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BOLE 11 M
DA
SOCIEDADE BROTERIANA
PUBLICAÇÃO ANNUAL
Director — Dr. Júlio Augusto Henriques
PIIOFESSOK DE BOTÂNICA
VolviiTie X^iCVI
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Propriedade e edição da Sociedade Buoteuiana.
Redacção e administi-açào — Jardim Botânico — Coimhha.
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COIMBRA
IMPRENSA DA UNIVERSIDADK
1911
BOLETIM
DA
SOCIEDADE BROTERIANA
BOLETIM
DA
SOCIEDADE BROTERIANi
PUBLICAÇÃO ANNUAL
Director — Dr. Júlio Augusto Henriques
PROFESSOR DE BOTÂNICA
VoluiTie XXVI
Propriedade e edição da Sociedade Broteriana.
Redacção e administração — Jardim Botânico — Coimbra.
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COIMBRA
IMPRENSA DA UNIVERSIDADH
1911
/^. ^/
R. 6555
A NIEMORIA
DE
SIR JOSEPH DALTON HOOKER
ké//^^^^^^.
SIR JOSEPH DALTON HOOKER
csi
A 10 de dezembro terminou a longa e gloriosi vida d'este grande
botânico, o maior de certo entre os mais dislinctos do século passado.
Tinha completado 94 annos a 30 de junho, conservando até esta consi-
derável idade toda a intelligencia e actividade, trabalhando até quasi aos
últimos momentos.
Filho d'um grande botânico, Sir W. Jackson Ilooker, na sciencia amável
foi educado e, lendo obtido o grau de doutor em medicina em Glasgow,
em 1839, aos 22 annos de idade, teve occasiào de entrar em servi^-os,
que bem mostraram a sua aptidão. Tratava-se então d'uma expedição de
estudo ás terras antarticas. Hooker foi nomeado medico e naturalista d'essa
expedição. Por esse tempo estava Ch. Darwin de volta de expedição aná-
loga, que durou cinco annos. Foi isso para Hooker de grande utilidade,
porque d'este grande naturalista educado com a pratica obtida durante a
longa viagem, pôde dar a Hooker instrucçòes e conselhos. Desde então se
estabeleceu intima amisade entre os dois novos naturalistas, amisade que
só terminou com a morte.
Hooker embarcou no Erebus, um dos dois vasos destinados á expedição.
No outro vaso, Terror, embarcou outro naturalista que com seus trabalhos
tanto iilustrou a sciencia o dr. D. Lyell.
Foi esta primeira viagem de grandes resultados e que mostrou bem o
grande valor de Hooker. Durante ella recolheu material para dar a co-
nhecer a flora de regiões até então não exploradas. Mais tarde percorreu
regiões nas quaes ainda nenhum europeu tinha entrado nas gratulfs mon-
tanhas do Hymalaia. Já de idade avançada ainda \isitou a Syria para fazer
estudos sobre o Cedro do Libano. Nas viagens que fez não colligiu só
plantas, fez observações de varias ordens, meteorológicas, geológicas, ele,
isto é, fez estudos completos das regiões percorridas.
Em Inglaterra fez serviços nos jardins reaes de Kew, sendo director
seu pae, e a este succedeu em 1865. A direcção d'este jardim foi noiavel.
IV
graças ao espirito organisador e vastissimos conhecimentos botânicos de
Sir J. Kooker. Durante a sua admiciistraçào teve graves difficuldades, que
todas venceu em proveito do grande estabelecimento botânico que dirigia.
Enumerar todos os serviços prestados á sciencia por Sir Hooker seria
trabalho longo, pois 6 enorme o numero de publicações sobre assumptos
botânicos por eile publicados. Foi sob sua indicação a direcção que co-
meçou a publicação de tioras notáveis, taes como a Hora da Austrália, da
Africa tropical e da índia, na qual tomou parte activissima.
A botânica descriptiva e systemalica foi sua obra importante. Attesta-o
entre outras obras a que tem por titulo Genera plantarum, feita com col-
laboraçâo com o botânico notável Bentham. Os conhecimentos anatómicos
eram-lhe familiares e bastaria a memoria sobre a Welicitschia mirabilis
para d'isso convencer.
Nas grandes viagens feí estudos importantes sobre a geographia das
plantas, procurando interpetrar as diíFerenças de vegetação nas diversas
regiões como efíeito das condições climatéricas, prevendo a theoria da
transformação das espécies, que com Darwin desenvolveu c da qual foi
constanlt; defensor. Ainda em 1908, por occasião da solemne celebração
do afuiiversario do nascimento de Darwin, coincidindo com o quinqua-
gesimo anno da publicação da theoria, Hooker, já então de 91 annos de
idade, feí um interessantissimo discurso sobre trabalhos do seu amigo e
companheiro.
As maiores honras foram concedidas a Hooker. Varias medalhas lhe
foram conferidas, entre as quaes uma de ouro oíferecida pela Sociedade
de sciencias da Suécia por occasião das festas do bicentenário do nasci-
mento de Linneu. Foi presidente da Sociedade real de Londres^ e do
governo inglês recebeu também titulos dos mais honorificos.
Tudo mereceu quem durante tão longa vida tanto trabalhou.
Apesar de insignificante o nosso preito de respeito pela sua memoria,
nSo queremos deixar de o prestar.
J. A. Henriques*
MATERIAES PARA O ESTUDO DO PLANCTON
NA COSTA PORTUGUESA
POE
IvUÍs Wittnich Carrisso
o presente fascículo é o primeiro de uma série, que tencionamos
publicar sobre o Plancton da costa portuguesa. Kcfere-se às Dino- e
Cystoflagelliae, que sam um dos seus elementos mais importantes e
característicos, e abre por uma Introdução, onde procuramos resumir
algumas ideias geraes sôlDre Planctologia, e fazemos a descrição dos nossos
trabalhos, indicando os métodos e processos que seguimos, e alguns resul-
tados de maior interesse.
No segundo fascículo, que esperamos publicar brevemente, ocupar-nos
hemos das Diatomaceae e das Tintinnae. Seguir-se ham outros, que
dirám respeito aos Foraminífera, Radiolária e Crustácea, para os
quaes já temos algum material acumulado.
Como o indica o título, com o qual o apresentamos, este trabalho não
tem a pretensão de ser completo; representa apenas uma tenlativa em
determidada ordem de estudos, infelizmente pouco conhecidos entre nós (1).
A descrição do Plancton das aguas que banham a costa de Portugal é
uma obra de largo fôlego, que não pode ser elaborada dum jaclo; ha-de
resultar necessariamente da compilação de uma série de monografias, que,
apesar de incompletas, não deixaram de ter utilidade. É esla a nossa
orientação: pretendemos por ora apenas reunir materiaes, que de futuro
possam servir de base a uma obra de conjunto, mais completa.
(1) Que eu saiba, na bibliografia científica porlugin-sa apenas existe sobre o
Plancton um artigo do sr. A. Nobre, publicado nos Annaes de Sciéncias Nuluraes,
tom. IV, pag. 12.
Nas publicações do falecido rei D. Cahlos também se encontram ligeiras refe-
rências ao Plancton da costa portuguesa.
6
Mas além de taes deficiências, mais ou menos inevitáveis, lia ainda
neste trabalho muitas outras, fáceis de reconhecer. Sam elas o resultado
de muitas dificuldades que encontrámos, e que nem sempre podemos levar
de vencida.
A Ciência não é fácil, mormente quando, abandonado o campo limitado
dos livros, entramos decididamente no caminho da investigação directa da
nature/a, na aspiração de novas coisas. Então, as dificuldades sam enor-
mes, e, muitas vezes, insignificantes os resultados obtidos, comparados
com o esforço dispendido em os alcançar. Esta verdade é, sem dúvida, re-
conhecida pelos que consomem dias de vida nos laboratórios, e também
por aqueles que se cansam por montes e vales na investigação científica
da natureza.
Mas além destas dificuldades de ordem geral, outras se me depararam,
não menos importantes e embaraçosas. Hefiro-me à falta de material pró-
prio e adequado, indispensável para os trabalhos sobre o Plancton, e cuja
aquisição está em muitos casos fora dos limites a que se tem de cingir o
esforço particular. A classificação dos organismos só pode fazer-se com o
auxílio de livros, que nem sempre se obtèem com facilidade, sobre tudo
quando se trata de uma bibliografia tam fragmentada, como a do Plancton,
e, pelo que respeita a pescas e operações correlativas, taes como lavagens,
fixagens, etc, impòe-se a montagem de um laboratório o mais perto pos-
sivel do lugar das pesquisas.
Conseguimos, porém, remover algumas dessas dificuldades, a que alu-
dimos apenas como explicação das numerosas faltas que porventura se
notem no nosso trabalho.
Resta-me ainda registar a expressão do meu vivo reconhecimento a
todos os que me auxiliaram na mirdia árdua tarefa. Devo referir-me em
primeiro lugar ao sábio professor de Botânica da Universidade, sr. Doutor
JuLio Augusto IIem«íquez, que tantas e tam seguras provas me tem dado
da sua amizade, e a cujo vasto saber e esclarecido conselho tantas vezes
recorri. Este meu reconhecimento abrange também o sr. Doutor Gon-
çÁLVEZ GuiMAKÀES, a cuja incontestada competência e nunca desmentida
dedicação devo a fineza de uma apurada revisão de provas, elucidando-me
àcêrca da adaptação ao português de alguns termos científicos. Aqui
deixo também consignado o meu agradecimento ao sr. Doutor Bernardo
AiitEZ, pela amabilidade, com que muito me penhorou, de por à minha
disposição, durante algum temj)0, o material do Gabinete de Zoologia da
Universidade.
Luís Willnich Carrisso.
ITV T Ror>u
é por isso o primeiro a que nos vamos referir aqui.
Ao passo que um grande número de animaes terrestres sam de tem-
peratura constante, a Fauna marinha é constituída na sua maioria por
organismos de temperatura variável, dependentes, por conseguinte, das
mais pequenas variações térmicas do meio exterior. A sua temperatura,
segundo as determinações de Richkt, ê mais alta cerca de um grou do
que a da agua que os envolve, cujas variações térmicas eles reflectem
fielmente.
Semelhantemente ao que se dá com outros factores, não é propria-
mente o valor absoluto da temperatura do meio que tem importância
ecológica considerável, mas sim a amplitude e a rapidez das variações.
De um modo geral, nos pontos do meio marinho em que as variações de
temperatura sam rápidas e de grande amplitude, a Flora e a Fauna nào
apresentam nunca a riqueza e variedade de formas que caracterizam as
regiões termicamente tranquilas. E este o motivo que Walther invoca
para explicar o brilhante desenvolvimento da Flora e da Fauna dos mares
polares, o qual contrasta com a pobreza relativa dos mares das regiões
mais aquecidas.
Mas nem todos os organismos manifestam a mesma sensibilidade pelas
variações térmicas. Morius designa pelo nome de eslenotêrmicos os
que exigem uma temperatura constante, e por euritérmicos os que
sofrem sem incómodo maior variações, ainda que bastante dilatadas e
rápidas, da temperatura do meio que os cerca.
(1) A propósito do estudo físico do mar, não queremos deixar de citar a obra ma-
gistral do oceanógrafo alemão Kriímmel, Handbuch der Ozeanographie. StiUlgart, 1907.
No que diz respeito à acção das condições físicas sôíjre os seres marmlios, deve-
mos também registar aqui o livro de J. Walther, Bionomie des Meercs. Jeiía, 18j;j.
Também é digno de nota o cap. II da obra citada de Steuek.
16
A maior parle dos organismos marinhos sam estenotérmicos, o que se
explica pela fidelidade com que neles se reflectem as variações da tem-
peratura exterior; e é deste facto que resulta a importância, a que já
aludimos, das condições de temperatura do meio marinho como factor
ecológico.
Ha, porém, organismos marinhos nitidamente euritérmicos, e esses en-
contram-se, como é natural, em pontos em que o regime térmico acusa
variações largas e rápidas. As algas do Benthos sam um exemplo típico:
a sua ditribuíçào depende muito mais da luz, do que da temperatura
(Walther); e o mesmo se pode afirmar de muitos outros organismos
litoraes, que como elas sofrem as variações de temperatura que caracte-
rizam as aguas costeiras.
Mas estes casos não sam a regra, e em geral os organismos marinhos
sam mais ou menos estreitamente estenotérmicos. Já dissemos que, se-
gundo Walther, é à constância do regime térmico das aguas polares
que se deve ir buscar a causa explicativa da riqueza da Flora e da Fauna
marinhas dessas regiões; riqueza que é mais surprehendente, quando se
compara com a nudez solitária e gelada das terras emersas das mesmas
latitudes. É a semelhança de regime térmico que nos faz comprehender
o aparecimento, nos abismos oceânicos das regiões temperadas e quentes,
de formas que vivem ã superfície das aguas frias dos Pólos, precisamente
como, no Geóbios, alguns organismos das terras polares se encontram nas
altitudes alpinas.
Julgou-se a princípio que o facto dos animaes pescados nas grandes
profundidades do Atlântico chegarem já quase mortos á superfície, seria
devido à rápida descompressão, que atinge por vezes dezenas de atmo-
sferas. Mas as investigações do Pkíncipe Alberto de Mónaco vieram
mostrar que este facto se deve atribuir sobre tudo à mudança de tempera-
tura, e que a descompressão tem uma acção secundária. Este illustre
oceanógrafo observou que, contrariamente ao que sucedia no Atlântico,
os organismos pescados no Mediterrâneo a profundidades que chegaram
a 1650 metros, eram recolhidos a bordo cheios de vida, sem desarranjos
fisiológicos de importância. Ora, se em ambos os casos a descompressão
é evidentemente a mesma, outro tanto se não dá com a temperatura:
ao passo que as aguas do fundo do Atlântico estám a cerca de 0°,
no Medilterráneo, abaixo de 1000 metros, reina constante e invariavel-
mente uma temperatura de 13°, e assim a diferença em relação à super-
fície, que no primeiro caso atinge 20** (admitindo 20° para temperatura
superficial) reduz-se no segundo a 7°. Comprehende-se que esta dife-
rença seja muito importante, tratando-se de organismos altamente esteno-
térmicos, como sam os que habitam aquelas profundidades, onde a tem-
peratura se mantém perfeitamente constante.
17
Além da sua importância como factor ecológico, que deriva da sua
acção directa sobre os seres vivos, o repiíne térmico do mar merece ainda
atenção pelo facto de ter debaixo da sua dependência, de uma maneira
mais ou menos íntima, a maior parte dos outros factores, taes como cor-
rentes, salinidade, percentagem de gases dissolvidos, etc. Por este duplo
motivo, a temperatura deve reputar-se a condição física do meio marinho
que tem uma acção mais decisiva na vida e na distribuição dos Planctontes.
Luz.
A agua do mar é um meio transparente que permite a penetração da
luz solar a profundidades que variam não só em relação ao comprimento
de onda dos diferentes raios, mas também em função de circunstâncias
diversas, taes como a presença de partículas mineraes, organismos, etc.
Parte da luz que incide sobre a superfície é reflectida, mas outra parte
refracta-se, e penetra na espessura do meio. Investigações de diferentes
autores, em particular de Fol e Sarasin, vieram mostrar que esta pe-
netração termina praticamente a uma profundidade não superior a 400
metros.
Este facto é devido a uma certa absorção dos raios luminosos, absorção
que é sobre tudo sensivel para os raios de grande comprimento de onda.
Ao atravessar a agua, a luz solar vae-se modificando, extinguindo-se su-
cessivamente os diferentes raios, do vermelho ao violete, até à completa
obscuridade.
A intensidade desta absorção depende da transparência da agua, e assim
o limite entre a região diáfana e a região afótica varia dentro de
certos limites. Pode, porém, tomar-se como valor máximo bastante apro-
ximado, a profundidade de 400 metros, a que já aludimos.
A determinação do grau de transparência toma assim um certo inte-
resse, pois permite avaliar a maior ou menor penetração da luz.
Em geral, a transparência é maior no mar largo do que ao pé da costa,
o que é devido, como facilmente se comprehende, à presença, junto da
terra firme, e particularmente na embocadura dos rios, de grande número
de partículas mineraes ou orgânicas em suspensão. A quantidade de Planc-
ton, segundo as observações de Schott, também tem, a este respeito,
uma iníiuência notável; e o mesmo se pode afirmar, mas em grau muito
menor, da salinidade e da temperatura das aguas.
Como factor ecológico do meio marinho, a luz tem uma importância
considerável.
O concurso das radiações solares, e, particularmente das radiações ver-
melhas e amarelas, é indispensável 5 assimilação clorofilina, e deste facto
3 XXVI
1«
resulta a íntima dependência que liga a distribuição das plantas marinhas
às condições de iluminação.
Do que acima dissemos, conclue-se que a vida vegetal, no mar, deve
ser sobre tudo intensa junto da superfície, diminuindo com a profundidade,
até à sua completa extinção junto dos limites da região afótica. E na ver-
dade, estas conclusões sam confirmadas pelos resultados da observação,
mormente no que se refere à Flora benthónica.
Mas a distribuição vertical do Fitoplâncton nem sempre concorda com
este esquema; a zona de maior exhuberáncia da Flora planctónica nem
sempre se encontra junto da superfície, mas a uma certa profundidade,
aliás bastante variável. Os motivos desta aparente anomalia sam principal-
mente a acção de outros factores ecológicos, em particular da temperatura
e da salinidade, e o facto de os óptimos de iluminação a que cor-
responde o máximo desenvolvimento de cada Fitoplanctonte nem sempre
coincidirem com o máximo de iluminação dos estratos superficiaes.
Assim no Báltico o maior desenvolvimento do Plancton corresponde
às zonas profundas, o que facilmente se explica pela fraca salinidade das
aguas superficiaes (I).
É o excesso de iluminação e o superaquecimento que dam origem, nos
mares das regiões quentes e temperadas, ao mergulhamento diurno do
Plancton, que de noite se encontra à superfície (2).
As investigações de Lohmann mostram que no Mediterrâneo o má-
ximo de frequência dos diferentes Fitoplanctontes se encontra entre 20 e
80 metros de profundidade, e não à superfície; e o mesmo se deduz das
observações de SciiuOder (3).
Mas cm muitos outros casos nota-se realmente um empobrecimento
gradual do Fitoplâncton com a profundidade.
CiiuN (4) divide as aguas do mar em três grandes estratos, em relação
ao desenvolvimento da uda vegetal. O estrato superior, ou região eufó-
tica, eslende-se desde a superfície até à profundidade de 80 metros e é
caracterizado pelo exhuberante desenvolvimento do Fitoplâncton; a assimi-
lação clorofilina exerce-se activamente, debaixo da acção de uma farta luz
solar. O segundo estrato, ou região disfótica, segue-se ao precedente,
e atinge uma profundidade de cerca de 350 metros. Nesta região encon-
tra-se uma Hora especial, a que Schimper deu o sugestivo nome de Flora
da sombra (Schallenjlora) , constituída prmcij)almente por organismos
(t) Steuer, loc. cit., pag. 3o6.
(2) Waltiieh, loc. cit., pag. 51.
(3) Stecer, loc. cit., pag. 35-").
(4) Citado em Steuer, pag. 83.
i9
estenotérmicos, cujo desenvolvimento é particularmente favorecido por uma
iluminação muito fraca e por um regime térmico constante. Finalmente,
a parte restante do meio marinho coiistitue a região afótica, região de
completa obscuridade, totalmente desprovida de Plancton vegetal.
Os trabalhos do próprio Cuim, de Karsten, de Gran e de outros au-
tores levam a crer que a divisão nas três regiões que acabamos de indicar
se aplica sobre tudo aos mares das regiões quentes e temperadas. Nas re-
giões frias, a estratificação da vida vegetal parece sujeitar-se a outro
esquema, e particularmente, a «Flora da sombra» de Schimper não se
pode evidenciar nitidamente.
Mas o papel que a luz desempenha como factor ecológico do meio ma-
rinho não se reduz só ao que deriva do seu imprescindivel concurso na
assimilação do carbono.
Como excitante fisiológico, a luz tem ainda debaixo da sua dependência
directa o interessante grupo de fenómenos que hoje se classificam com o
nome de fototropismo e fototactismo. Observam-se muitos fenómenos
de tactismo luminoso no Planclon, e é a eles que se devem atribuir os
deslocamentos verticaes dos Planctontes, pelo menos em grande parte.
Nesta ordem de factos, o fenómeno mais curioso é o que consiste na mi-
gração para nma zona mais ou menos profunda, durante o dia, de Planc-
tontes (Medusas, Plerôpodes, Ihlerópodes, Crusláceos) que voltam junto
da superficie durante as horas da noite (Plancton nictipelágico).
É ainda debaixo da dependência da luz que se devem colocar nume-
rosos casos de mimetismo dos organismos marinhos, como a transparência
de grande número de Planctontes, que constituo um dos seus caracteres
ecológicos mais interessantes. A completa escuridão das grandes profun-
didades dá lambem lugar a importantes fenómenos adaptativos nos orga-
nismos abissaes, taes como a atrofia dos órgãos visuaes, ou a sua hipertrofia
concorrentemente com o aparecimento de aparelhos fosforecentes.
Saliniclad-© .
Debaixo do ponto de vista biológico, as aguas do mar distinguem-se
das aguas doces principalmente pelo facto de conterem em dissolução uma
dose bastante elevaJa de saes. É à presença desses saes que se deve atri-
buir a separação, mais ou menos completa, da Flora e Fauna marinhas
da Flora e Fauna de agua doce.
As experiências de Plateau, Ricuet e P. Bert vieram mostrar que
nas acções que a salinidade total exerce sobre os organismos não ê igual
o papel que cabe aos diferentes componentes. Assim os sulfatos (SOjMg,
S04Ca, SO4K2) revelam-se biologicamente indiferentes: a sua presença
âo
não tem acção sobre os organismos de agua doce, e as variações da soa
percentagem na agua salgada é suportada pelos organismos marinhos sem
incómodo de maior. Com os cloretos (ClNa, GlaMg) observa-se precisamente
o contrário; tanto a sua presença, na agua doce, como as variações da sua
percentagem na agua salgada, sam altamente tóxicas para os seres vivos,
e determinam rapidamente a morte. Os trabalhos de Fredekicq confir-
mam e explicam <^stes resultados, mostrando que os cloretos, e particular-
mente o cloreto de sódio, impregnam e abandonam com grande facilidade
os tecidos vivos, estabelecendo-se rapidamente um equilíbrio entre as pro-
porções destes saes no interior dos organismos e no meio ambiente.
É ao cloreto de sódio que se deve atribuir o principal papel que a
salinidade exerce sobre os Planctontes. Como. porém, as proporções re-
lativas dos diferentes saes em relação à salinidade total sam praticamente
constantes, é aos números que a representam que se recorre, quando se
estuda a iníluéncia da natureza química da agua do mar sobre as formas
vivas que nele habitam.
Convém ainda noiar que, semelhantemente ao que acontece com os
outros factores ecológicos, que estamos estudando, as variações lenias e
progressivas da salinidade sam mais facilmente suportadas pelos organis-
mos, que a elas pouco a pouco se vam adaptando, do que as variações
rápidas e repentinas, cuja acção é geralmente mortífera. Mas, debaixo
dôsle ponto de vista, os seres marinhos apresentam uma sensibilidade
muito variável: ha-os que resistem a grandes mudanças na natureza quí-
mica do meio, ao p.isso que outros sucumbem a variações relativamente
insignificantes. Môbhs agrupa-os em três classes:
Organismos cstenohalinos — que só podem viver em aguas com
salinidade normal (3 a 4%);
Organismos eurihalinos — que sofrem facilmente variações con-
sideráveis da salinidade;
Organismos salobros — organismos adaptados a aguas de fraca
silinidade, que tam facilmente sucumbem ao seu aumento como
à sua deminuição.
Todas estas três classes tèem numerosos representantes no IMancton.
Oases dissolvidos.
Os gases dissolvidos na agua do mar. Oxigénio, Nitrogénio e Anhidrido
carbónico, tèem uma importância biológica considerável.
O Oxigénio desempenha no meio marinho o mesmo papel que na terra
21
ftmersa: ;i sijíi prfjsonça (t iriílispcrisfjvel ponj que lenham Inflar os fenó-
merios vilães. A sua origem <'; em parte atmosférica, e em parlíí da função
assirniladora das Plantas marirdias.
Km geral, a percentagem de oxig('ínio tem o sen m.'iximo junto da su-
perfíci(!, e deminue gradualmente com a profuiiílidade, sem rontudo se
anular nunca, n(!rn nas grandes fossas oc(;.'inicas. Kste facto cxplica-se
pela circulaçHo constante das aguas, que só chegam a profundidade depois
de se terem carregado de oxigénio à superfície. Nalguns mares interiores,
porém, como o Mar \egro (1) e o Mar (^áspio, esla circulação nSo tem
lugar, ou ílIo (t siiíicientemente activa, e as aguas ahissaes, desprovidas de
oxigénio, sarn completam(;nte a/oicas.
í) Anhidrido carbónico dissolvido nas aguas do mar, provém da
atmosfera, da rriSpiraçHo dos organismos marinhos, e da oxidaçHo das
matérias orgânicas. NTio existe no estado livre, mas unido aos carbonatos,
formando bicarbonatos.
Semelhantemente ao que jíi dissemos a respeilo do oxigérno, o gas
carbónico, no meio marinho como na atmosfera, representa o manancial
aonde as Plantas varn buscar o carbono necess/irio à sua síntese vital.
As variações na percentagem destes gases lêem uma influência muito
secundaria sobre a distribuição das formas vivas.
A observação e a experiência sam concordantes em patentear a fraca
inlluéncia, sobre os organismos mariníios, das variaçóes de pressHo.
.lá nos referimos alr/is às observaçóes do I*hí.\(Jipk dv. Mónaco, ten-
dentes a d(!monstrar que a descompressão, que os organismos ahissaes
sofrem ao serem arrastados para a superfície, tem consequências fisioló-
gicas pouco im[)ortafites, e que é a variação da temperatura que se dev(;
reputar a priricijjal causa da sua morte.
CiiLN, a propósito de pescas ahissaes de 4000 e 'íOOO metros, nota
que, apesar dos organismos sofrerem uma descompressão de .'iOO atmo-
sf(!ras, a sua estrutura se conservou perfeitamente ('!).
IVocurou-se a coníirmaçrio destes factos por via experimental, e os
resultados obtidos foram perfeitamente concordantes. Mulusct^s subme-
tidos a uma pressão crescente entraram em letargo a 000 almosferas.
(1) Na» aguas profunrJas do Mar Ncf/ro nota-se a exislcncia dfi gas sulflndrico,
o qu »
12 de maio de 1910....
21 de maio de 1910....
18 de junho de 1910 ...
24 de junho de 1910...
2 de julho de 1910....
n »
6 de julho de 1910....
8dejnlhode 1910....
i5 do julho de 1910....
24 de julho de 1910....
1 de agosto de 1910. . .
15 de agosio de 1910. . .
29 de agosio de 1910...
1 de setembro de 1910
18 de janeiro de 1911 . ■
7 de fevereiro de 1911,
14 de fevereiro de 1911
Hora
2'' da tarde
2" 1/2
2
l^Vz
2h
1"
l^Va
1"
12''
2h
2" 1/2
12" da manhã
1" da tarde
Local
Enseada de Buarcos
6"
1" '/2
4"
l"'/2
»
»
»
»
Rio Mondego
Enseada de Buarcos
» »
Rio Mondego
»
»
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Enseada de Buarcos
Rio Mondego
»
Enseada de Buarcos
1) »
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Observações
Quantitativa
XXVÍ
.'iO
Pescas quantitativas
Procurámos realizar algumas determinações quantitativas, e, com quanto
os resultados que obtivemos sejam muito deficientes e incompletos, não
queremos deixar de os consignar aqui.
Servímo-nos da rede de pesca que descrevemos nas páginas preceden-
tes, e que construímos já na ideia de a aplicar a trabalhos quantitativos.
Conscientes das grandes dificuldades inerentes òs pescas deste género, a
que atrás tivemos ocasião de nos referir, abandonámos logo de princípio
a ideia de efeituar determinações absolutas, e preocupámo-tios apenas em
dispor as cousas para obter valores relativos da íreqiiéncia dos diferentes
Planctontes, mas por forma que os resultados dos lanços fossem compará-
veis entre si.
Desta forma, adiámos desnecessário tapar a rede com um obturador,
e não tentámos sequer medir o seu coeficiente de resistência à filtração,
que, atendendo ao seu grande ângulo de abertura, havia necessariamente
de ser muito elevado.
Realizámos quatro determinações desta natureza, e abandonámos logo
completamente esta ordem de trabalhos, por motivos de natureza diversa,
particularmente pela falta não só do material próprio, mas também do
conhecimento suficiente da Flora e da Fauna que pretendiamos sujeitar
à análise quantitativa.
Estas pescas foram feitas, como as simplez colheitas do Plancton, na
enseada de Buarcos, a pequena distância da terra, e à superfície. Cada
lanço durava 15 minutos, e, emquarito a pesca se efeituava, procurávamos
determinar a velocidade do barco com uma barquinha vulgar, de llutuador,
que, para pequenas velocidades, dá sem dúvida melhores resultados do que
as barquiidias de hélice, ordinariamente denominadas «barquinhas de pa-
tente».
O material pescado recolhia-se com todas as precauções a que já
atrás nos referimos. A seguir a cada lanço colhíamos uma amostra de
agua, para a determinação da salinidade, e procedíamos a observações
sobre temperatura e transparência da agua (1). Desta forma, cada pesca
era acompanhada da nota das condições físicas mais importantes.
O material pescado era transportado logo para o laboratório, e aí,
depois de convenientemente lavado e fixado, ficava em repouso durante
(1) Mais adeanie refcrimo-nos às observações sobre salinidade, temperatura ç
transparência.
ol
24 horas numa (jrovela graduada. Terminado esse prazo, fazia- se a lei-
tura do volume brulo, e procedia-se à contagem.
Para esse efeito, depois de convonietitemente diluída, a pesca era lan-
çada num balão de vidro, d'onde se extraía uma amostra por meio de
uma bombilha graduada, pela forma que já indicámos na primeira parte
desta Introdução. Essa amostra, que era sujeita à contagem, era geral-
mente de 0.5 cc.
Como aparelho contador, servi-me do microscópio de que dispunha,
um modelo médio da casa Keichert, a cuja platina apliquei um apare-
Ihozinho de madeira, que facilitava a contagem e impedia as repetições.
Umas lâminas de vidro, de 10x9 cm., quadriculadas em quadrados de
2 mm., e lamelas de 8x9 cm., completavam o nosso escasso material
de trabalho.
Efeituada a contagem, uma símplez mulliplicaçào nos dava a composição
da pesca total. Para que os resultados dos lanços fossem comparáveis uns
aos outros, referiamo-los a uma pesca ideal em que a rede filtrasse uma
columna de agua de 100 metros.
Os quadros seguintes resumem os resultados obtidos:
Lanço n.° 7
30 de março de 1910, a 1" Vz da tarde
Temperatura (ta agua 13°,6 Velocidade (por minuto) 30 ni.
Tianspaiéncia iiH cm. Duração da pesca lo mm.
Salinidade 36,3 Espaço percorrido 4.)0 m.
Volume bruto, total 2,3 cc.
Volume bruto, em 100 m 0,55 cc.
Planctontes (em 100 m.)
Crustácea ^ ...
Tintinninae — Cytldroajclis campânula f>:'
Radiolaria — Acunthomelra ^;'
Cystoflagelliae — Noctiluca mitiaris ^-J
Dinoflagelliae — Peridinium ãi pressum ;*.*
— Ceratiiim fusus • • .• i'-!
Diatomaceae — Biddulphia mobiliensis ^^j'^
— outras Biddulpitia Jj
— Chaetoch-as ^|J
— Çoscinodiscus :.;.
Ovam hispídum _^ .
Total.
9321
»»
S2
Lanço n.° S
30 de março de 1910, às 2'' da tarde
Temperatura da agua.. 13°56 Velocidade (por minuto) 30 m.
Transparência 120 cm. Duração da pesca 15 min.
Salinidade 36,3 Espaço percorrido 450 m.
Volume bruto, total 2,5 cc.
Volume bruto, em iOO m 0,55 cc.
Planctontes (em 100 m.)
Crustácea 6038
Tintinninae — CyttàrocycUs campânula 55
Radiolaria — Acanfhomêtra 66
Cystoflagelliae — Nactilnca miliaris 44
Dinoflagelliae — Peridinium. depressum 111
— Ceratium fusus 22
— Ceratium furca 22
Diatomaceae — Biddulphia mobiliensis 3074
— Cliaetocêras 277
— Coscinodiscus 66
Ovum hispidtim 366
Total 10141
Lanço n." 9
/ 27 de abril de 1910, à i^ da tarde
Temperatura da agua 14»,2 Velocidade (por minuto) 30 m.
Transparência 120 cm. Duração da pesca 15 min.
Salinidade 33,0 Espaço percorrido 4.'J0 m.
Volume bruto, total 5 cc.
Volume bruto, em 100 m 1,1 1 cc.
Planctontes (em 100 m.)
Crustácea 1864
Tintinninae — CyttàrocycUs campânula 932
— CyttàrocycUs serrata 622
Foraminifera — Lituola 266
Cystoflagelliae — NoctiWca miliaris 666
Dinoflagelliae — Peridinium depressum 2131
— Peridinium pellucidum 44
'— Ceratium fusus 932
53
Diatomaceae — Thallassiothrix Nilschioides 577
— Rhabdonema 89
— Rhyzosolenia o728
— Chaetocéras ilTiJ
— Lepíocylindrus danicus 1 154
— Biddulphia mobiliensis 4706
— outras Biddulphia i:j(i6
— Coscinodiscm 89
— Stephnnopyxis turris 1420
— Delonula Schrõderi 1483
Ovum hisptdum 799
Total 28580
Lanço n." IO
27 de abril de 1910, à l"* »/2 da tarde
Temperatura da agua 14»,2 Velocidade (por minuto) 30 m.
Transparência 200 cm. Duração da pesca lo min.
Salinidade 33,0 Espaço percorrido 450 ni.
Volume bruto, total 1 cc.
Volume bruto, em 100 m 0,22 cc.
Planctontes (em 100 m.)
Crustácea 2fi6
Tintinninae — Cyltârocyclis campânula 88
Dinoflagelliae — Peridinium depressum 400
— Peridinium pellucidum, e outros Peridinium. . . 88
Diatomaceae — Thallassiothrix Nilschioides ()66
— Rhyzosolenia 1 o()40
— Chaetocéras , 58840
— Leptocylindrus danicus *. 0750
— Biddulphia mobiliensis ^22
— Detonula Schrõderi 12-)77
Echinupluteus 444
Ovum hisptdum ^^^
Total 96292
Observações
Os resultados dos lanços 7 e 8 foram obtidos a partir da média de duas
contagens para cada um. Os lanços 9 e 10 baseiam-se apenas numa con-
tagenj.
u
Os Crustáceos foram contados em globo, compreendendo as formas
larvaes.
Os números relativos às Chaeloceras, Rhyzosolenia, Melosira, etc, refe-
rem-se ao número de frústulas e não ao número de cadeias, que não foi
determinado.
Só foram contados os organismos dos grupos indicados nas tabelas, a
saber: Crustácea, Tinlinninae, Foraminiferat Cyslo/Iagelliae, Dinoflagelliae,
Diaíomaceae, larvas de Echinodermàla, e as curiosas formas qne Cleve
registou com o nome de Ovum híspídum. Todas as outras formas, aliás
pouco numerosas, foram sistematicamente desprezadas.
.lá fica registado que a imperfeição tosca do nosso material só nos per-
mitia obter resultados aproximados, e, com efeito, como taes se devem
considerar os que acima apresentamos.
Tanto o material obtido no lanço n." 7 como o obtido no lanço n.*^ 8
foi sujeito a duas contagens, correspondentes a duas amostras, como já
notámos nas Observações.
Apresentamos a seguir o resultado dessas operações, para que se possa
avaliar o grau de precisão com que foram feitas :
Lamço n." 7
Volume bruto total 2,5 ce. diluído em álcool a 70" até perfazer o vohune de 50 cc.
Volume das amostras sujeitas à contagem 0,5 ce.
4." amostra 2." amostra
Crustácea 259 201
Tintinninae — Cyltàrocydis cmipanvla 2 3
Radiolaria — Acanlhomêtra 2 I
Cystoflagelliae — NoclilTica miliaris \ 2
Dinoflagelliae — Peridinimn depressum 2 2
— Ceratium fusus 2 1
Diatomaceae — Chaetocêras 27 4
— Cnscinodisrus O 1
— Biddidphia mohilknsis 146 160
— outras Bidilulpliia O 1
Otwn liispidiim l't 9
Total... 455 385
o.)
Lanço n.» 8
Volume bruto total 2,d cc. diluído em álcool a 70" até perfazer o volume de oO cc.
Volume das amostras sujeitas à contagem 0,5 cc.
1." amostra 2.* amostra
Crustácea 294 233
Tintinninae — Cyttãronjdis campânula 3 "2
Radiolaria — AcanthomHra 5 1
Cystoflagelliae — Noctiluca miliaris 2 2
Dinoflagelliae — Peridinium depressum 5 5
— Ceratium fnsus 1 2
— Ceratium furca 1 l
Diatomaceae — Cliaetoceras 17 8
— Coscinodiscm 5 1
— Biddulphia mobiliensis 159 118
Ovum hispidum 16 17
Total 508 390
As quatro determinações quantitativas que atrás apresentamos sam
evidentemente insuficientes para caracterizarem o Plancton de Buarcos.
Prestam-se porém a basear algumas reflexões, tendentes a evidenciar as
inegáveis vantagens do método de Iíknsen.
Em primeiro lugar, é indiscutivel que a símplez leitura dos respectivos
quadros sugere uma ideia muito mais precisa da composição do Plancton
do que a que a estimativa poderia dar. Observa-se assim facilmente que
nos lanços 7 e 8 as formas dominantes sam os Cruslacea, e que d'eu(re
as Dialomaceae o primeiro lugar cabe à Biddulpliia mobiliensis, que é
aliás uma das formas mais freqiientes do Plancton da nossa costa. Todas
as outras espécies eslám fracamente representadas: das Cliaetoièras apa-
recem apenas umas 200 ou 300 Irústulas, e as Rhyzosolenia, Leplocylin-
(Irus e Melosira faltam absolutamente. Os Cyslo- e Dinoflagelliae revelam
uma frequência fraca.
O quadro muda porém sensivelmente nos lanços 9 e 10, feitos 28 dias
mais tarde. Os Crustácea manifestam um retraimento no lanço n.^ O, que
se acentua no lanço n.° 10. Pelo contrário, a& Dialomaceae apresentam-se
exuberantemente, quer no número de espécies, quer no munero de indi-
víduos; e a freqiiéncia dos Tintinninae, Cysto- e Dinoflagelliae cresce no
lanço n.** 9, para baixar novamente no lanço n.^ 10.
Os lanços 7 e 8 foram efeituados no mesmo dia, e com um pequeno
intervalo; mas é importante notar que em ambos os pontos em que se Icz
a pesca, as condições físicas e quítnicas do meio — temperatura, transpa-
56
réncia e salinidade, se conservaram constantes. E, em concordância com
este facto, a análise qualitativa e quantitativa do Plancton correspondente
revela uma semelhança que chega quase à identidade, atendendo a que os
resultados das contagens devem ser apreciados grosso modo, sem atender
a minúcias.
Esta concordância já se não verifica nos lanços 9 e 10, feitos também
no mesmo dia e com um pequeno intervalo. Com efeito, comparando os
quadros respectivos notam-se diferenças importantes; limitar-nos hemos a
indicar a redução do número dos Cruslacea no lanço n." 10, o apareci-
mento dos Forominifera lanço n.° 9^ e o seu desaparecimento i^lanço
n.° 10), o retraimento dos Cyslo- e DinofJageUiae neste último lanço coin-
cidindo com o desenvolvimento preponderante das Diatomaceae dos géneros
Chaetoccras, RhyzosoJenia. Leplocylindrus e Delonuhi.
É interessante notar que, se a temperatura e a salinidade correspon-
dentes a ambas as pescas sam as mesmas, o mesmo se não dá com a
transparência, que de 120 cm. (lanço n.° 9) passa a 200 cm. (lanço
n.° 10).
E limitemo-nos a estas ligeiras considerações, porque o número exíguo
das determinações quantitativas não nos permitiria mais.
Lavagem, flxagem e conservação do Plancton
Depois de efeituada a pesca, o matei ial colhido era transportado com
a rapidez possivel para o laboratório (1). Aí procedia-se então à obser-
vação do Plancton ainda vivo, que oferece em geral muito interesse, e à
separação para um frasco especial de algum organismo de maiores dimen-
sões, que por ventura tivesse ficado preso pela rede.
Seguia-se a fixagom do Plancton, e a sua imersão no líquido conser-
vador. Empregámos exclusivamente, como fixador, a solução concentrada
de cloreto mercúrico, ou sublimado corrosivo. Escolhèmo-lo de preferência
a qualquer outro pela simplicidade da sua preparação; e os resultados que
obtivemos foram perfeitamente satisfatórios.
Como a mistura da agua do mar com a solução do sublimado dá lugar
à formação de um abundante precipitado, o Plancton era cuidadosamente
lavado em agua doce antes da sua immersão no fixador. A prática mostrou-
nos que, empregando uma solução saturada de sublimado, no fim de o mi-
(i) A maior parle dos nossos iraballios foi feita num pequeno laboratório que
montámos na nossa casa da Figueira da Foz.
57
mitos de ImmersSo a íixagem era completa. Depois de fixado, o Plancton
era novamente lavado; e passado sucessivamente por álcool a 30'' e a SO"*,
e finalmente lançado em Álcool a 70^ onde se conservava.
Esta série de operações, que consistem essencialmente na immcrsão do
Plancton numa série de líquidos, agua, solução fixadora, agua, Álcool a
30°, etc, é muito facilitado pelo emprego de um aparelhozinho extrema-
mente símplez, que passamos a descrever.
Consta dum tubo de vidro, de uns 4 ou 5 centimetros de diâmetro,
e de uns 6 a 10 centimetros de comprimento, numa das extremidades do
qual se aplicou um fundo de gaze de seda, fixo por meio de um cordel.
Para evitar que as bordas do tubo cortem a gaze, é conveniente lixá-las,
ou melhor, passá-las à lâmpada. Este aparelho, assim constituído, a que
daremos o nome de filtro de gaze, é muito semelhante ao balde das
redes de pesca ; e, como vamos ver, o seu funcionamento é aproximada-
mente o mesmo.
O Plancton trazido para o laboratório no frasco de boca larga é lançado
neste filtro de gaze. A agua do mar escorre-se, ao |)asso que o Plancton
é retido pelo fundo. Assim que toda a agua p-issou, e que o Plancton se
acumulou junto da gaze, ruima massa amarelada, de aparência gelatinosa,
immerge-se rapidamente o filtro até meia altura numa tina com agua
doce (1). A agua penetra pelo fundo de gaze, e banha o Plancton; e agi-
tando o filtro convenientemente obtém -se uma lavagem perfeita. Levanta-se
então o filtro, e deixa-se escorrer a agua ; e assim que esta operação ter-
mine, mergu!ha-se novamente o filtro até meia altura na solução fixadora,
onde se deixa estar o tempo necessário, facilitando a acção do fixador por
meio de uma agitação adequada. Segue-se a escorredela do líquido fixa-
dor, nova lavagem na agua doce, immersão no álcool, etc. — e em todas
estas operações se utiliza sempre o mesmo filtro, do interior do qual o
Plancton nunca sáe — o que simplifica immenso as operações, e reduz muito
as inevitáveis perdas de Plancton.
Quando o Plancton é muito miúdo, alguns Planctontes de menores di-
mensões conseguem atravessar as malhas da gaze juntamente com a agua.
Este caso dá-se sobre tudo com as Diatomáceas filiformes, particularmente
com algumas Rhyzosolenia, Leplocylíndrus, Melosira, etc. Este prejuízo,
que é insignificante nos casos ordinários, tem contudo muita imj)ortáncia
no caso das pescas quantitativas; póde-se evitar fazendo passar novamente
pelo mesmo filtro o líquido proveniente da primeira filtração, que con-
(t) É conveniente evitar um longo contacto entre o Plancton e o ar atmusft-rico.
Por esse motivo, logo que a filtração acabe, é conveniente proceder iiiiiiiediatamenle
à inversão do Plancton na agua, ou no líquido que se desejar.
58
tém os organismos. O Plancton que se acumulou junto do fundo de gaze
obstruiu parcialmente as malhas, aumentando muito-a finura do filtro, por
forma que, na grande maioria dos casos, nesta segunda filtração todo o,
material fica retido.
Quando a pesca é muito abundante, esta acumulação do Plancton junto
do fundo do filtro chega por vezes a obstruir as malhas por tal forma, que
a filtração deixa praticamente de se efeitiiar. Neste caso recomenda-se o
emprego de uma série de filtros, cujos fundos tenham malhas de dimensões
decrescentes, através dos quaes se faz filtrar sucessivamente o produto da
pesca, a começar pelo de malha mais larga, e a terminar no de malha
mais fina. O Plancton divide-se assim nos diferentes filtros, sem se acumular
demasiadamente em nenhum deles, e a filtração efeitua-se relativamente
depressa. Este processo tem ainda a vantagem, que é muito apreciável,
de operar uma separação de Planctontes pescados segundo as suas dimen-
sões. Esta separação, porém, nunca é perfeita; alguns Planctontes mais
miúdos ficam sempre retidos nos filtros de malha larga, juntamente com
os Planctontes maiores.
Empregámos frequentes vezes este processo dos filtros em série, com
bons resultados. Adoptámos cinco tipos de gaze; a mais larga tinha 100
malhas em cm.^ e a mais fina, que era a mesma da rede, 4900 malhas
por cm.^, como já tivemos ocasião de dizer.
Da insj)ecção, à vista desarmada, do material pescado, deduzia-se apro-
ximadamente a maior ou menor percentagem dos elementos finos e dos
elementos grossos, e d'aí se concluia quaes dos tipos de gaze seria mais
vantajoso empregar. As diferentes fracções desta filtração, que merece
bem a designação de filtração fraccionada, conservam-se em frascos
ou tubos difereiíles, convenientemente rotulados.
Como liquido conservador, empregámos exclusivamente o álcool a 70°,
que nos deu muito bons resultados. O material colhido nas nossas pri-
meiras pescas, em novembro de 1909, ainda se encontra actualmente,
volvidos 16 meses, em perfeito estado.
Condições físicas e químicas
Além das colheitas de Plancton que fizemos na enseada de Buarcos, e
cujo relatório temos apresentado nas páginas precedentes, tentámos tam-
bém determinar para aquelle ponto da costa portuguesa o valor de algu-
mas das condições físicas e quimicas do meio marinho que oferecem maior
interesse ao Planclologisla.
Nesse sentido, fizemos observações sobre temperatura, transparência e
50
salinidade. Os dados que obtivemos sám ainda muito escassos; achamos
porém conveniente registá-los aqui.
Temperatur^a.
Fizemos apenas as seis observações, que vam indicadas no quadro se-
guinte :
Teinperalura
Data da observação oliseiv.ula
3 de novembro de 1909 14°,6
30 de março de 1910 13»,()
27 de abril de 1910 15°,2
12 de maio de 1910 15°,8
24 de junho de 1910 14",4
1 de setembro de 1910 17°,6
Estas observações foram todas feitas na enseada de Buarcos, a uma
distância de terra comprehendida entre 500 e 2000 metros, no primeiro
metro superficial. Empregámos um termómetro vulgar, que mantinliamos
dentro dagua, à sombra, o tempo necessário.
O número das observações é demasiadamente pequeno para servir de
base a quaesquer considerações. Temos porém motivos para crer que o
regime lérmico da enseada é muito mais complexo do que o deixa supor
o quadro que acima apresentamos.
Transpar-éncia.
Servímo-nos de um pequeno aparelho, fornecido pela casa Altmann,
de Berlim, que consiste numa placa rectangular de porcelana vidrada,
medindo 21x1 5, o cm., suspensa por uma corrente graduada. Mergu-
Ihava-se a placa suspensa pela corrente, lentamente, e lia-se a profundi-
dade a que deixava de ser visivel.
Obtivemos os seguintes resultados:
Transparência
Dala e hora (cm cm.)
