiores attenuadas em peciolo, as superiores semi-ainplexicaules H. sabaudum L. I, Planta de verde-pallido; folhas molles oblongo-lanceoladas, denteadas. H. boreale Fr. * Trivialia II. cinerascens Jord. Cat. Grenob. 1849, p. 17; II. murorum líoffgg. et Link. Fl. Port. II, p. 140. 327 Terrenos relvosos, maltas das regiões altas. Fl. de maio a setembro. IV-V. H. murorum L. Sp. pi. p. 802. Terrenos arenosos, relvosos. Fl. de junho a setembro. IV-V. ** Vulgata H. vulgatum Fr. Symb. p. 115; H. intybaceum Brot. I, p. 320. Florestas. Fl. de junho a julho. Ill-V. B. Accipitrina Fr. H. sabaudum L. Sp. pi. p. 804; Brot. 1, p. 318. Terrenos soltos, lloreslas e maltagaes. Fl. de agosto a setembro. I-II. H. boreale Fr. Symb. p. 190; II. silvaliciim Brot. l, p, 318. Em terras húmidas, nas maltas de carvalhos. Fl. de agosto a setem- bro. I-IV. Júlio Henriques. 328 OBSERVAÇÕES PHAENOLOGICAS FEITAS NO JARDIM BOTÂNICO DE COIMBRA NO ANNO DE 1910 rou A. F. Moller Allit. 89"'; Latil. N. 40»12'; Longit. W. Gren. 8"23' Acer platanoides A. pseiido-platatms Aesculus Hippocastaneum Ailantlms glandulosa AInus glulinosa Aniygdalus commiinis A. pérsica Anacamptis pyramidalis Armeniaca viilgaris Atropa Belladona Berberis vulgaris Belula pubescens Buxus sempervirens Calluna vulgaris Campânula primulaefolia Cereis siliquastrum Chelidoniuin niajus Chrysanthenium leucanthenuim Cornus mas C. sanguinea CoryJus avellana Crataegus monogyna Cydonia japonica C vulgaris Cytisus Laburnum Drosophyllum iusitanicnm Eriça lusitanica Fagus silvatica Fragaria vesca Fraxinus anguslifolia Gleditschia triacanthus Gynerium argenteum Jugians regia Lagestrofimia indica Laurus nobilis Liguslrum vulgare 15.IV Pi.IV 12.11 29.IV 20.III iO.IV l.IV lo.III l.III 2i.IV 3.11 7. IV Primeiras fo- lhas amarcllas lO.X 30.x lo.X 7X1 2.XI 5.XI 2X1 28.X 23.X Í8.XI 28.x 16.x 24.III 23.XII 2.11 4.111 13.IV 20 III 18.V lo.V 24X11 20X11 15.VI 17. III 23.11 2.VI 5.111 lO.V 25.III 5.11 29.11 li. IV 20 IV 20.XI 19.11 30.1 25.VIII 14.1V 25.VII 12.111 12.IV Primeiros fru- clos maduros 10. IX 22.VII 20.VIII lO.IX 24.VIII 6.x 8.IX 28.IV 15.IX 18.IX l.X 15.1X 329 Primeiras folhas Lilium candidum Liriodendron tulipifera Lonicera etru.sca L. tatarica Morus alba Narcissus Bulbocodium . . . N. obesus N. poeticus N. pseudo-uarcissus N. Tazzetta Olea europaea Ophrys liitea Philadelphus coronária. . . . Platanus oriental is Populus alba P. canescens , P. nigra Prunus avium P. domestica P. Pissardi P. spiliosa Pyrus cornmunis P. nialus Quercus pednnculata Ranunculus Ficaria Robinia pseudaca