3 de novembro de 1909, às 2'' da tarde 170
28 de novembro de 1909, a l'' da tarde l'i<»
30 de março de 1910, à 1" Va da tarde 1"^0
27 de abril de 1910, ã 1'' da tarde 120
27 de abril de 191(1. á 1" '/. da tarde 2<^0
12 de maio de 1910, à 1" da tarde 40
24 de junho de 1910, às 2" da tarde 2«0
1 de selen)bro de 1910, a 1'' '/» da tarde -J^O
Estas observações foram todas feitas na enseada de Buarcos.
60
SalinidLade.
As determinações da salinidade foram feitas por meio da fórmula de
KUNDSEN (1)
S = 0,030 + 1,8050 Cl
sendo a percerila^em de cloro obtida por meio de uma solução titulada
de nitrato de prata, segundo o processo conhecido.
A tabela seguinte dá conta dos resultados obtidos :
Salinidade
Data por lilro de agua
3 de novembro de 1909 Bee--,!
lo de dezembro de 1909 35s%2
30 de março de 1910 - . . . 36g^3
27 de abril de 1910 XW,0
18 de junho de 1910 36s%0
24 de junho de 1910 36s%8
1 de setembro de 1910 36s^,8
7 de fevereiro de 191 1 SSe^S
A média destas 8 determinações é 358^7. Tudo leva, porém, a crer
que fora da enseada, mais longe da costa e da boca do rio, a salinidade
das aguas seja ligeiramente superior à que este número indica.
L FLAGELLIA
Independentemente do interesse que merecem, por serem um dos ele-
mentos mais importantes do Plancton, os Dinoflagelados atraem natural-
mente a atenção dos Micrógrafos pela extravagância das suas formas, e
pela complexidade da sua organização.
(1) Krummel, Handbuch der Ozeanographie, pag. 222.
i>\
Não nos ocuparemos aqui do estudo da sua morlologia, da sua fisiologia
ou do seu desenvolvimento ontogénico; consideramos esse assunto estranho
ao nosso plano de trabalho. Limitamo-nos, a esse respeito, a citar a
obra de F. Schutt, Die Peridtneen der Planklon-Expedilion, I, Theil (I),
que é, sem dúvida, o trabalho mais completo que modernamente se tem
produzido sobre os Dinollagelados. Faremos, porém, algumas considera-
ções àcêrea do papel que desempenham no Plancton, do qual sam, como
dissemos, um dos elementos mais importantes; e isso levar-nos ha a apre-
ciar os fenómenos adaptativos que sam a consequência do seu modo de
vida planctónico, e a traçar as Hnhas geraes da sua distribuição nos mares.
Abstraindo das Bactérias, o Microplancton vegetal é constituído pelos
Dinollagelados, pelas Diatomáceas e por outras Algas, aliás relativamente
pouco numerosas. Visto que no Mar, como na Terra emersa, a Vida ve-
getal é o substrato de toda a Vida orgânica, segue-se que a distribuição
destes organismos tem em Planctologia uma importância fundamental.
O concurso da energia solar é indispensável para que se efeilue a sín-
tese vegetal, e por isso os domínios dos Fitoplanctontes não vam além dos
limites da região diáfana. Mas a incessante queda dos cadáveres dos orga-
nismos superficiaes, sendo a única fonte de alimento orgânico nas grandes
profundidades, faz ainda depender, directa ou indirectamente, o desenvol-
vimento da Fauna abissal do da Vida vegetal dos estratos superiores.
Esta dependência da radiação solar torna particularmente necessária
para os Dinollagelados, como para os outros Fitoplanctontes, a sustenta-
ção nos estratos aquosos correspondentes à região diáfana. E, realmente,
é nestes organismos que atingem a maior perfeição os aparelhos que per-
mitem e facilitam esta sustentação — aparelhos, a que poderemos talvez
dar o nome de aparelhos suspensores, ou hidrostáticos.
A existência destes aparelhos hidrostáticos, que é muito frequente
entre os Planctontes, deve tomar-se como o resultado de um fenómeno de
adaptação à Vida pelágica. Estes aparelhos sam aliás muito diversamente
constituídos, segundo os diferentes organismos; e nalguns casos, além de
tornarem possível a sustentação na agua, determinam também movimentos
verticaes.
Mas ha muitos casos em que a sustentação não é devida a uma dispo-
sição especial. É o que se dá particularmente com os Dinollagelados, que
sam dotados de movimentos próprios. Neste caso é a deslocação activa do
organismo, que se pode efeituar tanto no sentido vertical como euj quul-
(l) Esta obra faz parte do relatório científico dá expedição do National a que já
temos aludido : Ergebnisse der Plankton-Expcdition der Hiwiboldt-Sdflumj, heruusye-
geben von Victor Hensen^ Kíel.
(y-1
quer outro, que evita que ele seja arrastado para profundidades incom-
pativeis com as suas condições de existência. É, como dissemos, o que
sucede com a maioria dos JJinoílagelados, cujos curiosos movimentos heli-
coidaes sam, sem dúvida, o que principalmente os sustenta no seio das aguas.
Alguns factos de observação tendem porém a mostrar que além do seu
próprio movimento, estes organismos dispõem ainda de outros meios de
evilar que uma queda prolongada ou rápida os arraste para as zonas pro-
fundas, onde a falta de luz os condenaria a uma morte certa.
Assim KoFOiD observou que o Tripsolenia, logo que cessa o movimento
dos seus llagelos, tende a abandonar a posição vertical pela horizontal,
posição esta em que a resistência da agua, devida à sua grande superfície,
reduz a velocidade da queda a um valor mínimo. O mesmo autor refere
ainda que o Ceratium Iripos consegue modificar as suas condições de
sustentação quer alongando as hastes, quer abandonando-as, por um fenó-
meno de autotomia. As enormes membranas alares do Ornilhocercus splen-
didus devem ser consideradas como um pàra-quedas, e a forma alongada
de alguns Amphisolenia talvez se explique pelo facto dessa forma facilitar
a sustentação, semelhantemente ao que se dá com muitas Diatomáceas.
A formação de geléa. envolvendo o organismo exteriormente, e de gotas
oleaginosas, no protoplasma, também tem, provavelmente, uma acção im-
portante sobre a lluctuabilidade; mas o papel destes agentes não é ainda
conhecido com suficiente clareza (I).
Muitos Dinollagelados tornam-se ainda interessantes pelo facto de serem
fosforescentes. Mas tanto neles, como em todos os outros Microplanctontes
em que o mesmo facto se dá, a produção de luz deve considerar-se não
como um fenómeno adaptativo, mas apenas como uma consequência se-
cundária da sua actividade orgânica, sem significado biológico de maior
importância.
A distribuição dos Dinollagelados não é ainda coidiecida com suficiente
precisão. As investigações de Ghan, Schutt é Vanuoffen levam porém
a crer que, em geral, eles se devem considerar como habitantes das aguas
quentes, ao passo que a grande massa das Diatomáceas planctónicas teria
uma preferência acentuada pelas aguas frias (2).
(1) Estes ligeiros dados àcêrca das condições de sustentação dos Dinoflagelados
sam extraídos da obra citada de Steuer.
(2) Steueh, pag. 3?)9.
í)3
Esta afiimaçrio, porém, só se pode e deve aceitar como e\|)rimindo os
factos na sua grande generalidade; pois nào só ha alguns Dinoilagelados
que vivem normalmente nas aguas do Pólo norte [Dinophysis Vanhôfjem,
OsTENF. (1), Peridinium calenaium, Levander (2), Ceralium hijperhureiím,
Cleve (3), etc), como também as Diatomáceas estAm representadas nas
regiões equaloriaes por um número elevado de espécies (4).
ScHRODER afirma que nos mares quentes existe como que um anta-
gonismo entre estes dois grupos de organismos, por forma que, ou os
Dinoilagelados sam dominantes, e as Diatomáceas pouco numerosas, ou
vice-versa (5),
Trata-se, porém, em ambos os casos, de informações vagas e pouco
precisas.
O planctologista escandinavo Gran apresentou para o Mar do Norte
uma divisão dos Dinoflagelados em quatro grupos biológicos, que decerto
se poderá aplicar a todo o Atlântico septentrional. Ksses grupos sam os
seguintes :
Espécies árticas — duas espécies, das quaes a mais importante
seria o Ceralium arcãcum (Ehr.) Cleve;
Espécies boreaes — em número de oito, sendo de entre elas a
mais característica o Cerntium longípes (Bailey) Gran;
Espécies atlantico-temperadas — cujo número se eleva a doze;
Ceralium macroceros (Ehr.) Cleve, e Ceralium horrkhim Gran
(==inlermedium Jõrgensen) seriam as espécies mais frequentes;
Espécies atlantico-tropicaes — das quaes apenas cinco se en-
contrariam no Mar do Norte, como hóspedes pouco frequentes;
Ceralium compressum Gran deve considerar-se como o represen-
tante do grupo (6).
Segundo o seu autor, esta divisão, de que acabamos de indicar os
principaes tópicos, além de representar o agrupamento natural dos Dino-
ilagelados do Mar do Norte, poder- se hia ainda tornar extensiva a todo o
Plancton d'aquelas regiões. As espécies dominantes, que indicámos a |)n)-
posito de cada grupo, tomariam assim o valor de espécies caracterís-
ticas de determinadas associações planctónicas.
(i) Cleve, The seasonal distribulion of atlantk IHanklon organisms, pag. 241
(2) Cleve, loc. cit., pag. 256.
(3) Cleve, loc. cit., pag. 223.
(4) Steuer, loc. cit., pag. 473.
(5) Citado em Steuer, pag. 473.
(6) Steuer, loc. cit., pag. 475.
04
Mas os dados mais completos acerca da distribuição no Atlântico, nâo
só dos Dinoflagelados, como também de todos os outros Planclontes, en-
contram-se hoje, sem dúvida, na obra magistral de Cleve, The seasonal
dislribulion of atlaníic Planklon organisms. Aí vêem resumidas um número
elevadíssimo de observações, consistindo na indicação não só da data e
dos lugares da colheita das diferentes espécies, como também dos valores
máximos, mínimos e médios da temperatura e da salinidade das aguas em
que essas colheitas foram feitas.
Apresentamos a seguir a lista das espécies que encontrámos no Plancton
de Buarcos, e que classificámos no decorrer dos nossos trabalhos. Inútil
será dizer, que somos os primeiros a afirmar que esta lista está longe,
muito ionge até, de estar completa; quer-nos, porém, parecer que nela
estarám comprehendidos os Dinollagelados mais frequentes naquele ponto
da nossa costa, que imprimem ao Plancton a sua feição característica.
Cada espécie vae acompanhada de uma curta diagnose, à qual juntamos
a referência não só do niès, como também do lançu em que foi recolhida.
Para simplificar, indicamos os lanços pelo respectivo número de ordem,
envolvido em parênteses rectos [J, segundo a tabela que exposémos na
Introdução. Também apresentamos algumas ligeiras observações sobre
temperatura, salinidade, etc.
Para levarmos a efeito a classificação das espécies, servimo-nos sobre
tudo da obra de O. Paclsen, Peridiniales, que constitue a parte XVIII
da magnífica colecção que se está publicando com a denominação genérica
de Nordisches Planklon (1). Também nos foi bastante útil o livro citado
de ScHUTT, Die Peridineen der Planklon- Expedition, I, Theil, que faz
parte do relatório científico da expedição do National (2). Fazemos tam-
bém numerosas referências à obra, já citada, de Cleve.
Para evitarmos repetições imiteis, limitamo-nos a indicar estas três
obras pelos nomes dos respectivos autores.
Seguimos Paulsen na ordem de enumeração das diferentes espécies.
A respeito de sinonímia, limilamo-nos ao absolutamente indispensável,
(1) Nordisches Planklon, lierausgegeben von prof. Dr. K. Brandt und prof. Dr. C.
Apstein, Kiel und Leipzijí, Veilag von Jjipsius & Tisclier.
(2) krgebnisse der Planídon- Expedition der Ilumholdt-Sliflung, herausgegeben von
YiCToa IIensen, Kicl und Leipzig, Yerlag von Lipsius & Tisclier.
c
tí
principalmente pelo motivo de que o nosso escassissimo material de tra-
balho nos dava margem para bem pouco. Nào nos parece, porém, grande
inconveniente nesta omissão, tanto mais que as espécies que indicamos
vam todas referidas ao livro de Paulscn, onde as indicações sinonimicas
se encontram com desenvolvimento suficiente.
Fam. PROROCENTRACEAE
ProroeeiítrHiiii iiileaiis, Ehr.
(Paulsen, pag. 8)
Est. II, fig. 1
Corpo comprimido laleralmente. Face dorsal mais convexa do que a face
ventral, o que (orna asimélrico o conlórno da vista lateral. Na parte poste-
rior existe um dente ou espinho forte e desenvolvido, que serve de suporte a
uma membrana que, fixando-se nele por um lado, vem pelo outro inserir-se
ao longo da linha média dorsal. Na raiz desle dente, e para baixo, ha uma
pequena depressão donde parle um flagelo.
Em pequenas amplificações, lanto a membrana como o llagelo sam
dificilmente visiveis, e esta forma tem a aparência de uma folha, cujo
pecíolo seria o dente posterior.
Cleve nào se refere a esta esp''^cie, e Paulsen classifica-a como nerí-
tica, com larga área de dispersão.
Encontrámos o P. micans em agosto e setembro [35, 3 O, 38].
Fam. PERIDINIACEAE
nÍllO|»liyíSíÍ!S ovil III, SCIIUTT
(Paulse.n, pag. 17; Schutt, Est. I, fig. 6)
Est. II, Fig. 2
Forma mais ou menos regularmente oval, vista de lado; e lateralmente
comprimida, como todas as formas do mesmo género. Funil bastante fundo ;
g xxvi
ee
membrana alar desenvolvida, sustentada por três espinhos. Superfície com
pontuações (poroides).
Encontrámos o D. ovum nos meses quentes, julho e agosto [81, 88,
85], mas com uma frequência muilo fraca: apenas observámos dois ou
três exemplares.
Ooiiiaiilax >«»|iiiiifoi>a (Clap. e Lâch.)
(Paulsen, pag. 29)
Est. II, figs. 3, 4 e 5
Forma globular, asimétrica. Haste apical distinta, bipartida por uma
fenda — fenda apical — que se prolonga para a parle posterior, consti-
tuindo o sulco longitudinal. Parte posterior arredondada, com dois (às
vezes mais) espinhos ou dentes fortes e salientes. Sulco transverso helicoidal,
bastante fundo, com asas pouco distintas. Sulco longitudinal em forma
de S; começa na fenda apical, muito estreito, contorna as extremidades
destrocadas do sulco transverso, e vem terminar, largo e pouco profundo,
na região posterior, onde dá inserção, nos seus bordos, aos espinhos ou
dentes a que nos referimos. Superfície com numerosos poroides, grandes e
evidentes, munida de pequenos espinhos, nem sempre facilmente tisiveis.
Limites das placas pouco distinctos.
Tanto esta diagnose, como as figuras correspondentes, diferem nalguns
pontos das de Paulsen. Nos exemplares que observámos, e a que nos
referimos aqui, a fenda apical 6 muito mais larga e funda do que o indica
a estampa daquele autor, e a fenda longitudinal que nessa estampa é quase
rectilínea, tem nos nossos exemplares a forma em S, bastante sensivei, a
que aludimos. Outras ligeiras diferenças se poderiam ainda notar, mas de
menor importância.
Estas diferenças sam, porém, compensadas por numerosas semelhanças,
que nos levaram a classificar os nossos exemplares como pertencendo à
espécie G. spinifèra de Claperède e Laciijiann. Ficam, porém, de pé
as reservas acima indicadas, até que trabalhos posteriores venham elucidar
completamente este assunto.
Além das formas típicas, a que se refere propriamente a nossa descrição,
e que vêem representadas nas figuras 4 e 5 da Estampa II, observámos
também algumas formas mais pequenas, com poroides menos numerosos.
É a elas que diz respeito a figura 3.
Nào nos achamos habilitados a afirmar se se trata de uma símplez
6/
variedade do G. spinifera, Clap. e Lacii., ou de uma forma especifica-
mente diferente (talvez o G. poli/fjranww, Stein. — Paui.srn, pag. 29).
Notámos o aparecimefito do G. spinifera em juidio, jullio e agosto
[15, §8, *ii, 5Ô*Í, *è&]. Durante estes meses, porém, a sua j)resença
nào foi constante.
Clkve (pag. 250) indica 12° como limite máximo de temperatura da
agua em que tenha sido encontrado o G. spinifera. As nossas modestas
observações não condizem com as do ilustre Planctologista escandinavo:
assim, a pesca ['áS], em que este organismo estava presente, foi feita
em aguas cuja temperatura era de 17°,5.
I*eridiiiliiiii ovattiiu (Pouchet), Schutt
(Paulsen, pag. 4i; Schutt, Est. XVI)
Est. II, figs. 6 e 7
Forma elipsóide achatada, com a face superior ligeiramente reniforme.
Haste anterior muito pouco desenvolvida; hastes posteriores ausentes. Sulco
transverso quase no mesmo plano, ocupando a região equatorial, com asas
eslriíidas radialmente; sulco longitudincd só na parte posterior, com expan-
sões (dares muito desenvolvidas. Superfície pontuada.
O P. ovatum é um elemento bastante frequente, mas sempre muito
pouco abundante no Plancton de Buarcos. Observámo-lo em abril [O, IO],
maio [l-t], junho [S5, fl©], julho [18, «O, 81, 88] e agosto [8«],
mas o número de exemplares era sempre muito reduzido.
l*ei*Í(B3BlÍS8lll ^tCMItii, .ToRGENSEN
(Paulsen, pag. 47; Perkiinium Michaelis, Schutt, Est. XIV, fig. 46)
Est. II, figs. 8 e 9
Forma geral piriforme. Haste anterior desenvolvida. Sulco transverso
aproximadamente no mesmo plano, munido de membramts. Sulco longitu-
dinal só na parte posterior, com asa do lado esquerdo. Esta asa, prolon-
gando-se, confunde-se com a haste posterior esquerda, reduzida, como a
t »
68
direita, a um longo espinho com membranas alares. Superfície finamente
reticulada.
Julho [81], agosto [8ô] e setembro [^88], quantitativamente pouco
frequente.
Peridiíiiiiiii pcllucSdiíiu (Bebgh), Schutt
(Paulsen, pag. 49; Sghutt, Est. XIV, tig. 4o)
Est. II, figs. 10 e 11
Forma regular, um pouco comprimida na sentido dorsiventral. Haste
anterior comprida e bem desenvolvida, terminando num orifício largamente
aberto; hastes posteriores em forma de espinhos compridos e fortes, munidos
de membranas alares muito desenvolvidas. Sulco transverso aproximada-
mente no mesmo plano, alado. Sulco longitudinal só posterior, largo e pouco
fundo, com asas, das quaes a esquerda, a mais desenvolvida, se prolonga
para trás, para fora do contorno do corpo, formando um espinho, ou antes,
um gancho, muito saliente, revestido pela membrana da haste posterior es-
querda. Superfície finamente reticulada; suturas lineares.
Os desenhos de Paulsen e de Schutt apresentam grandes diferenças.
Os exemplares que observámos correspondem perfeitamenle aos deste
último autor.
Encontrámos o P. pellucidum em abril [IO], junho [lo, I©], julho
[18, «I], agosto [««, «G, »9] e setembro [8 8].
Cleve (pag. 269) indica 3o^^63 %o como o máximo de salinidade
caraterístico desta espécie. Nós encontrámo-la, porém, em aguas de sali-
nidade superior: 36»S8%o [88].
Pcrifliiiieaaii cleiírciiifsiiiii, Bailey
Paulsen, pag. 53; Schutt, Peridinimn divertjens, var., Est. XIIÍ, fig. 43)
Est. II, figs. 12 e 13
Forma relativamente grande, e asimétrica, em virtude da haste posterior
direita ser mais desenvolvida do que a esquerda. Sulco transverso quase
plano, com asas muito distintas. Sulco longitudinal bastante fundo, come'
69
çando no sulco transverso e terminando na região posterior, entre as dnas
hastes, por uma depressão profunda. Hastes bem desenvolvidas. Suturas
lineares, facilmente visiveis, sem zonas intercalares; superfície das placas
nitidamente reticulada.
P. dipressum é, de entre os Dinoflagelados, a forma mais comum e
mais abundante do Plancton de Buarcos. A sua presença é constante,
salvo raras excepções aliás explicáveis, desde março atr novembro, e,
talvez ainda, até dezembro [S, », 9, 8, », IO, l«, 14, 15, 16,
19, 18, 90, 91, 39, 9S, 9ã, 96, 99, 98].
Segundo supomos, Cleve refere-se a esta forma com o nome de P.
divergens, Ehr. (pag. 258). O P. depressum, Bailey, deste autor, é uma
forma muito esteno-térmica e esteno-halina, que habita as regiões frias
(temperatura média, cerca de 8"). Esta composição é justificada pelo facto
de, a propósito do P. divergens, Ehr., Cleve se referir à fig. 43 da
Est. XIII da obra de Schitt, precisamente como o faz Paulskn a pro-
pósito do P. depressum, Bailey, que aqui nos ocupa.
Desta forma comprehende-se que sendo o P. depressum, Bailey, da
obra de Cleve um organismo altamente esteno-térmico e esteno-halino,
adaptado às aguas frias, o nosso P. depressum, Bailey, seja bastante euri-
térmico e euri-haiino, vivendo em aguas de temperatura média muito mais
elevada.
Com efeito, nós encontrámo-lo em aguas cuja salinidade variou de
338'' 7oo [9] a 368^8%o [i«» *^8]. e cuja temperatura esteve com-
prehendida entre 1 3*^,6 [9] e 17°,6 [9 8]; observações estas, que estám
perfeitamente de acordo com os dados que o ilustre planctologista escan-
dinavo indica a respeito do organismo que regista na sua obra com o
nome de P. divergens, Ehr., como atrás dissemos.
l*erifliiiÍHiii clauflicauii, Pailsen
(Paulsen, pag. 55)
Est. II, fígs. 14 e 15
Forma asimétrica, com a haste posterior direita mais desenvolvida do
que a esquerda, bastante parecida com o P. depressum Bailev, do qual se
distingue, entre outros caracteres, por ser mais pequena e maia alongada.
Hastes bem desenvolvidas. Sulco transverso quase num plano, munido de
asas. Sulco longitudinal só na região posterior, bastante fundo, com asas
muito distintas, terminando na região posterior por uma depressão, limi-
70
tada de um e outro lado pelas eatremidades das asas, extremidades que,
prolongando-se bastante, formam dois pequenos espinhos salientes. Suturas
lineares, geralmente bem visiveis; superfície em mosaico (reticulada) do tipo
hexagonal.
O P. claudicans, Paulsen, é muito semelhante ao P. divergens, Ehr.
(Paulsen, pag. 54), do qual se distingue sobre tudo por não ter faxas
intercalares.
Por motivos semelhantes aos que já invocámos a propósito do P. depres-
sum, Bailey, somos levados a supor que Cleve não distingue esta forma
do P. Oceanicum, Vanhuffen. Pallsen também dá a entender que o P.
claudicans, Paulsen, se aproxima muito daquela forma.
Encontrámos o P. clandicans, Paulsen em julho [fl8, 81, 2 31 e em
agosto [5íô]. Numa das pescas, a sua frequência foi bastante elevada [81].
RerieSiBiiioiii clivergeiíst Ehk.
(Paulsen, pag. 56; Schutt, Est. XIII, figs. 43, 19-43, 21-43, 22)
Est. III, figs. 16 e 17
Forma asimêtrica. Haste anterior mais ou menos bem desenvolvida.
Hastes posteriores bem desenvolvidas, bastante divergentes, limitando late-
ralmente uma região deprimida, onde fazem saliência dois espinhos corres-
pondentes às extremidades das asas do sulco longitudinal. Sulco l)ansi'erso
quase plano, com as extremidades apenas ligeiramente destrocadas, com asas
distintas, estriadas. Sulco longitudinal só na parte posterior, terminando
numa região deprimida, entre as hastes posteriores, com asas que se prolon-
gam para além do contorno posterior, originando dois espinhos, dos quaes
o esquerdo é particularmente visível. Faxas intercalares tracejadas, largas
e muito visiveis. Sujjerfície das placas em mosaico, com protuberâncias ou
pequenos espinhos.
O P. divergens é muito semelhante ao P. claudicans, do qual se distin-
gue especialmente pelo facto de ter faxas intercalares.
Eecontrámo-lo freijuenles vezes no Plancton de Buarcos, desde junho
até setembro, e, talvez, até outubro [li?, i<», 15, ííí, 80, 81, '48,
85, 8®, 88], sendo contudo o número de exemplares semj)re relativa-
mente deminuto.
71
l*Cl*Í4lÍllÍlllll COISiclllll, (jRAN
(Paulsen, pag. 58)
Est. III, Figs. 18 e 19
Forma asimélrica em relação ao plano sagital, com o aspecto de um
pentágono com a base concava; superiormente reni forme. Parle anterior em
forma de cone, sem haste anterior dislincta; hastes posteriores também em
forma de cones, terminando por um espinho pequeno e por vezes pouco vi-
sível. Suturas lineares, e superfície pontuada.
Na diagnose do P. conicum, Paulsen indica a existência nesta forma
de faxas intercalares. Nunca conseguimos, porém, ver essas faxas, apesar
das nossas observações terem sido feitas num número elevado de exem-
plares.
Encontrámos o P. conicum em junho, julho e agosto [15, Zt, 8 8].
Cleve não se refere a esta forma, pelo menos com o nome específico
que adoptamos.
B*eri€liiiiiiiíi iiCBitampa IV aproxi-
ma-se mais da segunda variedade do que da primeira; mas observámos
também exemplares que pertenciam indiscutivelmente à var. atlântica
(Est. IV, fig. 26).
C. tripos (O. F. Muller) Nitscii é um elemento muito constante no
Plancton de Buarcos, se bem que nunca se apresente em grandes quan-
tidades.
.Junho [i5, 16, 19], julho [IS, *40, 81, «3, 33], agosto |"«5,
36, «?] e setembro [88].
C. tripos é aliás um dos Pianctontes que mais abunda no Atlântico
oriental (Cleve, pag. 231).
Segundo os trabalhos de Lohmann (1), o C. tripos, Nitsch, var. sub-
salsa, durante os meses do verão e do outono divide-se, dando origem a
formas que nalguns casos sam semelhantes à forma-màe, mas que noutros
casos diferem muito dela.
Destas últimas encontrámos duas, no decorrer dos nossos trabidhos,
cujas diagnoses inserimos a seguir.
Cei*atiiini tripos, var. Niilisnlsn,
f. lÍBieala (Eim.), Lohmann
(Paulsen, pug. 88; Sciiutt, Est. IX, íig. 36)
Est. V, Fig. 31
Corpo apròximadamenie tam largo como comprido (sem as hastes). Haste
anterior aberta, muito disíincta, e comprida; hastes posteriores muito distinc-
(1) Citado em Paulsen, pag. 79.
76
tas, e fechadas; a esquerda, mais comprida, está no prolongamento da haste
anterior, ao passo que a direita, mais curta, diverge dessa direção. Sulco
transverso aproximadamente no mesmo plano, sem asas. Superfície com
pontuações e com esculturas lineares.
Não registámos as datas de aparecimento desta forma.
Ceratiiiiii trípos, var. sliísalsa, f. lata, Lohmann
(Paulsen^ pag. 88)
Est. V, fig. 32
Forma muito semelhante à anterior, mas com a haste anterior mais
comprida e as hastes posteriores mais curtas, relativamente. Superfície com
escidturas em mosaico.
Nào registámos as datas de aparecimento desta forma.
Ceraliiiiii coiii|ik*csisiiiii, Gran
(Paulsen, pag. 81)
Est. IV, Tigs. 28 e 29 ; Est. V, fig. 30
Haste média forte, aberta, com duas fiadas lateraes de espinhos, por
vezes muito fortes e desenvolvidos, ligados por expansões membranosas, cm
forma de serrilha. Hastes lateraes grossas, fortes, abertas, curvas na parle
proximal por forma a tornarem-se apn)ximadamente paralelas à haste
média na parle distai. Contorno posterior do corpo com duas depressões
correspondentes à raiz das duas hastes lateraes, revestido de espinhos fortes,
ligados por membranas, em forma de serrilha, que se exlende pelo contorno
externo das hastes lateraes. Superfície com pontuações mais ou menos abun-
dantes, € por vezes com esculturas salientes, irregulares.
Observámos o C. compressum, Guan nalgumas pescas em junho [IO,
1?] e em julho [1», «O, »l].
77
Ceratíiiiu fiirca (Ehr.), Clap. e Lacu.
Paulsen, pag. 90; Schltt, Est. IX, fig. 37)
EsL. V, figs. 33, 34 e 35
Forma mais ou menos alongada. Contorno posterior do corpo obliquo
em relação à linha antero-poslerior, da esquerda para a direita e de traz
para deante. Sulco transverso quase plano, sem asas, ou com asas muito
pouco distinctas. Haste anterior aberta, por vezes um pouco curva, mais
ou menos desenvolvida. Hastes posteriores fechadas, deseguaes (a esquerda
maior do que a direita) dirigidas para traz, aproximadamente paralelas,
de desenvolvimento variável. Superfície com abundantes pontuações e com
esculturas lineares.
Tanto esta diagnose, conno as figuras a que ela se refere, ínostram bem
que os exemplares de C. furca, Clap. e Lach. que observámos variavam
bastante quanto à sua forma geral.
O C. furca, Clap. e Lach. que é aliás uma forma muito vulgar, que
se encontra nào só no Atlântico, como também no Pacifico, no Indico e no
Mar Vermelho (Cleve, pag. 218), constitue um dos elementos mais con-
stantes e mais abundantes do Plancton de Buarcos, durante os meses
quentes, desde maio até setembro ou outubro [15, IO, t8, IO, Si O,
«1, 8«, «3, 85, 8«, «?, 38].
CeratiíEiii fusiis (Ehr.), Clap. e Lach.
(Paulsen, pag. 90; Schutt, Est. IX, fig. 35)
Est. V, fig. 36
Forma alongada, fusiforme. Hastes anterior e posterior direita muito
desenvolvidas ; haste posterior esquerda rudimentar, geralmente reduzida a
um pequeno dente. Sulco transverso sem asas. Superfície com estrias e
pontuações.
Paulsen, indica como dimensões limites desta forma 300 f/. e 500 (i.
As formas ^ue observámos tinham geralmente cerca de 300 t/. de com-
primento, sendo raras as que atingiam 400 [/..
^8
C. fusus, Clap. e Lach. é, sem dúvida, de entre os Dinoflagelados, o
Planctonte que encontrámos com mais freqiiéncia e com maior abundância
nas nossas pescas.
Março [5], abril [©], maio [14], junho [!*», lô, 15, 18, 1?>], julho
[ao, ai,' ^9, a 3], agosto [as, a«, as] e setembro [28].
O máximo de frequência desta forma parece ter lugar em junho e julho.
* *
Inserimos a seguir um quadro em que reunimos os resultados das nossas
observações, quanto às datas de aparecimento e à freqiiencia dos principaes
Dinoflagelados.
Como as observações relativas à freqiiencia eram feitas por meio da sím-
plez estimativa, limilamo-nos ao emprego dos três graus seguintes:
* frequência fraca.
* * freqiiencia média.
#*# frequência elevada.
Da inspecção desse quadro deduz-se que as espécies mais constantes e
mais frequentes sam o Peridinium depressum, Bailey, o Ceralium fusus,
Clap. e Lach. e o Ceralium furca, Clap. e Lach.
Segundo as nossas investigações, sam pois estas três espécies as que,
de entre os Dinollagelados, dam ao Plancton de Buarcos a sua feição
característica.
O quadro mostra-nos ainda que o aparecimento dos Dinoflagelados,
considerados na sua totalidade, se faz de preferência durante os meses
quentes, com um máximo em junho, julho e agosto, e com um mínimo
em janeiro e fevereiro, e talvez em dezembro.
Observações mais completas e mais minuciosas ham de, decerto, revelar
o aparecimento nas nossas costas, durante estes meses frios, de Dino-
flagelados tipicamente boreaes ou mesmo árlicos. Quer-nos, porém, pa-
recer que esse aparecimento será apenas esporádico, e nunca se efeiluará
em massa.
Com efeito, tudo leva a crer que o Plancton da costa portuguesa esteja
muito intimamente relacionado com o Plancton do (iolf-Siream, — pelo
motivo forte de que as nossas costas sam percorridas |)elo ramo descen-
dente dessa corrente — e assim, mesmo durante o inverno, só um acaso
79
excepcional poderia motivar a descida, até às nossas latitudes, de espécies
que sam próprias das regiões polares.
Pela contrario, a iiiíluéncia do Golf-Síream, a que acabamos de aludir,
fazia prever o aparecimento de espécies tropicaes, pelo menos durante os
meses quentes. As nossas investigações, porém, nào verificam essa pre-
visão; de entre as espécies que classificámos nenhuma se pode considerar
como tropical.
Estamos, porém, convencidos que este facto se explica pelo pequeno
desenvolvimento das nossas pesquisas, e que trabalhos futuros, mais
completos e mais demorados, ham de revelar o aparecimento dessas
espécies.
80
Fam. PROROCEiNTRACEAE
Proiocenlrum micans, Eiir
Fam. PEHIDIíMACEAE
Dinophysus ovum, Schutt
Goniaulax spinifeva {Clw. e Lach.), Diksing . .
Piridinium ovatum (Puuchet), Schutt
Peridinium Steinii, Jõrgensen
Pendiniwn pellucidum (Bergh), Schutt
Peridinium depresmm, Bah^ey
Peridinium claudicims, Paulsen
Peridinium divergens, Ehr
Peridinium conicum, Gran
Peridinium pentagonum ? Gran
Peridinium subinermis, Paulsen
Peridinium pundulatum, Paulsen
Ceratium platijcorne, v. Daday
Ceratium helerocamptum, Ostenfeld e Schmidt
Ceratium tripos (O. F. Miller), Nitsch
Ceratium compressum, Gran
Ceratium furca (Ehr.), Clap. e Lach
Ceratium fusus (Ehr.), Clap. e Lach
IVúmero
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XXVÍ
82
OY^TOI^^LA-OELLIAE
A sub-classe Cystopagelliae (1) só contém dois géneros: Nocliluca,
SuRiRAY, e Leptodiscus, R. Hertwig, que constituem também, muito
provavelmente, as suas duas únicas espécies.
E entre elas, só nos interessa o
fVoctiliica iiiiiiaris, Surtray
Forma aproximadamente esférica, com cerca de I mm. de diâmetro, com
um fagelo forte, que nasce de uma região deprimida, o sulco ventral. Corpo
unicelular, translúcida, amarelado, limitado por uma membrana muito fina;
núcleo evidente; citoplasma em trabéculas, quer diagonaes, quer formando
uma rede fina, que reveste interiormente a membrana.
N. miliaris, Suiuiiay, é um elemento muito frequente, seniio constante,
do Plancton de Buarcos, durante os meses quentes. Apresenta-se por vezes
em grandes massas, dando enlào origem, de noute, a fenómenos de fosfo-
recéncia verdadeiramente admiráveis e grandiosos.
Se bem que muitos Dinoflagelados sejam também fosforecentes, as
nossas observações levam-nos a atribuir quase exclusivamente, sen3o
mesmo exclusivamei^e, ao N. miliaris, Slriuay os fenómenos luminosos
das aguas da enseada de Buarcos.
(i) Belage el Herouaud, Traité de Zoologie Concrèle, tome l^»".
83
EXPLICAÇÃO DAS FIGURAS
Estampa. I
Fig. 1 — A rede de pesca.
Fig. 2 — As Ires peças do balde, na sna posição respectiva (tamanho natural).
Fig. 3—0 balde armado e pronto a servir (reduzido a motadi!).
Estampa II
X300
Fig. { — Prnrocenffnm micans, Eurenrerg.
Fig. 2 — I)inophysis ovum, ScMVTT.
Fig. 3 — Goninulox spinifern, Clap. e Lach.?
Fig. 4 )
Goniaulax spinifern, Clap. e Lach.
Peridinium ovatum (Pouchet), Schutt.
Peridinium Steinii, Jôhgensen.
Peridinium pellucidum (Bergh), Schutt,
Peridinium depressum, Bailey.
Fie. 14 )
> Peridininm claudicans, P.^ulsen.
Fig. 15 )
Estampa III
X300
Fig 16 j
Peridinium divergens, Ehrenberg.
Fig. 17 j
Fig. 18 )
\ Peridinium conimm, Gran.
Fig. 19 i
Fig.
5
Fig.
6
Fig.
7
Fig.
8
Fig.
9
Fig.
10
Fig.
11
Fig.
12
Fig.
13
84
Fig. 20 — Peridinium subinermis, Paulsen.
Fig. 21 — Peridinium pentagonum ? Gran.
Fig. 22 — Peridinium punctulatum, Paulsen.
Fig. 23 — Ceratium plulycorne, v. Daday.
Fig. 24 — Ceratium platy corne, v. Daday, var.?
Estampa. IV
X300
Fig. 25 — Ceratium heterocamptum (Jorgensen), Ostenp^eld e Schmidt.
Fig. 26 — Ceratium Iripos (O. F. Muller), Nitsch, var. atlântica.
Fig. 27 — Ceratium tripos (O. F. Muller), Nitsch_, var. subsalsa.
Fig. 28
Fig. 29
Ceratium compressum, Gran.
Estampa V
X300
Fig. 30 — Ceratium compressum, Gran.
Fig. 31 — Ceratium tripos (O. F. Muller), Nitsch, var. subsalsa, f. lineata iEhr.),
LOHMANN.
Fig. 32 — Ceratium tripos (O. F. Muller), Nitsch, var. subsalsa, f. lata, LohiMANn.
Fig. 33 j
Fig. 34 > Ceratium furca (Ehr.), Clap. e Lach.
Fig. 35 )
Fig. 36 — Ceratium fusus (Ehr.), Clap. e Lach.
Est. I
Est. II
Est. Ill
Est. IV
Est. V
85
ESBOÇO DA FLORA DA BACIA DO MONDEGO (^)
Series Rosaies
[Garpellos em numero egual ou menor de que o das pctalas.
Subseries Saxifragineae.
[ Garpellos 1-qo Subseries Rosineae.
Subseries Saxifragineae
[Garpellos 5 livres Crassidaceae.
[Garpellos 2 mais ou menos ligados Saxifragaceae.
Subseries Rosineae
'Flores unisexuaes Philanaceae.
Flores cyelicas Rosaceae.
^Flores zygomorphieas Legumimsae.
Crassulaceae (2)
IEstames em dois verticellos 1
Estames num só verlicillo; corolla gamopetala OUylcdon L.
[ Flores 5-meras Sedum L.
1
I Flores 6-20-meras Sempcrvivum L.
(1) Continuado do vol. XXV, pag. 221.
(2) J. de Mariz — Boi. da Soe. Brot.. VI, p. 17; XX, p. i8.i.
86
Seduin L.
I Flores amarellas 1
Flores brancas ou côr de rosa 4
[Folhas dos ramos estéreis formando bainha na base S. amnlexicaule DC.
i
Folhas não formando bainha 2
2
3
[ Carpellos erectos 3
( Carpellos divergentes S. acre L.
IRhizoma subienhoso; estames peitudos na base S. altissimum Poir.
I Estames glabros S. elegans Lej.
I Folhas subglobosas 5
Folhas mais ou menos cylindricas 6
I Folhas quasi oppostas; flores com peclolo longo S. brevifolium DC.
Folhas dos ramos estéreis e da base do caule imbricadas; flores guasi rentes.
S. anglkum Huds.
l Planta glabra 7
6
(Planta gladuloso-puberula S. hirsutnm L.
(Estames 3 S. rubens L.
(Estames 10-12 8
8
[Plantas sem ramos estéreis S. pedicellalmn B. et H.
(Plantas com ramos estéreis S. álbum L
Sect. Seda geiiuina L). Kock.
S. amplexicaule J)C. Happ. II, p. 80.
Terras áridas. Fl. em junho e julho. I.
S. allissimuin Poir. Dicl. IV, p. 634; S. fruliculo.sum Ijrot. II, p. 206.
Terras áridas, arenosas. Fl. de junho a agosto. I. — Herva pinheira
enxuta.
S. elegans Lej. F"'l. Spa. I, p. 205; S. reílexum Brol. (non L.), II,
p. 208.
Sebes e logares áridos. Fl. de junho a agosto. I.
87
S. acre L. Sp. 432; Brot. II, p. 209.
Paredes, lendas de rochas, terras áridas. Fl. de maio a agosto. MI.
— Vennicularia.
S. brevifolium DC. Rapp. lí, p. 79; S. dasiphyllum Brot. II, p. 210.
Fendas das rochas, terras pedregosas. Fl. de junho a julho. 1-V.
S. angiicum Huds. Fl. angl. p. 196.
a. Raji Lange. S. arenarium Brot. II, p. 212.
Terras áridas arenosas. Fl. de junho a julho. I.
S. alhum L. Sp. I, p. i32; Brot. II, p. 213.
Muros, telhados, terras arenosas. Fl. de jurdio a julho. I-IIÍ. — Arroz
dos telhados. Pinhões de ralo.
S. hirsutum Ali. Fl. pedem. II, p. 122; Brot. II, p. 212.
Muros, rochas, terras pedregosas. Fl. de junho a agosto. I-IV.
Sect. Procrassula Gris.
S. rubens L. Sp. I, p. 432; Brot. II, p. 213.
Campos arenosos. Fl. de maio a junho. I.
S. pedicellatum Bss. et Reut. Diagn. pi. nov. p. 24.
Sitios áridos e pedregosos de regiões altas. Fl. de junho a agosto.
II-III.
>^eiii|»crvivaiBii L.
S. arboreum L. Sp. I, p. 464; Brot. II, p. 378.
Paredes velhas, terrenos arenosos. Fl. de novembro a janeiro. I.
Colylcdoii L.
Sect. Umbilicus DC.
C. umbilicus L. Sp. I, p. 42 a; Brot. II, p. 203.
Rochas, muros velhos, logares húmidos. Fl. de abril a maio. I. —
Conchellos, Sombreirinhas dos telhados. Orelha de monge.
Saxifragaceae
\ Pétalas o ; estames 10 ; capsula 2-locular Saa;ifraga L.
j Pétalas O ; estames 8-10; capsula 1-locular Chrysosplenium Tourn.
88
Saxifrag;a L.
Ovário supero 1
Ovário semiinfero 2
I Filetes dos estames subalados Sect. III. Boraphila Engl.
Filetes dos estames mais largos na metade superior. Sect. IV. Robertsonia Haw.
Folhas palmatifidas Sect. II. Dadyloides Tausck.
2
Folhas crenadas, retlculato-nervosas Sect. I. Nephrophyllum Gaud.
Sect. I. Nephrophjllum Gaud.
S. granulata L. Sp. I, p. 403 ; Brot. II, p. 172.
Muros velhos, terrenos hervosos. Fl. de abril a junho, I.
Sect. II. Dactjloides Tausck.
S. hypnoides L. Sp. l, p. 405; Brot. II, p. 174.
Sobre rochas lujmidas das altas regiões (Serja da Estrella). Fl. de
junho a agoslo. IV-V.
Sect. III. Borapliila Engl.
V
S. stellaris L. Sp. I, p. 400.
Logares húmidos das montanhas graniticas (Serra da Estrella). Fl.
de junho a agosto. IV-V.
Sect. IV. Robertsonia Haw.
S. spatularis Brot. I, p. 172.
Logares húmidos das altas regiões (Serra da Estrella, Louzà). Fl.
de junho a agosto. IV-V.
Cliryso8|ilciiiiiiii L.
C. oppositifolium L. Sp. I, p. 3í)8; Brot. II, p. 40.
Logares húmidos das regiões altas. Fl. de maio a julho. III-IV.
89
Subserie Rosinae
Platanaceae
Plataiiiis L.
P. orientaiis L. Sp. 999; P. hybridus Brot. II, p. 487.
Cultivado e com especialidade a var. accrifolia.
Rosaceae
1 Carpellos 1-9 {
I Carpellos oo Subfani. fíosoideae.
(Receptáculo pouco desenvolvido ; estamos perigynicos- . . Sultfani. Spiracoidme.
1 JReceptaculo concavo; carpello 1 livre; estames perigynicos. Subfam. Prumideae.
(Receptáculo incluindo os carpellos e ligado com elles; estames epigynicos.
Subfam. Pomoideae.
Subfam. Spiracoideae
Spiraea L.
S. Filipendula L. Sp. I, p. 490; Brot. II. p. 355.
Arrelvados húmidos da base da Serra da Estrella. Fi. de março a
agosto. III. — Filipendula.
Subfam. Pomoideae
IFructo com endocarpo coriaceo 1
Fructo com endocarpo duro Mespillus Tournf.
[Flores solitárias grandes ; fructo coberto de felpo Cydonia Tournf.
1
( Flores em corymbo ou umbella Pirus Tournf.
Cydonia Tournf.
C. vulgaris Pers. ; Pyrus Cydonia L. Sp. I, p. 480; Brot. II, p. 330.
Cultivado. Fl. na primavera. — Marmeleiro.
90^
Pirus Tournf.
Subgen. F»iroplior*u.m Med.
P. communis L. Sp. I, p. 479; Brot. II, p. 328.
a. Adiras VValIr. Scked. 213 ap. DC.
v. Saliva DC. Prod.
a. Regiões montanhosas. Fl. de abril a junho. — Pereira brava, Pe-
reira.
y. Cultivada. Fl. na primavera. — Pereira.
Subgen. IMalus Tournf.
P. Malus L. Sp. I, p. 479; Brot. II, p. .329.
Cultivada. Fl. na primavera. — Macieira.
Subgen. Sor^l)!!» L.
P. aucuparia (L.) Gaertn. fr. 2, p. 45; Sorbus aucuparia L. Sp. 477;
Brot. 11, p. 298.
Regiões monlanliosas (Serra da Estrella). Fl. de maio a junho. IV.
— Tramazeira, Cornogodinho.
P. latifolia (Pers.) P. Cout. Boi. da Soe. Brot. XXV, p. 190; Sorbus
Ária Brot. II, p. 2913.
Regiões montanhosas. Fl. na primavera. — Mostageiro.
ileiipyliis L.
|Um único estyiete M. monoijyna (Jacqj Willd.
( Mais de dois estyietes M. oxyacanlha (L.) GaerUi.
M. oxyacantha (L.) Gaertn.; Crataegus oxyacantha L. Sp. I, p. 477.
Sebes e logares incultos, mas raro. Fl. na primavera.
M. monogvna (Jacq.) \AMIId.
Frequente nas sebes. I'l. rui primavera. — Pilrilciro.
91
Subfam. Rosoideae
[ Receptáculo convexo Polenlilleac i
JReceplaculo concavo ;5
(Frncto de carpellos drupaceos com 2 sementes Ruhinae.
(Fructo de carpellos seccos o com 1 semente 2
^Epicaiix de 4-5 divisões ; estyletes lateraes Potenlillinne.
(Epicalix 0; estyletes terniinacs accrescentes Dryadinafí.
[Carpellos poucos ; receptáculo secco. Hervas Sanguisorheae.
(Carpellos muitos; receptáculo um pouco carnoso quando maduro Arbustos.
Roseae.
I. Potentilleae
Rubinae
iiliiis L. (1).
Eubatus Focke
^Estipulas lineares, foliolos peciolados 1
(Estipulas lanceoladas, foliolos rentes ou levemente peciolados .... Corylifolia.
(Turião forte, a principio direito, pouco villoso e sem pellos estrel lados.
■ I Candicantes.
Turião arqueado ou prostrado e mais ou menos villoso 2
Turião com pellos e glândulas raras ou nullas; aculeos eguaes 3
Turião com pellos ásperos e glândulas; aculeos deseguaes Uudulae.
Foliolos nitidamente peciolados e branco-tomentosos na pagina inferior.
.> , Discolores
[Foliolos com a pagina inferior verde ou raras vezes pardacenta Silvalici.
9
(i) Ha na região, com certeza, maior numero de espécies Como, pmóm, (i.s excin-
plares do herbario são incompletos, deixo para mais tarde o estudo, alias dilTicil, das
espécies deste género.
92
Candicantes Focke Natur. Pfl. III
R. thyrsoideiis Wimm. Fl. Schles.
Sebes e terras incultas. Fl. de junho a agosto. I-II.
Discolores Focke
R. ulmifolius Schott in Isis (1818).
Sebes e terras incultas; vulgarissimo. Fl. de junho a agosto. I-II.
Silvatici Focke in A. n. G. Syn.
R. villicaulis Kohler in Wk. et N. Rub. Germ.
Sebes e terrenos incultos. Fl. de junho a agosto. I-II.
Radulae Focke Syn. Rub. Germ.
R. radula Wk. in Roenningh. Prodr. Fl. Monast.
Sebes e terrenos áridos. Fl. de junho a agosto. I-II.
Corylifolia
R. caesius x ulmifolius.
Sebes; raro. Fl. em junho e agosto. I.
Potentiliinãe
(Receptáculo succolento e corado Frarjaria L.
(Receptáculo secco mais ou menos pelludo Potentilla L.
Fraguaria L.
F. vesca L. Sp. I, p. 494: Rrot. II, p. 349.
Logares frescos e sombrios. Fl. de junho a julho. I. — Moran-
gueiro.
93
Poieutilla L.
Teduuculos terminaes; carpellos pelludos pelo menus na base; flores brancas.
Sect. I. Fragariaslt-um.
[Pedúnculos axillares; carpellos glabros; flores ainarellas. Sect. II. EupotetUilla.
Sect. I. FragariastruDi
P. montana Brot. II, p. 350.
Nos arrelvados das regiões altas. Fl. de abril a maio. II.
Sect. II. Eupolcnlilla
(Caules floriferos replantes e radicantes I
(Caules floriferos ascendente-erectos P. Tormentilla Neck.
iCorolla 5-mera; folhas caulinares com longo peciolo P. reptans L.
* j
(Corolla 4-mera; folhas caulinares de peeiolo curto P. procumbens Siblh.
P. reptans L. Sp. 499; Brot. II. p. 350.
Terrenos húmidos. Fl. no verào. I. — Polenlilla ou Cinco em rama.
P. erecta X reptans Murbecke, Bot. Not. 1890.
Terenos húmidos, sebes. Fl. de junho a agosto. I.
P. Tormentilla Neck. Act. Acad. thod. Palat. 1770; Brot. II, p. 352.
Logares húmidos. Fl. no verào. I. — Tormentilla ou Sele em rama.
Dryadinae
Oeuni L.
Sect. Caryopliyliata
I Folhas caulinares grandes 3-8ecadas; estipulas foliaceas G. nrbanum L.
Folhas caulinares pequenas simples; estipulas lanceoladas. G. silvaticum Tourr.
G. urbanum L. Sp. I, p. 501; Brot. II, p. 354.
Logares sombrios e húmidos, sebes. Fl. de maio a jurdio. I-III. —
Caryophyllala, Herva busla, Sanabomda.
94
G. silvaticum Pourr. Act. Acad. Toul. 3, 319; G. biílorum Brot. II,
p. 353.
Terrenos calcareos, mattas húmidas. Fl. de abril a maio. I-III.
II. Sanguisorbeae
1 Flores com caliculo i
(Flores sem caliculo Poterium L.
lEstylete basilar; corolla O AlchemiUa L.
1
(Estylete terminal ; corolla mais ou menos desenvolvida Agrimonia L.
ililc liem i lia L.
[Flores em cymeiras corymbiformes terminaes e lateraes.
Sect. I. Eualchenúlla Fock.
Flores em feixes opposlos ás folhas Sect. II. Aphanes L.
Sect. I. Eiialclicmilia Fock.
A. alpina L. Sp. I, p. 123.
Subesp. A. saxatilis Buser. Notes sur qnelques Alchem. 1891, p. 3.
y. Iransiens (Buser) Uouy, Fl. de Fr. VI, p. 442.
Regiões altas (Serra da Estrella). Fl. em agosto. IV e V.
Sect. II. A|thanes L.
[Folhas 3-parlidas; segmentos 3-4-fidos A. arvensis Scop.
(Folhas 3-partidas; segmentos lateraes 2-lobados, o intermédio 3-lobado.
A. microcarpa Bss. el Reut.
A. arvensis Scop. Fl. Carn. Ed. 2, I, p. 115; A. Aphanes Brot. I.
p. 159.
Campos cultivados e nas pastagens. Fl. de abril a junho. I-II.
A. microcarpa Bss. et Reut. Diagn. pi. nov. Ilisp. 11.
Terrenos arenosos arrelvados. Fl. de abril a junho. I-III.
95
Agríiii»uia L.
A. Eupatoria L. Sp. I, p. 448; Hrot. II, p. 292.
Terrenos diversos, sebes, muros. Fl. de maio a julho. I.
l*o(eriuiii L.
(Fructos alados {
\ Fructos não alados /'. agrimonioides L.
íCapimlos de flores relativamente grandes; fructo (3-7 mm.) alado, azas profiinda-
j I mente crenadas P. MagnoUi Spach.
(Capítulos pequenos; fructo (3 mm.) com azas quasi inteiras.
P. Spachianum Coss.
P. Magnolii Spach. ]\e\. Poler. in Anu. se. nat. 1846, p. 38; P. San-
guisorba Brot. II, p. 296 pro parte.
Terrenos arrelvados, coilinas, bordas de caminhos. Fl. de al)rii a
junho. I-II.
P. Spachianus Coss. Nat. pi. crit. 108; P. Saní:uisorl)a Brot. pro parle.
Mesmas locahdades da espécie anterior. Fl. de abril a junho. 1.
P. agrimonioides L. H. Ups. 200; P. hybridum L. Sp. 994; Brot. 11,
p. 297.
Terrei'os húmidos, proximidades de íloreslas. Fl. de abril a junho. I.
— Agrimunia bastarda.
Roseae
Rosa L.
Estyletes ligados entre si formando columna saliente e villosa (Seet. I. Synslylae
' Crep.) fi- sempervirens [..
[Estyletes livres inclusos ou salientes 1
(Foliolos sem glândulas na pagina inferior, inodoros (Sect. II. Caninae Crep.)- • 2
1
(Foliolos muito glandulosos, odoríferos (Sect. III. hubigimsae Crep.) 3
(Estipulas largas ^ canina L.
2 {
(Estipulas curtas l<- Pouzmn Tra».
[Pedúnculos glanduloso-liispidos ^ mirrantha Sm.
jpedunculos sem glândulas R «''/"■"^« Thuill.
96
Sect. I. Synslylae Grep.
R. sempervirens L. Sp. 492; R. scandens Brot. II, p. 341.
a. genuína Crep. — Foliolos gi andes. Fruclos ovaes.
;í. scandens Crep. — Foliolos grandes. Fructos globosos.
y. microphylla DC. — Foliolos pequenos.
Frequente nas sebes. Fl. de junho a julho.
Sect. II. Caninae Crep.
R. canina L. Sp. 491; Rrot. 340.
a. sphaerica (Gren.) Crep. — Fructos subglobosos ou esphericos.
3. scabrala Crep. — Peciolos e nervura rnedia glandulosos.
y. dumelorum (Thuill.) Crep. — Foliolos compltítamente villosos
na pagina inferior.
Frequente nas sebes, nas florestas e mattagaes. Fl. na primavera.
— Rosa de cào ou Silva macha.
R. Pouzinii Tratt. Monogr. Ros. II, 111.
a. Nuda Gren. — Sepalas sem glândulas na face externa.
'^. dionudis Gren. — Sepalus glandulosas.
Sebes, florestas e nos níiattos. Fl. de maio a junho.
Sect. III. Rubiyinosae Crep.
R. micrantha Sm. Engl. Bot. tab. 2490; R. rubiginosa Brot. II, p. 3il.
Sebes, florestas e maltos. Fl. de maio a junho.
R. sepium Thuill. Fl. Paris. 252.
Sebes, florestas e maltos. Fl. de maio a junho. II.
Leguminosae
Subfam. Papilionatae
(Vagem dividindo-se transversalmente em artículos 1-spermicos Uedysareae.
j Vagem abrindo longitudinalmente 1
97
íFolhas peunadas, terminadas por uma poDla ou gavinha Vicieae.
( Folhas nao terminadas em ponta ou gavinha 2
2
[Arbustos ; estames nomadeiphos Genisleae.
[Hervas; estames em geral diadelphos 3
l Folhas 3-foliadas 4
(Folhas 5-oc - foliadas, imparipennadas 5
IFoliolos com estipellas Phaseokae.
Foliolos denteados sem estipellas Trifolieae.
1 Folhas 3-5-foliadas : foliolos inteiros Loteae.
( Folhas oo-foliadas Galegeae.
PAPILIONATAE-GENISTEAE
1 Sementes sem estrophiolo Spartiinae. 1
I Sementes com estrophiolo Cytisinae. 4
(Folhas digitadas Lupinm L.
i
( Folhas 0. simples ou 3-foliadas 2
ÍFolhas simples ou O 3
2
(Folhas 3-foliadas Adenocarpiis DC.
1 Cálix subspathaceo, 1-labiado Spnrtium L.
3
I Cálix 2-labiado, lábio superior 2-fido Genisla L.
l Arbusto muito espinhoso Vlfx L.
( Al busto não espinhoso Cylisus DC.
PAPILIONATAE-GENISTEAE-SPARTIINAE
í Caiix com appendices lineares entre os lábios 1
j Cálix sem appendices lineares í- í"'^"* ''•
1 Flores amarellas ^ '"'*'"* '^•
M ■ 2
(Flores azues ou purpurmas *
7
ÍXTI
2
í)8
1 Inflorescencia em cacho laxo 3
[ Inflorescencia densa '. C. hispanicus B. et R.
!i
[Planta toda pelluda L. hirsutm L.
( Foliolos glabros na pagina superior 4
IFoliolos 0-7 L. varius L.
Foliolos 0-9 quasi lineares L. angustifolius L.
L. albus L. Sp. p. 721; Brot. II, p. 132.
Cultivado e subspontaneo. Fl. na primavera. — Tremoço.
L. hirsutus L. Sp. p. 721; Brot. II, p. 133.
Sitios relvosos. Fl. na priníiavera. I.
L. varius L. Sp. p. 721.
Terrenos cultivados e arenosos. Fl. na primavera. I.
L. angustifolius L. Sp. p. 721; Brot. II, p. 132.
Frequente nas terras cultivadas entre as searas. Fl. na primavera. I-II.
L. hispanicus Bss. et Reut. Diagn. p. 10.
Terras incultas e mattagaes. Fl. na primavera. I-II.
L. luteus L. Sp. p. 722: Brot. II, p. 134-.
Terrenos incultos. Fl, na primavera. I-II.
S|iai*iiuiii L.
Sp. junceum L. Sp. p. 708; Brot. II, p. 80.
Sebes, cômoros e mattos. Fl. na primavera. I-II. — Giesta ordinária
ou Giesta d' s jardins.
Geuista L.
I Legume curto, l-â-spermico comprimido Brachymrpae. 1
Legume comprido linear-oblongo, oc-spermico Stenocarpae. 2
[ Folhas alternas Sect. II. Voglera G. M. S.
G. íriacantlios li rol.
[Folhas oppostas Sect. L EcUinosparthum Spach.
[Arbustos ou arbusculos inermes 3
[Arbustos ou arbusculos espinhosos 4
Corolia marcescente^ cálix persistente Sect. V. Spartioides Spach.
[Corolla e cálix caducos Sect. VI. Genistoides Spach.
99
l Vagem recta Sect. IV. Erinacoides Suach.
i
(Vagem mais ou menos curva Sect. III. Phyllospartum Willk.
Sect. I. Ecliinositarlum Spach.
G. lusitanica L. Sp. p. 711; Brot. II, p. 88.
Regiões montanhosas. Fl. de julho a agosto. IV-V.
Sect. II. Voglera G. M. S.
G. triacanthos Brot. II, p. 89; Phyt. lusit. I, p. Í30, tab. 54.
Terrenos incultos, mattagaes, florestas. Fl. de março a agosto. I.
Sect. III. Plijilospartura Willk.
(Flores com uma bractea grande foliacea G. anglica L.
(Flores com bractea muito pequena 1
IRamulos quasi sempre aos pares, o superior com muitos espinhos e sem folhas.
G. falcata brot.
Ramulos aos pares, os superiores transformados em 3 espinhos fortes em cruz.
G. berbmdea Lse.
■'B^
G. anglica L. Sp. p. 710.
Terrenos arborisados, mattagaes das regiões inferior e moiilanhosas.
Fl. de maio a julho. I-III.
G. falcata Brot. II, p. 89.
Outeiros arborisados, mattagaes, silvados. Fl. de março a julho, I-IV.
G. berberidea Lge. Descript. et icon. pi. nov. p. 1, tab. I.
Terrenos húmidos das regiões inferiores e submontaidiosas. Fl. de
maio a julho. I-II.
Sect. IV. Erinacoides Spach.
G. histrix Lge. Descr. et icon. pi. nov. p. 2, tab. 2 e Pug. p. 357.
a. glabra Lge.
Regiões altas. Fl. de junho a julho. IV-V.
iOO
Sect. V. Sparlioides Spach.
1 Flores solitárias ou aos pares G. cinerascens Lge.
(Flores em racimos G. polygalae folia DC.
G. cinerascens Lge. Pug. p. 358,
Regiões montanhosas. Fl. de junho a agosto. IV-V.
G. polygalaefolia DC. Prodr. II, p. 151; G. polygalaephylia Brot. II,
p. 56.
Regiões montanhosas. Fl. de maio a julho. IV-V. — Piorno dos tin-
tureiros.
Sect. VI. Genistoides Mnch.
G. Broteri Poir. Supl. II, p. 720; G. parvidora Brot. II, p. 87.
Regiões montanhosas elevadas. Fl. em junho e julho. IV-V.
it.c1euocai*pus DC.
l Ramos com grande numero de folhas, foliolos lanceolados ... A. hispanicus DC.
(Ramos com poucas folhas fasciculadas, foliolos pequenos obovados 1
I Cálix sem glândulas pecioladas A. Telonensis DC.
Cálix com glândulas pecioladas 2
2
[Pedúnculos com 2 hracteolas ao meio A. parvifolius DC.
(Pedúnculos sem hracteolas A. inlermedius DC.
A. hispanicus DC. Fl. fr. V, p. 550; Cjtisus hispanicus La Marck.
Brot. II, p. 91.
Frequente em sitios somhrios e húmidos. Fl. de junho a julho. l-II.
— Codeço alto.
A. Telonensis DC. Fl. fr. V, p. 550; A. commutatus Gem. Prod. II.
Sic.
Mattagaes das regiões inferior e montanhosa. Fl. de maio a julho.
I-III. — Codeço.
A. parvifolius DC. Fl. fr. V, p. 550; A. complicatus J. Gay; Cytisus
compliratus Brot. II, p. 92.
101
Mattagaes da região inferior e montanhosa. FI. de maio a julho. I-III.
— Codeço.
A. intermédios DC. FI. fr. V, p. 549.
Mattagaes. FI. de maio a junho. I-IV.
FAPILIONATAE-GENISTAE-CYTISINAE
Ulcx L.
(Ramos e ramúsculos oppostos e estes em cruz Sect. I. Stauracantlm Lk.
Ramos espinhosos alternos, ramúsculos oppostos ou alternos.
Sect. II. Eitulex Willk.
Sect. I. Stauracanthus Lk.
U. spartioides (Webb.) Willk. Prodr. III, p. 443 ; U. genistoides Brot.
ex part. II, p. 78.
Matias e pinhaes da região inferior. FI. de março a abril. I.
Sect. II. Euulex Willk.
I Flores grandes (12-lo mm.) ; phyllodios longos espinescentes l
I Flores pequenas (4-5 mm.) ; phyllodios curtos espinescentes 4
iBracteolas dispostas junto do cálix 2
(BracteoJas quasi a meio do peciolo U. opisthnlepis Wbb.
Bracteolas grandes ovaes ou suborbiculares U. europaeus L.
Bracteolas pequenas lanceoladas 3
Dentes do cálix muito pequenos ; bracteolas muito pequenas ... U. baetiais Bss.
3 {Dentes do lábio superior do cálix largos ovaes divergentes ... U. Jmsiaei Wbb.
Dentes do lábio superior lanceolados e afastados U. scaber Kze.
(Ramos secundários (espinhos) direitos longos U. nnnus Forst.
(Ramos secundários curtos, grossos, recurvados, densos 5
(Ramos secundários (espinhos) ramosos U. micranthus Lge.
5 <
(Ramos secundários simples em geral U. lusitanicus Maris.
2
102
U. europaeiís L. Sp. 741; Brot. II, p. 78.
Vulgar nas mattas, mattagaes das regiões inferiores e montanhosas.
Fl. de janeiro a junho. I-III. — Tojo amai.
U. scaber Kze. Flora 1846, p. 696.
Sebes das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de março a abril.
I-III.
U. nanus Forsl. in Symons Syn. p. 168.
Mattagaes, llorestas, charnecas da região inferior. Fl. de abril a no-
vembro. I.
U. opistholepis Wcbb. Otia hisp. p. 43,
Florestas das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de março a se-
tembro. I-II.
U. Jussiaei Webb. I. c. p. 43, tab. 36.
Florestas e mattagaes das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de
fevereiro a abril. I-II.
U. micranthus Lge. Diagn. pi. penins. Iber. novar. p. 16.
Regiões inferiores, nos Jogares áridos, mattagaes. Fl. de abril a maio.
I-II.
U. lusilanicus Mariz, Boi. da Soe. Brot. II, p. 115.
Kegiões inferiores e manlanhosas áridas. Fl. de abril a maio. l-II.
€'ylisiis L.
I Caule e folhas normues, cálix campanulado 2-labiado 1
(Caule 2-3-alado; folhas simples ou phyllodios. . . Sect. IV. Pterospartum Spach.
I Lábio superior profundamente dividido Sect. III. Teline Webb.
Lábio superior apenas 2-dentado 2
l Estylete curvo Sect. II. Spartocytisns Webb.
(Estylete longo e enrolado em espiral Sect. I. Saruthamnus Wimm.
Sect. I. Sarolhamnus Wimm.
I Ramos cylincricos 1
Ramos augulosos estriados 2
1 Legume oblongo-elliptico C. Wehcitschii Bss. et Reut.
(Legume trapezoide-elliptico largo C. eriocarpus Bss. et Reut.
103
(Folhas todas 1-foliadas C. grandiflm-us DC.
( Folhas inferiores 3-foliadas, as superiores 1-foUadas 3
3
> Legume todo densamente pelludo C. patens (L.) Webb.
( Legume peUudo nas margens e glabro nas faces C. scoparins Lk.
C. scoparius Lk. En. h. Ber. Spartium scoparium L.
Terras arenosas, encostas de mattas, florestas das regiões inferiores
e montanhosas. Fl. de abril a junho. I-III.
C. grandiflorus DC. Prod. II, p. 154; Spartium grandiflorum Brot. II,
p. 80.
Mattagaes, penedias das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de
maio a junho. I-IV. — Giesteira das sebes.
C. Welwitschii (Bss. et Reut. Pug. p. 28) ; Spartium patens L. Brot. II,
p. 83, era parte.
Terras arenosas das regiões inferiores e montanliosas. Fl. de maio a
junho. I-IV.
C. eriocarpus Bss. et Reut. Diagn. pi. nov. p. 10.
Regiões montanhosas. Fl. de junho a julho. I-IV.
C. patens. (L.) Webb. It. hisp. 51; Spartium patens L. Brot. II, p. 83.
Mattagaes das regiões altas. Fl. de maio a julho. III-IV.
Sect. II. Sparloqtisus Webb.
IFlores brancas • • C. albns Lk.
(Flores amarelladas C. purgans (L.) Wk.
C. albus Lk. Enum. pi. h. Berol. II, p. 241; Spartium álbum Desf. ;
Brot. II, p. 83.
Terras incultas da região inferior e montanhosa. Fl. de abril a junho.
I-III. — Giesteira branca.
C. purgans (L.) Wk. Prod. Fl. hisp. III, p. 456 ; Spartium purgans L.
Entre as penedias das regiões altas. Fl. de junho a agosto. IV-V.
Sect. III. Teline Webb.
. C. candicans DC. Fl. fr. IV, p. 504; Genista candicans L.
Mattagaes e bosques das regiões inferior e montanhosas. Fl. de abril
a junho. l-III.
1
104
Secl. IV. Plerosparlum Spach.
[Peciolo quasi egiial ao tubo do cálix; bracteolas quasi filiformes.
C. stenopterus Spach.
[Peciolo mais curto que o tubo do cálix; bracteolas linear-espaluladas 1
1 Bracteolas mais curtas que o tubo calicinal C. cantabricus Spach.
[Bracteolas mais C(tmpridas que o tubo calicinal C. tridentatus L.
C. stenopterus Spach; Genista tridentata L. ; Brot. II, p. 86.
Terrenos incultos das regiões baixas e montanhosas. Fl. da maio a
junho. I-IV. — Carqueja.
C. cantabricus Spach.; Genista tridentata L.
Como a anterior. Fl. de maio a julho. I-III. — Carqueja.
C. tridentata L. ; Genista tridentata L.
Como a anterior.
PAPILIONATAE-TRIFOLIAE
( Estames monadelphos Ononis L.
(Estames diadelphos 1
[Pétalas ligadas na base ; corolla marcescente Trifolium L.
[Pétalas livres; corolla caduca 2
Ilaflorescencia em capitulo 3
Inflorescencia em cacho ou espiga Melilotus Juss.
i Vagem arqueada cx-spermica dehiscente Trigonella L.
3
(Vagem em espiral, dehiscente ou não Medicago L.
OuouiíS L.
1 Flores articuladas com o pedúnculo lloral Sect. III. Natrix Mnch.
I Flores não articuladas 1
1 Plantas arbustivas espinhosas; flores côr de rosa — Sect. I. Acanthononis Wk.
Plantas herbáceas inermes Sect. 11 Bugram DG.
1
105
Sect. I. ikanthononis Wk.
O. spinosa L. Sp. p. 716; Brot. II, p. 96.
Planta espinhosa direita não estolhosa 1
Planta prostrada na base, estolhosa, quasi inerme; vagem 2-spermica. p. mitis L.
(Vagem oval-lenticular 1-spermica Y. antiquorum L.
(Vagem ovóide 2-4-spermica a. spinosa L.
a. spinosa L. — O. campestris Koch. et Zir. Cat. Pai. 22.
^. mitis L. — O. procurrens Wallr.
y. anliquorum L.
Terras arenosas incultas, campos áridos. Fl. de junho a setembro.
I-II.
Sect. II. Bugraoa DC.
ÍCorolIa rósea Subsect. I. Euhugrana Wk.
{Corolla amarella ^ Subsect. II. Bugranoides DC.
Subsect. I. Eubugraua Wk.
[Flores nitidamente pedunculadas em cacho O. Picardi Bss.
(Flores rentes em espiga terminal densa 0. mitissima L.
Subsect. II. Bugranoides DC.
Espécie perennal ; folhas todas 3-foliadas 0. pusilta L.
O. Picardi Bss. El. 55 e Voy. Bot. Esp. p. 954, tab. 45.
Terrenos arenosos da região inferior e do liltoral. FI. de maio a
junho. I.
O. mitissima L. Sp. p. 717; Brot. II, p. 97.
Terras calcareas e argillosas, sitios húmidos, bordas de campos. FI.
de maio a junho. I.
d
106
O. pusilla L. Sp. ed. 10, II, 1159; O. Columnae Ali. Fl. Pedem. Brot.
Phyt. lusit. I, p. 135.
Outeiros e campos incultos, seccos. Fl. de maio a julho. I.
Sect. III. Natrlx Mnch.
[ Pedúnculos muticos 1-floreos 1
(Pedúnculos aristados 0. hrcviflora UC.
[Folhas inferiores 3-foliadas, as superiores 1-foliadas; estipulas ovaes denteadas
mais curtas que o peciolo O. reclinata L.
JFolhas inferiores e superiores 1-foliadas, as medias 3-foliadas, estipulas grandes
do comprimento do peciolo O. pubescens L.
O. reclinata L. Sp. ed. 2, p. 763; Brot. II, p. 97.
Outeiros áridos, mattagaes. Fl. de maio a junho. I.
O. breviflora DC. Prodr. II, p. 160; O. viscosa Brot. II, p. 93.
Rochas, mattagaes, florestas, pastagens. Fl. de maio a junho. I-II.
O. pubescens L. Mont. II, p. 207; O. arthropodia Brot. II, p. 94;
Phyt. lusit. I, p. 141, tab. 58.
Nas mesmas localidades das espécies antecedentes. Fl. de maio a
junho. I.
Tríg^ouclla L.
Sect. Eutrigonella, | Bucerates Bss.
T. monspeliaca L. Sp. p. 777.
Terrenos arenosos e outeiros áridos. Fl. de março a junho. I.
lledioago L.
í Vagem reniforme, espiralada na extremidade, 1-spermica. Sect. I. Lupularia Ser.
(Vagem espiralada 1
I Vagem livre em toda a extensão Sect. II. Falcago Rchb.
( Espiras ligadas na parte central Sect. lil. Spirocarpos Willk.
1
107
Sect. I. Lopularia Ser.
M. lupulina L. Sp. p. 779; Brot. II, p. íi±
Campos, pastagens, margem de caminhos. Fl. de junho a julho. I.
Sect. II. Falcago Rclib.
l Vagem falciforme m. falcala L.
(Vagem espiralada 1
lEspiral de 2-3 voltas, espinhos nullos M. sativa L.
(Espiral de 2-3 voltas muito juntas, margem grossa e espinhosa... M. marina L.
M. falcata L. Sp. p. 779.
Terrenos arenosos cultivados. Fl. de abril a agosto. I. — Luzerna de
sequeiro.
M. sativa L. Sp. p. 778; Brot. II, p. 112.
Cultivada em terras frescas e permeáveis. Fl. de maio a julho. I. —
Luzerna.
M. marina L. Sp. p. 779; Brot. II, p. 113.
Frequente nas areias da costa maritima. Fl. de abril a junho. I.
Sect. III. Spirocarpos Willk.
I Vagem sem nervura extra-marginal Subsect. I. Orbiculares Urb.
Vagem com uma nervura extra-marginal parallela à sutura dorsal 1
[Vagem coberta de pellos glandulosos.. Subsect. III. Rigidulae Fiori et Begninot.
M. riíjidula Desr.
Vagem glabra 2
(Vagem cylindrica com espinhos fortes, espiras grossas e duras e muito juntas;
e, ] sementes separadas por septos Subsect. II. Pacliyspirae Urb.
Vagens membranosas ; espinhos menos fortes 3
Dentes do cálix piloso-barbados na extremidade. . Subsect. IV. Lcptospirae Urb-
Dentes do cálix glabros completamente Subsect. V. Eiispirocarpae Urb.
1
3
108
Subsect. I. Orl)iciilares Urb.
M. orbicularis Ali. Fl. Pedem. I, p. 314; M. polymorpha a. L. Sp. 779.
Terrenos arenosos cultivados. Fl. de maio a junho. I.
Subsect. II. Paehyspirae Urb.
1 Vagem pequena discoide-cylindrica 1
( Vagem grande mais ou menos cylindriea 2
( Pedúnculo aristado M. littoralis Rohde.
1
(Pedúnculo não aristado M. obscura Retz.
2
'Vagem com 4-6 voltas de espira; espinhos completamente divaricados.
M. truncatula Gaertn.
jVagem com o-7 voltas, margem larga t-nervea, espinhos fortes, lacinias do cálix
villosas na extremidade M. turbinata Willd.
M. obscura Retz. Obs. bot. l, p. 24.
1. Helix. — Voltas da espira 1 Vs"^*
a. aculeata Guss.
II. Ternala. — Voltas da espira 4-8.
(3. muricata Urb.; M. muricata Brot. II, p. 116.
Campos e terras incultas. Fl. de abril a maio. I.
M. littoralis Rohde in Lois. Not. 118.
Areaes do littoral e ainda nas terras arenosas do interior. Fl. de
março a maio. I.
M. truncatula Gaertn. De fruet. II, p. 350.
b. longeciliata Urb.
Terras arenosas e incultas. Fl. de março a maio. I.
M. turbinata Willd. Sp. pi. III, 1409; M. polymorpha 5. iurhinala e
e. muricata L. Sp. ed. 2, 1058.
a. aculeata Gaertn.; M. villosa Brot. II, p. 116.
a. dexlrorsa Arch.
p. sinistrorsa Asch.
109
Campos e terrenos incultos, arenosos e relvosos. Fl. de março a maio.
Subsect. III. Rigidiilae Fiori el Begiiinot
M. rigidula Desr. in Lam. Encycl. IIÍ, p. 634; M. polymornha i. riqi-
dula L. Sp. ed. 2, 1098.
Terras arenosas e incultas mais ou menos relvosas. Fl. de abril a
maio. I.
Subsect. IV. Leptospirae Urb.
M. mínima Grufberg in L. Amoen. IV, p. 105; M. polymorpha >i. mí-
nima L. Sp. ed. 2, 1099.
a. pubescens Webb. Hist. nat. Canar.
a. vulgar is Urb.
p. longisela DC. Prod. II, p. 178.
b. mollissima Koch. Syn. p. 164.
Terrenos cultivados e incultos frescos. Fl. de março a maio. I-II.
Subsect. V. Eiispirocarpae Urb.
Pedúnculos aristados com 2-o flores 3/. arábica Ali.
Pedúnculos não aristados com 3-8 flores M. hispida Gaertn.
M. arábica Ali. Fl. Pedem. I, p. 315; M. polymorpha >i. arábica L.
Sp. ed. 2, 1098; Brot. II, p. 115.
Terrenos relvosos e húmidos. Fl. de abril a maio. I.
M. hispida Gaertn. De Iruct. II, p. 349; M. ciliaris Brot. II, p. 114.
A. MiCROCARPA Urb.
a. oliyogyra Urb. — Vagens com 1 '/j-S 7^ voltas da espira.
a. apiculala Urb. — Espinhos de comprimento egual
ou pouco mais do que a espessura das espiras.
j5. denliculala Urb. — Espinhos muito mais compridos
do que a espessura das espiras.
110
B. Macrocarpa Urb.
a. tricycla Urb. — Vagens com 3-4 voltas da espira.
6. pentacydica Urb. — Vagens com 5-6 voltas.
^. breviaculeala Vrh. — Espinhas pouco mais longas
do que a grossura das espiras.
y. longiaculeata Urb. — Espinhas muito mais longas
do que a espessura das espiras.
Terrenos arenosos, incultos, campos e searas. Fl. de abril a junho. 1.
ilelilolus Tournf.
IFructos reliculado-rugosos Sect. I. Coelorytis Ser.
JFructos com linhas salientes curvas concêntricas Sect. II. Gyrorytis Koch.
Sect. I. Coelorytis Ser.
/Flores e fructos muito pequenos; estipulas acuminato-setaceas.
) iU. paiviflora Desf.
(Flores e fructos relativamente grandes; estipulas ovato-acuminadas.
M. itálica Lam.
Sect. II. Gyrorylls Koch.
Planta glabra; fructos côr de palha M. segetalis (Brot.) Ser.
M. itálica Lam. Fl. fr. II, p. 594; Trifolium Melilotus itálica L. Sp.
p. 765; Brot. II, p. 102.
Cultivada e subspontanea. Fl. de abril a maio. I. — Anaphe.
M. indica Ali. Fl. Pedem. I, p. 308; Trifolium Melilotus indica L. Sp.
p. 765; Brot. II, p. 102; M. parviflora Desf. Fl. ali. 2, p. 192.
Pastagens e terrenos húmidos. Fl. de maio a junho. I. — Anaphe.
M. segetalis (Brot.) (1) Ser. DC. Prod. II, p. 187; Trifolium Melilotus
segetalis Brot. II, p. 484.
Searas, caminhos, terrenos arenosos. Fl. de abril a junho. I.
(1) Ê considerado por alguns botânicos como variedade do M. sulcatus Desf.^ do
qual diflere apenas pela côr do fructo e pela glabrescencia.
111
Trifoliuiii L.
j Flores acompanhadas de bracteas Subgen. Trifoliastrum Ser. 1
(Flores sem bracteas Subgen. Lagopus LoisiC. 3
l Cálix regular 5-denteado ou 2-labiado 5-nerveo não accrescenle 2
1 <
(Calix 2-labiado 10-nerveo, accrescendo depois da floração.
Sect. III. Golearia Presl.
1 Corolla amarella, bracteas pequenas Sect. I. Chronosemium Ser.
i
(Corolla branca ou rósea, bracteas bem apparentes.
Sect. II. Euamoria Gib. et Belli.
l Flores de capitulo todas eguaes e férteis Sect. I. Eulagopus Lojac. 4
(Flores periféricas dos capítulos férteis, muitas do centro sem corolla e estéreis.
Sect. II. Cahjcomorphnm Presl.
I Fauce do calix aberta ou fechada com pellos; corolla marcescente.
§ Prosbatostoma Gib. et Belli.
Fauce do calix fechada por um corpo calloso; corolla caduca.
§ Stenostoma Gib. et Belli.
Subgen. Trifoliastrum Ser.
Sect. I. Chronosemium Ser.
[Estipulas largas e arredondadas na base, mais curtas que o peciolo: capítulos de
3-5 flores 1
|Caules filiformes, estipulas não dilatadas na base mais longas que o peciolo;
capítulos pequenos de 2-5 flores; pedúnculo capillar flexuoso.
T. micranílium Viv.
Capítulos de 3-5 flores T. minus Sm.
Capítulos de 20-40 flores T. eampeslre Sclireb.
Sect. II. Enamoría Gib. et Helli
Calix bem mais curto que o estandarte 1
I Calix egual ou pouco mais curto que o estandarte 2
(Caules rastejantes e radícantes; capítulos em pedúnculos longos . . T. repens L.
1
(Caules restejantes mas não radícantes. T. pallescens Sclireb.. var. glareosum Pers.
112
I Capítulos em pedúnculos flexuosos mais curtos que as folhas. T. cernuum Brot.
Capítulos axíUares rentes T. glomeratiim L.
Sect. 111. Galearia Presl.
^ Capítulos com pedúnculo muito curto ou quasí rentes T. tommtosum L.
( Capítulos com pedúnculos longos 1
! Planta annual; corolla com o estandarte voltado para o labío inferior do cálix
depois da fecundação T. resiipinatum L.
Plantas perennaes de caule mais ou menos lenhoso na base 2
(Bracteas grandes, as inferiores ligadas entre si T. fragiferum L.
2
(Brecteas muito pequenas, as inferiores subverticilladas T. physodes Stev.
Sect. I. Clironosemiura Ser.
T. minus Sm. in Relham. Fl. Cantabr. p. 290; T. filiforme Brot. II,
p. 111.
Terras frescas, caminhos. Fl. de maio a junho. I.
T. filiforme L. Sp. p. 773.
Prados e em terras de cascalho, Fl. de maio a junho. I.
T. campestre Schreb. in Sturm. Deulschl. Fl.; T. procumbens L. Fl.
Suec; Brot. II, p. 110.
Pastagens, terras incultas, margens dos rios. Fl. de abril a junho. I.
Sect. 11. Euamoria Gib. et Belli
T. repens L. Sp. p. 767; Brot. II, p. 103.
Prados e terras frescas. Fl. de maio a outubro. I-II.
T. pallescens Schreb. in Sturm. Deutschl. Fl. var. glareosum Rouy il
Fouc.
Terras arrelvadas e pedregosas. Fl. de junho a julho. IV.
T. cernuum Brot. Phyt. lusit. I, p. 150, tav. 62.
Prados, terrenos arrelvados e arenosos. Fl. de maio a junho. I-II.
T. glomeratum L. Sp. p. 770; Brot. II, p. 198.
Terras cultivadas, áridas, caminhos. Fl. de março a junho. I.
ivò
Secl. III. Galearia Presl.
A
2 )
T. resupinatum L. Sp. p. 771; Brot. II, p. 109.
a. majus Bss. ; T. suaveolens Willd.
[3. minus Bss.; T. Clusii Gr. et Godr.
Terras frescas arenosas, Fl. de abril a junho. I.
T. tomentosum L. Sp. p. 771 ; Brot. II, p. 110.
Terrenos arenosos cultivados ou estéreis. Fl. de abril a junho. I.
T. fragiferum L. Sp. p. 772; Brot. II, p. 109.
Pastagens, terrenos arenosos e huníiidos. Fl. de maio a setembro. I.
T. physodes Stev. in M. Bieb. Fl. Taur.-Cauc. II, p. 217; T. Cupani Tin.
Terrenos de sombra, florestas. Fl. de junho a setembro. I.
Sul)gen. I-.agopvis Lnjac.
Sect. I. Eulayopus Lojac.
§ Prosbatostoma Gib. et Belli
[Estandarte completamente livre Stenosemium Celak.
T. striahim L.
Estandarte ligado pela unha com as outras pétalas e estames 1
Fructo com uma única semente i
Fructo com mais d'uma semente V. Pmlensia Sib. et Belli.
l Cálix com 10 nervuras 3
( Cálix com 20 nervuras VI. Lappaceae Gib. et Belli.
Cálix membranoso entre as nervuras, lacineas selacoas densamente plumosas
o i 3-4 vezes mais longas que o tubo I. Anrnsia Gib. et Helll.
[Calix coriaceo com nervuras fortes '*
íLacinias do calix subuladas quasi erectas na maturação.
\ II. Trichopíera Gib. et Belli.
(Laclnias afastadas entre si na maturação ••
I Lacinias recurvadas para fora IH- Scahroidea (iib. cl Itellí.
(Lacinias longas subespinliosas dispostas em eslrella . . IV. Stellata Gil. et Belli.
g XXVI
114
i
Stenostoma Gib. et Belli
(Folhas superiores oppostas, foliolos obovaes 1
(Folhas alternas, foliolos estreitos VII. Angustifolia Gib. et Belli.
[Dentes do cálix triangular-acuminados, os lateraes pouco mais curtos que o tubo.
o inferior egual ou pouco mais longo VIII. Marilima Gib. et Belli,
I Dentes do cálix laiiceolados, os lateraes muito mais curtos que o tubo, o inferior
bastante mais longo IX. Ochroleuca Gib. et Belli.
Sect. II. Cal)comorphum Presl.
Flores da periferia férteis com corolla, as internas estéreis sem corolla. Matura-
ção dos fructos liypogea T. subterranewn L.
Subgen. Lagopus Lojac.
Sect. I. Eulagopus Lojac.
Stenosemium Celak.
T. striatum L. Sp. p. 770; Brot. II, p. 107.
Outeiros, pastagens, terrenos calcareos. Fl. na primavera. I.
I. Arvensla Gib. et Belli
T. arvense L. Sp. p. 769; Brot. II, p. 106.
Campos cultivados, outeiros seccos, caminhos. Fi, de junho a julho. I.
— Pé de lebre.
li. Trichoptera Gib. et Belli
T. Bocconii Savi Observ. Trif. p. 37; T. semiglabrum Brot. Phyt.
lusit. I, p. 155.
Terrenos arenosos arborisados. Fl. de junho a julho. I.
iro
III. Scabroldea Gib. et Belli
T. scabrum L. Sp. p. 770; Brot. 11, p. 107.
Terrenos arenosos áridos, marge;is de caminhos, campos cultivados.
Fl. na primavera. I.
IV. Stellata Gib. et Belli
(Flores em espiga longa, cyiindro-conica; corolla vermelha ... T. incarnatum L.
I Flores em capitulo ; corolla branca ou rósea y. stellatum L.
T. incarnatum L. Sp. p. 769.
Cultivado e subspontaneo era terras férteis. Fl. de abril a maio. I.
— Trevo incarnado.
T. stellatum L. Sp. p. 769; Brot. II, p. 107.
Vulgar nos terrenos cultivados, nos caminhos. Fl. de maio a junho I.
V. Pratensia Gib. et Belli
[Dentes do cálix linear-setaceos ciliados, o inferior com o dobro do comprimento
do tubo ; fauce do tubo fechado por um annel calloso T. praletise L. Sp.
[Dentes do ealix subulados duas vezes mais compridos que o tubo; fauce aberta.
T. di/Jusum Ehrh.
T. diffusum Ehrh. Beitr. VII, p. 14.^; T. purpurascens Roth. Catai. I.
p. 91; Brot. II, p. 105.
Prados, sitios sombrios e húmidos. Fl. de junho a julho. í.
T. pratense L. Sp. p. 768; Brot. II, p. 105.
3. villosum VVahlb. — Caule e peciolos villosos, pellos patentes,
y. nivale Sieb.; T, pratense, var. pjrennicum Willk. et Lange.
— Caule e peciolos villosos, pellos encostados á casca.
Prados, terrenos frescos, margens de rios. Fl. de junho a julho. I.
VI. Lappacea Gib. et Belli
Cálix com 10 nervuras T. nmlium (h.) Huds.
Cálix com 20 nervuras •
*•
116
Í Dentes do cálix densamente ciliados T. Cherleri L.
Dentes do cálix fracamente ciliados T. lappaceum L.
T. médium (L.) líuds. Fl. Angl. ed. I, p. 284.
Sitios relvosos frescos sombrios. Fl. de maio a dezembro. 1.
T. Cherleri L. Dem. pi. 21, Amoen. Acad. III, p. 418; Brot. II, p. 104.
Collinas relvosas, campos incultos. Fl. de abril a maio. I.
T. lappaceum L. Sp. p. 768; Brot. II, p. 104.
Outeiros calcareos, campos, terras arenosas. Fl. na primavera. I.
VII. Angustifolia Gib. et Belli
T. angustifolium L. Sp. p. 769; Brot. II, p. 104.
Terrenos arenosos relvosos, bordas de campos, collinas incultas. Fl.
de abril a junho. I.
VIII. Marítima Gib. et Belli
[Dentes do cálix muito deseguaes, o inferior com o dobro do comprimento do tubo
1 e por íim reflectido T. squarrosum L.
iDentes do cálix deseguaes, o inferior de comprimento egual ao do tubo e não re-
[ flectido, todos por fim patentes T. maritimum L.
T. squarrosum L. Sp. p. 768; Brot. II, p. 106.
Terras frescas e prados. Fl. de junho a agosto. I.
T. maritimum Huds. Fl. Angl. ed. I, p. 408.
Terras arenosas da região maritima. Fl. de maio a junho. I.
IX. Ochroleuca Gib. et Beili
T. ochroleucum Iluds. Fl. Angl. ed. I, p. 283; L. Svst. Nat. ed. 12,
III, p. 233.
Prados, sitios relvosos, terrenos sombrios. Fl. de junho a julho. I.
Sect. II. Calicomorpbura Presl.
T. subterraneum L. Sp. p. 767; Brot. II, p. 103.
Terrenos relvosos, caminhos, paredes velhas. Fl. de abril a maio. I,
ir
PAPILIONATAE-LOTEAE
(Vagem indehiscente 1-2-spermica inclusa no cálix Anthyllis L.
(Vagem dehiscente 2
I Vagem recta oc-spermica, valvas enroladas em espiral depois da deliiscencia.
Lottis L.
Vagem recta 2-4-spermica, valvas não enrolando Doryrninm Vill.
itiitliyllis L.
( Estames monadelphicos Scct. I. Vulneraria DC.
1 Estames 2-adelphos i
! Vagem 1-spermica, inflorescencia globosa, pequena.. Sect. II. Dorynwpsis Bss.
Vagem oo-spermica (2-6) septada transversalmente, inflorescencia em capítulos de
5 a 9 flores Sect. 111. Cornicina Bss.
Sect. I. Vulneraria DC.
A. vulneraria L. Sp. p. 719; Brot. II, p. 154.
a. vidgaris Koch. — Cálix concolôr; corolla branca ou amarella.
p. rubra L. — Corolla vermelha.
8. hispida Bss. et Reut. — Caule e folhas hispidas.
Terras frescas, arenosas. Fl. de abril a julho. MI. — Vulneraria.
Sect. II. Dorycnopsis Bss.
A. Gerardi L. Mant. I, p. 100; Brot. II, p. 155.
Collinas seccas, vinhas. Fl. de junho a julho. I.
Sect. III. Cornicina Bss.
A. lotoides L. Sp. p. 720; Brot. II, p. 155.
Campos e terras incultas. Fl. de maio a junho. I.
118
Dorycuiuiii Vill.
Secl. Bonjeania Rchb.
D. reclum Ser. in DC. Prodr. 11, p. 208; Lotus rectiis L. Sp. p. 775;
Brot. II, p. 123.
Logares húmidos, bordas de ribeiros. Fl. de maio a agosto. I.
IjoIus L.
l Cálix tulniloso-campanulado, raras vezes sub-2-labiado.. Sect. I. Eulotus Ser. 1
(Cálix 2-labiado, lábio superior 2-fiào, o inferior 3-partido. . . Sect. II. Lotea Ser.
L. crelicns L.
Plantas perennaes 2
Plantas annuaes • • 4
Cálix com dentes eguaes 3
Cálix subbilabiado L. glareosus Bss. et Reut.
1
[Caule fistuloso; flores 4-14 em umbellas; cálix de dentes linear-lanceolados.
L. uliginosus Schkerber.
I Caule não fistuloso, 2-3 flores; cálix com dentes triangulares na base e franca-
mente subulados L. corniculatus L.
[ Legume incluso no cálix L. parviflorus Desf.
(Legume mais comprido que o cálix 5
[Legume em arco L. conimbricensis Brot.
5
(Legume recto 6
3
4
Pedúnculo com 2-4 flores, que se fazem verdes, seccando
7
Pedúnculo com 1-3 flores, que não se coram de verde, seccando.
L. imgifstissimus L.
[Estandarte chanfrado; carena em longo bico direito L. hispidus Desf.
[Estandarte apiculado; carena em bico recurvado... L. castelhanus Bss. et Reut.
Sect. I. Eulotus Ser.
L. corniculatus L. Sp. p. 775; Brot. II, p. 121.
119
a. vulgaris Willk. — Glabro ou quasi glabro; dentes do cálix do
comprimento do tubo.
a. genuimis. — Pedúnculos 2 ou 3 vezes mais compridos
que as folhas.
3. pedunculatus. — Pedúnculos 4 ou mais vezes mais com-
pridos que as folhas.
6. gracilis. — Glabro ou pubescente, caule e ramos muito del-
gados.
c. pilosiis. — Mais ou menos albo-piloso; dentes do cálix mais
compridos que o tubo.
a. ciliatus. — Foliolos, estipulas e cálix mais ou menos
ciliados.
p. villosus. — Toda a planta densamente villosa.
f. alpinus Bss. — Anão, cespitoso; folhas quasi rentes,
foliolos pequenos.
Terras arrelvadas, arenosas. Fl. de abril a junho. I-III.
L. uliginosus Schkerhr. Handb. II, p. 433; L. corniculatus silvaticus
Brot. II, p. 121.
Sitios muito húmidos. Fl. de maio a junho. I.
L. glareosus Bss. et Reut. Pug. p. 36.
y. glacialis.
Terrenos de cascalho e areentos. Fl. de junho a agosto. III-V.
L. parviflorus Desf. Fl. Atl. II, p. 206; L. microcarpus Brot. II, p. 119.
Terrenos seccos arenosos. Fl. de abril a maio. I.
L. coimbrensis Willd. Sp. pi. III, 1390; L. conimbricensis Brot. Phyt.
lusit. fase. I, p, 28; Fl. lusit. II, p. 118.
Terrenos relvosos e húmidos. Fl. de abril a junlio. I.
L. angustifolius L. Sp. p. 774; L. oligoceratus Scop. Brot. II, p. 118.
Terras arenosas e húmidas. Fl. de maio a julho. I.
L. hispidus Desf. Cat. Hort. Pav. p. 190.
Terras arenosas, relvosas e húmidas. Fl. de maio a junho. í.
L. castellanus Bss. et Reut. Diagn. pi. orient. n.** 9, p. 34, e Png. p. 38.
Terras incultas, arrelvadas, húmidas. Fl. de julho a outubro. I-IIÍ.
Sect. II. lolea Ser.
L. creticus L. Sp. p. 775; Brot. II, p. 120.
Areias do littoral. Fl. de março a maio. I.
120
t
PAPILIONATAE-GALEGEAE-ASTRAGALINAE
(Vagem cylindrica Asíragalus L.
(Vagem linear comprimida denteada no dorso Biserrula L.
itistrag^alus L.
I Plantas pequenas annuaes ou 2-annuaes Sect. I. Trimenaeus Bge.
Plantas perennaes 1
[Flores pedmiculadas em cacho laxo^ vagem grande e um pouco vesiculosa.
Sect. II. Phaca Bge.
[Flores rentes ou quasi, em cacho denso, vagem comprida e estreita.
Sect. III. HypogloUis Bge.
1
1
Sect. I. Trimenaeus Bge.
[ Pellos 2-furcados, ramos parallelos á epiderme A. Epiglottis L.
[Pellos simples grossos presos pela base 1
1 Vagem em fornia de barquinha A. cymbaecarpus Brot.
[Vagem estreita recurvada em forma de foicinha A. hamosus L.
A. epiglotlis L. Mart. II, p. 274; Brot. II, p. 168.
Campos e outeiros arenosos e argillosos. Fl. de abril a maio. I.
A. cymbaecarpus Brot. II, p. 167; Phyt. lusit. I, p. 143, tab. 59.
Terras húmidas e arenosas. FI. de abril a junlio. I.
A. hamosus L. Sp. p. 758; Brot. II, p. 167.
Terrenos áridos e estéreis. Fl. de abril a julho. I.
Sect. II. Phaca Bge.
A. lusitanicus Lanik. Dicl. I, p. 312; Brot. II, p. 166.
Terrenos férteis, terras da beira mar. Fl. de abril a junho. I-II. —
Alfavaca dos montes.
121
Sect. III. Hypoglottis Bge.
A. granatensis Lge. Piig. p. 372; A. hypoglottis Brot. Phvt. lusit. !,
p. 145, tab 60.
Collinas estéreis, sitios alpestres. Fl. de abril a julho. I.
Biserriila L.
B. Pelecinus L. Sp. p. 762; Brot. II, p. 170.
Terrenos arenosos cultivados e incultos. Fl. de março a junho. I.
PAPILIONATAE-HEDYSAREAE-CORONILLINAE
[Folhas inteiras, vagem espiralada e com liuhas salientes (costullas) longilndinaes.
Scoíyinrm L.
[Folhas 3- 00 -foliadas, vagem recta ou em forma de foucinha i
I Vagem recta dividida em articules oblongos Coronilla L.
Vagem em forma de foucinha, nitidamente articulada Ornilliopus L.
^corpiuriis L.
'Costullas externas com tubérculos cónicos ou espinhos mais ou menos recurvados
em gancho na extremidade S. muricnta L.
(Costullas externas com tubérculos muito dilatados na extremidade; voltas da es-
pira muito juntas ; pedúnculos 1-floreos íí. vermkulata L.
S. muricata L. Sp. p. 745; Brot. II, p. 79.
a. typicus Fiori et Beg. — Espira laxa, com curtos tubérculos
cónicos; pedúnculos 2-lloreos.
p. sulcala (L.). — Espiras laxas, espinhas direitas em geral gla-
bras; pedúnculos subtrilloreos.
y. subvillosa (L). — Espiras um pouco juntas, espinhos mais
compridos e mais finos do que os das variedades ante-
riores; pedúnculos i-íloreos.
Terrenos cultivados. Fl. de abril a julho. I.
S. vermiculata L. Sp. p. 744; Brot. II, p. 79.
Terras cultivadas e incultas. Fl. de março a junho. I.
122
OriíitSiopus L.
lUmbellas sem bractea Sect. I. Arthrolobivm Desv. i
(Umbellas com folha bracieal imparipennada .... Sect. II. Euornithopus Wh. 2
(Folhas inferiores simples; estipulas ligadas invaginantes O. durus Cav.
1
(Folhas todas imparipemiadas; estipulas quasi miUas 0. ebracteatiis Brot.
2
I Flores pequenas amarellas 0. compressm L.
j Flores brancas com linhas côr de rosa no estandarte 3
I Flores muito pequenas, vagem articulada direita, roslro curto. 0. perpiisillus L.
Flores maiores, vagem curva com rostro longo (Vs ou Va do comprimento da va-
gem 0. sativvs Brot.
Sect. I. Arliirolobiuin Desv.
O. durus Cav. Ic. I, p. 31, tab. 41; O. hetcrophyllus Brot. lí, p. 160;
Phyt. t. 87.
Collinas áridas. Fl. de abril a junho. I.
O. ebracteatus Brot. II, p. 159; Phyt. lusit. I, tab. 68.
Terrenos cultivados e arenosos. Fl. de abril a agosto. I.
Sect. II. Eiiornilhopus Wk.
O. compressus L. Sp. p. 744; Brot. II, p. 159.
Terrenos incultos e arenosos. Fl. de março a junho. I. ■ — Serraâella
estreita.
O. perpusillus L. Sp. p. 743.
a. roseus (L,). — Pedúnculos mais compridos que as folhas;
folha floral de comprimento do cálix quando muito; flor
maior.
Terrenos arenosos, incultos, bordas de caminhos. Fl. de maio a ju-
nho. I.
O. sativus Brot. II, p. 160.
Cultivado e subspontaneo nas terras arenosas. Fl. de março a maio. I.
— Serradella cultivada.
123
Coroiiilla L.
Tolhas com 2 a 3 pares de foliolos, vagem de 4 angulo?.
Sect. I. Evcoronilla Benlli. cl Hook.
C. glauca L.
^Folhas 3-foliadas, foliolo médio grande, os laleraes reniformes pequenos.
Secl. II. Srorpioidrs Benlh. i'l Hook.
C. srorpioidcs (L.) Koch.
Sect. I. Eucoronilla Benlli. et Ilook.
C. glauca L. Cent. pi. 1, p. 23; Sp. ed. II, lOí-7; Brot. II, p. 163.
Terrenos calcareos. Fl. de março a jullio. I. — Senna do reino.
Sect. II. Scorpioides Beiíth. et Hook.
C. scorpioides (L.) Koch. Syn. ed. I, p. 188; Ornithopiis scorpioides
L.; Brot. II, p. 161.
Terrenos cultivados. Fl. de fevereiro a ju«ilio. I.
PAPILIONATAE-VICEAE
ITubo dos estames truncado muito obliquamente Vicia L.
(Tubo dos estames truncado em angulo recto i
lEstylete comprimido lateralmente Pisum L
1
(Estylete comprimido transversalmente Lathyrus L.
Wieia L.
(Estylete comprimido dorsal ou lateralmente 1
Estylete filiforme assovclado pubeseente na extremidade, Sect. IV. I'Jnilia 1-k.
Estylete barbudo na face inferior pouco abaixo do estignia. Sect. I. Envida Vis.
Estylete pelludo na face superior ou em roda 2
1
2
(Vagem troncada muito obliquamente e rostrada na extremidade.
Secl. II. Cracca Riv.
[Vagem arredondada na extremidade c não rostrada Sect. III. Knum L.
124
Sect. I. EuTÍcia Vis.
I Caule delgado raslejante ou trepador Vicicinae. l
Caule recto mais ou menos consistente e carnoso Fabinae. 4
1 Vagem curta e larga Platycarpae. 2
( Vagem comprida ensiforme Hyphocarpae. 3
2
1
2
fFlôr amarella, vagem linear-oblonga com pellos duros nascendo d'um tubérculo;
sementes globosas V. lutea L.
iFlôr amarella n)ais ou menos riscada de violeta; vagem rhomboidal-oblonga co-
berta de pellos acastanhados; sementes (3-4) quadrangulares comprimidas.
V. vestita L.
1 Flores e legumes rentes V. sativa L.
3
(Flores pedunculadas; pedúnculo egual ou mais comprido que a folha.
V. Bythnica L.
Folhas inferiores com um só par de foliolos e sem gavinha; foliolos grandes elli-
plieos. Flores grandes, pedúnculos mais curtos que a folha; dente superior do
cálix triangular, os inferiores lanceolados mais compridos; corolla purpurina.
4 { V. narboneniis L.
fFolhas todas mucronadas, corolla branca, vagem muito grande, sementes grandes
achatadas lateralmente, hilo linear V. Faba L.
Sect. II. Cracca Riv.
*
1 Plantas annuaes polyspermicas, flores grandes 1
[Plantas annuaes 2-4-spermicas, flores pequenas 2
[Dentes superiores do cálix muito curtos, os inferiores linear-subulados; vagem
glabra V. dasycaiya Ten.
JDentes do calix sctaceos quasi eguaes densamente villosos; vagem densamente
villosa V. atropurpurea Desf.
[Dentes do calix deseguaes, os superiores conniventes, os inferiores subulados
ciliados ; vagem amarellada glabra V. ãisperma DG.
) Dentes do calix eguaes villosos; vagem muito pequena (8-10 mm.) negra villo-
sula V. hirsuta S. F. Grav.
128
Sect. III. Ervura L.
Foliolos linear-allongados; flores de 0-6 mm.; cálix de dentes quasi eguacs.
V. tetiaspcnna Moencli.
Sect. IV. Eivilia Lk.
Folhas com 8-12 pares de foliolos, mucronadas, sem gavinha.. V. Ervilia Willd.
Sect. I. Envida Vis.
# Vícicinae
V. lutea L. Sp. p. 736; Brot. 11, p. 151.
Terrenos cultivados, collinas áridas, prados. FI. de março a junho. I.
V. vestita Bss. Elench. p. 67; Voy. bot. Esp. p. 193, tab. o7.
Searas, terrenos cultivados e sitios sombrios. Fl. de abril a maio. I.
V. sativa L. Sp. p. 736; Brot. II, p. 150.
Plantas sem estolhos brancos subterrâneos.
V. sativa typíca Beck. Fl. Nieder-Oesterr. p. 876. — Flores de
2-3 mm.
«. obovala Ser. in DC. Prod. — Foliolos obovaes ou obcor-
dados.
^. Unearis Lang. Pug. — Foliolos muito estreitos. Flores de
1,5-1,8 cm.
V. cordata Wulf. in Sturm. Deulsch. Fl. — Foliolos das folhas
inferiores obcordados, os das superiores linear-cuneiformes.
V. angustifoUa L. Amenit. Ac. IV, p. 105. — Foliolos das folhas
superiores linear-troncados ou obtusos.
a. Bobarlli Koch. Syn. ed. II, p. 213. — Foliolos das fo-
lhas superiores linear-lanceolados, ou linear-troncados,
ou emarginado-mucronados.
p. segeialis Koch. I. c. — Foliolos das folhas superiores
oblongo-lanceolados arredondados na extremidade.
V. amphicarpa L. Sp. ed. II, p. 1030. — Plantas com estolhos
brancos e subterrâneos; duas formas de ílôr, umas completas,
outras imperfeitas.
Searas, sebes e maltas, terrenos incultos. Fl. de abril a junho. 1.
Í2tí
V. Bithnica L. Syst. ed. X, p. 1166.
Sebes, bordas de campos. Fl. de abril a junho. I.
** Fabinae
V. narbonensis L. Sp. p. 737.
p. serrati folia Koch. Syn. ed. II, p. 215.
Terrenos húmidos e férteis, mattas, valias. Fl. de maio a junho. 1.
V. Faba L. Sp. p. 737.
Cultivada. Fí. de maio a junho. I.
Sect. II. Cracca Riv.
V. dasycarpa Ten. Viagg. Abruzz. p. 81; V. varia Host. ; V. Cracca
Brot. II, p. 149.
Searas, sebes. Fl. de maio a setembro. I.
V. atropurpurea Dcsf. Fl. Atl. II, p. 164; V. villosa Brot. II, p. 150.
Terras incultas, relvosas, arenosas. Fl. de março a maio. I.
V. disperma DC. Cat. líost. Monsp. p. 154.
Terrenos arenosos, pedregosos, mattas. Fl. de abril a junho. I-II.
V. hirsuta S. F. Gray Nat. an. Brit. pi. II, p. 614; Ervum hirsutum
L.; Brot. II, p. 152.
Terras cultivadas, searas. Fl. de abril a julho. I.
Sect. III. Ervum L.
V. tetrasperma Moench. Meth. p. 148.
var. gracilis Arch. ex Gurb.; V. gracilis Lois.; Ervum varium
Brot. II, p. 152; V. laxiflora Brot. Phyt. I, p. 125.
Searas, bordas de campos, sebes, mattagaes. Fl. de março a maio. I.
Sect. IV. Ervilia Lk.
V. Ervilia Willd. Sp. pi. III, p. 1103; Ervum Ervilia L. Sp. p. 738;
Brot. II, p. 153.
Cultivada e subspontanea nos campos. Fl. de abril a junho. I. —
Orobo das bolicas, Ervilha de pombo.
Í27
Í Todas as folhas, pelo menos as superiores, com gavinhas.
Sect. I. Archylathyrns. l
Todas as folhas sem gavinhas Sect. II. Orobus.
(Estylete não torcido 2
1
(Estylete torcido 4
[Folhas reduzidas á gavinha, estipulas muito grandes I. Aphacn Tourn
2
( Folhas todas ou pelo menos as superiores com foliolos 3
IPeeioIos inferiores foliaceos; estandarte bigiboso-calloso perto da base.
II. Clymenum DC
Todas ou quasi todas as folhas com foliolos e gavinhas : caule 2-gumeo.
IV. Orobastrum Gr. et Godr.
ÍEs.ylete recto; pedúnculos com 4-3 flores; vagem oval-alongada.
III. Cicercula Much.
Estylete curvo V. Eulalhyrus Ser.
Sect. I. Archjlalhyriís
I. Aphaca Tourn.
L. Aphaca L. Sp. p. 729; Pisum Aphaca Brot. 11, p. lio.
Searas, sebes, sitios arenosos. Fl. em abril e maio. I.
II. Clymenum DC,
(Flores amarellas ; vagem 2-alada L. Ochrus DC.
I Flores vermelhas '
íAzas da corolla azues; vagem comprimida, canaliculada no dorso.
\ L. Clvmenum L.
1
Azas da carolla brancas; vagem tubulosa, não canaliculada no dnrso.
^ L. arluulalus L.
L. Clymenum L. Sp. p. 73*2.
a. íenuifolius Godr. — Caule e peciolos subalados; foliolos lan-
ceolado-lineares.
128
[i. latifolius Godr. Brot. II, p. 14 v. — Caule e peclolos per-
feitamente alados; foliolos oblongo-lanceolados ou lanceo-
lados.
Mattas, sebes, searas, bordas de caminhos. Fl. de abril a junho. I.
L. articulatus L. Sp. p. 731; Brot. II, p. 439.
Terrenos cultivados, sebes. Fl. de abril a maio. I.
L. Ochrus DC. in Lam. et DC. Fl. Fr. IV, p. S78.
Campos e terras incultas. Fl. de abril a maio. I.
III. Cicercula Much.
[ Vagem glabra ' 1
( Vagem hirsuta L. hirsntus L.
( Corolla amarella L. annuus L.
j Corolla mais ou menos violácea 2
(Pedúnculos mais curtos que as folhas; vagem canaliíiulada no dorso. L. Cicera L.
(Pedúnculos eguaes ou mais compridos que as folhas; vagem 2-alada no dorso. 3
I Planta sem estolhos brancos L. sativus L.
Planta com estolhos brancos, fructificação aérea e subterrânea.
L. amphicavpus Brot.
L. sativus L. Sp. p. 730; Brot. II, p. 138.
Searas. Fl. de março a maio. I. — Chicharos grossos ou ordinários.
L. amphicarpus Brot. II, p. 135, e Phyt. lusit. I, p. 163.
Collinas e outeiros argilloso-calcareos. Fl. de março a maio. I.
L. annuus L. Amoen. Acad. Ill, p, 417; Brot. II, p. 141.
Searas, prados, terras incultas frescas. Fl, de abril a junho. I.
L. Cicera L. Sp. p. 730; Brot. p. 137.
Searas, vinhas, terras incultas. Fl. de abril a junho. I. — Chicharos
meudos.
L. hirsutus L. Sp. p. 732; Brot. II, p. 141.
Terras cultivadas, searas. Fl. de maio a julho. 1.
IV. Orobastrum (Bss. Fl. Or.) Taub.
Í Pedúnculos oo-floreos L. palustris L.
Pedúnculos com uma só ílòr i
1-20
/Pedúnculo aiislado, arliculailo ao meio, mais curto que a folha.
1 < L. sphaerkus Hetz.
(Pedúnculo articulado perto da extremidade, 4-6 vezes mais comprido (jue a folha.
L. anyulalus L.
L. palustris L. Sp. p. 733.
p. nudkauUs Willk. — Caule e peciolos nào alados (1).
Terrenos incultos húmidos. Fl. de maio a junho. I.
L. sphaericus Relz. Obs. bot. Ill, p. 39.
Vinhas, terras cultivadas. Fl. de abril a julho. I.
L. anguiatus L. Sp. p. 731; Brot. II, p. 139.
Terras incultas, searas, terrenos arenosos. Fl. de abril a julho. I-II.
V. Eulathyrus Ser. in DC. Prod.
I Dentes do cálix deseguaes, os superiores direitos 1
Dentes do cálix deseguaes, os superiores conniventes L. latifolius L.
Í Vagem glabra 2
Vagem e caule villosos L. odoratus L.
2
1 Estandarte côr de rosa na face anterior e esverdeado no dorso . . L silvestris L.
I Toda a corolla vermelha L. Tingitamis L.
L. silvestris L. Sp. p. 733.
^. latifolius Peterm. — Foliolos inferiores grandes ovaes oblon-
gos arredondados e mucronados, os médios elliptico-lan-
ceolados, os superiores lineares.
Mattagaes, terras incultas sombrias. Fl. em junho e julho. I.
L. latifolius L. Sp. p. 733; Brot. II, p. 142.
Sebes, brenhas, mattas. Fl. de junho a agosto. I.
L. Tingitanus L. Sp. p. 732.
Sebes e brenhas. Fl. de maio a junho. I.
L. odoratus L. Sp. p. 732.
Cultivado e subspontaneo. Fl. de maio a julho. I.
(I) O sr. G. Sampaio nota diíTercnças importantes entre esta planta e o verdadeiro
L puhistris. dando talvez logar a considerar-se como nova espécie.
9 KXM
130
Sect. II. Orobus
JFolioIos ovaes, elliplicos ou oblongo-lanceolados; dentes inferiores do cálix egua-
lando o lubo. Planta estoionifera e productora de tubérculos.
L. montanus Bernh.
IFoIIoIos ellipticos; dentes inferiores do cálix egualando Va do tubo. Planta tor-
nando-se negra seceando L. niger Bernh.
L. niger (L.) Bernh. Syst. Verz. Esf. p. â48 ; Orobus niger L. Sp.
p. 729; p. 146.
Mattas das regiões montanhosas. FI. de maio a julho. II-III.
L. montanus Bernh.; Orobus tuberosus L. Sp. p. 728; Brot. II, p, 147.
Nas mattas das regiões baixas e montanhosas. Fl. de abril a maio. I.
Pisiiiu L.
l Pedúnculos oo-floreos ; sementes amarelladas, globosas P. saHvum L.
(Pedúnculos l-floreos; sementes escuras, angulosas P. arvense L.
P. sativum L. Sp. p. 727; Brot. II, p. 144.
Cultivado em muitas variedades. — Ervilhas.
P. arvense L. Sp. p. 727; Brot. II, p. 144.
Cultivado e snbspontaneo. Fl. de maio a julho. — Ervilhas meudas.
PAPILIONATAE-PHASEOLEAE-PHASEOLINAE
[Cálix 2-labiado. Carena com o estylete e estamos enrolados em espiral. Plantas
trepadoras Phaseolus L.
[ Cálix 5-denteado. Carena não eniolada Dolichos L.
Phaseolus L.
Ph. vulgaris L. Sp. p. 723.
a. communis Arch. FI. Prov. Brandenb. — Feijoeiro branco de
trepa.
b. nanus L. (como espécie) Cent. pi. I, p. 23. — Feijoeiro branco
das searas.
Cultivado. Fl. na primavera e no verão.
l,1í
Ph. mullillonis Lamk. Ericy. Ill, p. 70.
Cultivado. Fl. de junho a julho. — Feijoeiro escarlate.
Uoliclios L.
D. monachahs Brot. FI. lusit. II, p. 125.
Cultivado. Fl. no verão. — Feijão fradinho.
Serie Oeranlales
í Flores hermaphroditas i
(Flores unisexuaes Subserie Tricoccae.
1 Flores regulares ou quasi Subserie Gercmiineae.
( Flores symetricas Subserie Polyynlinae.
Subserie Geraniineae
IFolhas simples 1
I Folhas compostas 2
[ Folhas inteiras estreitas; frueto capsular Linaceae.
(Folhas lobadas ou fendidas; frueto com um longo bico Geraniaceae.
IFolhas 3-foliadas Oxalidaceae.
(Folhas pennadas 3
(Estigma simples Ruíaceae.
3
(Estigma com 5 raios Zygopbyllaceae.
Geraniaceae (*)
lEstames férteis 10 Geranium L
(Estames férteis 5, estéreis 5 (G. pusillum L.) Erodhtm I.'Herit.
(1) J. Mariz -£o/. da Soe. Brot., VIU, p. 161.
132
Oerauiuiii L.
[Plantas perennaes com rbizoma desenvolvido; pedúnculo 1-tloreo.
Sect. I. Batrachia Koch.
[Plantas annuaes; pedúnculo 2-floreo 1
í Sepalas patentes Sect. II. Columbina Koch.
1
(Sepalas erectas na flor e conniventes no fructo Sect. III. Robeitiana Koch.
Sect. I. Batrachia Koch.
G. sanguineum L. Sp. p. 683; Brot. II, p. 7i.
Sebes, outeiros pedregosos estéreis. Fl. de junho a julho. I-II. —
Gerânio sanguíneo, Bico de Grou sanguíneo.
Sect. II. Columbina Koch.
; Folhas lobadas ou fendidas 1
[ Folhas partidas 3
[Carpellos com rugas transversaes G. molle L.
( Carpellos lisos 2
1 Estames 10 férteis G. rotundifolinm L.
( Estames férteis 5, estéreis 3 G. pusillum L.
[Carpellos pelludos ; pedúnculos mais curtos que as folhas G. dissedum L.
1
2
3
[Carpellos glabros; pedúnculos muito mais comi>ridos que as folhas.
G. Coiumbinum L.
G. molle L. Sp. p. 682; Brol. 11, p. 72.
Terras cultivadas e incultas. Fl. de abril a julho. I-il.
G. rotundifolium L. Sp. p. 683; Brot. II, p. 72.
Terrenos cultivados, sebes. Fl. de abril a outubro. I.
G. pusillum L. Sys. Nat. ed. X, n.** 36.
Campos relvosos, terras cultivadas. Fl. de maio a julho. IV.
G. dissectum L. Cent. I, p. 21 ; Brot. II, p. 73.
Campos arrelvados, terras de pousio. Fl. de abril a maio. I.
133
G. Columbinum L. Sp. p. 682; Brot. 11, p. 73.
Terras arrelvadas, campos. Fl. de junho a julho. I-II.
Sect. III. Roberliana Koch.
I Folhas renlformes palmilobadas q lucidim L.
(Folhas 3-0 palmipartidas G. Robertianum L.
G. lucidum L. Sp. p. 682; Brot. II, p. 72.
Terrenos sonnbrios e húmidos. Fl. de abril a julho. I-III.
G. Robertianum L. Sp. p. 681; Brot. 11, p. 71.
Mattas húmidas, fendas das pedras, muros velhos. Fl. de maio a
julho. I-IV.
Erocliiim L.
[Folhas simplesmente denteadas ou lobadas 1
(Folhas piunatiseccadas 2
\
[Bico do fructo de 2-3 centímetros; folhas serrilhadas ou lobadas.
E. malacoides (L.) Willd.
|Bíco do fruclo de 1 decimetro; folhas inferiores crenadas ou lobadas, as superio-
res pinnatifidas E. Botnjs (Cav.) Bertol.
(Filetes dos estames férteis largos e 2-denteados na base 3
2
(Filetes dos estames não 2-denteados 4
ÍFoliolos grandes denteados distantes uns dos outros.
E. moschatum (Burm.) L'IIerit.
Foliolos pequenos pinnatifidos E. primulaceim (Wchv.) Lange.
[Folhas inciso-lobadas ou pinnatisecoadas E. cicutarinm (L) L'lierit.
4
( Folhas 2-pennadas ou qnasi 3-peDnadas 5
(Folhas 2-pennadas, segmentos inteiros E. cicularitm, a. bipinnaíum (W.).
b }
(Folhas 2-pennadaSj segmentos profundamente divididos.
E. ciaitarium, p. Jacquinianum (Fiseh., Mey. et Ave-Lall.).
I3í
E. malacoides (L.) Willd. Sp. III, p. 639; Geranium malacoides L.
p. 680; Brot. II, p. 74.
Terrenos arenosos, campos áridos, caminhos. Fl. de maio a julho. I.
E. Botrys (Cav.) Bertol. Amoen. p. 35; Geranium Botrys Cav. Diss.
IV, p. 218, tab. 90; Brot. II, p. 74.
Terras incultas, outeiros seccos arenosos. Fl. de março a junho. I.
E. moschatum (Burm.) L'Herit. in Ait. Host. Kew. p. 414; Geranium
moschatum L. ; Brot. II, p. 74.
Campos e terras incultas, bordas de caminhos. Fl. de maio a julho.
I-II. — Bico de Grou ou de Cegonha moscado, Agulheiro ou agulha
de partes moscadas.
E. primulaceum (Welw.) Lange Ind. sem. H. haun. 1885, p. 24; Pug.
pi. IV, p. 328; Welw. pi. lusit. exsic. n." 85.
Terrenos argillosos e húmidos. Fl. de fevereiro a maio. I.
E. cicutarium (L.) L'Herit. ; Geranium cicutarium L. Sp. p. 680;
Brot. II, p. 75.
a. bipinnatum (W.) Fiori et Beg.
^. Jacquinianum (Fisch., Mey. et Ave-Lall.) Fiori et Beg.
Terrenos cultivados e incultos; ^. terrenos arenosos da beiramar.
Fl. de fevereiro a abril. I.
Oxalidaceae
Oxalis L.
Planta de caule prostrado ; folhas caulinares 0. corniculata L.
Plantas rhizomatosas bulbiferas; folhas todas radicaes O. cernua Thunb.
O. corniculata L. Sp. p. 435 ; Brot. II, p. 223.
Frequente em terras cultivadas e incultas, muros. Fl. de maio a
agosto. I-II.
O. cernua Thunb. Diss. de oxal. n." 8, p. 12, tab. 2.
Subspontanea nas terras cultivadas. Fl. de setembro a novembro. I.
Linaceae
I Flores 4-meras ; planta pequena Radiola L.
Flores 5-meras Linum L.
135
Radiola L.
R. linoides Roth. Tent. 2, p. i99; Liniim Radiola L. Sp. p 281-
Hrot. I, p. 485. ^ ^
Terrenos arenosos, pastagens, mattos. Fl. de maio a junho. I.
liiiiiiiii L
I Pétalas amarellas; sepalas glandulosas na margem. . Sect. I. Linastrum Planch.
( Pétalas azues, côr de rosa ou brancas; sepalas não glandulosas.
Sect. II. Eulinum Planch.
Sect. I. Linastrum Planch.
I Folhas Ihiear-lanceoladas {
Folhas linear-subuladas ; pétalas subuiadas L setacmm Brot.
[Ramos pubescentes /,. strictum L.
Ramos glabros l. gallicum l.
Sect. II. Eulinum Planch.
[Sepalas interiores levemente ciliadas; antheras quasi globulosas.
L. angustifolium Huds.
[Sepalas todas glabras ; antheras sagitadas L mitatissimum L.
L. setaceum Brot. I, p. 484.
Terras áridas, mattos. Fl. de abril a julho. I.
L. strictum L. Sp. p. 279; Brot. I, p. 484.
a. laxiflorum Gr. et Godr. — Fasciculos de ílores poucos e dis-
tantes uns dos outros na extremidade de ramos longos.
p. cymosus Gr. et Godr. — Fasciculos de ílores compactos em
ramos curtos.
y. axillare Gr. et Godr. — Fasciculos de flores axillares por
quasi todo o caule.
Terras áridas, vinhas. Fl. de abril a maio. I-II.
L. gallicum L. Sp. ed. II, p. 401; Brot. I, p. 483.
Terrenos seccos, vinhas. Fl. de abril a junho. I.
L. angustifolium Huds. Fl. Angl. p. 134; Linum agreste Brot. I, p. 481.
136
Prados, pastagens, mattas. Fl. de abril a agosto. I-II. — Linho gal-
lego bravo.
L. usitatissimum L. Sp. p. 277; Brot. I, p. 481.
Cultivado em quasi todo o paiz. Fl. de maio a julho. I. — Linho;
linho da terra, gallego ou mourisco.
Zygophyllaceae (i)
ZYGOPHYLLOIDEAE-TRIBULEAE
Tribiiliis L.
T. terrestris L. Sp. p. 387; Brot. II, p. 70.
Frequente em terras áridas e ainda nas cultivadas. Fl. de junho a
setembro. I. — Abrolho terrestre.
Rutaceae (i)
RUTOIDEAE-RUTEAE-RUTINAE
Ru. monspeliaca L.
(Nervuras lateraes das azas ligando se cm arco na extremidade 1
[ Folhas inferiores oppostas p. depressa Wender.
( Todas as folhas alternas p. vulgaris L.
P. monspeliaca L. Sp. p. 702; Brot. II, p. 29; Pliyt. lusil. II, p. 216,
tab. 176.
Outeiros calcareos, terrenos incultos. FI. de março a julho. I.
P. depressa Wender, Schrift. d. Ges. d. Naturwiss z. Marburg.
Regiões montaidiosas. Fl. de junho a julho. IV e V.
P. vulgaris L. Sp. p. 702; Brot. II, p. 29.
a. íypica (P. vulgaris Rchb.). — Azas elliplicas mais largas que
a capsula.
^. oxyplcra (Rchb.). — Azas cuncalo-ellipticas mais estreitas
que a capsula.
f. angusti folia.
y. lusilanica P. Cout. — Azas ciliadas.
Prados, mattas e montes. Fl. de março a julho. I-IV.
Subseries Tricoccae
Euphorbiaceae
(Flores monoicas ou dioicas nao contidas num invólucro membranoso. Aralyphrae.
(Flores monoicas, masculinas e femininas contidas dentro d'um invólucro membra-
noso Euphorbieae.
38
Acalypheae
* Mercurialinae
micreiírialiii (^Tuuriif.) L.
(Folhas pelludas glandiilosas ; planta perennal M. perennis L.
(Folhas glabras ; planta annuai M- annua L.
M. perennis L. Sp. p. 1035.
Mattas sombrias e húmidas. Fl. de maio a julho. I. — Mercurial.
M. annua L. Sp. p. 1035; Brot. II, p. 51.
a. genuína J. Mull. — Flores dioicas; flores masculinas em es-
piga com pedúnculo mais comprido que as folhas.
"^.ambígua J. Mull. — Flores monoicas em grupos axiliares
rentes.
Frequente nos campos, nas terras incultas, muros velhos. Fl. de fe-
vereiro a dezembro. I.
Euphorbieae (í)
Eu|ihorbia L.
[Flores solitárias; folhas oppostas com estipulas. Plantas rastejantes.
Sect. I. Anisophyllum Haw.
[Flores em urabella ; folhas sem estipulas Sect. II. TithyniaJus Scop.
Sect. I. Anlsophjllum Haw.
Subsect. Chamaesyceae
E. Peplis L. Sp. p. 455; Brot. II, p. 309.
Areias maritimas. Fl. de junho a setembro. I. — Maleileira das areias.
(1) J. DâweâVi ~ Euphorbiacées de Portugal — Boi. da Soe. Brot., III (1885).
139
Sect. II. Tilhjmaliis Scop.
[Folhas caulinares oppostas Subseel. I. Decussalae Bss.
E. Latliyris L.
[Folhas caulinares alternas 1
/Glândulas do invólucro inteiras, ovaes ou arredondadas.
Subseel. II. Galarrhnei Bss.
Glândulas do invólucro em forma de crescente, bicorueas ou i-corneas.
Subsect. III. Esulae Bss.
Glândulas do invólucro pectinadas na margem, ou 2-corneas, ap|)endices curtos
\ dilatados na ponta . . Subsect. IV. Ahjrsiniíis Bss.
Subsect. I. Decussatae Bss.
E. Lathyris L. Sp. p. 457; Brot. II, p. 311.
Terras cultivadas. Fl. de junho a julho. I.
Subsect. II. Oalarrhaei Bss.
Sementes lisas 1
Sementes finamente tuberculosas E. pubescens Wahl.
Sementes alveoladas 2
[Folhas caulinares lanceoladas de 4-7 mm E. (hdcis L.
1
(Folhas caulinares muito pequenas linear-oblongas E. uliginosa Welw.
2
[Capsula alada no dorso E. ptericocca Brot.
[capsula lisa E. helioscopica L.
E. dulcis L. Sp. p. 457.
Prados, pastagens, mattas huníiidas. Fl. de abril a julho. I.
E. uliginosa Welw. Plant. lusil. exsic. n." 532.
Terrenos muito bumidos do littoral. Fl. de abril a maio. I.
E. pubescens Wahl. Syneb. II, p. 55; E. pilosa Brot. II, p. 315.
p. leucotricha Bss. — Folhas obtusissimas.
y. crispata Bss. — Folhas curtas e de margens onduladas.
Terras húmidas, margens de ribeiros, etc. Fl. de maio a julho. I.
110
1
2
E. ptericocoa Brot. 11, p. 312; Phyt. lusit. l, p. 186, tab. 76.
Collinas e valles cultivados. Fl. de abril a maio. I.
E. helioscopica L. Sp. p. 459; Brot. II,. p. 312.
Vulgar nos terrenos cultivados e incultos. Fl. de janeiro a maio. 1.
— Maleiteira, Tithymalo dos valles.
Subsect. III. Esulae Bss.
Folhas floraes livres 1
Folhas floraes ligadas 4
Sementes tuberculosas, folhas floraes lanceolado-lineares E. exígua L.
Sementes foveoladas ou lisas 2
Sementes foveoladas 3
( Sementes lisas E. Paralias L.
[4 pequenas cavidades nas faces lateraes E. Peplus L.
3 h pequenas cavidades nas faces lateraes E. peploides Gouan.
(sementes irregularmente foveoladas E. segetalis L.
l Capsula glabra (planta dos sitios húmidos) E. amygdaloides L.
(Capsula pellnda (planta dos sitios áridos) E. Charadas L.
E. exigua L. Sp. p. 456; Brot. II, p. 310.
Terras cultivadas e incultas, pinhaes. etc. Fl. de maio a julho. I.
E. Peplus L. Sp. p. 456; Brot. p. 310.
Campos, sebes. Muito vulgar. Fl. de abril a dezembro. I.
E. peploides Gouan, Fl. Monsp. p. 174.
Terras cultivadas. Fl. de janeiro a abril. I.
E. segetalis L. Sp. p. 468; Brot. I, p. 312.
Terras cultivadas, especialmente nas searas. Fl. de abril a agosto.
I-III.
E. amygdaloides L. Sp. p. 463; Brot. II, p. 317.
Florestas frescas e húmidas. Fl. de fevereiro a maio. I.
E. Characias L. Sp. p. 453; Brot. II, p. 319.
Frequente nas collinas calcareas, sebes. Fl. de janeiro a abril. I. —
Trovisco macho, Tilhynialo maior, Maleiteira maior.
4
141
Subsect. IV. Myi-sinitis Bss.
E. Broteri Daveau, Boi. da Soe. Brot. III, p. 33; E. Myrsiiiites Brot.
II, p. 317.
Serra da Estrella, Manteigas. Fl. de maio a abril. III-IV.
Callitrichaceae
Callitriclie L.
C. palustris L. Sp. p. 969.
«. slagnalis (Scop.). — Fructo lobado e lóbulos carenado-alados.
f. major Kutz.
f, minor Kulz.
^. verna (L.). — Friiclo oval com os lóbulos levemente margi-
nados.
Aguas estagnadas ou de pequeno movimento. Fl. de abril a maio. I.
Series Sapiudales
I Flores herinaphroditas Aquifoliaceae.
Floies unisexuaes i
1 Flores 3-meras : fruclo baga Etnpeliaceae.
1
(Flores regulares, sepalas e estames 3, carpellos 3, fructo drupaceo.
Anacardiaceae , % Rhoideae.
Empetraceae
EiiípcCriiiii L.
E. álbum L. Sp. p. 10-22; Brot. I, p. 70.
Terrenos arenosos da beiramar. Fl. de março a abril. I. — Camari-
nheira ou Camarinha.
Anacardiaceae
§ Rhoideae
(Pelalas 4-6 '''"'^ ^'^
(Pétalas O rislacia l.
'1
142
IIIbus L.
R. coriaria L. Sp. p, 265; Brot. I, p. 475.
Terrenos áridos, fendas de rochas. Fl. de maio a junho. ML — Su-
magre.
I*i8tacia L.
Í Folhas paripennadas ; peciolo alado P. Lentiscus L.
Folhas im paripennadas ; peciolo não alado P. Terebinthus L.
P. Lentiscus L. Sp. p. 1026; Brot. I, p. 478.
Outeiros áridos, sebes. FI. de abril a maio. I. — Lenlisco verdadeiro,
Aroeira.
P. Terebinthus L. Sp. p. 1025; Brot. I, p. 478.
Terrenos áridos. Fl. de abril a maio. I-II. — Terebinlho ou Corna-
Iheira dos transmontanos.
Aquifoliaceae
IleiL L.
L Aquifoiium L. Sp. p. 125; Brot. I, p. 213.
Regiões altas (Serra da Estrelia). Fl. na primavera. IV. — Azevinho.
Series Rbamnales
Rhamneae
Rliaiiiiius L.
[Flores dioicas, 5- meras; estylete 2-3-fido; folhas membranosas.
Subgen. I. Eurhamnus Dippel.
[Flores hermaphroditas; estylete indiviso; folhas coriaceas.
Subgen. II. Frangula Brongn.
Subgen. I. Eurlxamiius Dippel.
R. Alaternus L. Sp. p. 193; Brot. I, p. 301.
Sebes, mattagaes das encostas e valles, margens di ribeiros. Fl. de
mar^o a abril. I. — PbylUrea bastarda ou dos jardineiros.
Ii3
Subgen. II. Fraiigula Broiigo.
R. Frangula L. Sp. 193; Brot. I, p. 301.
Mattagaes e ílorestas húmidas. Fl. de maio a junlio. I. — Franyula,
Sanguinho d' agua ou Amieiro preto.
Series Hiaivaies (l)
Malveae-Malvinae
( Caliculo nascendo da base do cálix Malva L.
jCaliculo independente do cálix; foliolos do caliculo ligados na base i
(Caliculo com 6-9 divisões Allhat-a L
1
( Caliculo com 3 divisões Lavatera L.
ilalwa L.
l Flores axillares solitárias ; folhas palini-partidas l
( Flores axillares fasciculadas ; folhas palmi-lobadas fi
1
1 Caliculo de 2 foliolos M. hispânica L.
Caliculo de 3 foliolos 2
ICarpellos glabros 3
2
(Carpellos mais ou menos villosos no dorso 4
3
ICarpophoro pyramidato-conico; sementes túmidas M. Morenii Poli.
[Carpophoro em forma do disco; sementes com ííices concavas. M. Colmeiroi Wk.
'Corolla 3-4 vezes mais comprida que o cálix; carpellos não se tornando negros.
JW. Tourneforliaiia I..
4 ,
(Corolle 2-3 vezes mais comprida que o cálix; carpellos tornando-se negros quando
maduros ^'- moschata \.
(I) P. Coutinho — ^s Malvaceas de Porlvgal — Boi da Soe. Brot., X, p. inl.
l/i4
1 Pétalas pouco maiores que o cálix M. parviflora L.
5 I
(Pétalas com compriuiento duplo do do cálix pelo menos 6
1 Carpellos lisos M. Nicaeensis AU.
I Carpellos rugosos 7
(Pedúnculos fructiferos mais curtos que as folhas M. silvestris L.
7
(Pedúnculos fructiferos egualando o comprimento das folhas ou mais.
M. vulgaris Fries.
M. hispânica L. Sp. p. 689; Brol. II, p. 274.
Vulgar em terras diversas. Fl. de abril a agosto. I.
M. Morenii Poli. Fl. Veron. II, p. 437.
|i. Reichenhachiana P. Cout. — Folhas inferiores cordato-rotun-
data-lobatas, as caulinares inferiores palmatiseccadas e as
superiores palmatipartidas; caule glabrescente.
S. flabellata P. Cout. — Folhas inferiores cordato-lobadas, as
superiores llabellato-lobadas, lóbulos mais ou menos sub-
pinnatifido-crenados; caule hirsuto na base.
y. confusa P. Cout. — Folhas inferiores como na var. [3. as su-
periores palmatilobadas, lóbulos triangulares inciso-den-
teados ou subpinnatifidos.
Terras áridas, sebes, Fl. de julho a outubro. III.
M. Colmeiroi Willk. Pug. n.° II ; Wk. et Lange, Prodr. Fl. Hisp. III,
p. 577; Malva Alcea Brot. II, p. 274?
Sebes mattas. Fl. de julho a agosto. I.
M. Tournefortiana L. Amen. Acad. IV, p. 283.
Campos incultos, logares áridos, sebes. Fl. de maio a julho. I-III.
M. moschata L. Sp. p. 690.
a. laciniala Gr. et Godr. ; M. laciniata Brot. II (parte), p. 275.
— Todas as folhas palmato-pinnatipartidas.
fí. inlcrmedia Gr. et Godr. — Folhas inferiores reniforraes cre-
nadas, as superiores palmato-pinnatipartidas.
y. Ramondiana Gr. et Godr. — Todas as folhas cordato-arredon-
dadas levemente lobado-crenadas.
8. G eranii folia yWi. — Folhas profundamente palmatipartidas,
segmentos inciso-denteados ou subpinnatifidos.
Terrenos arenosos, pastagens, sebes, bordas de campos. Fl. de junho
a agosto. I-IV.
us
M. parviflora L. Am. Acad. III, p. 410.
Terras incultas, caminhos, sebes. Fl. de abril a junho. I.
M. Nicaeensis Ali. Fl. Ped. II, p. 40; M. rolundifolia Brot. II,
p. 273.
Caminhos, paredes, terras cultivadas. Fl. de abril a setembro. I.
M. silvestris L. Sp. p. 689; Brot. II, p. 273.
íi. Mauritiana (L.). — Differe do typo por ser mais glabra, e
as pétalas mais coradas e menos lobadas.
y. polymorpha Pari. — Carpellos tomentosos ou glabros; caules
débeis estrellado-tomentosos.
Terrenos áridos, sebes, terras cultivadas. Fl. de abril a setem-
bro. I.
M. vulgaris Fries. Nov. Suec. p. 219; M. rolundifolia L. (parie).
Terrenos relvosos, caminhos. Fl. de maio a setembro. I.
Lavatera L.
/Carpophoro discoideo Sect. I. Stegia DC.
< Carpophoro cónico Sect. lí. Olbia DC.
(Carpophoro concavo Sect. III. Anthema DC.
Secl. I. Stegia DC.
L. trimestris L. Sp. p. 692.
a. genuína. — Dentes do cálix (lorifero quasi de comprimento
duplo do caliculo.
'^. pseudo-trimesíris Kouy. — Dentes do cálix pouco maiores
que o caliculo.
Terrenos cultivados arenosos. Fl. de abril a maio. I.
Sect. II. Olbia DG.
L. olbia L. Sp. p. 690.
p. hispida (Desf.) Gr. et Godr. — Cálix e parte superior dos
ramos lanato-hirsutos com pellos fasciculados.
^ Terrenos húmidos. Fl. de maio a junho. I.
10 "''
146
Sect. III. Anthema DC.
L. arbórea L. Sp. p. 690; Brot. II, p. 277.
Sebes e terras próximas da beiramar. Fl. de maio a junho. I.
L. cretica L. Sp. p. 691; L. silvestris Brot. II, p. 277.
Terrenos arenosos, terras cultivadas, sebes, caminhos. Fl. de abril a
junho. I.
^lltliaea Cav.
A. officinalis L. Sp. p. 686; Brot. II, p, 280.
Terras muito húmidas. Fl. de junho a agosto. I. — Mahaisco.
Series Parietales (l)
IEstames ligados 1
Estaines livres 2
l Pelos filetes (estames polyadelphicos) Hypericaceae.
l <
(Pelas autheras Violaceae.
(Estames 3-10 3
2
I Estames oc Cístaceae.
í Flores 3-4-meras; estyletes curtos; estigmas arredondados. Hervas aquáticas.
Elatinaceae.
o ICalix com 5 dentes; pétalas 5; estames 6; estylete dividido em 3-4 estigmas
linear-clavados. Plantas pequenas rastejantes Frankeniaceae.
ÍEstames 5 inseridos num disco hypogynico. Pequenas arvores de folhas muito
pequenas imbricadas Tamaiicaccae.
(1) P. Coutinho — Boi. da Soe. Brot., XII, p. Ití.
U1
Subserie Xheineae
Guttiferae
HYPERICOIDEAE-HYPERICEAE
Hjperieiíiii L.
(Glândulas hypogynicas 3, alternando com os estames Sect. I. Elodes Spach.
( Glândulas hypogynicas nullas 1
IFructo antes de completamento maduro bacciforme, abrindo por fim irregular-
mente Sect. II. AndrosaemHm Allioni.
Fructo capsular, 3-locular, 3-valvar; estames 3-adelphos.
Sect. III. Euhypericum Bss. 2
! Estames grossos (15-20); lacinias do cálix deseguaes.
Subsect. I. Oligostema Bss.
H. humifusum L.
Estames muitos 3
3
4
[Cada grupo de estames de 15 o máximo. Subsect. II. Homotaenium R. Keller. 4
[Cada grupo de estames de 15-25 Subsect. III. Heíerotaenimn R. Keller.
H. perforatiim L.
1 Caule cylindrico 5
[Caule quadrangular ou com duas linhas oppostas 6
IToda a planta coberta de tomento denso claro //. tomentosum L.
5 '
I Planta glaberrima H. pulclnum L.
1 Caule com duas linhas oppostas H linearifolium Vahl.
Icaule quadrangular H quadrangulum L.
Sect. I. Elodes Spacli.
H. Elodes Huds. Fl. Angl. ed. I, p. 292; IJrot. H, p. 324.
Terrenos húmidos. Fl. de abril a setembro. I.
148
Sect. II. Androsaemuin Allioni
H. Androsaemum L. Sp. p. 784; Brot. II, p. 321.
Margens de ribeiros, sitios frescos e sombrios. Fl. de junho a se-
tembro. I. — Androsemo.
Sect. III. Eahypericnm Bss.
Subsecl. I. Oligostema Bss.
H. humifusum L. Sp. p. 785; Brot. II, p. 323.
Terrenos áridos, caminhos, sitios relvosos. f l. de março a setembro.
I-IV.
Subsect. II. Homotaeiíinm R. Keiler
H. tomentosum L. Sp. p. 786; Brot. II, p. 324.
a. genuinum.
p. dissitiflorum De Roem. — Ramos da inflorescencia longos,
llores afastadas dispostas em cjmeira unilateral.
Logares húmidos, valias, caminhos. Fl. de maio a junho. I.
H. pulchrum L. Sp. p. 786; Brot. II, p. 323.
Matlagaes e florestas. Fl. de junho a agosto. I.
H. linearifolium VahI. Symb. I, p. 65; Brot. II, p. 321.
a. acuíisepalum P. Cout. ; H. linearifolium Gr. et Godr. — Se-
palas lanceoladas, acuminadas, glanduloso-ciliadas.
p. obtusisepalum P. Coul.; H. linearifolium Lamk. — Sepalas
elliplicas, obtusas, glanduloso-íimbriadas.
Mattagaes, florestas. Fl. de maio a setembro. I-V.
H. quadrangulum L. Sp. p. 785 ; Brot. 11, p. 322.
a. acutum (Moench.) Fiori et Beg. ; H. telrapterum Fr.; H.
quadrangulare Brot. II, p. 322 (em parte). — Caule per-
corrido por 4 azas mais ou menos desenvolvidas, direitas
ou onduladas (II. undulatum (Schousb.).
Margens de ribeiros, terras húmidas. Fl. de junho a setembro. I-IV,
149
Subsect. III. Heterostaeiíium R. Keller.
H. perforatum L. Sp. p. 788; Brot. II, p. 325.
Campos, sebes, mattagaes, etc. Fl. de maio a outubro. I-IV.
Elaiiue L.
Subserie Tamaricineae
Elatinaceae (i)
(Folhas oppostas E. paludosa Senb.
(Folhas verticilladas E. Alsinastrum L.
E. paludosa Seub. Monogr. Elatin. Nov. Act. Acad. Leopold. n. 2,
XXI, p. 46, tab. Ill, fig. 1-8.
Pântanos ou era aguas de pouco movimento. Fl. de julho a agosto. I.
E. Alsinastrum L. Sp. p. 368.
Aguas pantanosas das regiões altas. Fl. de junho a setembro. III.
Frankeniaceae (2)
Fraiikeiiia L.
F. hirsuta L. Sp. p. 331.
a. laevis (L.) Bss. Fl. Orient. I, p. 780; F. laevis Brot. I,
p. 536. • — Cálix glabro; flores em fasciculos terminaes.
Tamaricaceae (3)
Tamaricoideae-Tamariceae
Taiiiai*ix. L.
[Folhas translúcidas nas margens e no vértice; anlheras não apiculad.is.
T. africana 1'oir.
[Folhas opacas ; antheras apiculadas T. aivjlica Webb.
{{) P. Coutinho — fio/, da Soe. Brot., XII, p. 34.
(2) P. Coutiniio — Boi. da Soe. Brot., X, p. 22.
(3) P. Coutinho — Boi da Soe. Brot., XII, p. 32.
150
T. africana Poir. Voy. II, p. 189; T. gallica Brot.
Logares húmidos, terras da beiramar. Fl. de março a junho. I. —
Tamargueira ou Tamariz.
T. anglica Webb. Ann. d. Sc. Nat. IV, p. 348; T. galhca Brot.
Logares húmidos e terras da beiramar. Fl. de maio a julho. 1. —
Tamargueira.
Subserie Cistineae
Cistaceae (i)
I Capsula abrindo em 5 ou 10 valvas Cistus Tourn.
Capsula abrindo em 3 valvas Helianihemmn Tourn.
Ci§itlis Tourn.
[Flores côr de rosa ou purpurinas com unha amarella.
Subgen. I. Erythrocistus Dunal. 1
[Flores brancas com unha amarella Subgen. II. Ledonia Dunal. 3
Subgen. I. Erytlirocistu.s Dunal
1
[Folhas pecioladas penninerveas C. polymorphus Wk.
(Folhas rentes 2
I Folhas rentes ligadas na base e mais ou menos onduladas C. crispus L.
Folhas rentes livres na base C. albidus L.
Subgen. II. Ledonia Dunal
I Capsula septifraga, abrindo só na parte superior C. mompelHensis L.
Capsula loculicida, abrindo até á base 4
[Folhas rentes C. hirsutus Lanik.
4
( Folhas pecioladas 5
(1) J. Daveau — Coniribution pour 1'étude de la flore portiignise — Cistinées — Boi.
da Soe. Brot, IV (1886), p. 15.
151
(Cálix com epicalix (2 folhas)
5 < ' " ' "
Galix sem epicalix r i i r
^ o. ladaniferus L.
/Pedúnculos com 1-3 Oores sem bracleas; folhas pequenas com pellos estrellados.
g ) C. saivifoUus L.
Pedunc.ilos com 3-5 flores com bracleas caducas; folhas grandes sem pellos
\ esiioiiadus (j populifolius L.
Heliautlieiiiuin Tourn.
[ Estylete mais ou menos comprido 1
( Eslylete quasi nullo 9
|E8lames , sendo os externos estéreis, similhando pellos.
Subgen. IV. Fumann Danai. 11
[Estames 5-oo todos férteis Subgen. lí. Euhelianthemwn í)unal. 8
H. vulgare Gacrtn.
l Plantas levemente víllosas Subgen. III. Tnberaria Dunal.
(Plantas argentino-tomentosas com ou sem pellos escamoso-estrellados.
Subgen. I. Halimium Uunal. 3
Subgen. I. Halimlxxm Dunal
[Folhas estreitas lineares, capsula cora poucas sementes.
Sect. Oligospeiina Willk. 4
Folhas largas ovaes ou lanceoladas, capsula oc-spermica.
Sect. Polysperma Willd. 5
4
, Flores brancas em umbellas ou eymeiras //. umbellaíum (L ) Spacli.
(Flores amarellas, terminaes ou axillares H. Libanoíis (L.) Lange.
(Pedúnculos e sepalas villosos com ou sem pellos estrellados 6
(Pedúnculos e sepalas cobertos de pellos escamosos com ou sem pellos esirellados.
H. halinifolinm (L.).
I Pedúnculos numerosos muito compridos (10-20 ceut.) //. orymoiils l.aiiik.
Pedúnculos curtos (3-4 ceut.) 7
(Sepalas cobertas de pellos simples . .' H. lasianllmin Pers.
( Sepalas cobertas de pellos estrellados //. occidnUale Willk,
152
Subgen. II. Eixlxeliantlieniixni Dunal
Folhas planas, sepalas quasi glabras H. vnlgare Gaertn.
Subgen. III. Tixberaria Dunal
I Folhas em roseta junto da terra; estipulas nullas. Plantas perennaes.
Sect. I. Evtuberaria Willk. 9
H. Tuberaria Mill.
Folhas oppostas no caule, as superiores com estipulas. Plantas annuaes.
Sect. II. Scorpioides Willk. 10
Sect. I. Eiiluberaria Willk.
Q (Folhas villosas mais ou menos esbranquiçadas na pagina inferior; pétalas ama-
I relias sem mancha escura .° H. Tuberaria Mill.
Sect. II. Scorpioides Willk.
10
[Folhas caulinares obtusas e planas H. guttatum Mill.
(Folhas linear-lanceoladas com as margens reviradas. . H. bupleurifotium Dunal.
Subgen. IV. Fuinana Dunal
I Flores em cacho com bracteas ; capsulas com 6 sementes.
Subsect. I. Helianlhemoides Willk.
Flores solitárias sem bracteas; capsulas com 12 sementes.
Subsect. II. Eufumana Willk.
Subsect. I. Helianthemoides Willk.
Planta villoso-glaiidulosa H. glutinosum Pers.
Subsect. II. Eufumana Willk.
^Pedúnculos mais curtos que as folhas H. procumbens Dunal.
( Pedúnculos mais longos que as folhas H. Spachii (Gr. et Godr.).
1S3
Cisius Tourn.
Subgen. Erytlirocistus Dunal
C. albidus L. Sp. p. 524; Brot. IF, p. 258.
Collinas calcareas. Fl. de abril a junho. I. — Roselha grande.
C. polymorphus Willk. Icon. H, p. 19.
a. vulgaris Willk. 1, c. p. 81 ; C. villosus L.
Collinas áridas. Fl. de maio a junho. I.
C. crispus L. Sp. p. 624; Brot. II, p. 258.
Frequente nas terras siliciosas. Fl. de abril a junho. I-II. — Roselha.
Subgen. Ledonla Spach.
C. monspeliensis L. Sp. p. 524; Brot. II, p. 260.
Frequente nas collinas silico-calcareas e argillo-schistosas. Fl. de
abril a junho. — Sargaço.
C. hirsutos Lamk. Dict. II, p. 17; Brot. II, p. 260.
a. brevifolius Willk. — Folhas inferiores pequenas elliplicas, as
superiores ovaes cordiformes.
p. pumilus Daveau. — Caules numerosos diífusos, folhas peque-
nas onduladas oblongo-lanceoladas. Folhas do ej)ic'alix com
a margem recurvada.
Collinas arborisadas e nas florestas. Fl. de junho a julho. I-Ill.
C. salvifolia L. Sp. p. 524; Brot. II, p. 259.
Florestas, collinas arborisadas ou áridas. Muito vulgar. Fl. de abril
a junho. I-III.
C. populifolia L. Sp. p. 523; Brot. II, p. 260.
Terras áridas. Fl. de maio a junho. I. — Estevão.
C. ladanifera L. Sp. p. 523; Brot. II, p. 261.
«. genuína Daveau. — Pétalas totalmente brancas.
p. maculatus Dun. — Pétalas com mancha purpurina na base.
Vulgarissima nas terras siliciosas. Fl. de março a junho. I-III. —
Esteva.
154
Heliautlieiuiiiii Tourn.
Subgen. I. Haliinlu-m. Dunal.
H. umbellalum ^L.) Mill. Dict. n.° 5; C. umbellatus L. Sp. p. 52S.
Pinhaes matlas, solo arenoso.. Fl. de março a maio. I-III.
H. Libanotis (L.) Lange, Pug. p. 285; Cistus Libanotis L. ; Brot. II,
p. 261.
Terrenos arenosos silico-quartzosos do littoral. Fl. de fevereiro a
maio. I.
H. halimifolium (L.) Willd. Enum. p. 569; Cistus halimifolia L. Sp.
p. 524; Brot. II, p. 203.
Areias quartzosas da beiramar, coliinas áridas. Fl. de abril a ju-
nho. I.
H. ocymoides (Lamk.) Pers. Syn. II, p. 76; Cistus ocymoides Brot. II,
p. 263.
Pinhaes, mattagaes, gandaras. Fi. de maio a junho. I.
H. lasianthum Pers. Syn. II, p. 76; Halimium eriocephalum Willk. Ic.
II, p. 62, tab. 105.
Mattagaes. Fl. de março a maio. I.
H. occidentale (Willk. Ic. II, p. 59, tab. 103 e 104).
a, virescens Willk. — Folhas todas verdes ou pelo menos na face
superior.
a. vulgare. — Folhas inteiras planas verdes nas duas faces.
p. rugosum. — Folhas denteadas e crespas, brancas na face in-
ferior.
b. incanum. — Folhas cobertas de pellos estrellados.
Mattagaes. FI. de maio a julho. I-III.
Subgen. II. E3u.lieliantlieinixm Dunal
H. vulgare Gaertn. Fruct. I, p. 371, tab. 76; Cistus Helianthemus L.
Sp. p. 528.
Terrenos seccos e arenosos. Fl. de maio a julho. I-IV.
15S
Subgen. III. Tutoeraria Danai
Secl. I. Eatuberaria Willk.
H. Tuberaria (L.) Mill. Dicl. n." 10; Cistus Tuberaria L. Sp. p. 526;
Brot. II, p. 268.
Pinhaes, mattagaes, terras siliciosas. Fl. de março a julho. I.
Secl. II. Scorpioides Willk.
H. guttatum (L.) Mill. Dict. n.** 18; Cistiis guttatus L. Sp. p. 526;
Brot. II, p. 268.
Collinas áridas, terras siliciosas. Fl. de abril a julho. I-III.
H. bupleurifolium Dun. ap. DC. Prod. I, p. 270.
Terrenos arenosos. Fl. de abril a maio. I.
Subgen. IV. Funiana Spach.
Sect. I. Heiianlhemoides Willk.
H. glutinosum (L.) Pers. Syn. II, p. 79; Cistus glutinosus L. Mantissa,
p. 246.
a. genuinum (Willk.). — Toda a planta pulverulenta-glutiiiosa.
p. Barrelieri (Willk.). — Folhas inferiores glabras.
y. juniperium {W\\\k.). — Folhas inferiores glabras, ciliadas e
terminadas por um pello sedoso.
Collinas calcareas. Fl. de abril a agosto. I.
Sect. II. Enfumaua Willk.
H. Fumana Mill.; Cistus Fumana L. Sp. p. 525; Brot. II, p. 267.
Collinas calcareas. Raro. Fl. de agosto a setembro. I.
H. Spachii Gr. et Godr. Fl. de BVance, I, p. 174; Cistus Fumana L.
Brot. em parte.
Collinas áridas. Fl. de abril a junho. I.
156
1
2
3
Subseries Klaoourtiineae
Vlolaceae (i)
Violeae
[ 2 pelalas superiores erecto-ascendentes • Nomimium Ging. 1
[4 pétalas superiores erecto-ascendentes Melaniuni DC. 3
[Estylete terminado em bico A. Rostellatae. 2
[Estylete terminado em disco obliquo B. Patellariae.
V. palustris L.
[Planta acaule; pedúnculos radicaes V. odorata L.
(Plantas caulescentes; pedúnculos caulinares V. canina L.
1 Flores amarellas ; folhas hirsutas V. caespiíosa Lange.
[Flores violetas amarellas na base; folhas glabras V. tricolor L.
Wiola L.
Sect. Sparcifolia Reich.
Herbáceas
§ Nomimium Ging.
V. odorata L. Sp. p. 934; Brot. I, p. 305.
Cultivada e subspontanea. Fl. de março a maio. I. — Violas ou violetas,
V. canina L. Sp. p. 935.
Planta sem roseta de folhas:
a. typica Fiori et Beg. — Estipulas das folhas caulinares 2 a 3
vezes mais curtas que o peciolo, que não é alado.
p. laclea (Sm.) Fiori et Beg.; V. lancifolia Thore. — Estipulas das
folhas caulinares egualando metade do peciolo, que é alado.
(1) P, Coutinho — Bo/. da Soe. Brot., X, p. 25.
157
Planta com roseta de folhas da qual nascem os ramos:
y. silvatica (Fr.). — Estipulas estreitas muito acuminadas e fim-
briado-ciliadas.
Campos incultos, collinas, maltas. Fl. em maio. I-II.
§ Melanium 13 C.
V. caespitosa Lange, Willk. et Lange, Prod. III, p. 701; Viola lutea
parvifiora foliis hirsutis Tournf.
Terras siliciosas das altas montanhas; Serra da Estrella. Fl. de mar^o
a agosto. III e IV.
V. tricolor L. Sp. p. 395; Brot. I, p. 306.
». aivensis Brot. — Pétalas quasi da grandeza do cálix e quasi
brancas; pedúnculos eguaes ás folhas ou do comprimento
quasi duplo.
^. Henriquesii (Willk.). — Floras pequenas (7-9 mm.); pétalas
azuladas; pedúnculos muito mais compridos que as folhas.
Campos cultivados e incultos, terras arenosas. Fl. em março. I.
Series Opuntiaies
Cactaceae
Subfam. Opuntioideae
Opimtia Haw.
O. vulgaris Mill. Dicl. ed. VIU, n."* 1 ; Caclus opunlia L. Sp. p. 408;
Brot. II, p. 245.
Cultivada e subspontanea, formando sebes. Fl. de junho a julho. I.
— Figueira da índia.
Series Illyrtiflorae
[Ovário superior; ílur monoperiantada, 4-mera; estames perlgynicos.
I Subserie Thymeluetnae.
(Ovário inferior, ou superior; flores com cálix e corolla . . . Subserie Myrlimue.
158
Subserie Thymelaeinae
Thymelaeaceae
Da |i li lie L.
D. Gnidium L. Sp. p. 357; Brot. 11, p. 27.
Collinas incultas, mattagaes. Fl. de maio a junho. I.
nario, Trovisco fêmea.
Trovisco ordi-
Subseries IVIyrtineae
1 Ovário superior; flor zygomorphica.
Ovário inferior
Lythraceae.
1
1
2
lEstames 2-10 2
(Estames oo Myrtaceae.
[Ovário 4-locular ; loculos com um só ovulo Halorrhagidaceae.
{ Ovário 4-locular ; loculos oo-ovulados Onagraceae.
Lythraceae
Tubo do cálix comprido ; fructo cylindrico Lythrum L.
Tubo do cálix curto ; fructo globoso Peplis L.
Peplis L.
(Tubo do cálix mais comprido que a capsula P. Portula L.
(Tubo do cálix mais curto que a capsula P. erecta Req.
P. Portula L. Sp. p. 332; Brot. I, p. 555.
P. erecta Reg. ex Benth. Cat. Fl. Pyren. p. 111.
Plantas aquáticas dos pântanos e em aguas pouco movidas. Fl. de
junho a agosto. I.
139
E, 38, IO,
4a].
Gen. Sceletonema, Grev.
Sceletciiieina ooistatiiiii, Grev.
Gran, NP., pag. 15; Perag., DM., pag. 439, est. CXXI, fig. 5;
V. H., TD., pag. 437, est. 33, figs. 889 e 890.
Encontrámos o 5. coslaliim, Grev. em dois lanços, em janeiro e
fevereiro de 1911 [30, 38], em grande abundância. Parece
tratar-se de uma forma caraterística das aguas frias.
Cleve (1) indica a seu respeito os seguintes limites térmicos: 10,2
(min.) e 13,5 (máx.). O facto de a termos encontrado só nos meses
frios concorda com estes dados.
Gen. Tlialassiosira, Cleve
Tlialassiftsira lijalíiia, Grun.
Gran, NP., pag. 17; Perag., pag. 438, fig. CXX, fig. 9.
Th. hyalina, Grun. é uma forma boreal, que apenas observámos uma
vez, em janeiro de 1911 [30j.
Gen. OosciíiocLisciis, Ehr.
Coscinofli^íciís cxceitf rieiís, Eim.
Gran, NP., pag. 29; Perag., DM., pag. 426, est. CXVI, fig. 3;
V. H. TD., pag. 531, est. 23, fig. 666.
Apresenta-se frequentemente durante todo o ano, mas nunca em
grandes quantidades [8-3, S, 18, 15, 18, 8 3, 30, 31,
38].
(i) ClevE; The seasonal distribution of atlantk Plankton organisms, pag. 3S1.
195
Cosi* iiiofli.afliatiis, Ehr.
Gran, NP., pag. 31; Pkrag., DM., pag. 430, est. CXVII, fig. 3;
V. H. TD., pag. 530, est. 23, fig. 663.
Só observámos esta forma nos meses de julho [15, 19, 'íi. 83]
e agosto [8«]. Estamos, porém, convencidos que este resultado
é devido à escassez das nossas observações, e que trabalhos fu-
turos ham de revelar a presença na nossa costa do C. radialus,
Ehr., durante todo o ano. Esta previsão ó baseada nos dados de
Cleve (1).
Cosciiiodísciis ocailus iridis, Eiir.
Coscinodiscus subbulliens, Jurg.. Gran, NP., pag. 32; Perag.,
DM., pag. 429, est. CXVIII, fig. 2; V. H. TD., Coscinodiscus
radiatus, Ehr., var. oculus iridis, Ehr.
Esta linda forma é muito frequente e muito abundante no Plancton
de Buarcos; e, em geral, a sua maior abundância nota-se nas
pescas em que os elementos neríticos sam pouco importantes.
Novembro l«-»l de 1909; março [Ç, 8], abril [9, ÍO], juidio
[fi5, 1«, ISl, julho [18, f», ao, «I, »3l, agosto [«5],
setembro [8 8"^] de 1910; fevereiro ['Ji] e agosto [41] de 1911.
Cosciíincliscus conciíiuiis, Sm.
Gran, NP., pag. 33; Perag., DM., pag. 424, est. CXV, fig. 12;
Coscinodiscus radiatus, Ehr., var. concinnus, W. Sm., V.
H. TD., pag. 531.
C. concinnus, Sm. é, semelhantemente ao C. oculus iridis, Ehr.,
com o qual em geral aparece associado, uma das formas mais
frequentes e mais abundantes do nosso Plancton [í-3, 8, lô,
1<», 19; 18, '^ã, ZG, 40, 41].
Analogamente às que observámos a propósito do C. oculus iridis,
Ehr., os máximos de abundância do C. concinnus verificam-se,
em geral, nas pescas de caráter holoplanctónico, em que os ele-
(1) Cleve, loc. cit., pag. 321.
196
mentos neríticos sam pouco importantes. Ambas estas formas estám
presentes todo o ano, sem que as suas datas de aparecimento pa-
reçam fixar-se em determinados môses (1).
(1) Todos os Diatomislas cujas obras pude consultar descrevem uma espécie, que
se aproxima muito, quer do C. oculus iridis, Ehr., quer do C. concinmis, Sm. Essa
espécie (ou variedade) é o C. centralis, Ehr.
Infelizmente, as diagnoses dos diferentes autores, longe de serem concordantes,
apresentam taes diferenças a respeito desta espécie, que é extremamente difícil, se
não totalmente impossível, saber ao certo quaes sam os seus carateres morfológicos.
Assim Gran (NP., pag. 33) apresenta uma diagnose que se aproxima muito da
diagnose do C. oculus iridis, Ehr. (= C. subbuUiens, Jôrg., Gran, NP., pag. 32) indi-
cando apenas como caráter distintivo a existência, no C. centralis, Ehr., de espiculas
periféricas em todo o contorno da face valvar, que não existem no C. oculus iridis,
Ehr. (= C. subbuUiens, Jôrg.). Este autor refere-se ainda a diferenças na face conec-
tiva das duas formas, diferenças que sam aliás pouco sensíveis e de pequena impor-
tância, por serem, na prática, de uma observação difícil.
Van Heurck (TD., pag. 530 e 531) considera tanto a espécie que nos ocupa, como
o C. oculus iridis, Ehr. e o C. concinmis. SíM., como símplez variedade do C radiuhis,
Ehr. Para este autor, a var. centralis (Ehr.) Rattr. distingue-se da var. oculus iridis,
Ehr-, sobre tudo pela presença de duas espiculas asimétricas — ao passo que (segundo
o mesmo autor) as espiculas em todo o contorno da face valvar apenas se observam
na var. concinmis, W. Sm.
Peragallo (DM., pag. 430) refere-se à espécie que nos ocupa nos seguintes ter-
mos, que transcrevemos textualmente :
«Cose. centralis, Ehr., Ber. A. K. 1838; Creg., Diat. of Clyde, p. 501, 11, f. 40 (n'a
été figure nettement nulle part) — C'est une forme intermédiaire entre le C. concinnus
et le C. oculus iri'tis. II à une aréolation plus fine que celle du C. oculus iridis, plus
grosse que celle du C concinnus, de cette derniére espèce il possede les deux nodules
marginaux asimétriqucs mais non la structure fasciculée. Cest une espèce encore bien
mal connue et qui a été confondue avec ses deux voisines. Ehrenberg lui méme ne
s'y jamais reconnu ei je crois que dans son idée c'était seulement un C. oculus iridis
plus finement areolé».
Devemos notar, de passagem, que nas figuras com que Peragallo ilustra o texto,
não se nota no C. centralis. Ehr. uma areolação mais fina do que no C oculus iridis,
Ehr. (Veja-se a est. CXVIII, figs. 1 e 2).
De Toni {Sylloge, pagg. 1256, 1272 e 1275) regista a existência, no C. centralis,
Ehr de espiculas periféricas em todo o contorno da face valvar, sendo duas dessas
espiculas, colocadas em posições asimétricas, maiores do que as restantes. No que diz
respeito à areolação, conclue-so dos dados de De Tonm, que as esculturas do C. cen-
tralis, Ehr., sam um pouco mais finas do que as do C. oculus iridis, Ehr., e muito
maiores do que as do C. co7icinnus. Sm.
Em resumo: relativamente à areolação, alguns autores consideram a do C cen-
tralis, Ehr. como mais fina do que a do C. oculus iridis, Ehr. (Peragallo, De Toni),
ao passo que outros consideram-nas, mais ou menos explicitamente, como eguaes
(Gran, Van Heirck); e no que diz respeito á existência de espiculas na periferia da
face valvar, Gran descreve-as como eguaes, distrilmidas por todo o contorno da face;
Van Heurck e Peragallo afirmam que sam apenas duas, asimélricamente, e De Toni
admite a existência de espiculas em todo o contorno (como Gran), mas sendo duas
maiores e asimétricas.
Para terminar esta confrontação, resta-nos observar que nas duas únicas figuras
do Atlas de Sch.nuot qua se referem ao C. centralis, Ehr. (60,12; 63,1 — ambas, aliás,
sob grandes reservas), não se nota espiculas algumas.
Conscientes destas dificuldades na determinação precisa do C. centralis, Ehr.,
197
Cosoinoflisciis gigas, Ehr.
Perag., dm., pag. 433, est. GXVIII, íig. 3.
Bastante freqiiente, e geralmente associado ao C. oculus iridis, Ehr.
e ao C. concinnus, Sai. (1).
[O, 16, 1?, :íO, 31, 3», 40, 41].
Cwseiíioiliseics iiitidiis, Greg.
Gran, NP., pag. 38; Perag., DM., pag. 434, est. CXVII, fig. 12;
V. H. TD., pag. 532, est. 23, fig. 667.
Apenas observámos um exemplar [8©].
Gen. ActiTiopt3^cliixs. Eh«.
i%ctiiiO|ifyeliiis uiicliiladis (Ehr.), Ralfs.
Gr4n, NP., pag. 42; Perag., DM., pag. 409, est. CXI, fig. 1;
V. H. TD., pag. 496. est. 22, fig. 648.
Muito frequente durante todo o ano, se bem que nunca se apresente
em grande abundância [»-», 9, », », 1«. 16, 19. 1?K «O,
«1, «3, 36, 30, 31, 3«].
itctiiBOiítycliiis spleiicleus, (Shadb.), Ralfs.
Gkan, NP., pag. 43; Perag., DM., pag. 410, est. CXI, fig. 4;
V. U. TD., pag. 497, est. 22, fig. 649.
Apenas observámos um exemplar [14].
Gen. A.U.1ÍSCU.S, Eíir.
i%ulíseiis sciilpdis? (Sm.), Ralfs.
Perag., DM., pag. 399, est. CVIII, fig. 1; V. 11. TD., pag. 482,
est. 21, fig. 646.
Apenas observámos um exemplar [83].
dificuldades tanto maiores, quanto por vezos a observação das espículas iieriférioas
da face valvar é muito precária, resolvemos não tomar em consideração o C. centrulis,
Ehr., classificando como C. oculus iridis, Ehh. as formas de areijlação prande (1 ou .■>
aréolas em 10 [jl) sem espículas periféricas nitidamente visíveis; e cornu C. iimrinuiis,
Sm. as formas de areolação fina (mais de 6 aréolas em 10 (i.) com espículas periféricas
distribuídas por todo o contorno da face valvar.
(1) Classificámos também çom o nome de C gigas, Ehr., algumas formas que se
aproximavam talvez mais do C. Janischii, A. S. (Per.\g. DM., pag. 432, est. CXVIH.
fig. 4). Na realidade, e como o próprio Peragallo o sugere, as duas espécies uão sam
distintas.
198
Gen. Detonxila, Schíítt
DctoiíiHla i^oliroderi (Bergon), Gran.
Gran, NP., pag. 22; Perag., DM., pag. 456, est. CXXI, fig. 8.
NSo muito Irequente, mas, por vezes, bastante abundante [®, IO,
14, 30. 3*^].
Gen. I^aud-or-ia, Cleve
Liaiideria liorealis, Gran.
Gran, NP., pag. 23; Perag., DM., pag. 457, est. CXXI, fig. 2.
[95, 30, 39].
Gen. Leptocylindr^us, Cleve
Ije|itocyliiG(lriGi§ ^laMBcasíi, Cleve.
Gran, NP., pag. 24; Perag., DM., pag. 454, est. CXXII, fig. 4.
[», IO, »8, 30].
Gen. Ou.in.ard.ia, H. P.
Ouiuarfllâa flaecicla (Castr.), H. P.
Gran, NP., pag. 24; Perag., D3I., pag. 459, est. CXXII, figs. 1
a 3.
Pouco frequente [14, 85, 88].
Gen. JFMiyzosoIenia (Ehr.) Brightw.
Rliyzosttleuia moltcrfotliii, H. P.
Gran, NP., pag. 49; Perag., DxM., pag. 460, est. CXXII, fig. 7.
Apenas observámos alguns exemplares em setembro de 1910 [88],
Rliyzostolcuia rohiista, Norman.
Gran, NP., pag. 50; Perag., DM., pag. 461, est. CXXIII, figs. 1
e 2.
Bastante raro ^«8, 39, 41].
199
Rhyzosoleiiia Sclinilisolei, Cleve.
Gra«, NP., pag. 52; Peuag., DiM., pag. 466, est. C\XIV-A, fig. 5.
Encontrámos esta forma em alguns lanços, e, num deles, em grande
quantidade [O, tO, «O, 30, Íl8j.
lllija:
o
Número dos lanços l 2-3
Fam. BACILLARIACEAE
Melosira Borreri, Grev
Melosira Jvergensii, Ag
Paralia sulcata, Ehr
Podosira Montagnei, K
Stephanopixis turris, Grev
Scélêtonêma costatum, Grev
Thalassiosira hijalina, Grun
Coscinodiscus excenlricus, Ehr
Coscinodiscus lineaíus, Ehr
Coscinodiscus radiatus, Ehr
Coscinodiscus oculus tridis, Ehr
Coscinodiscus concinnus, Sm
Coscinodiscus gigas, Ehr
Coscinodiscus nitidus, Greg
Actinoptychus undulalus (Ehr.), Ralfs. .
Aciinoptycltus splendens (Shadb.), Ralfs.
Auliscus sculpíus (Sm.), Ralfs
Detonula Schrõderi (Bergon); Gran
Lauderia borealis, Gran
Leplocylindrus danicus Cleve
Guinardia flaccida (Castr.), H. P
Rhyzosolenia SloUerfothii, H. P
Rkyzosolenia robusta. Norma n
Rhyzosolenia Schrubsotei, Cleve
Rhyzosolenia seligcra, Brightw
Rhyzosolenia slyliformis, Brightw
Rhyzosolenia alala, Brightw.
forma gracillima, Cleve . .
forma genuína, Cleve . . . .
Racteriastrnm variam, Lauder
Chaetoceras densum, Cleve
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ChaptocèrãS didvMutn Ehr
Chnpfncpm.i diDPrtiifm, Ca,v,w,
Cliãptocévãs cuvvisetuin Cleve
Kurniunifi zndin.riix Khti
Eijnitnnia (ivoptilnndica Cleve
DHiiliuni Bvinhtivplli íWest.) Gríín
TvicpratiuTti fãvus Ehr
Triceratium (amphitetrasj antediluvium. Ehr
Riddulnhifi nuTitn (TjYNíír \ Breb
Bidãulvhia mobiliensis íBail.). Gríín
BiddulDliiã vulchello Gray
Cpvataulus Sniithii Balfs
Isthtniã enervis. Ehr
Rhabdonétnã ãdviãticum KíJTZ
Rhn.hdnnêMã (ivcMcitum íLyngb.) Kíítz
Rhabdonêmã tninuíuin. Kíítz
LiCTtiovhora Lvnabuei íKutz.). Gríín
Svnedra fulaens (Kíítz.). Sm
Svnedva Gailonii Ehr
Syncdra nina (Nitzsch), Ehr.
— — var. longuissinia
Thdlassiotlirix Nitzschioides Gríín
Pleiwosigma angulatum, Sm., var. major
Plewosioma oMne Gríín
Plewosiotna formosum. Sm
PleuTosiama bãlticuni Sm
Nitzschia ci)'cumsuta ÍBailey) Gríín
Nitzschia seriata, Cleve
Surirella fãustuosa Ehr
CamvvlodiscHS echeneis. Ehk
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ESBOÇO DA FLORA DA BACIA DO MONDEGO (^)
Metachlamydeae ou Sympetala
[ Ovário superior 1
( Ovário inferior 5
(Flores isocarpicas 2
. (Flores anisocarpicas 3
l Estames em numero duplo das pétalas Serie I. Ericales.
2
(Estames em numero egual ao das pelalas Serie II. Primulales.
3
1 Tubo da corolla curto 4
(Tubo da corolla comprido Serie IV. Tubiflorae.
[ Pétalas 4; corolla escariosa Serie V. Plantaginales.
4 <
(Pétalas 4-8; prefluração em muitns torcida Serie III. Conlortae.
5
1 Folhas oppostas Serie VI. Rubiales.
\ Folhas alternas Serie Vil. Campanulatae.
Serie I. Ericales (2)
[Planta herbácea sem côr verde; pétalas livres Pirolacea".
Subfam. Monotropoideae.
\ Plantas lenhosas ; pétalas mais ou menos concrescenlos Ericaceae.
(i) (Innlinnado de pap. 177.
{t) i. do MM-a — bol. da 6oc. Drol., XVllI, p. 104.
211
Pirolaceae
Subfam. Monotropoideae
§ Monotropeae
lloiiotropa L.
M. Hypopitys L. Sp. pi. p. 387.
Terras hiimosas, sombrias. FI. de junho a julho. I-II.
Ericaceae
(Fructo baccifornie indehiscente; planta arbórea Subfam. II. Arhutoldeae.
(Fructo capsular 1
[Dehiscencia seplicida; corolla um pouco zygomorphica.
Subfam. I. Rhododendroideae.
[Dehiscencia loculicida; plantas lenhosas de pequenas dimensões.
Subfam. III. Eriroideae.
Subfam. I. Rhododendroideae
§ Rhododendreae
KlBOclotleiíflroii L.
R. ponticum L. Sp. pi. ed. 2.
var. baelicum Bss. et Reut. Diagti. pi. orient. II, n.'' 3, p. 118.
Terrenos graníticos. Serra do Caramullo. FI. de abril a junho. II-III.
Subfam. II. Aiu)utoideae
§ Arbuteae
Arbiiliis Tournf.
A. Unedo L. Sp. pi. p. 395; Brot. II, p. 68.
Não raro em terras pouco calcareas. Fl. de julho a outubro. I-IV.
— Medronheiro.
212
Subfam. III. Ericoideae
Corolla gomilosa ou cylindriea; sepalas mais curtas que a corolla .... Eriça L.
jCorolla iirofandamenle dividida; sepalas petaloideas e mais compridas que a co-
rolla Calluna Salisb.
Calluiia Salisb.
C. vulgaris, Salisb. Trans. Soe. Linn. VI, p. 317; Eriça vulgaris L.
Sp. pi. p. 352; Brot. II, p. 21.
Eem terrenos e condições muito diversas. Fl. de julho a setembro.
MV.
Krica L.
Eu-Erica Benth.
j Folhas ciliadas 1
[Folhas glabras 2
I Corolla recurvada; capsula glabra; antheras sem appendice E. ciliarís L.
[Corolla direita; capsula pelluda; antheras appendiculadas E. Tetralix L.
[Antheras salientes 3
1
2
( Antheras não salientes 4
[Folhas em verticillios de 3; flores erectas em umbellas tei'minaes de 3-6 flores,
n I E. mnbellaía L.
[Folhas em verticillios de 4; flores aos pares axillares inclinadas.
E. mediterrânea L.
4
[ Flores côr de rosa (varias vezes brancas, E. cinerea) 5
( Flores brancas ou verde-amârelladas 6
/Eslylete pouco saliente; estigma peitado; appendices das antheras denteados,
l E. cinerea L.
M JEstylete bastante saliente; estigma capitado; appendices das antheras subpinnato,
\ incisas E. ausiralis L.
[Estylete muito saliente; appendices das antheras inciso-denteados na parte ex-
\ terna E. aragonensis Wk.
1 Flores brancas 7
G
Flores peíiucnas verde-amarelladas em longos cachos E. scoparia L.
/
213
[Pediinculo do comprimonto da corolla com pequenas bracieas n^^ ineio- ai>|i<^n-
dices das anlheras lineares e. Insihnuat Hiul.
|Pedani-ulo mais comprido que as ft)lhas ; appondices das anlheras oblongo-arrednn-
^ dados /í. arbon-a L.
E. ciliaris L. Sp. pi. p. 454; Brot. II, p. 125.
Cliariiccus iironosas e húmidas, pinhacs, sebes. Fl. de maio a outu-
bro. I-III.
E. Tetralix L. Sp. pi. p. 353; Brot. lí, p. 22.
Maltagaes, pinhaes e charnecas Inimidas. Fl. de junho a agosto. I-IV.
E. umbellata L. Sp. pi. p. 352; Brot. II, p. 24.
var. subcampanuíata DC. — Corolla com fauce mais aberta e
estames mais curtos.
Terrenos arenosos áridos, charnecas, pinhaes. Fl. de abril a junho.
I-IV.
E. mediterrânea L. Diss. de Eriça; Brot. II, p. 25.
Terrenos sombrios, charnecas húmidas. Fl. de jaFieiro a abril. l-II.
E. cinerea L. Sp. pi. p. 352; Brot, 11, p. 23.
Mattagaes, pinhaes, charnecas seccas. Fl. de maio a julho, l-lll.
E. australis L. Diss. de Eriça; Brot. II, p. 23.
Mattagaes. charnecas, pinhaes. Fl. de levereiro a maio. I-II.
}í. aragonensis ^A k. Inumer. plant. Misp.
Mattagaes, charnecas, terrenos pedregosos. Fl. de maio a julho. III-IV.
E. scoparia L, Sp. pi. p. 353; Brot. II, p. 21.
Pastagens, maltas, pinhaes, outeiros calcareos. Fl. de dezembro a
junho. I-II.
E. lusitanica Rud. in Schr. .Tourn. II, p. 286; E. arbórea Brot. II (parte).
Maltas, pirdiaes, charnecas. Fl. de dezembro a março. I. — Urze
branca ou Torga.
E. arbórea L. Sp. pi. p. 353; Brot. II (parte).
Maltas, proximidades d'agua. Fl. de março a junho. I-I\'. — Urze
branca ou Torga.
Serie II. Primulales (')
1 Estames inseridos na corolla; eslylele simples Primuhicene.
I Estames livres ou quando muito ligados á corolla na base; estyletos íi.
IHumhaginaceiu.
(i) J. de Mariz — 5o/. da Soe. Brot., XVI, p. lo9.
214
1
Primulaceae
IPrefloração imbricada 1
( Fiefloração torcida III. Lysimachieae.
l Ovário superior I. Primuleae.
(Ovário semi-inferior II. Samuleae.
I. Primuleae-Primulinae
Priíiiiila L.
P. vulgaris Huds. Fl. angl. p. 70; P. acaulis Brot. I, p. 266.
Terreno humoso, prados húmidos. Fl. de março a maio. I-III. —
Queijadilho, Pão de leite.
II. Samuleae
ͻaiii7
C. lineatus L. Syst. Nat. ed. X.
Campos argillosos, terrenos ralcareos áridos. Fl. de maio a julho. I.
C. tricolor L. Sp. pi. p. 1S8; Brot. I, p. 268.
Campos, viidias, terrenos relvosos, searas. Fl. de março a agosto. T.
C. meonantluis líoffgg. et Link. Fl. de Port. I, p. 369, tab. 69; C. tri-
color, var. Brot. I, p. 268.
Terrenos calcareos, relvosos férteis. Fl. de março a junho. I.
C. arvensis L. Sp. pi. p. 152; Brot. I, p. 267.
p. pumihis Chois. in DC. Prodr. IX, p. 406. — Caule de 9-10
cent.; folhas pequenas.
y. oblusifoUus Chois. 1. c. — Folhas ovadas alabardinas arre-
dondadas.
e. Unearifolins Chois. 1. c. — Folhas lineares.
Cearas, sebes, caminhos. Fl. de maio a agosto. I-II. — Corriola,
Verdeselha ou Verdisella.
C. althaeoides L. Sp. pi. p. 156; Brot. I, p. 268.
Caminhos, bordas de campos, terrenos calcareos pedregosos. Fl. de
abril a junho. I.
Calyisicgíia U. Br.
I Caule volúvel trepador; corolla grande branca ou rosada; capsula globosa.
C. sepium R. Br.
[Caule não volúvel replante; corolla rosada ou purpurina; capsula ovóide aguda.
C. Soldaneíla R. Br.
C. sepium R. Br. Prodr. p. 483; Convolvulus sepium L. Sp. pi. p. 153;
Brot. I, p. 268.
var. rósea Chois. (C. repens L. Sp. pi. p. 158). — Corolla
rósea.
Sebes e margens de ribeiros. Fl. de maio a outubro. I-II. — Trepa-
deira, Bons dias.
C. Soldaneíla R. Br. Prodr.; Convolvulus Soldaneíla L. Sp. pi. p. 159;
Brot. I, p. 268.
Areias do littoral. Fl. de maio a junho. I. — Soldaneíla, Couve ma-
rinha.
»•
228
Subfam. Cuscuioideae
Cusiciita (Tournf.) L. (1).
I Estigmas filiformes; capsula circuracisa Sect. í. Eucusciita.
Estigmas capitosos; capsula quasi indehiscente Secl. II Grammica.
Sect. I. Euciiscuta
C. Epilhymum (L.) Murr. Syst. Veget. ed. 13; C. europaea, 3- Epi-
thjmum L. Sp. ed. 2.", n.** 1 ; C. europaea, var. Brot. í, p. 208;
C. europaea barbuvea Brot. Phyt. lusit. p. 192, tab. 165.
fTubo da corolla pouco mais comprido do que o limbo; escamas substaminoas
denteadas ; caule e flores brancas «. typica.
Lóbulos do cálix e da corolla obtusos a. alba (J et C. Presl.).
Lóbulos do cálix e da eorolla acuminados b. snbulaía (Ten.).
Tubo da corolla mais curto que o liuibo p. plani/lora (Ten.).
Estyletes quasi de comprimento duplo do ovário, c. opproximaía (Bali ).
Parasita sobre vários vegetaes. Fl. de junlio a outubro. I.
Sect. II. Graramita
C. australis R. Br.
a. breviflora (Vir.) — Flores 4-meras.
Plantas parasitas sobre vários vegetaes. Fl. durante o verão. I-IV.
— Cuscula, Linho de rapoza.
Borraginaceae (-)
IEstylete terminal Subfam. Heliotropioideac.
Estylete gynobasico Subfam. Borraginoideae.
(1) A. Fiore ed A. Beguinot — Flora anaUjHca (Vílalia.
(2) P. Coutinho — £o/. da Soe. Brot., XXI (1905).
229
Subfam. Heliotropioideae
Hcliotropiuni L.
( Cálix o-fido persistente //. europaenm L.
(Cálix 5-denteado caduco n. supinum L.
II. eiiropaeum L. Sp. pi. p. 130; Brot. I, p. 293.
Terrenos áridos, margens de caminhos, etc. Fl. de junho a outubro.
I-Iil. — Tornasol, Verrucaria, Herva das verrugas.
H. supinum L. Sp. pi. p. 130; Brot. I, p. 293.
Margens dos campos, terras inundáveis. Fl. de junho a setembro.
MI.
Subfam. Borraginoideae
IFlores zygomorphicas — IV. Echieae.
1 Flores regulares i
l
[ Achenios de base plana ou qnasi plana 2
Achenios de base concava e rebordo annular II. Anehuseae.
I Achenios de dorso quasi plano ou concavo com inserção obliqua e mais ou menos
ligados I. Cynoglosseae.
Achenios muito duros livres e de base pequena III. LWiospermeae.
I. Cynoglosseae
[Corolla infundibuliforme; tubo egualando o cálix; carpellos cobeitos de aculcos.
Cynoglussum L.
[Corolla rotacea; Uibo muito curto; carpellos côncavos na face externa.
Omphaíodcs Moench.
Oiii|iflial»fleii (Tourn.) Moench.
O. lusitanica Pourr. herb. ; Cynoglossum lusilanicum L. Sj). 11; Brot. I,
p. 29G ; Phyt. lusit. I, p. 53, tab. 24.
Terras húmidas e sombrias. Fl. de abril a setembro. I-llI.
230
CynogloiiSiiiiii L.
[Corolla fechada de comprimento egual ao cálix; pétalas hirsutas na extremidade.
C. clandestinum Desf.
[ Corolla aberta; tubo egualando o cálix; pétalas glabras C. creticum Mill.
C. creticum Mill. Dict. ed. VIII, n.° 3; C. pictum Ait. H. Kew. I,
p. 179; Brot. I, p. 296; Phyt. lusit. I, p. 179, tab. 159.
Terras de varia natureza, sebes, caminhos. Fl. de março a julho.
I-III. — Cynoghssa de flor listrada, Orelha de lebre.
C. clandestinum Desf. Fl. Atl. I, p. 159, tab. 42; Brot. Phyt. lusit. f,
p. 177, tab. 158; C. officinale Brot. (non L.) I, p. 295.
Collinas relvosas, caminhos, orla de campos. Fl. de fevereiro a ju-
nho. I.
II. Anchuseae
l Corolla tubulosa i
I Corolla rotacea ; tubo muito curto . . Borrago L.
1 Corolla regular ; tubo direito Anchusa L.
1
( Corolla um pouco irregular ; tubo recurvado Lycopsis L.
Borrago L.
B. oílicinalis L. Sp. pi. p. 137.
Vulgar em terrenos diversos. Fl. de fevereiro a outubro. Mil. —
Borragem.
Auchilisa L.
í Achenios com appendice lateral III. Cwyolopha Fisch.
( Achemos sem appendiees 1
(Achenios direitos ou levemente recurvados I. Buqlossum Rchb.
1
Achenios muito recurvados II. Euanchiisa Rich.
I. Buglossum Rclib.
A. itálica Retz. Observ. p. 12; Brot. Phyt. lusit. I, p. 173, tab. 156;
Caryolopha oílicinalis Brot. (non L.) I, p. 297.
231
Searas, terrenos incultos, caminhos. Fl. de abril a agosto. I-IV.
b"
Biiglossa, Lingiia de Vacca.
II. Euanchusa Hicli.
A. undulata L. Sp. pi. p. 133; Brot. I, p. 297.
' Bracteas subcordato-ovaes mais curtas que o cálix i
|Bracteas ovado-lanceoladas ou lanccoladas, cguaes ou mais compridas que o
, cálix 2
I Toda a planta subvelutino-pubescente a. subvehitina P. Cout.
(Cálix setoso-estrigoso; caule com pellos encostados e outros patentes.
[3. typica P. Cout.
I Caules com pellos patentes e pellos encostados y. hyhrida P. Cont.
2
( Caules só com pellos patentes S. Granatensis P. Cout.
Não rara em terrenas diversos. Fl. de fevereiro a agosto. I-II. —
Buglossa ondeada, Chupa-mel.
III. Caryolopha Fisch.
A. sempervirens L. Sp. pi. p. 134; Brot. I, p. 298; Caryolopha sem-
pervirens Fisch.
Logares húmidos e sombrios, margens de rios. Fl. de abril a junho.
I-Iil. — Olho de galo.
Ijyco|isis L.
L. arvensis L. Sp. pi. p. 139; Brot. I, p. 299.
Campos cultivados, proximidades d'agua. Fl. de fevereiro a julho.
I-lIl.
III. Lithospermeae
ICorolla de tubo longo afunilada 1
CoroUa de tubo curto assalveada Myosotis L.
( Fruelo de 4 achenios Litfmpermwn L.
l
( Fructo de 2 achenios Ciriniht L.
232
Illyosotis) L.
Í Cálix com pellos encostados e não terníiinados em gancho 1
Cálix com pellos patentes e mais ou menos terminados em gancho . 2
[Caule coberto de pellos patentes; cálix 5-fido até além do meio.
M. Welivitschii Bss. et Reut.
[Caule com pellos encostados; cálix S-fido até ao meio ... M. caespitosa Schultz.
1 Corolla azul ; tubo quasi do comprimento do cálix 3
[ Corolla quasi sempre amarella ; tubo mais longo que o cálix 4
iPedicellos eguaes ou mais curtos que o callx fructifero M. hispida Schultz.
(Pedicellos com o dobro do comprimento do cálix fructifero.. . M. intermédia Lk.
[Corolla pequena (2-3 mm.) mudando de cor (amarella, azul e violácea).
M. versicolor Pers.
[Corolla pequena (3-4 mm ) sempre amarella M. lutea Pers.
M. Wehvitschii Bss. et Reut. Diagn. pi. orient. nov. p. 138; M. pa-
lustris Brot. I, p. 294.
p. stolonifera (Gay) P. Cout. — Planta mais fraca, eslolonifera.
Logares muito húmidos. A variedade é das regiões altas. Fl. de
março a setembro. l-IV.
M. caespitosa Schultz. Fl, Slarg. Suppi. II; M. palustris Brot. 1. c.
a. vulgaris Loret et Barrandon, Fl. de Montp. — Pedicellos in-
feriores muito mais compridos que o calix; limbo da corolla
plano, egual ou mais longo que o tubo.
^. perennis Loret et Barrandon. — Bhizoma perennal; planta
mais vigorosa.
y. skula (Guss.). — Pedicellos mais curtos que o calix; limbo
da corolla mais curto que o tubo e concavo.
Terrenos pantanosos, muito húmidos. Fl. de março a julho. I-III.
M. hispida Schlecht. Mag. Nat. Berl. Víll, p. 210; M. arvensis, var.
minar Brot. I, p. 29 1.
Terras húmidas, arenosas. Fl. de março a jurdio. I-III.
M. versicolor Pers. Syn. I, p. 156.
Terras húmidas, florestas, muros. Fl. de março a Jlilho. I-UI.
233
M. lutea Pers. Syn. I, p. 156.
Terras húmidas arenosas. Fl. de abril a junho. I-III.
M. intermédia Lk. Enum. hort. Berol. I, p. 164; M. arvensis Brot
(parte) I, p. 294.
Terras cultivadas e incultas, frescas, sebes, muros. Fl. de abril a
junho. I-II. — Orelha de ralo.
IjÍ III ws per 111 11 111 L.
L. prostratum Lois. Fl. Gall. I, p. 105, tab. 4; L. fruticosum Brot. l,
p. 292; Phyt. lusit. II, p. 171.
Frequente nos pinhaes, sebes. Fl. quasi todo o anno. MH. — Herva
das sete sangrias.
CÍB*iiitlic L.
C. major L. Sp. pi. p. 136; Brot. I, p. 289.
á. piirpurascens (L.) Bss. — Corolla de vermelho escuro,
p. flavescens L. — Corolla amarella ; tubo por vezes branco.
Campos, vinhas e terras húmidas. Fl. de fevereiro a julho. MI. —
Ftâr mel, Chupa-mel.
IV. Echíeae
Ecliiuiii L.
4
[Caule com indumento simples 1
I Caule com indumento duplo (pellos finos encostados; pellos rijidos patentes, inse-
ridos num tiiberculo mais ou menos desenvolvido) 2
[Corolla pequena (8-9 mm.); folhas inferiores linear-lanceoladas hirsutas.
E. Broleri G. Samp.
.Corolla azul grande ; folhas inferiores ovadas ou oblongas... E. plantagineum L.
Caule alto (1 m.) anguloso estriado; folhas inferiores oblongo-tanceoladas.
E. pomponium Bss.
, Caule de 6-7 dec. cylindrico; folhas inferiores medíocres 3
[Indumento não muito denso; plantas de côr verde distincta 4
[Indumento muito denso; pellos fortes sobre um tubérculo branco; i)lantas de côr
cinsenla E. tubemdatum HoíTm. et Link.
(Nervuras lateraes das folhas pouco ou nada distinclas E. austrak Lam.
(Nervuras lateraes bem distinctas E. romlatum Lgc.
234
E. Broteri G. Samp,; E. italicum Brot. (non L.) I, p. 290.
Sitios húmidos e arenosos das regiões alias. Fl. de maio a setembro.
III-IV.
E. pomponium Bss. Voy. bot. Esp. tab. 124.
Campos e florestas. Fl. de agosto a setembro. I. — Raro.
E. tuberculatum Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 183; E. vulgare Brot.
(noii L.) I, p. 289.
a. genuinum Bourgeaii. — Planta densamente hispida; folhas
um pouco grossas e por vezes revolutosas.
p. lalifoUum Hoffgg. et Link. — Planta menos hispida; folhas
mais molles e planas.
Caminhos, muros, terrenos cultivados, areaes maritimos. Fl. de abril
a julho. I-II. — Viperina.
E. plantagineum L. Mantis. II, p. 202; Brot. I, p. 289.
Terras cultivadas e incultas, arenosas e húmidas. Fl. de março a ju-
lho. I-IV. — Soagem.
E. australe Lam. III. I, p. 413, n.^ 1860.
Terras arenosas. Fl. de março a agosto. l-III.
E. rosulatum Lge. Ind. sem. 111. Hann. 1854; Pug. pi. III, p. 2i.
a, genuinum. — Flor subregular; planta prostrada.
p. campestre. — Flor maior subbilabiada ; planta direita.
Terras arenosas, campos, margens de caminhos, proximidades d'agua.
Fl. de maio a outubro. l-IL
Verbenaceae
Verbena L.
[Folhas pinnatifidas ou serrilhadas V. officinalis L.
(Folhas 1-2 pinnatifidas V. supina L.
V. officinalis L. Sp. pi. p. 20; Brot. I, p. 160.
Margens de caminhos, logares húmidos. Fl. de maio a julho. I. —
Vrgehào, Verbena.
V. supina L. Sp. pi. j). 21; Brot. I, p. 160.
Nas mesmas condições da espécie precedente. Fl. de maio a julho. I.
235
Labiatae (i)
lEstylete semigynobasico Subfam. I. Ajugoideae.
(Estylete perfeitamente gynobasico 1
ÍGyneceu inserido sobre um prolongamento do receptáculo (gynophoro).
Subfaiii. II. Scntellnrioideae.
Gyneceu inserido sobre um disco 2
(Lóbulos do disco oppostos aos locuios do ovário . . Subfam. III. Lavanduluideae.
2
( Lóbulos do disco alternos com os locuios do ovário 3
lEstames ascendentes Subfam. IV. SIacliyoideae.
(Estames inclinados sobre o lábio inferior Subfam. V. Ocimoideae.
Subfam. L Ajugoideae
ICoroUa 1-labiada; estames 4; achenios rcticulato-rugosos — Trib. I. Ajugeae.
Corolla 2-labiada; estames 2; achenios lisos Tiib. II. Bosmarincae.
Trib. I. AJUGEAE
ICoroUa unilabiada ; lábio 3-lobado Ajuga L.
Corolla unilabiada ; lábio 5-lobado Teucrium L.
IVerticillastros Go-floreos dispostos em espiga I. Dugiila Schreb.
Verticillastros paueifloreos axillares II. Chamaepytis Schreb.
I. Biigula Schreb.
(Planta estolhosa A. replans L.
I Planta não estolhosa A. pyramidalis L.
(1) P. Coutinho - Boi. da Soe. Brot., XXIII.
236
II. Chamaepytls Schreb.
(Folhas superiores S-partidas A. Chamaepytis (L.) Schreb.
(Folhas superiores snbdenteadas ou inteiras A. Iva {L.) Schreb.
A. reptans L. Sp. pi. p. 561 ; Hoffgg. et Link. Fl, Port. p. 76.
Terrenos húmidos, prados, florestas. Fl. de abril a julho. I-II.
A. pyramidalis L. Sp. pi. p. 561; ííoffgg. et Link. 1. c. p. 76.
Prados e logares sombrios. Fl. de março a julho. I-IV.
A. Chamaepytis (L.) Schreb. PI, V^ert. unilab. p. 24; Teucrium Cha-
raaetypis L. Sp. pi. p. 562.
Vinhas, terras áridas. Fl. de maio a julho. I.
A. Iva (L.) Schreb. 1. c. p. 15; Teucrium Iva L. Sp. pi. p. 563.
a. pseudo-Iva (Rob. et Cast.) Benlh.; Teucrium Iva Brot. I,
p. 163. — Corolla amarella ou branca com pontuações
purpúreas na base.
Terrenos áridos, caminhos, orlas de florestas. Fl. de março a setem-
bro. I.
Teiicriiiiii L.
(Flores em capitulo Sect. IV. Polium (Mnch.) Benth.
( Flores axillares ou em espiga 1
(Dente superior do cálix maior que os outros. Sect I. Scqrodonia (Mnch.) Benth.
(Dentes do cálix quasi eguaes 2
(Flores (1-3) axillares mais curtas que as folhas. Sect. II. Scordium (Cav.) Benth.
2
( Flores em espiga maiores que as folhas . . Sect. III. Chaviaedrys (Mnch.) Benth.
Sect. I. Scoroílonia (Mnch.) Bentli.
(Flores amarelladas T. Scoroâonia L.
Flores côr de rosa T. satviastncm Schreb.
T. Scorodonia L. Sp. pi. p. 564; Brot. I, p. 163.
237
Florestas, sebes. Fl. de junho a setembro. I-III. — Escorodonia,
Salvia bastardo, Seixebra.
T. salviastrum Schreb. Unilab. p. 38; T. lusitanicum Brot. I, p. 163;
T. lusitanicum salviastrum Brot. Phjt. lusit. p. 71.
Regiões altas. Fl. de julho a agosto. II-V.
Sect. II. Scordiuni (Cav.) Benth.
T. scordioides Schreb. Unilab. p. 37; T. Scordium Brot. (non L.) I,
p. 164; Scordium lanuginosum Brot. Phyt. lusit. p. 73, tal). 107.
Margens de rios, terras húmidas, paludosas. Fl. de maio a outubro.
I. — Escordio.
Sect. III. Cliamaedrjs (Mnch.) Benth.
T. Chamaedrys L. Sp. pi. p. 565.
Terrenos áridos da beiramar. Fl. de abril a maio. I.
Sect. IV. Polium (Mnch.) Benth.
T. Polium L. Sp. pi. p. 566.
a. lusitanicum (Schreb.) Brot. Phyt. lusit. p. 66, t. 104.
Collinas áridas. Fl. de maio a agosto. I-II.
Trib. II. ROSMARINEAE
no.miiariiiiiiii L.
R. officinalis L. Sp. pi. p. 23; Brot. I, p. 16.
Cultivado e expontâneo em terras seccas, pinhaes. Fl. em quasi todo
o anno. I. — Alecrim.
Subfam. II. Scutellarioideae
Sciitcllaria L.
[Planta mais ou menos pubescente^ alia (até 1 m.) S. galericulala L.
(Planta glabra ou levemente piloí^a, pequena (6-7 dec) S. minor L.
238
S. galericulata L. Sp. pi, p. 599.
Locaes muito húmidos. Fl. de maio a junho. I.
S. minor L. Sp. pi. ed. II.
Locaes muilo húmidos, prados, airozaes. Fl. de maio a setembro.
I-líl.
Subfam. III. Lavanduloideae
IjaYaucIíila L.
[Espiga terminada por bracteas estéreis compridas violáceas.
Sect. I. Stoechas Ging. l
[Espiga sem bracteas estéreis terminaes Sect. II. Spica Ging.
[Pedúnculo curto (0/J a 2 ou ,3 cent.) L. Stoechas L.
l
(Pedúnculo muito comprido (2,5-9 cent.) L. peãtmculata Cav.
Sect. I. Sloecbas Ging.
L. Stoechas L. Sp. pi. p. 573; Brot. I, p. 170.
Terras áridas, pinhaes, mattagaes. Fl. de fevereiro a julho. I-II. —
Rosmaninho.
L. pedunculata Cav. Praelet. p. 70; L. Stoechas, var. pedunciãata
Brot. I, p. 170.
a. longicnma P. Cout. — Bracteas estéreis compridas (20-30
X 3-8 mm.).
^. brevicoma P. Cout. — Bracteas estéreis curtas (8-15 raras
vezes 20x2-5 mm.).
Nas mesmas condições da espécie anterior. Fl. de fevereiro a agosto.
I-II. — Rosmaninho.
Sect. II. Spica Ging.
L. spica L. Sp. pi. p. 572; Brot. I, p. 170.
Cultivada e subspontanea. ¥\. em junho e julho. I. — Alfazema.
Subfam. IV. Staciiyoideae
lEstames inclusos no tubo da corolla 1. Marrubieae.
\ Estames não inclusos ^ 1
â39
IEstames 4 didynamicos, os posteriores mais compridos 2. Nepeleae.
Estames 4 ou 2 eguaes ou didynamicos, os anteriores mais compridos 2
I Lábio superior da corolia concavo ou em forma de capacete. 3
Lábio superior da corolia plano ou quasi plano e não muito dilTerente dos outros.
o. Sutureieae.
IEstames 4 ascendentes parallelos; connectivo nmito curto, não articulado.
3. Slachydeae.
Eslames 2; connectivo muito comprido e articulado como filete ... 4. Salvieae.
1. Marrubieae
llamiliiiiBii L.
M. vulgare L. Sp. pi. p. 583; Brot. I, p. 168.
Vulgar em terras diversas, muros, caminhos. Fl. de abril a setem-
bro. 1-IV.
2. Nepeteae
( Lábio inferior da corolia concavo ; planta erecta Nepela L.
(Lábio inferior da corolia plano : planta rastejante Glechoma L.
Hepcta L.
'Planta mais ou menos lenhosa; bracleolas ovadas on ovato-lanceoladas; verticil-
lastros em espiga densa N. tubewsa L.
[Bracleolas subsetaceas; plantas mais ou menos pubesccntes 1
I Folhas pecioladas serrilhadas iV. Cattaria L.
[Folhas rentes ou quasi, crenadas, verticillastros distantes N. latifolia DC.
1
N. tuberosa L. Sp. pi. p. 371; Drot. I, p. 173.
Outeiros áridos, caminhos. Fl. de abril a agosto, I.
N. Cattaria L. Sp. pi. p. 570.
Terras seccas, caminhos, sebes. Fl. em julho. 1-IV.
N. latifolia DC. Fl. de Fr. Ill, p. 528; N. multibracteata líoíTgg. et
Link. Fl. Port. p. 94, tab. 5; Brot. Phyt. lusit. p. 87, tab. 111;
N. violácea Brot. I, p. 173.
Florestas, prados, sebes, searas. Fl. de maio a julho. II-III,
210
iMleclioiua L.
Gl. hederacea L. Sp. pi. p. 578; Brot. I, p. 165.
Terras muito húmidas e sombrias. Fl. de março a julho. I-IV. —
Herva terrestre.
3. Stachydeae
(Cálix subregular com 5-10 nervuras c. Lamiinae.
(Calix 2-labiado 1
! Cálix campanulado amplo membranaceo b. Melittinae.
Callx mais ou menos lubuloso de S-10 nervuras; lábios conniventes depois da
, floração; filetes dos estamos denticulados na extremidade superior.
a. Brunellinae.
a. Brunellinae
[Bracteas estreitas e aristadas; estylete 4-fido; lábio inferior da coroUa 2-fido.
Cleonia L.
I Bracteas largas; estylete 2-fido; lábio inferior da corolla com o lóbulo médio con-
cavo e denteado Brtinella L.
Cleonia L.
Cl. lusitanica L. Sp. pi. ed. II; Brot. I, p. 181.
a. vulgaris P. Cout. — Lábio superior do calix denticulado;
denticules curtamente aristados.
p. aristata P. Cout. — Lábio superior do calix com denticules
triangulares mais desenvidos e mais longamente aristados.
Sitios áridos montanhosos, pinhaes. Fl. de maio a julho. I-II.
Ilriaiiclla L.
Í Flores de 15-20 mm 1
Flores de 25-30 mm 3
l Corolla violácea ou purpúrea • 2
1
( Corolla amarellada Br. laciniata L.
IPlanta quasi glabra Br. vulgaris L.
2
( Planta tomenloso-villosa Br. lacmiaia X vulgaris.
241
(Dentes do lábio superior do cálix de 1,5-2 mm Br. haUaefolia Brol.
i
(Dentes do lábio superior do cálix pequenos (0,5-1 mm.).
Br. hastaefolia X vulgaris P. Cout.
Br. vulgaris L. Sp. pi. ed. I; Brot. I, p. 180.
Prados, pastagens húmidas, pinhaes e caminhos. Fl. de março a
agosto. I-IV. — Herva férrea.
Br. laciniata L. Sp. pi. ed. II.
a. pinnaliflda (Koch) Briq. — Folhas pinnatifidas.
p. subiníegra Halmilt. — Folhas denteadas irregularmente.
Regiões montanhosas, pinhaes. Fl. de maio a julho. I-II.
Br. laciniata x vulgaris Stapf. in Kerner Sch. ad flora exsic. austro-
hung. n.° 1420; Br. intermédia Brot. I, p. 180.
Mesmas localidades da anterior. Fl. de junho a julho. I.
Br. hastaefolia Brot. Fl. lusit. I, p. 181.
Terrenos arrelvados húmidos. Fl. de junho a agosto. II-IV.
Br. hastaefolia x vulgaris P. Cout. Boi. da Soe. Brot. XXIIl, p. 138.
Mesmas localidades das anteriores. Fl. de junho a julho. II-III.
b. Melittinae
ileliiiisi L.
M. Melissophyllum L. Sp. pi. p. 597; Brot. 1, p. 179.
Terras húmidas e sombrias. Fl. de abril a agosto. I-III.
c. Lamiinae
[Estylete dividido em dois ramos muito deseguaes ; lábio superior da corolla curvo
e comprimido lateralmente Phlomis L.
[Estylete dividido em dois ramos eguaes 1
INuculas arredondadas na parte superior 2
Nuculas troncadas na parte superior Lamium L.
Í 'Lábio inferior da corolla em angulo recto com o tubo Stachys L.
Lábio inferior da corolla regularmente inclinado; estames não divergentes depois
da fecundação Ballota L.
Phioiílis L.
Ph. Lychnitis L. Sp. pi. p. S85; Brot. I, p. 166.
Terras seccas, pedregosas. Fl. de maio a julho. I-III. — Salva brava.
16 XXVI
1
2
242
liamiuiii L.
Subgen. Slulamlum Aschers.
[Cálix cylindrico não contrahiclo na base Sect. I. Lamiopsis Dumort. 1
íCalix cylindrico só na parte inferior, cotrahido a seguir e depois venlricoso; annel
( de pellos no interior da parte contrahida Sect. II. Lamiotypnn Dumort.
L. maculatum L.
[Tubo da eorolla com um annel de peilos interiormente ^ 2
JTubo da eorolla sem annel de pellos; folhas floraes, rentes, reniformes, amplexi-
( caules L. amplexicaule L.
[Folhas pecioladas, subregularmente crenadas L. purpureum L.
(Folhas subpecioladas irregularmente inclso-crenadas.
L. amplexicaule X purpúrea G. May ?
Sect. I. Lamiopsis Dumort.
L. amplexicaule L. Sp. pi. p. 579; Brot. I, p. 166.
Terras cultivadas, cearas. Fl. de fevereiro a julho. I-III.
L. purpureum L. Sp. pi. p. 579; Brot. I, p. 166.
Terras cultivadas, muros, sebes. Fl. de março a junho. I-III.
L. amplexicaule X purpureum G. May? P. Cout. in Boi. da Soe. Brot.
XXIII, p. 124.
Sect. II. lamiotypns Dumort.
L. maculatum L. Sp. pi. ed. II; Brot. í, p. 166.
a. longifoUum Rouy, Naturalisle 1882.
Frequente nas terras cultivadas, bordas de caminhos. Fl. de março
a junho. I-Ul.
SIachys L.
[Tubo da eorolla sem annel de pellos no interior. Sect. III. Beíonka Benth.
St. ofjicinalis (L.) Trev.
1
[Tubo da eorolla com um annel de pellos interiormente 1
jBracteolas muito pequenas; planta piloso-hispida Sect. I. Emtachys Briq.
[Bracteolas do comprimento do cálix, villosissimas . . Sccl. II. Eriostomum Briq.
St. Germânica L.
243
Sect. I. Eustacliys Briquet
(Folhas íloraes miicronado-espinescentes ; plantas annuaes 1
(Folhas floraes inermes; planta perennal rhizomatosa St. palustris L.
l Corolla pouco maior que o cálix ; lábio superior inteiro St. arvensis L.
l
iCorolla mais comprida do que o cálix; lábio superior S-fido.
St. Marriibiastrum (Gouan) Briq.
St. arvensis L. Sp. pi. ed. lí, Brot. I, p. 165.
Vulgar nos campos, hortas, searas. Fl. de fevereiro a agosto. I-III.
St. Marrubiaslrum (Gouan) Briq. Les Labiad. des Alpes, p. 252; St.
hirta L. ; Brot. I, p. 165.
Vulgar nas terras cultivadas, caminhos. Fl. de maio a agosto. I.
St. palustris L. Sp. pi. p. 580; Brot. I, p. 164.
Terras paludosas, margens de valias. Fl. de junho a julho. I.
Sect. II. Eiiostomom (Hoíígg. et Link.) Briquet
St. Germânica L. Sp. pi. p. 581.
var. lusitanica (Hoífgg. et Link.) Briq.; St. Germânica Brot. I,
p. 165; Phyt. lusit. p. 78, tab. 109.
Valias, sebes, localidades húmidas. Fl. de abril a agosto. I-II.
Sect. III. Betonica (L.) Briquet
St. officinalis (L.) Trev. Prospet. delia Fl. Engan. p. 26; Betonica
officinalis L. Sp. pi. p. 573; Brot. I, p. 167.
a. genuína.
p. algeriensis (De Not.) P. Cout.
Florestas e mattas. Fl. de maio a agosto. I.
Itallota L.
B. nigra L. Sp. pi. p. 582; Brot. I, p. 167.
Margens de campos, sebes. Fl. de março a outubro. I-IV,
t •
244
4. Salvieae
SalYia L.
ÍTubo da corolla com annel de pellos initeriormente. . Sect. I. Eusphace Benlh.
Subgen. I. Salvia Benth.
Tubo da corolla sem annel de pellos Sect. II. Pletliiosphace Benth.
Subgen. II. Sclarea Benth.
Sect. I. Eusphace Benth. ,
Subgen. I. Salvia Benth.
S. officinalis L. Sp. pi. p. 23; Brot. I, p. 18.
Cultivada e raras vezes subespontanea. Fl. de abril a agosto. I. —
Salva.
Sect. II. Plelhiosphace Benlh.
ff
Subgen. II. Sclarea Benth.
[Cálix pelludo e muito viscoso-glanduloso; achenios subglobosos.
S. sclareoides Brot.
[ Cálix pelludo; pellos longos, nada ou pouco glanduloso; achenios ovóides.
S. verbenaca L.
S. sclareoides Brot. Fl. lusit. I, p. 17; Phyt. lusit. I, p. 3, tab. 2.
Terrenos áridos e principalmente nos calcareos. Fl. de abril a ju-
lho. I.
S. verbenaca L. Sp. pi. p. 25; S. verbenacoides Brot. I, p. 17.
o. subesp. verbenaca Briq. — Folhas crenadas ou sinuoso-cre-
nadas.
p. amplifrons Briq. — Folhas ovado-ellipticas irregularmente
sinuoso-crenadas.
6. subesp. clandesiina Briq. — Folhas pinnato-lobadas ou sub-
pinnatifidas,
c. subesp. mullifida Briq. — Folhas profundamente pinnatifidas
ou pinnatiseccadas.
Caminhos, campos, logares áridos. Fl. cm quasi todo o anno. I,
245
1
5. Satureieae
I Corolla 4-lobada; lóbulos quasi eguaes III. Menthinae.
[Corolla 2-Iabiada 1
1 Estames direitos divergentes 11. Thyminae.
(Estaraes arqueados, achatados na base e aproximaudo-se na parte superior.
I. Melissinae.
I. MellssiBae
l Folhas perfeitamente inteiras Satureja L.
I Folhas serrilhadas Melissa L.
llelissn L.
M. officinalis L. Sp. pi. p. 592; Brot. I, p. 178.
Sitios húmidos e sombrios. Fl. de junho a agosto. I. — Herva
cidreira.
Satureja L.
l Cálix subregular Sect. I. Sabbatia Briq.
Cálix 2-labiado 1
2
'Cymeiras mais ou menos laxas com pequenas bracteolas.
I Sect. II. Calamintha Briq.
[Cymeiras densas rentes 2
1 Cymeiras multifloreas Sect. III. Clinopoãium Briq.
I Cymeiras de poucas flores (por vezes 3) Sect. IV. Acinos Briq.
Sect. I. Sabbatia Briq.
S. Juliana L. Sp. pi. p. 567.
Paredes, logares áridos. Fl. de maio a agosto I.
246
Sect. II. Cãlamintha Briq.
S. Cãlamintha (L.) Schreb. Fl. II, p. 577.
a. silvatica Briq. — Pedúnculos das cymeiras mais ou menos
longos; pedicellos longos.
b. montana (HofFgg. et Link.) P. Cout. — Pedúnculos quasi
nullos.
Logares seccos, nas sebes, caminhos. Fl. de abril a dezembro. I-III.
— Neveola, Herva das azeitonas.
Sect. III. Clinopodium Briq.
S. Clinopodium (L.) Caruel, Fl. ital. p. 135; Clinopodium vulgare L.
Brot. I, p. 179.
Sebes e sitios mais ou menos áridos. Fl. de maio a agosto. I-III.
Sect. IV. Acinos Briq.
S. alpina (L.) Schreb. Fl. II, p. 577; Thymus alpinus L. Sp. pi.
p. 591.
a. granatensis (Bss. et Reut.) Briq. ; Thymus Acinos Brot. I,
p. 176.
Terrenos seccos das regiões altas. Fl. de maio a julho. II-III.
II. Thymlnae
Í Cálix com 10 nervuras, 2-labiado 1
Cálix com 10-13 nervuras, uão labiado Origanum Moench.
[Cálix não comprimido de dorso convexo; lábio superior da corolla emarginado.
Thymus L.
[ Cálix muito comprimido de dorso plano; lábio superior da corolla 2-fido.
Corydothymus Rchb.
247
Orig;aiiiiiii Moench.
O. virens Hoíígg. et Link. Fl. Port. p. 119, tab. 9.
a. genuinum. O. viilgare Brot. I, p. 169; O. vulgare virens
Brot. Phyt. lusit. p. 89, tab. 112. — Espigas oblongas
curtas.
{3. macroslachyum (Hoífgg. et Link.) P. Cout. ; O. macrosta-
chyum Hoíígg. et Link. Fl. Port. p. 120, tab. 10; O. vul-
gare macrostachyum Brot. Phyt. lusit. p. 91, tab. 10. —
Espigas compridas (15-30 mm.) subprismaticas.
Terrenos áridos, sebes. Fl. de junho a setembro. I-III. — Om-
regão.
Coryclotliyiiiiis Rchb.
C. capitatus (L.) Rchb. Icon. Fl. germ. XVIII ; Thymus creticus
Brot. I, p. 174.
CoUinas seccas. Fl. de julho a setembro. I-III. — Ouregão.
Tliyiiius L.
Sect. Serpyllum Benth.
I Folhas planas 1
(Folhas, pelo menos as inferiores, enroladas; lábio superior do cálix 3-denteado.
§ Vulgares Briq.
! Folhas um pouco grossas subenerveas com muitas pontuações glandulosas ; lábio
superior do cálix dividido em 3 lacinias triangulares siibuladas, o inferior em
2 lacinias subuladas, ciliadas § Mastichina Briq.
Folhas coni nervação pronunciada 2
! Lábio superior do cálix oval 3-denteado, os dentes lateraes menores que o médio.
§ Pijperella Briq.
Lábio superior 3-fido, o inferior com 2 lacinias subuladas, ciliadas.
§ Seiyylla Briq.
§ Serpylla Briq.
Th. Serpyllum L. Sp. pi. p. 590.
a. ovatus (Mill.) Briq.; Th. SerpyHum Brot. I, p. 174; Th.
glabralus Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 130, tab. 15;
248
Brot. Phyt. lusit. p. 103, tab. 120. — Verticillastros dis-
postos em espiga,
p. liguslicus Briq. — Verticillastros globoso-capitados.
Terrenos arenosos e áridos. Fl. de junho a agosto. I-IV.
§ Piperella Briq.
Th. caespititius Brot. I, p. 176; Phyt. lusit. I, p. 26, tab. 11.
a. genuinus. — Flores pequenas (6-10 mm.); lábio superior do
cálix levemente 3-denteado.
Terrenos áridos, pinhaes, muros. Fl. de julho a setembro. I-III.
§ Vulgares Briq.
Th. Zygis L. Sp. pi. p. 591.
a. subesp. Zigis P. Cout. — Todos os verticillastros distinctos
formando uma espiga longa interrompida.
6. subesp. silvestris (Hoífgg. et Link.) ; Th. Zygis Brot. T, p.
176; Th. Zygis silvestris Brot. Phyt. lusit. II, p. 105,
tab. 121. — Verticillastros dispostos em espiga curta e
densa.
Terras áridas arenosas, pinhaes. Fl. de março a julho. I-IV.
§ Mastichina Briq.
Th. Mastichina L. Sp. pi. ed. 2.'; Brot. I, p. 176.
Terrenos áridos, pinhaes, caminhos. Fl. de março a agosto. I-III.
III. Menlhinae
Estames 2 Lycopus L.
Estames 4 1
I Cálix 4-denleaclo ; denles côncavos e aristados; achenios obtusos. . . Prcslia Op.
Cálix 5-denteado ; dentes planos ; achenios ovóides Mentha L.
249
Ijycopiisi L.
L. europaeus L. Sp. pi. p. 21; Brot. I, p. li.
Margens de ribeiros, sítios húmidos. Fl. de julho a setembro. I-III.
— Marroio d' agua.
Preslia Op.
P. cervina (L.) Fresen. Syll. pi. 1. c; Ratisb. II, p. 238; Mentha cer-
vina L. Sp. pi. p. 578; Brot. I, p. 172.
Localidades muito húmidas. Fl. de junho a setembro. I-II.
ilentlia L.
í Calix regular de fauce aberta Subgen. I. Menthastrum Coss. et Geran.
(Cálix 2-labiado com a fauce fechada por pellos.
Subgen. II. Pulegium Lani. et DC.
Subgen. I. IMentliastruixi Coss. et Geran.
[Folhas rentes, arredondadas ou oblongo-ellipticas; inflorescencia em espiga.
M. rolundifolia L.
[Folhas pecioladas ovadas ; verticillastros densos 1
1 Verticillastros densos, terminaes ou subterminaes ilí. aquática L.
[Verticillastros dispostos em espiga M. aquática X rotundifolia.
1
M. rotundifolia L. Sp. pi. ed. 2.'; Brot. I, p. 171.
a. glahrescens Tin. Lap. — Caule pouco villoso.
p. bullata Briq. — Caules densamente villosos.
y. craspopoda Briq. — Caules floccoso-villosos.
Margens de rios, sitios muito húmidos. Fl. de maio a outubro.
I-III.
M. aquática L. Sp. pi. p. 576; M. aquática e M. hirsuta Brot. I,
p. 171.
I Largura das folhas maior que metade do comprimento ^
Largura das folhas quasi egual a metade do comprimento. 3. acuta (Op.) H. Br.
(Folhas com serrilha profunda «. capitata (Op.) Briq.
(Folhas com serrilha pouco profunda 2
2
250
[Folhas discolores (de côr mui clara na pagina inferior) mais ou menos obtusas.
p. Broteriana P. Cout.
JFolhas subunicoloreSj glabrescentes na pagina superior, oblusiusculas ou sub-
agudas, brevemente acuminadas ò. acuta (Op.) H. Br.
Margens do rios, de valias, terras muito húmidas. Fl. de julho a
outubro. 1-11.
Subgen. II. F»u.leglu.iia Lam. el DC.
M. puiegium L. Sp. pi. p. 577; Brot. I, p. 172.
(Folhas e caules glabrescentes ; planta esverdinhada a. vulgaris (Mill.).
I Caules densamente tomentosos p. tomentella (Hoíígg. et Link.) P. Cout.
Sitios húmidos, valias, margens de rios. Fl. de junho a agosto.
I-IV.
Subserie Solanineae
[Estamos 5 1
Estames 4 didynamicos 2
[Eslames 2 Lentibulariaceae.
iCorolla regular branca, violácea ou azulada; estames glabros Solanaceae.
1
(Corolla subregular aniarella; estames subeguaes, os .'{ anteriores pelludos.
Subfam. Pseudo-solaneae.
§ Verbasceae.
2
1 Plantas com côr verde Scrophulariaceae.
[Plantas sem côr verde, parasitas Orobanchaceae.
Solanaceae (i)
[ Fructo bacciforme 1
[Fructo capsular 3
(1) J. de Mariz — Bo/. da Soe. Brot., XVII.
251
I Cálix âccrescente ; fructo 5-5 locular I. Nicandrfoe.
1
( Cálix apenas persistente ; fructo 2-locular II. Solaneae. 2
í Corolla cvlindrica # Liciinae.
2
(Corolla rodada; tubo muito curto * Solaninae.
Í Capsula 2-locular ; corolla tubulosa IV. Cestreae.
* Nicotianinae.
~ j Capsula i- locular ; dehisceneia septifraga; corolla campanulada. . III. Datnreae.
'Capsula 2-locular; dehisceneia circumcisa; corolla zygoniorphica.
* Hyosciaminae.
I. Nlcandreae
PBiys»nlis L.
Ph. angulata L. Sp. pi. p. 183; Pli. Alkehengi Brot. I, p. 281.
Vinhaes, terras caicareas. Fl. de julho a outubro. I. — Alquequenje.
II. Solaneae
* Lyciinae
l Arbusto lenhoso espinescente ; corolla pequena Lycium L.
(Planta herbácea; corolla violacea-escura Atropa L.
Ijyciuii] L.
L. europaeum L. Sp. pi. p. 182; Brot. l, p. 284.
Sebes, não longe da costa. Fl. de março a junho. I. — Espinheiro
alvar.
Atropa L.
A. belladona L. Sp. pi. p. 18!.
Subespontanea em sitios sombrios (Bussaco). Fl. de julho a setem-
bro. I. — Belladona.
* Hyoscyaminae
Hyoscyaiuiis L.
I Folhas todas pecioladas H. albus L.
I Folhas superiores rentes ff- ""^W" ^-
252
H. albus L. Sp. pi. p. 180; Brot. I, p. 274.
Muros, terras incultas áridas. Fl. de maio a agosto. I-II. — Mei-
mendro branco.
H. niger L. Sp. pi. p. 179; Brot. I, p. 274.
Caminhos, Jogares áridos. Fl. de maio a agosto. I. — Meimendro
negro.
# Solaniuae
Slolaiiuiii L.
I Plantas inermes 1
Planta espinhosa S. Sodomaiim L.
[Caule lenhoso, glabro ; flores violáceas S. dulcamera L.
1 I Caule herbáceo ; flores brancas ; fructos negros S. nigrum L.
Fructo vermelho a. miniatum Willd.
S. sodomaum L. Sp. pi. p. 187; Brot. I, p. 283.
Terrenos arenosos próximos da costa. Fl. de maio a agosto. I.
S. dulcamera L. Sp. pi. p. 185; Brot. 1, p. 182.
Sebes e terras húmidas e sombrias. Fl. de março a setembro. I. -^
Dulcamára, Doce amarga ou Uva de cão.
S. nigrum L. Sp. pi. p. 186; Brot. I, p. 283.
o. miniatum (Bernh.).
Frequente em terrenos incultos sombrios e húmidos. Fl. de maio a
outubro. I. — Herva moira.
III. Datureae
natura L.
D. Stramonium L. Sp. pi. p. 179; Brot. I, p. 269.
Terrenos cultos e incultos. Fl. de julho a outubro. I. — Estramonio.
IV. Cestreae
* Nicotianinae
Mieoliaiia L.
I Folhas glabras glaucas ; planta lenhosa .' iV. glauca Grah.
Folhas glanduloso-villosas rentes; planta herbácea N. Tabaeum L.
1
253
N. f2[lauca Grah.
Terrenos da beiramar. FI. de abril a setembro. I.
N. Tabacum L. Sp. pi. p. 180.
Cultivada e subespontanea. Fl. de abril a setembro. I.
Scroplmlariaceae (*)
(Flores subreguiares ; estames 4-5 subeguaes I. Pseudo-solaneae.
( Flores zygomorphicas 1
[Gorolla com as divisões posteriores cobertas pelas laleraes no botão.
II. Antirrhinoideae.
[ Gorolla com as divisões posteriores cobrindo as lateraes no botão.
III. Rhinantlioideae.
I. Pseudo-solaneae
[Estames 4 ... Celsia L.
[Estames 5 Verbascum L.
II. Antirrhinoideae
[Tubo da corolla bojudo na base ou prolongado em esporão.
Subtrib. I. Aniirrhineae.
[Tubo da corolla nem bojudo nem esporoado 1
I Inflorescencia cymoso-racemosa Subtrib. II. Cheloneae.
I Inflorescencia racemosa ou flores axillares solitárias... Subtrib. III. Gratiolcae.
III. Rhinanthoideae
l Lóbulos da corolla planos Subtrib. V. Digitaleae.
(Lábio superior da corolla concavo Subtrib. IV. Rhinaníeae.
Celsia L.
C. glandulosa Bouché, Linnaea, t. 5, p. 12.
Terrenos seccos pedregosos, fendas de paredes. Fl. de maio a julho. I.
1
(1) P. Coutinho — Boi da Sue. Brof., XXII.
254
Werbasciiiii L.
ÍAntheras dos estames maiores inseridos nos filetes obliquamente.
Sect. I. Thapsus Benlh. 1
Anlheras todas eguaes reniformes, inseridas transversalmente.
Sect. II. Lyclmitis Benth. 3
í Estames com pellos purpurinos V. virgatum \N'ith.
1
(Estames com pellos brancos ou amarellos 2
iCoroila grande; anlheras pouco decurrentes. . . V. macranthum Hoffgg. et Link.
(CoroUa menor; antheras inseridas muito obliquamente ... V. Linkianum Mariz.
lEstames com pellos purpurinos 4
(Estames com pellos brancos V. pulverulentum Vill.
í Corolla de amarello puro V. sinuatum L.
4
(CoroUa amarella com estrias purpurinas na fauce V. hybridwn Brot.
Sect. I. Thapsus Benth.
V. macranthum HoíFgg. et Link. Fl. Port. p. 215, tab. 27; Brot. Phyt.
lusit. 11, p. 168, tab. 153.
Terrenos incultos, Fl. de maio a agosto. III-IV.
V. virgatum With. Arrang. p. 250; V. blattarioides Lamk., Brot. í,
p. 272; Phyt. lusit. 11, p. 169, tab. 154.
a. lanceolalum Mariz (V. blattarioides líofígg. et Link.). — Fo-
lhas medias e superiores e bracteas ovaes lanceoladas.
Sitios arenosos, estéreis e áridos, vinhas, campos, mattas. Fl. de ju-
nho a setembro. I-III.
V. Linkianum Mariz, Boi. Soe. Brot. XXIII (1907), p. 33; V. Thapsus
Brot. I, p. 270 (parte).
a. simplex Mar. — Flores em espiga simples.
subvar. — ■ Folhas rentes (V. simplex HoíFgg. et Link. ; V.
Henriquesii Lange in litt.).
subvar. — Folhas decurrentes mais ou menos.
^. composilum Mar. — Espiga terminal composta.
y. ramosum Mar. — Caule ramoso, espiga densa, corollas pe-
quenas.
Terrenos incultos pedregosos. Fl. de maio a agosto. I-II,
255
Sect. II. Lychnitis Benth.
V. sinuatum L. Sp. pi. p. 178; Brot. I, p. 270.
Outeiros seccos, terrenos incultos, pedregosos. Fl. de junho a setem-
bro. l-II.
V. pulverulentum Vill. Fl. Delpli. II, p. 490; Brot. I, p. 272.
Terrenos de cascalho, pedregosos, arenosos, férteis, sebes, bordas de
caminhos, margens de ribeiras. Fl. de maio a setembro. I-IV.
V. hybridum Brot. I, p. 270.
Sebes, terrenos pedregosos e sombrios. Fl. de junho a julho. I.
Subtrib. I. Antirrliíneae
l Corolla mascarina 1
iCoroUa labiada Anarrhinum Desf.
ITubo oa corolla bojudo na base ; capsula poricida Antirrhinum L.
Tubo da corolla prolongado em esporão 2
I Flores solitárias ou em pequenas espigas ou raeimo axillar 3
Flores em espiga ou raeimo terminal Linaria Juss.
Folhas palminerveas com longo peciolo Cymbalaria Baumg.
Folhas penninerveas com peciolo curto Elatinoides Wettst.
Cyiiilialaria Baumg.
C. Cymbalaria (L.) Wettst. in Engl. und Prantl. Pflanzenfam. IV, p. 58;
Antirrhinum Cymbalaria L. Sp. pi. p. 612.
Subespontanea em fendas de paredes. Fl. de março a outubro. I.
Elatiuoicles (Chav.) Wettst.
[Pedúnculos glabros mais compridos que as folhas.
(Pedúnculos villosos mais curtos ou pouco mais compridos que as folhas.
E. spuria (L.) Wettst.
(Folhas estreitas lanceolado-hastadas E. cirrhosa (L.) Wettst.
1
Folhas largas ovado-hastadas E. Elatine (Desf.) Wettst.
256
E. spuria (L.) Wetlst. 1. c. ; Antirrhinum spurium L. Sp. pi. p. 613.
» a. genuína Bourgeau PI. d'Esp. et de Port. n.° 1978. — Flores
solitárias axillares.
3. racemiyera (Lge.) P. Cout. — Antirrhinum spurium Brot. I,
p. 188; Phyt. lusit. II, p. 119; Linaria lanígera HoíFgg.
et Link. Fl. Port. p. 231, tab. 34. — Flores na base da
inflorescencia em ramúsculos com pequenas folhas.
Terras cultivadas e incultas, searas. Fl. de julho a outubro. I.
E. cirrhosa (L.) Wettst. 1. c. ; Antirrhinum cirrhosum L. Mant. II,
p. 249; A. Elatine Brot. I, p. 189.
Campos, logares húmidos, sebes. Fl. de abril a outubro, l,
E. Elatine (Desf.) Wettst. 1. c. ; Antirrhinum Elatine L. Sp. pi. p. 612.
Campos e caminhos não longe do littoral. Fl. de junho a agosto. I.
Liiuaria Juss.
Xaules floriferos prostrados ou decumbenles ou diíTusos; sementes marginadas.
Sect. I. Supinae Benth.
[ Caules floriferos erectos 1
1 Flores grandes (35-45 mm.) Sect. III. Grandes Benth.
1 Flores pequenas 2
i
[Flores muito pequenas (3-5 mm.j ; sementes lenticular-marginadas.
a 1 Sect. II. Arvenses Benth.
(Flores de 15-28 mm . . Sect. IV. Versicolores Benth.
Sect. I. Supinae Benth.
I'Corolla de côr mais ou menos amarella 1
Corolla lilacinea ou azulada 3
IAza da semente grossa na margem L. Broiissoneín (Poir.) Chav.
Aza da semente membranosa fina 2
I Disco da semente granuloso L. saxatilis (L.) HoíTgg. et Link.
Disco da semente liso L. supina (L.) Desf.
l Aza da semente grossa na margem L. ameíhystea (Lam.) HoíTgg. et Link.
3
I Aza da semente membranosa fina 4
4
•i57
I Disco da semente granuloso L. d/psa HotTgg. et Link.
(Disco da semente liso L. caesia (Lag.) DC.
L. annelhystea (Lam.) Hoffgg. et Liiik. Fl. Port. p. 251, tab. 47; An-
tirrhinum amethysteum Lam. Dict. IV, p. 353; Brot. I, p. 197;
Phyt. lusit. p. 134, tab. 137.
Terrenos cultivados, searas, e mesmo em terrenos incultos. Fl. de
março a junho. I-II.
L. Broussonetii (Poir.) Chav. Monogr. p. 169; Antirrhinum multi-
punctatum Brot. I, p. 195.
Terras cultivadas e incultas. Fl. de fevereiro a junho. I.
L. saxalilis (L.) Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 239, tab. 40.
a. genuína P. Gout. — Viscido-pilosa ou subglabra; folhas lan-
ceolada» com 6 mm. de largura,
j3. Tournefortii (Poir.) Rouy. — Folhas densas, glutinoso-pilosas,
linear-lanceoladas.
Terrenos seccos, arenosos, muros. Fl. de março a setembro. I-IV.
L. diffusa Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 257, tab. 49; Antirrhinum
diffusum Brot. Phyt. lusit. p. 139, tab. 141.
Terras bravias, campos. Fl. de abril a agosto. I-III.
L. supina (L.) Desf. Fl. Atl. II, p. 44; Antirrhinum supinum L. Sp.
pi. p. 615; Brot. I, p. 194 (em parte).
Terras incultas e áridas. Fl. de março a julho. I.
L. caesia (Lag.) DC. in Chav. Monogr. p. 174.
a. pohjgalae folia (Hoffgg. et Liuk.) P. Cout. — Folhas estreitas
(1-1,5 mm.) de vértice agudo.
3. Broleri (Rouy) P. Cout. — Folhas mais largas (1-2 mm.)
obtusiusculas.
Areaes maritimos. Fl. de março a novembro. I.
Sect. II. Arvenses Benlh.
L. simplex DC. Fl. de Fr. III, p. 588: Antirrhinum arvense, [i. L.
Sp. pi. p. 614. /
Terras incultas, cultivadas e arenosas. Fl. de abril a julho. I-)^
17 XXYI
2o 8
Sect. III. Grandes Benth.
L. triornithophora (L.) Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 244; Antirrhinum
triornithophorum L. Sp. pi. p. 613; Brot. I, p. 198.
Sebes, margens de rios, florestas. Fl. de abril a setembro. I-III.
Sect. IV. Versicolores Benth.
ÍCorolIa aniarella; planta muito ramosa L. spartea (L.) HoíTgg. et Link.
Corolla azulada; estylete grosso na extremidade; estigma chanfrado.
L. saphirina (Brol.) Iloffgg. et Link.
Corolla violácea; estylete não grosso; estigma 2-fido, L. linogrisea HoíTgg. et Link.
L. saphirina (Brot.) HoíFgg. et Link.; Antirrhinum saphirinum Brot. I,
p. 197; Phyt. lusit. p. 133, tab. 136.
Campos, searas. Fl. de maio a setembro. II-IV.
L. linogrisea Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 240, tab. 41; Antirrhinum
linogriseum Brot. Phyt. lusit. p. 131, tab. 13o.
Campos e vinhas. Fl. de fevereiro a julho. I-II.
L. spartea (L.) HoíFgg.- et Link. Fl. Port. p. 233, tab. 36; Antirrhi-
num sparteum L. Sp. pi. p. 1197.
a. typica P. Cout. — Caules estéreis poucos; folhas estreita-
mente lineares. Planta de 15-50 cent.
^. praecox (Hoífgg. et Link.) Lange. — Caules estéreis nume-
rosos; caules férteis pouco ou nada ramosos.
y. expansa Sampaio. — Caules procumbentes; folhas dos caules
estéreis um pouco carnosas.
8. monantha (Hoffgg. et Link.) P. Cout. — Planta de 20-50
cent. quasi sempre ramosissima ; ramos finos; folhas fdi-
formes; pedúnculos em alguns exemplares mais longos do
que nas variedades anteriores.
Vulgar em terrenos muito diversos. Fl. de janeiro a setembro. I-IV.
^iitirrliiiiiiiii L.
ISepalas lineares deseguaes mais compridas que a capsula. Sect. L Orontium Benth.
(Sepalas largas um pouco deseguaes em geral mais curtas que a capsula.
Sect. II. Antiirltinastrum (Lam.) Lge.
rò^j
Sect. I. Orontium Benth.
A. Orontium L. Sp. pi. p. 617.
ar. genuinum. — Corolla mais comprida que o cálix.
3. calycinum (Lam.) Lge.; Antirrhinum calycinum Lamk. Dict.
IV, p. 365; Brot. I, p. 200; Phyt. lusit. p. 117, tab. 167.
— Corolla mais curta que o cálix.
y. abyssinicum Hochst. in DC. Prod. — Subsimples ou ramoso
na base; corolla muito pequena (5-7 mm.).
Terras cultivadas e incultas, searas, etc. Fl. de março a agosto. I-II.
Sect. II. Aalirrhinastrum Ghav.
[ Corolla pequena côr de rosa^ amarellada ou branca 1
I Corollas grandes vermelhas 2
[Sepalas lanceoladas agudas; bossa basilar muito pronunciada; caule glabro na
\ parte inferior e pubeseenle-hirsuto na parte superior.
1 < A. meonanthwn lIolFgg. et Link.
(Sepalas ovaes-obtusas; planta toda glanduloso-pubescente. A. hispanicum Chav.
Folhas ovaes-lanceoladas quasi rentes; pedúnculos em geral mais compridos que
o cálix A. Linkianum Bss. et Reut.
JFolhas lanceoladas ou lanceolado-lineares glabras e pecioladas; pedúnculos mais
curtos que o cálix ou egualando-o A. majus L.
A. meonantbum Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 261, tab. 51; Brot. Phyt.
lusit. p. 115, tab. 126.
Entre rochas, muros. Fl. de maio a agosto. I-III.
A. hispanicum Chav. Monogr. p. 83; Antirrhinum majus, var. flore
luleo Brot. I, p. 199.
•a. genuinum Bourgeau, PI. d'Esp. exsic. n.*' 2286. — Corolla
de 25-30 mm. levemente purpúrea ou amarellada.
3. glabrescens Lge. — Corolla de 20-25 mm. levemente rosada
ou branca; sepalas menos obtusas. Planta de ramos finos
flexuosos.
Entre pedras, paredes. Fl. de junho a setembro. I-III,
• t
260
A. Linkianum Bss. et Reut. Diagn. pi. Orient. Ill, p. 160; A. majus
Brot. I, p. 199 (parte); A. majus iatifolium Brot. Phyt. lusit.
p. 113, tab. 125.
Muros, sitios áridos, sebes e mesmo nas searas, não longe da costa
marítima. Fl. de abril a julho. I-III. — Herva bazerra, Boccas de
lobo.
A. majus L. Sp. pi. p. 617.
a. genuinum. — Folhas lanceoladas ou linear-lanceoladas, pecio-
ladas.
|i. ramosissimum W. in W. et Lange, Prodr. Fl. Hisp. — Planta
robusta muito ramosa ; ramos enrolando-se nos corpos vi-
sinhos.
Muros, rochas, sebes. Fl. de abril a setembro. I.
AuarrBiiiiuiii Desf.
A. bellidifolium (L.) Aschers. ; Antirrhinum bellidifolium L. Sp. pi.
p. 617; Brot. I, p. 198.
Outeiros, pinhaes, caminhos, muros. Fl. de março a agosto. I-III.
Subtrib. II. Clicloiieae
Scropliularia L.
IEstaminodio longo escamoso . Sect. I. Scorodonia Don. 1
Estaminodio linear-l;iiicooIado Sect. II. Tomiophyllum Benth. 4
1
iSepala com margem escariosa estreita S. Herminii HolTgg. et Link.
I Sepala com larga margem escariosa : 2
(Folhas com longo peciolo pinnatiseccadas S. ebulifolia HolTgg. et Link.
2
(Folhas com peciolo curto; caule quadrangular 3
l Caule íistuloso subaiado glabro S. Srorodonia L.
3
( Caule não íistuloso mais ou menos puberulo-hirsuto S. aquática L.
(Planta mais ou menos villwa^ forte; caule simples S. grandipora DC.
4
(Planta glabra multicaule S. canina L.
261
Sect. I. Scorodonia Doii.
S. Herminii Hoffgí;. et Link. Fl. Port. p. 266, tab. 53; Brot. Phyt.
lusit. II, p. 158, tab. 48.
a. genuína. — Folhas pouco mais compridas do que largas.
3. fíourgeana (Lge.) P. Cout. — Folhas 2 ou 3 vezes mais com-
pridas do que largas.
Regiões montanhosas (Serra da Estrella). Fl. de junho a agosto.
IV-V.
S. Scorodonia L. Sp. pi. p. 620; Brot. I, p. 201.
Frequente nos sitios húmidos. Fl. de março a setembro. I-IV.
S. aquática L. Sp. pi. p. 620.
a. glabra. S. aquática Brot. í, p. 201; S. auriculala Brot. I,
p. 261; S. trifoliata HoíTgg. et Link. — Folhas glabras e
sem auriculas ou auriculadas na base.
^. pubescens Cíirud. — Folhas pubescentes na pagina inferior,
auriculadas na base e por vezes 3-5 pinnatiseccadas.
Proximidades d'agua. Fl. de abril a setembro. I-III. — Herva das
escaldadellas.
S. ebulifolia Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 270; S. sublyrata Brot. Phyt.
lusit. p. 156, t. 147.
a. genuina. — Folhas todas pinnatiseccadas lyradas; segmento
terminal comprido subovado.
p. Schoushoei (Lge.) P. Cout. — Folhas superiores e floraes
indivisas, todas as outras pinnatiseccadas lyradas; segmento
terminal grande ovado arredondado.
y. Schmilzii (Rouy) P. Cout. — Todas as folhas indivisas.
Região littoral e montanhosa. Fl. de maio a julho. I-IV.
Sect. II. Tomiophyllum Benth.
S. grandiílora DC. Cat. II. Monsp. p. 143; S. sambucifolia Hoíígg. et
Link.
Frequente em localidades diversas. Fl. de fevereiro a julho. I.
262
S. canina L. Sp. pi. p. 621.
a. genuína. — Folhas pinnatiseccadas ou pinnatifidas ; segmentos
pinnatifidos ou denteados.
(3. pinnatífida (Brot.) Bss.; S. pinnatifida Brot. I, p. 202. —
Folhos subpinnatifidas ou pinnatilobadas.
y. Baeiica Bss.; S. frutescens, var. Brot. I, p. 202. — Fdhas
ovado-lanceoladas subagudas muitas vezes serrilhadas.
í. frutescens (L.) Bss.; S. frutescens L. Brot. I, p. 201. —
Folhas ovado-cunheadas ou subarredondadas ou quasi in-
teiras.
Bordas de caminhos, regiões montanhosas e marítimas. Fl. de abril
a agosto. I-III.
Subtrib. III. tiratioleae
Graiiola L.
Tlantaglaberrima; caule tctragono; folhas lanceoladas ou sublineares 2-5-nervea8
denticuladas ou subintegras G. officinalis L.
I Planta pubescente pelo menos na extremidade e nos pedúnculos; caule cylindrico;
folhas lineares sem nervura ou quasi G. linifolia Vahl.
G. officinalis L. Sp. pi. p. 17.
Sities pantanosos, margens de correntes d'agua. Fl. de maio a agosto.
I. — Graciosa.
G. linifolia Vahl. Enum. plant. I, p. 89.
Sitios pantanosos, margens de correntes d'agua. Fl. de junho a setem-
bro. I. — Graciosa.
Subtrib. IV. Rliinaudieae
[Corolla quasi regular; tubo muito curto ou tuboloso-campanulada.
Subtrib. Digitaleae. 1
[ Corolla perfeitamente 2-labiâda Subtrib. Rhinantheae. 3
[Estamefi 4 2
(Estames 2 Verónica L.
[Corolla tuboloso-campanulada; limbo desegualmente 4-lobado Digitalis L.
(Corolla rodada 5-lob;ida; lubo muito curto Sibthorpia L.
1
2
263
(Folhas pennatiseccadas Pcdicularis L.
(Folhas inteiras denteadas ou um pouco divididas 4
( Calix 4-denteado 5
( Calix 5-denteado 7
5
Calix ventricoso-coinprimido Rhinanthiis L.
Calix não ventricoso 6
Sementes delicadamente estriadas Parentusella Viv.
6 {Sementes sulcadas longitudinalmente Bellardia AU.
Sementes sulcadas e aladas. Bartsia L.
I Loculos do ovário 1-2-ovulados Melampyrum L.
I Loculos com mais de 2 sementes 8
(Loculos das aulheras com appendices eguaes Odontites L.
(Loculos das antheras com appendices deseguaes Euphrasia L.
Subtrib. V. Dig^ítaleac
i^ililhorpía L.
S. europaea L. Sp. pi. p. 631; Brot. I, p. 203.
Visinhanças d'agua, sebes, muros. Fl. de junho a agosto. I-IV.
Weroiiíca L.
! Flores solitárias na axilla de folhas eguaes ás do caule; sementes cymbiformes.
Sect. IV. Omphalospora Bess.
, Flores em cacho ; sementes comprimidas 1
1 Inflorescencia terminal Sect. III. Veronicastnim Benth.
( Inflorescencia axillar ; capsula loculicida 2
/Valvas por fim 2-partidas e separando-se ambas ou uma da columna placentaria.
a 1 Sect. i. Beccabunija Griseb.
(Valvas intimamente ligadas á colunma placentaria. Sect. II. Chamaedrys Griseb.
264
Sect. I. Beccabunga Griseb.
f v/ihas carnosas pecioladas obtusas; capsula oval V. Beccabunga L.
Folhas pouco carnosas, rentes e amplexicaules; capsula obovada. V. Anagallis L.
V. Beccabunga L. Sp. pi. p. 12; Brot. I, p. 13.
Sitios húmidos, fontes, ribeiras. FI. de maio a julho. I-II. — Beccabunga.
V. Anagallis L. Sp. pi. p. 12; HoflFgg. et Link. Fl. Port. p. 290.
a. genuína. — Capsula suborbicular, levemente chanfrada, um
pouco mais curta que o ovário. Planta glabra.
[3. transiens Rouy; V. Anagallis Brot. I, p. 13. — Capsula ovada
ou piriforme.
y. anagaUoides (Guss.) Bertol. — Capsula menor elliptica obtusa
não chanfrada.
Sitios húmidos, proximidades de fontes, ribeiras. Fl. de abril a setem-
bro. I-IV.
Sect. II. Cliamaedrjs Griseb.
IRacinios mulliflores e pedúnculo firme 1
Racimos com poucas flores; pedúnculo fino V. scutellata L.
[Folhas inteiras ou dentes pequenos 2
JFolhas com dentes grandes mais ou menos pubescentes; pedicellos mais curtos
que o cálix. Planta muito pelluda F. officinalis L.
[Pedicellos mais longos que o cálix e bractea ; coroUa mais comprida qne o cálix.
V. Chamaeãrys L.
[Pedicellos muito mais curtos que o cálix e bractea; corolla mais curta que o cálix.
V. micrantha IIoíTgg. et Link.
'S8-
V. scutellata L. Sp. pi. p. 12; Brot. II, addenda, p. 421.
Terrenos húmidos, visinhanças de rios. Fl. de junho a julho. I-III.
V. officinalis L. Sp. pi. p. 1 1 ; Brot. I, p. 12.
^. Tourn p for tii Uchh. — Planta pequena; folhas arredondadas;
dores menos coradas.
Florestas e silios montanhosos. Fl. de maio a setembro. I-IV.
265
V. Charaaedrys L. Sp. pi. p. 13; Brot. I, p. 14.
Sitios húmidos, FI. de abril a junho. I.
V. micrantha Hoffgg. et Link. FI. Port. p. 286, tab. 57.
Sitios um pouco húmidos e sombrios. FI. de maio a agosto. I-III.
Sect. III. Veronicastrum Beuth.
[ Pedicellos mais compridos que o cálix . . 1
( Pedicellos mais curtos que o cálix 2
I Caules radicantes ; píanla perennal V. sevpylli folia L.
Caules não radicantes; plantas annuaes V. acinifolia L.
(Planta glabra, brevemente puberula na extremidade V. peregrina L.
2
(Planta com duas linhas de pellos no caule V. arvensis l,.
V. arvensis L. Sp. pi. p. 13; Brot. I, p. 14.
Campos, hortas, searas, muros. FI. de março a agosto. I-IV.
V. peregrina L. Sp. pi. p. 14.
Caminhos, muros, terras cultivadas. FI. de março a maio. I.
V. serpyllifolia L. Sp. pi. p. 12; Brot. I, p. 13.
et. genuína. — Folhas ovadas ou ovado-subarredondadas.
p. mimmiilarioides (Lee. et Lamoth) Bor. — Folhas arredon-
dadas.
Sitios húmidos, prados, sebes. FI. de abril a agosto. I-IV.
V. acinifolia L. Sp. pi. II.
Sitios húmidos, muros. FI. de março a junho. I.
Sect. IV. Ompbalospora Bess.
Folhas lobadas ou digitadas 1
Folhas mais ou menos digitadas 2
Folhas digitadas ; flores de côr azul viva V. íriphyUos L.
Folhas lobadas; flores de côr azul pallida; capsula glabra ... V. hederaefolia L.
Pedicellos fructiferos mais compridos que as folhas V. pérsica Poir.
Pedicellos pouco maiores que as folhas; caule prostrado V. agrestis L.
1
2
266
V. hederaefolia L. Sp. pi. p. 13; Brot. I, p. 14.
Campos, muros, searas. Fl. de fevereiro a julho. I-II.
V. agrestis L. Sp. pi. p. 13; Brot. I, p. 14 (em parte).
a. typica Fiori et Beg. — Sepalas ovaes-lanceoladas, ordinaria-
mente obtusas, quasi sem nervuras; corolla de azul-pallido.
^. didijma (Tenor.) Fiori et Beg.; V. polita Fr. — Sepalas ovaes
geralmente agudas e com nervuras bem distinctas; corolla
de azul vivo.
Campos, muros. Fl. de fevereiro a julho. I.
V. pérsica Poir. Dict. Ene. VIII, p. 542.
Sitios húmidos. Fl. de fevereiro a agosto. I.
V. triphyllos L. Sp. pi. p. 14; Brot. I, p. 14.
Campos, jardins, searas. Fl. de fevereiro a março. I.
Dijíitalís» L.
i
1
l Capsula egual ou pouco mais longa que o cálix
(Capsula mais comprida que o cálix; folhas caulinares decurrentes. D. Thapsi L.
i Limbo das folhas radicaes terminando abruptamente no peciolo; corolla grande.
I D. purpúrea L.
(Limbo das folhas radicaes diminuindo successivamente para o peciolo.
D. nevadensis Kze.
D. purpúrea L. Sp. pi. p. 621; Brot. I, p. 200.
p. longebracteata Henriq. — Bracteas duplo, triplo ou ainda mais
longa que o pedicello.
■y. tomentosa (Hoffgg. et Link.) Brot. Phyt. lusit. p. 159, tab.
149. — Planta mais pubescente que o typo.
Sebes, sitios sombrios e um pouco húmidos. Fl. de abril a setembro.
I-IV. — Dedaleira.
D. nevadensis Kze. Chlor. n.** 306.
Begiòes mais altas da Serra da Estrella, Covão das Vaccas, Cântaro
Magro. Fl. em agosto. V.
D. Thapsi L. Sp. pi. ed. H; Brot. I, p. 200.
Montanhas, margens de rios. Fl. de maio a agosto. I-IV.
llelaiiipyniiu L.
M. praiense L. Sp. pi. p. 605; Brot, I, p. 187.
Mattas e sitios sombrios. Fl. de maio a setembro. I-III.
267
Pareutucellia Viv.
ICorolla de côr amarella P. viscosa (L.) Caruel.
Corolla de côr purpúrea ou branca P. lati folia (L.) Caruel.
P. viscosa (L.) Caruel, Fl. Ital. p. 482; Bartsia viscosa L. Sp. pi. p.
602; Rhinanlhus viscosus Brot. I, p. 187.
Sitios húmidos. Fl. de março a julho. I-IV.
P. latifolia (L.) Caruel, I. c. ; Euphrasia latifolia L. Sp. pi. p. 604;
Brot. I, p. 184.
Sitios seccos e arredondados. Fl. de março a junho. I-II.
Odoutites Pers.
O. tenuifolia (Pers.) G. Don. Gen. Syst. IV, p. 611; Euphrasia linifolia
Brot. I, p. 185; Euphrasia tenuifolia Pers. Syn. PI. II, p. 150;
Brot. Phyt. lusit. p. 111, tab. 124.
Mattagaes, mattas, terrenos arenosos maritimos. Fl. de junho a ou-
tubro. I-III.
Oartsia L.
B. áspera (Brot.) Lge. in Willk. et Lange, Prodr. II, p. 614; Euphrasia
áspera Brot. I, p. 185.
Mattagaes, logares pedregosos e seccos. Fl. de junho a outubro. I.
Bellardia AU.
B. Trixago (L.) Ali. Fl. Ped. p. 61; Bartsia Trixago L. Sp. pi. p. 602;
Brot. I, p. 186; Phyt. lusit. II, p. 154, tab. 58.
a. lulea. — Corolla amarella.
^.versicolor (Rhinanthus versicolor Willd. ; Brot. I, p. 186;
Phyt. lusit. I, p. 32, tab. 14). — Corolla branca com ou
sem o lábio superior roseo-purpurescente.
Collinas, pinhaes, terrenos arenosos. Fl. de abril a julho. I-III.
Peclioularis L.
P. silvatica L. Sp. pi. p. 607; Brot. I, p. 188.
a. genuína. — Planta de côr verde pallida, lloriíera quasi desde
a base do caule central; lábio superior tendo d'um e outro
lado da extremidade dois denticules bastante longos e um
pouco dobrados.
268
p. lusitanica. — Planta de cor verde escura, florifera quasi sem-
pre só na parte superior do caule central ; denliculos do
lábio superior mais curtos e direitos.
Prados, sitios húmidos, terrenos arenosos. Fl. de maio a julho. a. IV.
^. I-II.
Orobancliaceae (i)
Oroliaiiclie L.
[Flores acompanhadas de 3 bracteas Sect. I. Trionychon Wall 1
( Flores acompanhadas de uma única bractea Sect. II. Osproleon Wall. 3
í Antheras glabras 0. nana Noé.
1
(Antheras muito villosas 2
1 Corolla de 15-21 mm O. trichocalyx Beek.
2
( Corolla de 24-36 mm 0. arenaria Borkh.
ÍFlôr pequena (10-20 mm.); corolla em tubo estreito III. Minores. 5
^ i
(Flor grande; corolla amplamente campanulada 4
1 Linha dorsal curva desde a base até ao lábio superior I. Arcuatae. 8
4 \
Linha dorsal direita no meio II. Cruentae. 9
Corolla apertada na extremidade do tubo 6
( Corolla não apertada 7
I Corolla branco-amarellada glabra interiormente 0. Hedcrae Dubv.
Corolla violácea glanduloso-pilosa O. minor Sutt.
o
7
[Caule delgado de 15-45 cm. estriado, não muito grosso na base e em geral glan-
duloso-piloso O. amethystea f huil.
I Caule grosso firme de 16-60 cm. amarellado e mais ou menos violáceo na base
e ahi muito escamoso O. mauritanica Beck.
I Filetes longamente pelludos abaixo das antheras; estylete mais ou menos glan-
duloso-piloso ....'. 0. major Smith.
Filetes glabros ou com poucos pellos; estylete glabro ou parcamente glanduloso.
O. insólita Guimarães.
(1) J. d*A. Guimarães — Orobancns — Brnteria, III (1904).
269
l Corolla atro-purpurea O. foetida Poir.
9
(Corolla amarellada com veios violáceos 0. gracUis Smith.
Sect. I. Trionychon Wall.
O. nana No(i in Reich. Herb. norm. n." 1352; Beck. Monopr. d. Gatt.
Orobanche, p. 9í; O. ramosa Brot. I, p. 183 (parte); Pbyt. lusit.
II, p. 152, tab. 145.
Terrenos arenosos, parasita sobre plantas diversas. Fl. de abril a ju-
nho. I.
O. trichocalyx Beck. I. c. p. 107.
Parasita sobre o Pleris aquilina? Fl. de abril a junho. I.
O. arenaria Borkh. Beitrâge zur Dent. Fl. in Romer's Neuen Magar.
f. Bot. I, p. 6.
Areaes maritimos, parasita especialmente na Arlcmisia crilhmifolia
L. Fl. de maio a junho. I.
. Sect. II. Osproleon Wall.
I. Arcuatae
O. major Smith, Engl. Brot. tab. 421.
Mattos, parasita das leguminosas do grupo das Genisteas e por vezes
nos Cistus. Fl. de abril a agosto. I.
O. insólita Guimarães in Orobancas, p. 91, est. XII.
Parasita no Erynyiurn campestre. Fl. em junho. I.
II. Cruentae
O. gracilis Smith in Trans. of. the Linn. Soe. IV, p. 172.
Mattos, parasita nas leguminosas e cistaceas. Fl. de fevereiro a ju-
lho. I.
O. foetida Poir. Voy. en Berb. Itin. II, p. 195; O. foetida lusitanica
Brot. Phyt. lusit. 11, p. 149, tab. l4o; O. barbala atro-purpurea
Brot. I, p. 183.
Terras cultivadas ou incultas, parasita nas leguminosas herbáceas.
Fl. de abril a maio. I.
â70
III. Minores
O. amelhystea Thuill. Fl. de Paris, ed. II, 1.**, p. 317.
Sebes, sitios sonil)rios e arrelvados. Fl. de maio a junho. I-II.
O. mauritanica Beck. 1. c. p. 233.
Terras cultivadas, arrelvados. Fl. de abril a junho. I.
O. minor Sutton, Trans. of Linn. Soe. IV, p. 179.
Collinas, prados e sebes. Fl. de abril a junho. I.
O. Hederae Duby in Bot. Gallic. I, p. 352.
Sebes, proximidades de regatos, parasita da Hedera Helix. Fl. de
abril a agosto. I.
Lentibulariaceae
1 Folhas inteiras ; plantas terrestres Pinguicula L.
(Folhas pinnato-filiformes; planta aquática Utricularia L.
l*iii^iiioiila L.
P, lusitanica L. Sp. pi. p. 17; Brot. I, p. 15.
Sitios bastante húmidos. Fl. de maio a junho. I.
Utricularia L.
[Planta ramosa; folhas niultifidas; lacinias lineares; flores amarellas grandes.
U. vutgaris L.
) Planta pequena, ramosa; folhas pennadas; foliolos poucos, filiformes; flores pe-
quenas U. exoleta R. Br.
U. vulgaris L. Sp. pi. p. 18; Brot. I, p. 16.
Pântanos, arrozaes. Fl. de maio a julho. I.
U. exoleta R. Br. Prodr. Nov. Holl. p. 430.
Pântanos. Pinhal do Urso. Fl. de maio a julho. I.
Acanthaceae
i%caiitiiiis L.
A. mollis L. Sp. pi. p. 939; Brot. I, p. 182.
Sitios sombrios e húmidos. Fl. de março a julho. I.
271
Serie Plantaginales (1)
Plantaginaceae
(Flores unisexuaes isoladas; fructo indehiscente Lilíorella L.
(Flores hermaphroditas em espiga; fructo dehiscente Ptantago L.
Ijittorella L.
L. lacustris L. Mant. II, p. 295; Plantago uniflora L. Sp. pi. p. 115.
Terrenos arenosos mais ou menos húmidos. Fl. de maio a julho. I.
Plantago L.
[Caule ramoso; folhas lineares Sect. I. Psilliiim Tournf.
PI. Psillium L.
[Plantas acaules 1
1 Capsula com 2 ou 4 sementes 2
(Capsula com muitas sementes Sect. V. Polynevron Dcn.
1 Folhas largas e compridas 3
2
(Folhas estreitas inteiras ou mais ou menos divididas. Sect. IV. Coronopus Tournf.
1
3
iSepalas anteriores ligadas; folhas com 3-5 nervuras. Sect. II. Arnogloss-um Dcn.
[Sepalas livres; folhas com 3 nervuras Sect. III. Leucopsyliium Dcn.
Sect. I. Psillium Tournf.
Planta glanduloso-pubescente PI. Psillium L.
Sect. II. Arnoglossum Deu.
ilnflorescencia com pellos longos PI. Lagopus L.
[ ' *
[infloseseencia glabra ou quasi — PI. lanceolata L.
(1) J. A. EenviqVies — Ptaniaginaceae — Boi. da Soe. Brot. XIV (1897), p. 67.
272
Sect. III. leucopsjilium Dcd.
*
Folhas linear-Ianceoladas pubesceutes; espiga compacta curta. Pt. Bellardi Ali.
Sect. IV. Coronopus Tournf.
Capsula com 2 sementes estreitas e lougas, 3-quetras ou semicylindricas 1
) Capsula com i sementes (ou 2 por atrophia); folhas planas com recortes mais ou
menos profundos 2
(Folhas linear-Ianceoladas planas 3-nerveas . PI. alpina L.
(Folhas linear-filiformes mais ou menos rijas PI. carinata Schrad.
[Folhas oblongo-lanceoladas mais ou menos serrilhadas PI. serraria L.
2
(Folhas espatuladas ou lineares 3
! Folhas espatuladas mais ou menos denteadas e densamente pelludas.
PI. macrorrhiza Poir.
Folhas linear-Ianceoladas quasi pinnatifidas PI. Coronopus L.
Sect. V. PoIjDeiirou Dcn.
Folhas largamente ovaes 3-7-nerveas PI. major L.
Sect. I. Psyllium Tournf.
PI. Psillium L. Sp. pi. p. 115; Brot. 1, p. 158.
[3. dentifolia Willk. — Folhas mais ou menos denteadas.
Terrenos arenosos, searas, muros. Fl. de março a julho. I-TI.
Sect. II. Arnoglossum Dcn.
PI. Lagopus L. Sp. pi. p. 114; Brot. I, p. Í56. — Orelha de lebre.
p. major Bss. ; PI. lusitanica Willd. Sp. I, p. 644; Brot. 1,
p. 156. — Planta de maiores dimensões, por vezes cau-
273
lescente; folhas com longo peciolo, 5-7-nerveas. — Tan-
chagem do reino, Língua de ovelha.
Terrenos incultos arenosos e mais ou menos estéreis. Fl. de abril a
junho. I-III.
PI. lanceolata L. Sp. pi. p. 113; Brot. l, p. 156.
p. eriophylla Dcn. ; PI. eriophylla Hoíígg. et Link. Fl. Port. I,
p. 423; PI. argêntea Brot. I, p. 156. — Folhas lanuginosas.
y. capiíala Dcn. — Folhas lineares ou linear-lanceoladas, fel-
pudas na base.
Sitios húmidos em geral. Fl. de abril a julho. l-III. — Tanchagem
menor ou das boticas.
Sect. III. Leucopsjlllum Dcn.
PI. Bellardi Ali. Fl. Pedem. í, p. 82; Brot. I, p. 157; PI. tenuis
Hoffgg. et Link. Fl. Port. I, p. 426.
Terrenos arenosos seccos e nas margens de campos; Fl. de março
a julho. I-II.
Sect. IV. Corouopus Touriif.
PI. alpina L. Sp. pi. p. 114; PI. subulata Brot. I, p. 157 (parte).
Regiões mais altas (Serra da Estrella). Fl. de julho a agosto. V.
PI. carinata Schrad. Cat. h. Gott.
p. depauperata Gr. et Godr. ; PI. subulata Brot. (parte). —
Planta menor que a espécie; folhas mais curtas obtusas;
bracteas móis curtas que o cálix.
Regiões altas (Serra da Estrella). Fl. de julho a agosto. V.
PI. serraria L. Sp. ed. X, n.*^ 11; Brot. I, p. 157.
p. hispânica Dcn. — Folhas semi-pinnatifidas.
Terrenos arenosos incultos. Fl. de maio a julho. I.
PI. macrorrhiza Poir. Voy. 11, p. 154; PI. coronopifolia Brot. í, p. 157
(parte).
Terras áridas da beiramar. Fl. de março a agosto. I.
PI. Coronopus L. Sp. pi. p. 1 1 5 ; PI. Coronopifolia Brot. I, p. 1 57 (parte).
?. Idlifolia DC. Fl. fr. (PI. ceratophylla Hoíígg. et Link. Fr. 6).
Terras incultas, áridas. Fl. de março a agosto, l. — Guiabelha.
18 wvi
274
Sect. V. Polynenron Dcn.
PI. major L. Sp. pi. p. 112; Brot. í, p. 151.
Terras cultivadas, proximidades d'agua, margens de caminhos. Fl.
de março a julho. I.
Serie Rabiales
Rubiaceae (i)
§ Galieae
Fructo carnoso Rubia L.
Fructo secco 1
l Fructos sem appendices na parte superior . . ; 2
1
(Fructos com 3-6 appendices na parte superior 4
I Flores em espiga com 2-3 bracleas na base Crucianclld L.
Flores não em espiga 3
ITubo da coroUa muito curto; fructo 2-spermico Galmm L.
Tubo da corolla infundibuliforme ou campanulado Asperula L.
( Fructos com 3 appendices espinhosos Vaillantia L.
4
I Fructos com 6 dentes Sherardia L.
Slierarclia L.
S. arvensis L. Sp. pi. p. 102; Brot. I, p. 152.
Campos cultivados, mnros, caminhos. Fl. de fevereiro a maio. I-II.
Cruciauclla L.
I Planta herbácea ; folhas lineares C. angnsli folia L.
Planta subfrutescente ; folhas coriaccas de margem carlilaginea. C. marítima L.
(1) P. Coutinho — As Rubiaceas de Portugal — Boi. da Soe. Brot. XVII (1900), p, 7.
275
C. angiistifolia L. Sp. pi. p. 109; Brot. I, p. 15o.
Terras seccas incultas, pinhaes. Fl. de maio a jiillio. Í-IH.
C. maritimiim L. Sp. pi. p. 190.
Terrenos arenosos da cosia maritintia. Fl. de maio a setembro. I.
i%si9eriiB!a L.
A. arvensis L. Sp. pi. p. 103; Brot. I, p. 132.
Terras cultivadas, nas cearas. Fl. de abril a junho. l.
Ci^aBiiiMi L.
[piolhas 3-nerveas 1
(Folhas 1-nerveas 2
(Flores amarellas polyganiicas Scct. IV. Cruciata Kocti.
1
(Flores Ijrancas hermaphroditas Sect. III. Ptatygalium DG.
I Plantas perennaes 3
Plantas annuaes 4
/Inflorescencia em panlcula de pedúnculos curtos; caule liso.
Q ) Sect. I. Eugalium Koch.
(infloresceDcia em panicula de pedúnculos longos; caule aculeado.
Sect. II. Trachigalium K. Sch.
(Inflorescencia em panicula ou cvmeira de muitas flores. Sect. V. Aparine Koch.
4
(Flores axillares em pedúnculos 1-floreos ou de poucas flores.
Sect. VI. Pseudo-vaillantia Lange.
Sect. I. Eugalium Koch.
I Caules robustos direitos ; panicula pyramidal direita 1
( Caules prostrados ; paniculas curtas G. saxatile L.
(Flores de amarello vivo G. verum L.
[Flores amarelladas G. Mollugo L.
Sect. II. Trachigalium K. Sch.
[Folhas eííuaes em cada verticillio, mucronadas, com aculeos nas margens volta-
das para a base G. Elodes HoíTgg. et Link.
Folhas desesuaes obtusas 1
1
■'O
t •
1
276
[Folhas ovado ou oblongo-lineares ; panicula laxa; fructos rugulosos,
1 G. palustre L.
(Folhas lineares; panicula mais compacta; fruelo tuberculoso... G. dehile Desv.
Sect. III. rialygaliuin DC.
[Panicula laxa paucidora; folhas orbiculares; fructos hispidos.
G. rolundifolium L.
[Panicula corymboso-densiflora; folhas ovado-ellipticas; fructos tuberculosos.
G. Broterianum HoíTgg. et Link.
Sect. IV. Cruciala Koch.
[Pedúnculos com bracteas foliaceas G. cruciata Scop.
/Pedúnculos sem bracteas; caule mais ou menos hispido, ou subglabro ou esca-
bro 1
[Caule duro, ramoso; folhas lineares, verdes, negras depois de seccas.
\ G. vernnm Scop.
1 <
i Caule escabro, simples; folhas elliptico-ovaes, amarelladas, muito mais curtas que
( os entrenós G. pedemontanum Ali.
Sect. V. Aparine Koch.
I Pedúnculos fructiferos reflectidos | Comptaparine K. Sch.
Pedúnculos fructiferos direitos 1
I Flores brancas § Leucaparinc Bss.
G. Aparine L.
Flores amarellas § Xanthaparine Bss.
G. parisiense L.
Sect. VI. Pseudo-vaillanlia Lange
I Flores polygamicas, a do centro feminina; pedúnculos fructiferos com um só fru-
cto verrucoso G. saccliaratum Ali.
Flores hermaphroditas; pedúnculos com 2-3 fructos G. tricorne With.
Sect. I. Eiiyalium Koch.
G. saxatile L. Sp. pi. p. 106; G. hircinum Brot. I, p. 149.
Muros, terrenos húmidos. Fl. de maio a agosto. I-V.
277
G. verum L. Sp. pi. p. 107; Brot. I, p. 150.
Muros, sebes, collinas. Fl. de junho a agosto. I-IV.
G. Moilugo L. Sp. pi. p. 107; Brot. l, p. 151.
Sebes, muros, prados, etc. Fl. de maio a agosto. Í-IV. — Solda branca.
Sect. II. Tracliigaliirm K. Sch.
G. Elodes Iloffgg. et Link. Fl. Port. p. 47; G. uliginosum Brot. I, p. 150.
Margens de ribeiros, sebes, florestas. Fl. de abril a julho. I-III.
G. palustre L. Sp. pi. p. 105; Brot. I, p. 149.
Logares húmidos. Fl. de maio a agosto. I-III.
G. debile Desv. PI. d'Anjou.
Logares húmidos. Fl. de junho a julho. I-II.
Sect. III. Piatigaliuni DC.
G. rotundifoHum L. Sp. pi. p. 157; Brot. I, p. 151.
Regiões altas (Serra da Ettrella). Fl. de maio a junho. IV-V.
G. Broterianum Bss. et Reut. Diagn. pi. Hisp. p. 15; G. rubioides
Brot. I, p. 148.
Logares húmidos. Fl. de maio a agosto. I-IV.
Sect. IV. Criiciata Koch.
G. cruciata Scop. ¥\. Carn. I, p. 100; Vaillantia cruciata L. Sp. pi.
p. 1052; Brot. I, p. 207.
Sítios sombrios e húmidos. Fl. de março a agosto. I.
G. vernum Scop. 1. c. p. 99, tab. 2.
Terrenos seccos e altos. Fl. de abril a julho. I-III.
G. pedemontanum Ali. Fl. Ped. p. 2.
Fendas de rochas e sitios arrelvados das montanhas. Fl. de maio a
junho. III-IV.
Sect. V. Aparlne Koch.
§ Comptaparine K. Sch.
G. saccharatum Ali. Fl. Ped. p. 9; Vaillantia Aparine L. Sp. pi. p.
1051; Brot. I, p. 207.
Sebes e muros. Fl. de janeiro a maio. I.
278
G. tricorne Witli. Brit, ed. 11, p. 153; G. spurium Brot. I, p. 150.
Campos, searas. Fl. de abril a maio. I.
I Leucaparine Bss.
G. Aparine L. Sp. pi. p. 157; Brot. I, p. 151.
Sebes, campos cultivados, sitios áridos. Fl. de março a junho. I. —
Amor de horlelão, Pegamaço.
§ Xanthaparine Bss.
G. parisiense L. Sp. pi. p. 157.
a. leiocarpum Tausch. — Fructo glabro.
p. lasiocarpiim Tausch. — Fructo glochidiado-hispido.
y. decipiens Jord. — Planta em tudo maior que a var. antecedente.
Sitios áridos. Fl. de abril a julho. l-ll.
Sect. VI. Pseudo-vaillantia Lange
G. murale Ali. Fl. Ped. I, p. 8, tab. 77, fig. 1 ; Sherardia muralis L
Sp. pi. p. 103; Brot. I, p. 153.
Sitios seccos, muros. Fl. de março a junho. I.
Waillaiiiía DC.
V. muralis L. Sp. pi. p. 1051; Brot. I, p. 207.
Terrenos seccos, muros. Fl. de março a maio. I.
Oaprifoliaceae (i)
(Flores regulares rodadas ; tubo muito curto 1
(Flores zygomorpliicas ; tubo lougo III. Lonicirae.
[ Folhas compostas ; antheras extiorsas 1. Sambiiceae.
(Folhas inteiras; antheras introi"sas II. Viburneae.
(1) J. de Mariz — Boi. da Soe. Brot., XVIII.
279
I. Sambuceae
í Planta lenhosa s. nigra L.
(Planta herbácea S. Ebulus L.
II. Viburneae
l Folhas caducas palmatilobadas V. Opulus L.
(Folhas permanentes coriaceas penninervadas V. Tinus L.
III. Lonlcerae
I Folhas superiores ligadas pela base 1
Folhas todas livres; corolla pubescente glandulosa L. Periclymenum L.
l Inflorescencia terminal rente L. imvlexa Ait.
( Inflorescencia terminal pedunculada L. etrusca Santi.
I. Sambuceae
Saiiiliiieiisi L.
S. Ebulus L. Sp. pi. p. 269; Brot. I, p. 474.
Terrenos húmidos e sombrios. Fl. de junho a julho. I-IIl. — Engos,
Ebulo ou Sabugueirinho.
S. nigra L. Sp. pi. p. 269; Brot. I, p. 474.
Sebes, margens de caminhos, proximidades d'agua. Fl. de abril a
maio. I. — Sabugueiro.
II. Ylburneae
lihuruuiii L.
V. Opulus L. Sp. pi. p. 268; Brot. I, p. 474.
p. roseutn R. et S. Syst. VI, p. 635; V. roseum L. Brot. I,
p. 474. — Cymeira globosa; flores estéreis; corolla branca
grande.
Sitios húmidos, sebes. Fl. em junho. I. — Novellos, Rosa de Guel-
dres.
280
V. Tinus L. Sp. pi. p. 267; Brot. I, p. 473.
Maltas, sebes, collinas calcareas. Fl. de março a abril. I-II. — Fo-
lhado.
III. Lonlcerae
liouicera L.
L. implexa Ait. Hort. Kew. í, p. 131; L. caprifolium Brot. I, p. 285
(parte),
p. lernalum Lge. — Folhas ternadas.
y. puherula P. Lara. — Folhas pubescentes ou pelludas na pa-
gina inferior.
5. lusííanka P. Cout. — Folhas medias e superiores inteira-
mente soldadas na base, as floraes arredondadas ou leve-
mente apiculadas.
Sebes, outeiros calcareos. Fl, de abril a maio. I.
L. etrusca Santi Viagg. I, p. 113; L. caprifolium Brot. I, p. 285
(parte).
Sebes, vallados, muros e mattas. Fl. de junho a julho. I. — Madre-
silva caprina.
L. Periclymenum L. Sp. pi. p. 163; Brot. I, p. 285.
Sebes, mattas, sitios húmidos. Fl. de maio a julho. I-II. — Madre-
silva das boticas.
Valerianaceae (i)
[ Estames 1 Cmtranthus DC.
(Estames 3 1
Í Limbo do cálix enrolado formando um annel em volta da corolla. . Valeriana L.
Limbo do cálix membranoso não enrolado Valerianelta Hall.
Valcriauella Hall.
I Limbo do cálix muito reduzido 1
Limbo do cálix grande, C-denteadO;, villoso na face superior.
Secl. I. Coronalae Bss.
(1) J. de Mariz — Boi da Soe. Brot., XV.
281
ÍFructo mais largo que longo Sect. III. Locmlae DC.
1 <
(Fructo mais comprido do que largo Sect. II. Euvarianella Iluek.
Sect. I. Coronalac Bss.
V. discoidea Lois. Not, Fl. Fr. p. 148; Valeriana discoidea Brot. I,
p. 48.
Terreno calcarão secco, searas. Fl. de abril a junho. I.
Sect. II. EuYarlanelIa Kock.
I Fructo telragono V. carinatn Lois.
Fructo ovoide-conico V. dentata Poli.
V. carinata Lois. Not. Fl. Fr. p. 149.
Terras cultivadas, muros. Fl. de abril a maio. I.
V. dentata Poli. pai. I, p. 30.
Searas. Fl. de julho a agosto. I.
Sect. III. Locustae DC.
V. olitoria Poli. pai. I, p. 30; Valeriana olitoria Brot. I, p. 68.
Terras cultivadas. Fl. de março a maio. I-II,
Waleriana L.
V. tuberosa L. Sp. pi. p. 33; Brot. 1, p. 48.
Pastagens e prados das regiões altas. Fl. de abril a junho. IV.
Ccuirauthus DC.
^Esporão egual ou mais comprido que o ovário Mucrocenlron Lge.
(Esporão mais curto que o ovário Calcitrupa Lge.
Macrocentron Lge.
C. ruber DC. Fl. Fr. p. 239; Valeriana rubra L. Sp. pi. p. 31 ; Brot. T,
p. 47.
Muros, rochas, sebes. Fl. quasi todo o anno. I-III.
282
1
2
Calcítrapa Lge.
ÍTubo da coroUa mais comprido que o aehenio; esporão curto.
C. macrosiphon Bss.
Tubo da corolla de comprimento egual ao do aehenio; esporão quasi nuUo.
C. Calcitrapa DC.
C. macrosiphon Bss. p. micranthus Wk. Lange in Wk. et Lange, Prodr.
Fl. Hisp. II, p. 5.
Campos e terras arenosas. Fl. de abril a junho. I-IV.
C. Calcitrapa DC. Fl. Fr. V, p. 492; Valeriana Calcitrapa L. Sp. pi.
p. 31; Brot. I, p. 47.
Terrenos estéreis arenosos, muros, campos cultivados. Fl. de feve-
reiro a agosto. I-III.
Dipsaceae (O
(Planta com numerosos aculeos Dipsacus L.
( Planta sem aculeos 1
[Palhetas herbáceas quasi tão compridas como as flores; corolla 4-lobada.
I Siiccisa Coult.
[Palhetas mais curtas que as flores 2
I Cálix de 5 dentes ; estigma 2-lobado ; Scabiosa L.
1 Cálix com mais de 10 dentes Plerocephalus Vaill.
Dipsacuis L.
[Folhas com numerosos aculeos nas duas faces; capítulos ovado-hemisphericos
com coroa de palhetas na extremidade D. ferox Lois.
[Folhas com aculeos só nas nervuras e por vezes nas margens; capitulo ovado-
conico ; palhetas superiores curtas 1
(Folhas caulinares inteiras; cálix celheado 4-denteado D. silvestris Mill.
1
(Folhas caulinares peunati fidas; cálix 4-lobado; flores brancas.. D. laciniaías L.
(1) J. de Mam — Bol. da Soe. Brot., XV.
283
D. silvestris (Dod.) Mill. Dict. n.° 2; Brot. I, p. 146; D. fullonum L*
Sp. pi. p. 97.
Outeiros calcareos, sebes, beira de caminbos. Fl. de julbo a agosto.
I-IIl. — Cardo penteador bravo.
D. laciniatus L. Sp. pi. p. 97; Brot. í, p. 147.
Sebes, terras calcareas, caminhos. Fl. de julho a agosto. I-II.
D. ferox Lois. Fl. Gal. ed. 1.', p. 719.
p. ambiguum Lge. — Planta com menos aculeos; palhetas re-
curvadas no ápice e muito estrigoso-celheadas.
Terras calcareas, campos cultivados, caminhos. Fl. de iunho a ju-
lho. I-II.
Siicciisa Coult.
[Folhas inferiores e superiores inteiras ou remotamente denteadas i
Folhas inferiores mais ou menos divididas, as medias lyrato-pennatifidas, as su-
periores inteiras S. pinnaUfida Lge.
1
|Calyculo hirsuto quadrangular em 4 dentes curtos S. pratensis Moench.
Calyculo glabro; limbo membranoso com 4 ou 5 lobos obtusos.
S. Carvalheana Mariz.
S. pratensis Moench. Meth. p. 489; Scabiosa succisa L. Sp. pi. p. 145.
Terrenos relvosos e frescos. Fl. de julho a setembro. I-II.
S. pinnalifida Lge. Pug. II, p. 113.
Mattos e rochas. Fl. de julho a setembro. I-III.
S. Carvalheana Mariz, Boi. da Soe. Brot. VIII, p. 147.
Terrenos húmidos e paludosos. Fl. de maio a agosto. I.
Picroccphaluis Vaill.
I Planta annual; capítulos pendentes Pt. papposus Coult.
Planta perennal ; capítulos erectos Pt. Broussonetii Coult.
Pt. papposus Coult. Dips. p. 32, lab. 1, fig. 17; Scabiosa papposa L.
Sp. pi. p. 101.
Sitios estéreis arenosos. Fl. de maio a julho. I.
Pt. Broussonetii Coult. in li(t. 182Í-; Pt. Iiisitanicus Coult. in DC.
Prodr. ; Scabiosa gramunlia Brot. I, p. 145.
Terras arenosas. Fl. de maio a julho. I.
284
Sc. marilima L. Cent. II, n.° 114 in Amoen. acad. IV, p. 304; Sc.
Columbaria Brot. I, p. 145.
a. genuína Lge. — Glabra; corolla roseo-lilacinea ou amarella.
3. atropurpurea Gr. et Godr. — Corolla purpureo-escura.
y. grandiflara Bss. — Folhas inferiores serrilhadas; flores maio-
res.
^. sahuldorumysk. — Capitulos pequenos, os fructos globosos.
Rochas, terras pedregosas, calcareas e arenosas. Fl. de junho a
agosto. I.
Cucurbitaceae
Cucurbiteae-Cucumerinae
[Planta trepadora; folhas membranaccas verdes Bryonia L.
( Planta rastejante; folhas ásperas um pouco carnosas, glaucas. Ecbalium A. Rich.
Brjoilia L.
Br. dioica Zacq. Fl. aust.. II, p. 59; Brot. 1, p. 308.
Sebes. Fl. em julho e agosto. I. — Bryonia, Norça branca.
Echalíiiiii A. Bích.
Ec. Elaterium A. Rich. Dict. cias. d'hist. nat. VI, p. 19; Momordica
Elaterium L. Sp. pi. p. 1010; Brot. I, p. 309.
Terrenos incultos áridos. Fl. de maio a agosto. I. — Pepino de
S. Gregório.
Campanulaceae (i)
I Flores actinoniorphicas I. Campannloidcae.
Flores zygomorphicas II. Lohelioideae
I. Campanuloldeae
I Capsula abrindo por fendas lateraes Campamdeae-Campanulinae. 1
Capsula abrindo na extremidade superior Campannleae-Wahlenbenjinae. 2
(1) P. Coutinho — Boi. da Soe. Brot., XVIII, p. 22.
?
285
Corolla campamilada Campânula L.
1 jCorolla rodada; sepalas longas Specularia Heist.
Corolla infundibuliforme; cálix muito pequeno Trachelium L.
Flores solitárias ; corolla tubuloso-campanulada Wahlenbergia Schrad.
(Flores em capitulo ; corolla estreita 5-partida Jasione L.
II. Lobelioideae
I Corolla 2-labiada ; tubo fendido no dorso quasi até á base Lobelia L.
Corolla subbilabiada; tubo não fendido Laurentia Neck.
Gampanulinae
Caiiipauiila L.
/Capsula abrindo por fendas perto da base Sect. I. Médium Tournf.
j C. Erinus L.
( Capsula abrindo por fendas ao meio ou no vértice.. . . Sect. II. Rapunculus Bss.
Sect. II. Rapuuculus Bss.
/Espécie annual; inflorescencia cymoso-dichotomica laxa; capsula obconica.
i C. lusitanica L.
jEspecies biennaes ; inflorescencia em cacho C. Rapunculus L.
( Espécies perennaes 1
(Planta robusta ; folhas grandes crenadas C. primulae folia Brot.
1
(Planta pequena; caule rubro, uniíloreo simples, raras vezes ramoso.
C. Herminii Hoírgg. et Link.
Sect. I. Médium Tournf.
C. Erinus L. Sp. pi. p. 169; Brot. I, p. 287.
Terrenos frescos e arenosos, muros. Fl. de março a setembro. I-II.
Sect. II. Rapunculus Bss.
C. Herminii Hoffgg. et Link. Fl. Port. p. 9.
Terrenos arrelvados da Serra da Estrella. Fl. de junho a agosto. IV- V,
286
C. primulaefolia Brot. T, p. 288; Phyt. lusit. I, p. 43, lab. 19 e 20.
Localidades húmidas e sombrias. Fl. de junho a agosto. I-II.
C. Rapunculus L. Sp. pi. p. J64; Brot. I, p. 286.
Terras cultivadas, sebes, maltas húmidas. Fi. de abril a agosto. I-III.
— Rapuncio ou Raponcio.
C. lusitanica L. in Petr. Loeíl. Iter hisp. p. 160; C. Loeílingii Brot. I,
p. 287; Phyt. lusit. 1, p. 41, tab. 18.
a. occidenlalis Lge. Pugil. p. 107. — Caule ramosissimo; ramos
patentes; lacinias do cálix de comprimento egual ao dobro
da capsula.
p. Matritensis Lge. 1. c. — Caule menos ramoso e ramos levan-
tados; lacinias do cálix em alguns pouco mais compridas
que a capsula.
y. filiformis Lge. — Caule longo muito fino e debil ; lacinias do
cálix muito longas e escabras.
Sebes, searas, pastagens, sitios húmidos. Fl. de abril a agosto. I-IIL
Speciilaria Heist.
(Corolla mais curta que o cálix; planta mais ou menos pubcscente.
Sp. hybrida DC.
[Corolla quasi do comprimento do cálix; planta áspera. ..... Sp. castellana Lge.
Sp. hybrida DC. Monogr. Camp. p. 348; Campânula hybrida L. Sp.
pi. p. 168; Brot. I, p. 287.
Searas, terrenos cultivedos sombrios. Fl. de abril a junho. I.
Sp. castellana Lge. Ind. sem. Holm. p. 25.
Searas. Fl. de maio a junho. I.
Tracbcliiiiii L.
Tr. coeruleum L. Sp. pi. p. 171.
Paredes velhas e rochedos húmidos. Fl. de junho a setembro. I.
Wahlenberginae
lValilcul»ei*ftia Schrad.
W. hederacea Uchb. PI. crit, V, p. 47, tab. CCCCLXXX; Campânula
hederacea L. Sp. pi. p. 169; Brot. I, p. 287.
Sitios sombrios húmidos pedregosos. Fl. de junho a setembro. I-IV.
287
Jaisione L.
Tlanta annual ou bisannnal de raiz aprumada, não estolhosa; folha linear-lan-
ceolada ; pedúnculo e cálix glaberriuios J. montana L.
jPIanta perennal, estolhosa; estolhos terminados por uma roseta de folhas; cálix
de lacinias lauuginosas J. humitis Lois.
J. montana L. Sp. pi. p. 928; Brot. I, p. 402.
a. genuína Wk. — Bracteas inteiras, crenadas ou crenado-ser-
rilhadas; lacinias do cálix metade ou de duplo compri-
mento do tubo; capitules de 12-22 mm.
p. dentata DC. — Bracteas com 1-3 lobos arislados; lacinias do
cálix de comprimento duplo ou triplo do do tubo; capítulos
de lS-25 mm.
y. gracilis Lge. — Planta delicada glabrescente; folhas inteiras
ciliadas; pedúnculos longos filiformes; capitulos pequenos
(8-12 mm.).
Terrenos áridos arenosos, bordas de caminhos e de campos. Fl. de
maio a setembro. I-IV.
J. humilis Lois. Notes PI. de Fr. p. 42.
Terrenos áridos. Fl. de maio a agosto. Í-IV.
II. Lobeiloldeae
Ijofielia L.
L. urens L. Sp. pi. p. 931; Brot. I, p. 304.
a. longebracteata P. Lara. — Bracteas egualando quasi o cálix;
lacinias do cálix lineares eguaes ou maiores que o tubo.
|3. brevibracteata P. Lara. — Bracteas por vezes minimas, mais
curtas que o cálix; lacinias do calix triangular-subuladas
mais curtas que o tubo.
Sitios húmidos. Fl. de maio a setembro. I-III.
Eiaisrcntia Neck.
L. Michelli DC. Prodr. VII, p. 409; Lolulia Laurentia L. Sp. pi. p.
931; Brot. I, p. 304.
Logares muito húmidos e sombrios. Fl. de abril a setembro. L
288
1
Ooinpositae (i)
iFlores todas tubulosas ou só as do disco TiibuUflorae.
(Flores todas liguladas Liyuliflorae.
Tubuliflorae
i Flores do raio quasi sempre liguladas, as do centro tubulosas 1
[Flores todas tubulosas IX. Cynareae.
1 Capítulos homogamos I. Eupatorieae-Agereíinae.
(Capítulos heterogamos 2
[ Autlieras com cauda III. Invleae.
2
[ Antheras sem cauda ou 2-mucronadas ou mucronado-subcaudadas 3
I Aulheras sem cauda ou submucronada 4
[ Antheras uiucronado- subcaudadas VII. Calenduleae.
.Folhas oppostas , IV. Ueliantheae.
[Folhas radicaes ou alternas 5
[Invólucro de bracteas interiores 1-seriadas e as exteriores pequenas ou nullas.
VI. Senecionideae.
[ Invólucro de bracteas 2- oo - seriadas .' 6
1 Bracteas do invólucro seccas ou escariosas na extremidade 7
[Bracteas nem seccas nem escariosas II. Astereae.
1 Achenios sem pellos V. Anthemideae.
I Achenios densamente pilosos VIII. Arctotideae.
I. Eupatorleae-Ageretinae
l^iipaioriíiiii L.
E. cannabinum L. Sp. pi. p. 838; Brot. 1, p. 351.
(1) J. de U'àr\z~ Boi. da Soe. Brot., IX-XI.
289
Terrenos férteis nas margens de rios, maltas regadas. Fl. de julho
a agosto. I-III.
II. Asterieae
I Todas as flores da mesma côr a. Solidagininae.
1 Flores do raio de côr diíTerente das do disco 1
í Goroila das flores femininas ligulada 2
i
(Corolla das flores femininas nulla ou filiforme d. Conyzinae.
IPapilho nullo ou muito reduzido b. Bellidiíiae.
2
(Papilho dislinclo seloso c. Asterinae.
a. Solidagininae
Koli. 327.
Terrenos arenosos, pedregosos, áridos, rochas. Fl. de junho a outu-
bro. I-ll.
c. Inulinae
Biivila L.
l Sedas do paj)ilho ligadas na base por uma membrana /. viscosa Ait.
(Sedas do papilho livres 1
ILIguIas pouco ou nada maiores que o invólucro I. Conysa DC.
(Ligulas bastante mais longas que o invólucro /. crilhmoides L.
I. viscosa Ait. Hort. Kew. ed. II, p. 78; Brot. Phyt. lusit. II, p. 190,
tab. 164.
Terrenos arenosos, incultos, margens de rios. Fl. de agosto a outu-
bro. I-II. — Taveda de Dioscorides, Hcrva de bálsamo.
I. Convza DC. Prodr. V, p. 46i; Conyza squarrhosa L. Sp. pi. p. 861;
BVot. I, p. 358.
Terrenos pedregosos, incultos. Fl. de julho a agosto. I-II.
I. crilhmoides L. Sp. pi. p. 883; I. crithmilolia Brot. I, p. 38Í-.
Terrenos pantanosos, marilimos, arenosos. Fl. de agosto a outubro. I.
294
Pulicaria L.
I Planta annual; capítulos medíocres; folhas estreitas e agudas. P. hispânica Bss.
Planta perennal ; capítulos graudes 1
1
[Folhas superiores abraçando o caule com duas grandes aurículas.
P. (lysenterica Gaerln.
[Folhas superiores maiores que as da base e levemente aurículadas.
P. odora Rchb.
P. hispânica Bss. Fl. orient. III, p. 205; Inuia Pulicaria Brot. I, p. 384.
Terrenos reivosos, arenosos, estéreis e hiimidos. Fl. de junho a se-
temhro. I-II.
P. dysenterica Gaertn. De fruct. sem. II, p. 461; Inula dysenterica L.
Sp. pi. p. 882; Brot. I, p. 384.
Terrenos pantanosos, inundados, margens de rios. Fl. de agosto a
setembro. I-II. — Herva das dysenterias.
P. odora Rchb. Fl. germ. exsic. p. 239; Inula odora L. Sp. pi. p. 881 ;
Brot. l, p. 380.
Terrenos arenosos, incultos, mattos, pinhaes. Fl. de maio a agoslo.
l-II. — Herva Monta.
d. Buphthalminae
Otiontospcriiiiiiii Neck.
1
(Folíolos do invólucro espínescentes na ponta O. spinosum (L.).
Foliolos não espínescentes 1
Folíolos exteriores mais longos que as ligulas O. aqtiaticum Sch. Bip.
Folíolos exteriores não mais longos que as ligulas O. mariíimum Sch. Bip.
O. spinosum (L.) ; Buphthalmum spinosum L. Sp. pi. p. 903; Brot. I,
p. 395.
Terrenos arenosos, cultivados ou incultos. Fl. de abril a julho. I-III.
— Pampilho espinhoso.
O. maritimum Scb. Bip. in W. et B. Phyt. Cass. II, p. 233; Buphlhal-
mum maritinum L. Sp. pi. p. 903; Brot. I, p. 396.
Rochas maritimas e areaes da zona littoral. V\. df março a junho. I.
— Pampilho marilimQ.
295
O. aqualicum Sch. Bip. 1. c. p. 232; Buphthalmum aqualicum L. Sp.
pi. p. 903; Brot. I, p. 396.
Terrenos arenosus ou argillosos, cultivados, húmidos. Fl. de abril a
agosto. I.
IV. Heliantheae
Heliantheae-Caryopsideae
ISifllcBis L.
B. triparlita L. Sp. pi. p. 831; Brot. I, p. 351.
Terrenos húmidos, paludosos, charcos e poços. Fl. de junho a outu-
bro. I-III.
V. Anthemldeae
I Receptáculo com palhetas a. Anlhcmidinae.
Receptáculo sem palhetas b. Chrysantheniinae.
a. Anthemidinae
1 Folhas inteiras, ou denteadas, ou creuadas 1
I Folhas mais ou menos divididas 2
íCapitnIos homogamos pequenos dispostos em corymbo. I^lanta carnosa cotonosa
, 1 branca ". Diotis Desf.
)
(Capiíulos heterogamos grandes, solitários ou em corymbo; achenios cónicos.
Anthemis L.
(Folhas pennatifidas; achenios telragonos comprimidos SantolÍ7ia L.
2
(Folhas 2-pennatipartidas; achenios comprimidos e alados Anacyclus L.
*
b. Chrysantheminae
IFolhas oppostas Phalacrocarpum Willk.
I Folhas alternas 1
(Folhas simples mais ou menos serrilhadas Chrysanthemum L.
1
(Folhas pennatifidas ou 2-3-pennatiseccadas 2
(Folhas pennatifidas Cotula L.
2
( Folhas 2-íi-pennatiseccadas 3
296
( Capítulos pequenos 4
( Capítulos relativamente grandes termínaes 5
1 Capítulos rentes entre as folhas Soliva Buiz et Pavon.
4
(Capítulos com curtos pedúnculos em cacho, espiga em panícula.. . Artemísia L.
5
1 Receptáculo cónico Matricaria L.
(Receptáculo plano ou convexo Chrysanthemmn (Pyrethrum).
a. Anthemidinae
!laiiloBiiia L.
S. Chamae-Cyparissus L. Sp. pi. p. 842; Brot. I. p. 352.
Cultivada e suhespontanea. Fl. de junho a julho. l. — Ab raiano fêmea
ou Guarda roupa.
Aiitliemis L.
[Flores do disco com tubo alado e com esporão Sect. I. Ormenis Cass.
(Flores sem esporão 1
1
Receptáculo com palhetas só na parte superior; acheníos tuberculosos.
Sect. III. Manda Cass.
) Receptáculo completamente coberto de palhetas permanentes ou as superiores
caducas Sect. II. Euanthemis Cass.
Sect. I. Ormenis Cass.
A. mixta L. Sp. |)1. p. 894; Brot. I, p 393.
Terrenos cultivados mais ou menos pedregosos, proximidades d'agua.
Fl. de maio a outubro. 1-1 V.
Sect. II. EuaDllieinis Cass.
Acheníos lisos, os externos maiores pyramidato-quadrangulares. Planta annual.
A. airensis L.
'Acheníos obovados, subtetragonos, estriados. Planta annual A. fuscala Brot.
'Achenios com 3 linhas pouco salientes na lace interna; folhas divididas em laci-
nías linear- setaccas. Planta perennal A. nobilis L.
297
A. arvensis L. Sp. pi. p. 894; Brot. I, p. 393.
Terras cultivadas, caminhos, sebes. Fl. de abril a setembro. I-III.
A. fuscala Brot. I, p. 394; Phyt. liisit. I, p. 61, tab. 28.
Terras cultivadas, relvosas, arenosas, hiimidas. Fl. de dezembro a
maio. l-IÍ. — Margaça fusca, Margaça de inverno.
A. nobilis L. Sp. pi. p. 894; A. aiirea Brot. I, p. 39 i.
Pastagens, terrenos de matto, arrelvados, arenosos. Fl. de abril a
agosto. I-IV. — Macella gallega vulgar.
<
Sect. III. Manita Cass.
A. Cotula L. Sp. pi. p. 894; Brot. I, p. 393.
Terrenos cultivados, arenosos. Fl. de maio a setembro. I-III. — Mu-
cella felida ou fedugosa.
Aiiacveliis L.
A. radiatus Lois. Fl. gall. ed. I, p. 583; Anthemis Valenlina L. Sp.
pi. p. 895; Brot. I, p. 394.
Terrenos cultivados, relvosos, arenosos. Fl. de abri! a maio. l. —
Pão poslo.
Ilíolis DesF.
D. maritima (L.) Sm. Fngl. Fl. III, p. 403; Athanasia maritima L. Sp.
ed. II; Santolina maritima Brot. I, p. 352.
Areaes maritimos. Fl. de junho a agosto. I. — Cordeiros da praia.
b. Chrysantheminae
Cliry$^aiitlieiiiiiiii L.
Plantas annuaes 1
Plantas perennaes 2
ÍAchenios do raio quasi sempre 3-quelros e 3-alados sem coroa.
Secl. I. Pinardia Cass.
Achenios do raio com 4-10 linlias salientes, sem aza e com coroa memiiranosa.
Sect. li. Coleostfphns Cass.
ICapitulos radiados; liouias brancas ou amarciias. . Sect III. Pyrethnim Gaertn.
2 I
(Capilulos discoideos; íloies do laio femininas, tuiiuiosas, 3-4-denleadas.
Sect. IV. Tanacetum L.
298
Sect. I. Pinardia Cass.
[Achenios da circuuifereucia alados nos dois ângulos externos; folhas denteadas.
Ch. segeíum L.
lAchenios da cifcuniforcncia com 3 ângulos alados; folhas 2-pennatifidas.
Ch. coronarium L.
Ch. segetum L. Sp. pi. p. 889; Brol. I, p. 378.
Terrenos cultivados, searas. FI. de maio a junho. I. — Pampilho de
searas.
Ch, coronarium L. Sp. pi. p. 890; Brot. I, p. 379.
Terrenos cultivados, sebes, muros. Fl. de abril a junho. I. — Mal-
mequer ou Pampilho ordinário.
Sect. II. Colcosteplius Cass.
lAchenios do disco com coroa lubulosa Ch. Myconis L.
<
j Achenios do disco sem coroa Ch. hybridus Lge.
Ch. Myconis L. Sp. ed. II; Brot. I, p. 379.
Terrenos cultivados e incultos, vinhas, sebes. Fl. de abril a agosto.
I-III. — Pampilho de Mycao.
Ch. hybridus Lge. Pug. p. 127.
Terrenos húmidos, incultos ou cultivados, searas, sebes. Fl. de março
a julho. I-ll. — Pampilho.
Sect. III. Pyrdhruni Gaertn.
1 Folhas com dentes grossos, profundos e deseguaes 1
1 Folhas pennaliseceadas ou pennatifidas 2
[Coroa dos achenios nulla ou quasi Ch. Leiícanthemum L.
1 < Coroa dos achenios 2-partida; caule simples ou pouco ramoso.. Ch. pallens DC.
(Corôa muito variável; folhas ohovadas crenado-denteadas: caule muito ramoso.
Ch. silvaticum Hulígg. et Link.
l Folhas muito i)eqnenas mais ou menos tomentosas 3
2
1 Folhas não pequenas 4
299
[Lacinias das folhas lineares curtas e quasi roliças Ch. pulverulentum Lag.
(Lacinias das folhas lineares compridas e planas.. Ch. flaveolum Hoífgg. et Link.
[Folhas todas pecioladas Ch. Parlhenimn Sm.
4
(Folhas superiores rentes Ch. conjmbosum L.
Ch. Leucanthemum L. Sp. pi. p. 888.
Prados, terrenos relvosos, cultivados. Fl. de maio a agosto. l-II.
Ch. paliens Gay. ex Perreym. in Guill. Arch. Bot. lí, p. 545.
Mattos, outeiros pedregosos. Fl. de junho a julho. I-IIÍ.
Ch. silvaticum Hoff<:g. et Link. Fl. Port. p. 329.
Terrenos somhrios e de mattos, areaes do litloral, fendas de roche-
dos. Fl. de m;iio a junho. I-ÍV. — Margarida maior. Olho de boi
dos hervolarios, Bemmequer das florestas.
Ch. pulverulentund Lag. Nov. gen. sp. n.** 375; Ch. minimum Brot. I,
p. 379.
Terrenos arenosos, pedregosos, rochas das regiões altas. Fl. de maio
a julho. I-IV.
Ch. flaveolum Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 34t.
f5. alpestre. — Peciolos e pedúnculos mais curtos; folhas mais
sericeo-puhescentes; ligulas amarelladas estreitas.
Terrenos pedregosos das alfas regiões. Fl. de maio a julho. IV e V.
Ch. Parthenium Sm. Fl. Brit. IL p. 900; ftlatricaria Parthenium L.
Sp. pi. p. 890; Brot. I, p. 375.
Terrenos de cascalho e rochas. Fl. de junho a agosto. Í-III.
Ch. corymbosum L. Sp. pi. p. 890; Brot. I, p. 378.
Terrenos relvosos, mattagaes, mattas. Fl. de maio a agosto. II-IIL
Sect. IV. Tanacetuin L.
Ch. vulgare (L.) Bernh.; Tanacetum vulgare L. Sp. pi, p. 844; Brot. I,
p. 354.
Sebes, mattas, margens de campos. Fl. de julho a agosto. I-llI. —
Tanaceto ou Athanasia das boticas.
Plialac*i*oc*ar|iaiiii Willk.
Ph. oppositifolium Willk. Prodr. Fl. Ilisp. II, p. 94; Chrysanthemum
oppositifolium Brot. I, p. 381.
Bochedos e sitios pedregosos das regiões altas. Fl. de maio a junho.
IV e V.
300
Cotula L.
C. coronopifolia L. Sp. pi. p. 892.
Terrenos húmidos e salgados da região littoral. Fl. de março a ju-
nho. I.
^oli%'ti Rtiiz et Pavon.
S. lusitanica Less. Syn. p. 268; Hippia stolonifera Brot. I, p. 373;
Phyt. lusil. I, p. 72, lab. 73, fig. 2 e 3.
Sítios húmidos, caminhos, por entre as pedras. Fl. de fevereiro a
junho. I.
jLrleiíiísiia L.
Sect. Dracuncuhis DC.
.Planta aromática glabra ou sul)viscosa: follias 2-penuatiparlidas: capítulos muito
i numerosos quasi rentes e dispostos em panicula A. variubilis Ten.
* Planta não aromática: folhas carnosas pennatipartiflas; segmentos linear-lanceo-
lados; capitules quasi rentes dispostos em panicula de racimos curtos e paten-
tes A. crilhmifoiia L.
A. variabilis Ten. Fl. Neap. Prodr. V, p. 128; A. pani«u!ata Brot. I,
p. 356.
Terrenos arenosos, de cascalho, estéreis, margens de caminhos. Fl.
de julho a outubro. IV.
A. crithmifolia L. Sp. pi. j). 846; Brot. I, p. 355. -
Areaes marítimos. Fl. de setembro a outubro. I.
VI. Senecionldeae
(Caule com foltias normaes '. 1
(Caule com escamas, desenvolvendo-se antes das folhas Petasiies Gaertn.
( Foliolos do invólucro dispostos nnma só ordem Senecio L.
1
(Foliolos do invólucro dispostos em duas ordens 2
2
.Folhas alternas Doronicim L.
\ Folhas oppostas Arnica L.
P. Iragrans Presl. Fl. sic. I, p. 28.
301
Terrenos arrelvados. prados húmidos, proximidades d'agua. Fl. de
dezembro a março. I.
Ariiiea L.
A. montaria L. Sp. pi. p. 884; Brot. I, p. 387.
Terrenos arenosos, pantanosos, paúes, prados. Fl. de junho a agosto. I.
l>oi*oiiieiiiii L.
[Caule simples glanduloso s>em folhas na parte superior; folhas basilares ovaes de
longos peciolos D. planíagmeum L.
[Caule ramoso hirsuto muito glanduloso; folhas basilares oblongo cordi formes.
D. carpetanum Bss. et Reut.
D. plantagineum L. Sp. pi. p. 885; Brot. I, p. 386.
* Terrenos arrelvados, matlas. Fl. de abril a julho. I-IV.
D. carpetanum Bss. et Ueut. ; Lange, Pug. pi. p, 130; D. Pardelian-
cíies Ort. Brot. I, p. 386.
Pastagens, terrenos pedregosos, rochedos das regiões altas. Fl. de
junho a julho. IV-V.
^eucci» L.
(Folhas mais ou menos profundamente divididas (pelo menos as superiores)... 1
(Folhas simplesmente denteadas, serrilhadas ou crenadas. Sect. III. Dória Ilchb.
I Escamas do invólucro reflectidas depois da queda dos achcnios.
Sect. I. Enscfícrio.
Escamas do invólucro sempre erectas Sect. II. Jacobaea Tlmmb.
Sect. I. Eusenecio
ILigulas nullas ou muito curtas; invólucro cylindrico ou ovoideo. a. Obaejacae DC.
Ligulas bem formadas muito mais longas que o invólucro campanulado.
b. Obaejacokleae DC.
a. Obaejacae DC
[Ligulas nullas; planta não glandulosa S. vulgaris L.
I Ligulas cartas ; plantas glandulosas na parte superior 1
302
I Capitules pequenos; lóbulos das folhas profundas e deseguaes. . S. silvaíicus L.
I Capítulos grandes; lóbulos das folhas pouco profundas e quasi eguaes.
S. lividus L.
b. Obaejacoideae DC.
I Capítulos solitários em longos pedúnculos S. minutus DC.
Capítulos numerosos em corymbo S. gallicus Chaíx.
Sect. II. Jacobaea Thumb.
[Planta glabra ou (juasí ; caule amarellado até ao meio; escamas do invólucro
ovaes, pouco aeuiiiinadas, membranosas na margem 1
'Plantas pubescentes; escamas do invólucro lanceoladas 2
i
Kolhas rígidas pennatípartidas; segmentos oblíquos, obovados ou linear-oblonjros;
capítulos em corymbo denso S. jacobaeoides Wk.
iFolhas inferiores ovaes ou elliptico-lanccoladas, inteiras ou lyradas; pedúnculos
erecto-pateutes com muitas bracteolas lineares; ca()itulo em corymbo laxo.
S. aqualicus Huds.
[ Ligulas amarellas S. foliosus Salzm.
2
I Ligulas do raio purpurinas S. pseudo-elegans Less.
Sect. III. Dória Rchb.
i Capítulos quasí solitários; caule direito; folhas hirsutas ovaes. S. Lagascanus DC.
(Capítulos (2-10) em corymbo ; folhas glabras S. Tournefortii Lap.
p. carpetamis Wk.
Secl. I. Euseiiecio
a. Obaejacae DC.
S. vulgaris L. Sp. pi. p. 807; Brot. I, p. 388.
Terrenos arenosos cultivados. Fl. quasi todo o anno. I-III. — Tas-
neirinha.
S. silvaíicus L. Sp. pi. p. 808; Brot. I, p. 388.
Terras areentas de mattas. Fl. de junho a agosto. I-IV.
S. lividus L. Sp. pi. p. 807; Brot. I, p. 388.
Terrenos arenosos. Fl. de março a julho. I-llI.
303
b Obaejacoideae DC.
S. minutus DC. Prodr. VI, p. 346; Cineraria minuta Cav. Brot. I,
p. 387.
Terrenos arenosos. Fl. de março a julho. I-II.
S. gallicus Chaix ap. Vill. Fl. Dauph. 1, p. 331.
p. exsquameus DC. Prodr.; S. exsquamcus Brot. I, p. 388.
Terrenos arenosos, de cascalho, cultivados, pastagens. Fl. de julho a
Sect. II. Jacobaea Thunib.
agosto. I.
S. jacobaeoides \\'k. Prodr. Fl. Ilisp. II, p. 119.
Prados e terrenos sombrios. Fl. de julho a agosto. I-III.
S. foliosus Saizm. in pi. liug. exsic. 1825; DC. Prodr. VI; S. Jaco-
baea Brot. I, p. 389.
Terrenos húmidos, prados, pastagens. Fl. de junho a julho. I-IV.
S. aquaticus Huds Fl. Angl. p. 366; S. Jacobaea Brot. I, p. 389.
Terrenos húmidos, lagoas. Fi. de junho a dezembro. I-IV.
S. pseudo-elegans Less. Svn. p. 391; S. elegans Thumb. Brot. I,
p. 389.
Prados, pastagens e logares húmidos. Fl. na primavera. I.
Sect. III. Dória Rchb.
S. Tournefortii Lap, 3. carpelanus Wk. Prodr. Fl. Ilisp. II, p. 115;
S. caespitosus Brot. I, p. 390.
Terrenos pedregosos. Fl. de julho a agosto. IV e V. — Uerva loira.
S. Lagascanus DC. Prodr. VI, p. 3.57; S. Doronicum Brot. I. p. 390.
Terrenos pedregosos. Fl. de junho a julho. I-IV.
VII. Calenduleae
Caleufliila L.
fAchenios exteriores grandes terminados em ponta, transversalmente rugosos no
dorso C. arvensis L.
lAchenios exteriores glabros ou parcamente aculeados, terminados em esporão
dilatado C. micropliylla Lge.
304
G. arvensis L. Sp. pi. ed. II; Brol. I, p. 400.
Vulgar em terrenos diversos. Fl. em diversas épocas. Í-ÍI.
C. microphylia Lange, Boi. .da Soe. Brot. I, p. 51; VAillk. 111. Fl. Hisp.
ins. Balear. 1, p. 130, tab. LXXIX.
Zona lilloral, em sitios lodosos. Fl. de maio a setembro. I.
VIII. Arctotldeae
Sect. Crjptostemma R. Br.
A calendulacea L. Syst. XII, p. 578; A. Calendula L. Sp. pi. p. 922;
A, acaulis Brot. I, p. 401.
Terrenos arenosos do litloral, outeiros e planicies incultas. Fl. de
abril a junho. I.
IX. Cynareae
[Capiulo gi^al espherico formado de capítulos parciaes unifloreos.
1. Ecliinopsideae.
, Capitules simples 1
1 Inserção dos achenios basilar 2
1
(Inserção dos achenios obliqua 4. Centaureinae.
1
[Bracteas internas do invólucro maiores e coradas 2. Carlineae.
|Bracteas internas, nem maiores que as externas, nem mais coradas; sedas do
papilho ligadas iia base 3. Carduinae.
1. Echinopsideae
Keliino|is L.
E. slrigosus L. Sp. pi. |). 815; Brot. I, p. 353.
Outeiros seccos abrigados, caminhos, searas. Fl. de maio a julho. I.
2. Carlineae
Ca 1*1 i na L.
[Planta quasl acaule; capitulo muito grande cercado de folhas grandes encostadas
á terra C. gummifera Lessing.
' Planta com caule distincto 1
\
3
305
'Escamas medias do ins^olncro lineares tomentosas prolongadas em um bico pur-
purino, as interiores sulplmreas C. racemosa L.
JEseamas medias do invólucro curtas lanceoladas cotonosas terminadas por um
pequeno espinho, as interiores radiantes linear-lanceoladas amarellas.
C. corymbosa L.
C. gummifera DC. Prodr. V., p. 547; Acarna gummifera Brot. Pliyt.
Iiisit. II, p. 183, tiib. 165; Cirselium gnnimiferuin Brot. I, p. 346.
Outeiros calcareos, sebes, bordas de caminhos. Fl. de setembro a ou-
tubro, í. — Carlina bastarda. Cardo do Visgo, Cardo matacão.
C. racemosa L. Sp. pi. p. 829; Brot. I, p. 346.
Outeiros áridos, campos em pousio, terras estéreis. Fl. de julho a
setembro. I,
C. corjmbosa L. Sp. pi. p. 828; C. hispânica Lamk. Brot. I, p. 345.
Terras estéreis, caminhos, campos em pousio. Fl. de julho a agosto.
I-IIl.
3. Carduinae
(Receptáculo com sedas 1
(Receptáculo nii mas [irofundamente alveolado Onopordon L.
iFiletes dos estames ligados entre si 2
(Filetes^ livres 3
I Flores marginaes neutras, radiantes, maiores que as do centro . . . Lnpsia Neck.
Flores todas férteis ; papilho pelludo Sylibwn (Vaill.) Gaertn.
Bracteas do invólucro terminadas em gancho Arctium L.
Rracteas não terminadas em gancho 4
1 Receptáculo carnoso Cynara L.
4
( Receptáculo não carnoso 5
(Papilho plumoso Cirsium Scop.
5
(Papilho não plutnoso : Cardmis L.
i%rcliiiiii L.
A. Lappa L. Sp. pi. p. 816; Brot. I, p. 349.
a. minus Bernh.
Terrenos férteis sombrios, sebes, margens de caminhos. Fl. de julho
a agosto. I-III. — liardana ordinária, Pegamaço, Lahaga.
20 wvi
3()í;
Carcliiiis L.
1
2
1 Capítulos pequenos ou mediocres 1
[ Capítulos grandes ou muito grandes 2
'Escamas exteriores do invólucro linear-lniiceoladas planas erecto-patentes; planta
muito espinhosa; espinhos longos amarellos C. Gayanus Dur.
[Escamas exteriores lanceoladas canaliculadas superiormente, arqueado-patentes;
capítulos alongados na extremidade dos ramos C. tenuiflorus Curl.
Escamas patentes ou quasi recurvadas no vértice C. medius Gou.
( Escamas arqueadas ao meio 3
I Invólucro pouco ou nada unibilícado C. nigrescens Vill.
Invólucro muito umbilicado C. granaiensis Wk.
C. Gayanus Dur. in litt. 1837; Willk. et Lange, Prodr. Fl. llisp. II,
p. 133.
Caminhos, sebes, pastagens. Fl. de junlio a julho. I-IV.
C. tenuiflorus Curt. Lond. fase. VI, p. 55; C. acanthoides Lam. Ene.
meth. I, p. 697; Brot. I, p. 341.
Terrenos pedregosos argillosos, sebes, ete. Fl. de maio a julho.
I-III.
C. nigrescens Vill. Prosp. hist. pi. Dauph. p. 30.
Terrenos pedregosos, férteis. Fl. de maio a setembro. I-II.
C. granatensis Wiílk. Prodr. Fl. llisp. II, p. 197.
Terrenos férteis mais ou menos cascalhentos. Fl. de junho a julho.
I-III.
C. medius Gou. 111. p. 62, tab. 24.
p. Broleri (Welw.).
Mattos e terrenos incultos, rochas calcareas. Fl. de março a julho.
I-III.
Cirsiuiii Scop.
(Escamas do invólucro terminadas em espinho pennado. . IV. Picnomon (Cass.).
(Escamas do invólucro terminadas em espinho simples ou inerme 1
I Folhas com pellos rígidos espinescentes na pagina superior. III. Epilrachys DC.
Folhas lisas na pagina superior 2
307
I Flores herniaphroditas; papilho mais curlo que a corolla 3
Flores dioicas; papilho por fim mais longo que a corolla. II. Cephalonoptos Neck.
1 Flores periplierieas estéreis; filete dos estames hirsutos I. Nofobasis Cass.
(Flores todas herniaphroditas; filetes papillosos Y. Chainaclon DC.
I. Notobasis Cass.
C. syriacum (L.) Gaertn. Fruct. II, p. 383, tab. 163, fig. 2; Cnicus
syriacus W. ; Brot. I, p. 342.
Caminiios, sebes, maroens de ribeiros, terrenos cultivados e incultos.
Fl. de maio a junlio. I-II.
II. Cephalonoptos Neck.
C. arvense Scop. Fl. carniol. II, p. 126; Serratula arvensis L. Sp. pi.
p. 820; Cnicus arvensis Brot. I, p, 344.
Searas, vinhas, terras cnltivadas. Fl. de julho a agosto. I.
III. Epitrachys DC.
jCapitulos grandes; escamas pouco lomentosas; folhas decurrenlcs hranco-tomen-
losas na pagina inferior, peunalipai tidas ou pennatifidas. C. tanceolafum Scop.
JCapitulos menores; escamas bastante tomentosas; folhas decurrentes branco-
tomentosas na pagina inferior, pennatilobadas ou lanceoladas. C. Linkii Nym.
C. lanceolatum Scop. Fl. carniol. II, p. 130; Carduus lanceolatus L.
Sp. pi. p. 821; Cnicus lanceolatus W. ; Brot. I, p. 343.
Terrenos pedregosos, muros, sebes, margens de campos. Fl. de ju-
nho a outubro. I-III.
C. Linkii Nyman Syll. p. 23; Comp. Fl. Europ. p. 406; Cnicus stri-
gosus Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 191.
Mattas, sebes, margens de campos e de caminhos. Fl. em julho. l-III.
IV. Picnonion (Cass.) •
C. Acarna (L.) Moench. Meth. Suppl. p. 226; Carduus Acarna L. Sp.
pi. p. 820 ; Cnicus Acarna Brot. I, p. 344.
308
Terrenos áridos e estéreis, campos em pousio, Fl. de junho a agosto.
I-II.
V. Cliamaelon DC.
1 Capítulos termioaes isolados i
I Capítulos numeiosos pequenos aglomerados C. palustre Scop.
;Folhas radicaes penuatífidas densamente alvo-tomentosas na pagina inferior.
C. fdipendulum Lge.
[Folhas radicaes oblongo-lanceoladas mais ou menos lobadas e glabras.
C. Weluritschii Coss.
C. filipendulum Lge. Pug. p. 142; Cnicus bulbosus Brot. I, p. 343.
Prados seccos, mattas, sebes. Fl. de maio a agosto. I-III.
C. Welwitschii Coss. PI. crit. p. 118.
Terrenos húmidos. Fl. de jurdio a julho. I. — Cravo de burro.
C. palustre Scop. Fl. carniol. II, p. 128; Carduus palustris L. Sp. pi.
p. 822; Cnicus palustris W.; Brot. I, p. 343.
[3. spinosissimus Wk.
Terrenos húmidos, pantanosos, margens de regatos. Fl, de junho a
agosto. I-IV.
Cyiiara L.
C. humilis L. Sp. pi. p. 828; Brot. I, p. 339.
(â. kucanlha Coss. 1. c. — Corolla branca.
Terrenos áridos. Fl. de maio a julho. I. — Alcachofra de S. João,
Alcachofra brava.
^ilyliBiiii Vaill.
S. Marianum Gaertn. de fruct. sem. 11, p. 378, tab. 168, fig. 2; Car-
duus Marianus L. Sp. pi. p. 823; Brot. I, p. 341.
Terrenos férteis, relvosos, sebes. Fl. de maio a agosto, I-II. — Cardo
de Santa Maria, Cardo leiteiro.
ljii|i.?ii poucas lacinias na
base Sect. VIU. Melanolouui Cass.
I Appendice pennado em quasi toda a extensão; lacinia terminal pouco maior que
as lateraes Sect. IX. Acrolophus Cass.
ICorolla amarella Sect. XIII. Mesocentron Cass.
9
(Corollas purpurinas IO
I Appendice terminado por longo espinho canaliculado de côr clara.
Sect. XI Calcitrapa Cass.
Appendice palmado Sect. XIII. Scrídea DC
3Í1
Sect. I. Centaurium Cass.
C. tagana Brot. I, p. 369 ; Pliyt. lusit. I, p. 69, tab. 32.
Terrenos áridos arenosos, mattos, pinhaes. Fl. de junho a julho. I-II.
— Rhaponlico bastardo, Rhaponlico da terra.
Sect. II. Phalolepis Cass.
C. amara L, Sp. pi. II, p. 1294; Brot. l, p. 369.
Pastagens do iittoral, terrenos seccos. Fl. de junho a outubro. I.
Sect. ÍII. Leuzea DC.
C. longifoUa (HoíTgg. Lk. Fl. Ort. p. 217, tab. 96; Serratula conífera
Brot. Phyt. Lusit. I, p. 67 (parte), tab. 31.
Mattos e terrenos húmidos. Fl. de junho a julho. I.
Sect. IV. Microlonclms DC.
C. Salmantica L. Sp. pi. p. 918; Brot. I, p. 372.
Sitios estéreis, terras incultas, vinhas, caminhos. Fl. de maio a agosto.
I-III.
Sect. V. Jacea Cass.
C. nigra L. Sp. pi. p. 911.
p. pallida Lge. Pug. p. 134; C. rivularis Brot. I, p. 367; C.
pratensis Hoífgg. et Link. Fl. Port. p. 322.
Prados, terrenos relvosos, proximidades d'agua. Fl. de junho a de-
zembro. I-III.
Sect. VI. Cpuus Cass.
C. Cyanus L. Sp. pi. p. 911 ; Brot. I, p. 366.
Searas. Fl. de junho a julho. I. — Fidalyiiinhos, Lóios dos jardins.
312
Sect. YII. Melanoloraa Cass.
C. pullata L. Sp. pi. p. 911; Brot. I, p. 366.
Campos, pastagens, sitios relvosos. Fl. de fevereiro a junho. I.
Cardinho das cdmorreimas.
Sect. VIII. Cheirolophus Cass.
l Appeudice longo triangular; caule ramoso C. sempervirens L.
(Appendice estreito arredondado; caule simples ou pouco ramoso.
C. uliginosa Brot.
C. sempervirens L. Sp. pi. p. 913; Brot. I, p. 366.
Sebes, terrenos calcareos pedregosos. Fl. de julho a agosto. I. —
Lavapé ou Viomal.
C. uliginosa Brot. I, p. 368; Phyt. Lusit. I, p. 65, tab. 30.
Sitios pantanosos, juncaes. Fl. de julho a setembro. I.
Sect. IX. Acrolophus Cass.
[Invólucro ovado-oblongo C. limbala HoíTgg. et Link.
[invólucro oblongo-cylindrieo C. micraníha HofTgg. et Link.
[invólucro ovado-globoso i
I Appendice escuro C. coerulescem W.
Appendice fusco C. Hanrii Jord.
C. limbata Iloffgg. et Link. Fl. Port, p. 221, tab. 97; C. paniculata
Brot. I, p. 366 (parte
a. melanosiicla Lge. Pug. p. 136.
Outeiros, maltos, terrenos arenosos do litloral. F'i. de julho a agosto.
I-III.
C. Hanrii .íord. Obs. fr. V, p. 70, tab. i, fig. B.
Terrenos seccos da região montanhosa. Fl. de junho a agoslo. III.
G. coLTulescens W. Sp. pi. Ill, p. 2319; C. arislata Iloffgg. et Link.
Fl. Port. p. 260.
313
Outeiros das regiões inferiores e montanhosas. Fl. de maio a iiillio.
I-IV.
C. micrantha Hoffgg. et Link. Fl. Port. 11, p. 220; C. paniculata
Brot. I, p. 366.
Terrenos graniticos e schistosos, áridos. Fl. de julho a agosto. I-IV.
Sect. X. Acroceiílron Cass.
C. ornata W. Sp. pi. III, p. 2320.
p. microcephala Willk. Prodr. lí, p. 147; C. collina Asso Syn.
Terrenos arenosos, de cascalho, estéreis. Fl. de junho a agosto. I-III,
Sect. XI. Calcitrapa Cass.
C. Calcitrapa L. Sp. pi. p. 917; Brot. I, p. 371.
Caminhos, muros, terrenos pedregosos. Fl. de julho a agosto. I-IlI.
— Cardo estrellado ou Calcilrapa.
Sect. XII. Mesocentron DC.
C. Militensis L. Sp. pi. p. 917; C. solstitialis Asso; Brot. I, p. 371.
Outeiros seccos, campos, sitios pedregosos, searas. Fl, de junho a
setembro. I-III.
Sect. XIII. Seridea DC.
í Folhas caulinares decurrentes C. lusitanica Bss. l\eut.
(Folhas caulinares não decurrentes C. polyacantha W.
C. lusitanica Bss. et Reut. Diagn. pi. orient. III, ser. 2, p. 85; C.
napi folia Brot. I, p. 370.
Terrenos calcareos e arenosos do lilloral. Fl. de maio a agosto. I.
C. polyacantha W. Sp. pi. III, p. 231 1; C. caespitosa Brot. I, p. 370.
Areaes, terrenos arenosos do littoral. Fl. de março a maio. 1.
Cartliaiiiiis L.
C. lanatus L. Sp. pi. p. 830; Carduus lanatus Brot. I, p. 342.
3U
Terrenos de cascalho, cultivados, outeiros estéreis. Fl. de julho a
agosto. I. — Cardo sanguinho.
Cartliiucellusi Juss.
C. coerulens DC. Prodr. VI, p. 614; Carduus coerulens Brot. I, p. 342.
a. deníalits DC.
Terrenos cultivados, relvosos. Fl. de maio a julho. I.
Cuiciis Gaertn.
C. benedictus L. Sp. pi. p. 826; Centáurea benedicta L. Sp. pi. II,
p. 296 ; Brot. I, p. 370.
Terras ferieis relvosas. Fl. de maio a julho. I. — Cardo santo.
Liguliflorae
Cichorietee
I Planta espinhosa; receptáculo com palhetas muito amplas 1. Scoliminae.
[Plantas não espinhosas 1
I Receptáculo nú ou herissado com pellos 2
[Receptáculo com palhetas caducas ou nú 3. Leontodontinae.
iPapillio palheaceo, membranoso ou nullo 2. Cichorinae.
[Papilho de pellos denticulados, mas nunca plumoso 4. Crepidinae.
1
9
1. Scoliminae
Scoliiiius L.
Capítulos terminaes envolvidos nas folhas floraes pectinadas; folhas de margem
espessa cartilaginea Sc. Jiuiculatus L.
I Capítulos lateraes em espiga folhosa, pouco envolvidos nas folhas íloraes não
pectinadas; folhas de maigem não curtilaginea Sc. hispanicus L.
Sc. maculatus L. Sp. pi. p. 813; Brot. I, p. 335.
Campos áridos, searas. Fl. de junho a agosto. I.
Sc. hispanicus L. Sp. pi. p. 813; Brot. I, p. 834.
Areaes, terrenos de cascalho, bordas de campos. Fl. de junho a
agosto. I-ll. — Cardo douro ou Cangarinha.
315
1
2. Cichorinae
Receptáculo alveolado e íibrilloso Hispidella Bernad.
Receptáculo nu 1
Flores amarellas 2
Flores azues ou brancas Cichoríum L.
Papilho O 3
2 {Papilho formado de escamas muito finas, pelo menos no centro 4
Papilho reduzido a uma coroa curta membranosa Arnoseris Gaerln.
Achenios da margem divarlcado-patentes e envolvidos pelas escamas do invólucro
3 , quando maduros Rhagadiolus Scop.
(Achenios não divaricado-patentes Lapsana L.
í Invólucro de escamas largas 1-seriadas Hecb/pnois (Tournf.) W.
4 '
(Invólucro de escamss muito estreitas oo-seriado Tolpis Biv.
Ilis|)ítlclla Barnad.
H. hispânica Lamk. Dict. Ill, p. 134.
Terrenos arenosos, incultos. FI. de maio a agosto. Ul-lV.
Ciclioriíiiii L.
I Planta perennal verde C. Iníybus L.
Planta annual de cor glauca C. glaucum HoíTgg. et Link.
C. Intybus L. Sp. pi. p. 813; Brot. I, p. 333.
3. glabralum Gr. et Godr. — Capitulos geminados; escamas do
invólucro giabras.
y. Imcophaeum Gr. et Godr. — Capitulos ternados; escamas pel-
ludas mais ou menos glandulosas.
Campos seccos, cultivados, caminhos. Fl, de junho a setembro. I-II.
C. glaucum Hoflgg. et Link. Fl. Port. II, p. 178, tab. 9o.
Terrenos incultos, beira de caminhos. Fl. de julho a agosto. I.
316
Ijap.«>aiia L.
L. communis L. Sp. pi. p. 811; Brot. I, p. 312.
Terrenos cultivados, sebes, logares sombrios. Fl. de jiinbo a setem-
bro. I-III.
Tolfiis (Adans.) Biv.
l Ligulas centraes purpúreas T. barbaía Gaertn.
( Ligulas todas amarellas T. umbellata Bert.
T. barbata Gaertn. de fruct. sem. 11, p. 372; Brot. I, p. 321.
Campos incultos, arenosos, searas, sebes. Fl. de abril a junho. I-III.
— Leiluga.
T. umbellata Bert. Mem. Soe. Emnl. Génova.
Rluros, pastagens, terrenos arenosos, schistosos. Fl. de abril a junho.
I-IV.
ilriB»seri$i Gaertn.
A. pusilia Gaertn. de fruct. sem. II, p. 365, tab. 157; Ilyoseris mí-
nima L. Sp. pi. p. 809; Lapsana minima Brot. I, p. 313.
Terrenos arenosos graniticos. Fl. de junho a julho. I-V.
Rliag;aclioliis (Tournf.) Scop.
Rh. stellatus DC. Prodr. VII, p. 77.
a. leíocarpus DC. — Folhas inferiores oblongo-lanceoladas den-
teadas.
^. edulis DC. Brot. I, p. 313. — Folhas inferiores compridas
lyradas com o lóbulo terminal grande orbicular denteado.
Terrenos cultivados, searas, sebes, muros. Fl. de abril a junho. I.
Heflyiiiiois (Tournf.) W.
(Pedúnculos fiucliferos muito grossos; papillio dos achenios centraes de palhetas
curtas e de 5 ;iallietas sedosas centraes H. cretica W.
[Pedúnculos fiuctiferos pouco engrossados, quasi cylindricos. H. polymorpha DC.
II. cretica W. Sp. jil. p. IGIC; Ilyoseris cretica L. Sp. pi. p. 810;
Brot. I, p. 322.
Terras arenosas estéreis, cultivadas. Fl. de maio a agosto. I.
317
H. polymorplia DC. Prodr. Vil, p. 81.
a. jjendula Wk. et Lange, Prodr. II, p. 207. — Folhas den-
teadas ou inteiras.
Terrenos cultivados e incultos, arenosos, calcareos, estéreis. Fl. de
abril a julho. I.
3. Leontodontinae
Ilnvoluero l-seriado ; aclienios com longo Ijico 1
invólucro de escamas imbricadas 2
ILIgulas amarellas Urospermmn Scop.
1
I Ligulas violaceo-roseas Geropogon L.
I Receptáculo com palhetas lineares caducas; papilho 1- seriado plumoso.
l Hypocheris L.
]Receptaeulo nú ou fibriloso; pedúnculos radicaes; folhas em roseta. Leontodon L.
(Receptáculo nú ou fibriloso ; caule com folhas 3
(Papilho caduco formado de sedas ligadas na base em annel Picris L.
3
(Papilho de sedas não ligadas na base, plumosas, barbas erusadas. Scorzonera L.
Hypocheris L.
íBracteas do receptáculo muito aguçadas e mais compridas do que o papilho.
Planta perenual de raiz grossa H. radicata L.
iBracteas acuminadas e mais curtas que o papilho. Planta animal de raiz del-
gada it. glabra L.
H. radicata L. Sp. pi. p. 811.
a. roslrata Moris. ; H. radicata Brot. I, p. 331. — Aclienios
todos attenuados em ponta delgada mais compridos que o
fructo.
^. heterocarpa Moris. — Achenios externos sem ponta.
Prados, terrenos relvosos. Fl. de maio a dezembro. I-V.
H. glabra L. Sp. pi. p. 811.
a. genuína Godr. Fl. Fr. p. 293; II. hispida, lí. dimorpha
Brot. I, p. 329; lí. adscendens Brot. Phyt. lusit. I, p. 55.
318
— Achenios externos sem ponta, os internos com ponta
longa.
[â. Loisekuriana Godr. — Achenios todos com ponta longa.
y. erostris Coss. Germ. Flor. paris. p. 427. — Achenios sem
ponta.
Campos seccos, bordas de camifihos. Fl. de maio a agosto. 1.
Urojilicruiiiiii Scop.
U. picroides Desf. Cat. h. paris. ed. I, p. 90; Tragopogon picroides L.
Sp. |)]. p. 790; fírot. I, p. 330.
Terrenos relvosos, caminhos, mattos. Fl. de abril a maio. l-II.
Ijeoiitocloii L.
[Achenios de duas formas, os externos quasi sem rostro e com papilho escamoso
em forma de coroa ou nulio, os internos com rostro longo.
Sect. II. Thrincia (Roth.).
^ Achenios eguaes^ com ou sem rostro e com papilho plumoso 1
'Raiz tuberiforme; achenios com rostro longo; papilho plumoso.
Sect. III. Millinoides Benth.
1
|Raiz não tuberiforme; achenios de rostro curto; papilho de pellos plumosos 1-2-
seriados, sendo os externos denticulados, os internos plumosos.
Sect. I. Apargia (Scop.).
Sect. I. Apargia (Scop,)
[Planta glabra ou com pellos simples L. pyrenaicum Gouan.
I Planta scabro-hirsuta L. hispidum L.
L. pyrenaicum Gouun. 111. p. 55, tab. 22, fig. 1 e 2.
Pastagens, terrenos férteis. Fl. de junho a setembro. IV e V.
L. hispidum L. Sp. pi. p. 799.
a. vulgare Bisch. Beitr. p. 58.
^. glabratum Bisch. 1. c.
Prados, pastagens, terrenos pedregosos. Fl. de julho a setembro.
IV-V.
319
Sect. II. Thrincia (Rolli.)
L. hirtum L. Sp. X, n." 6; Thrincia hirta Rolh.
a. íypicum Fiori et Begn. — Uostro dos achenios centraes egual
a Vi ^^ grandeza destes. Planta 2-annual ou perennal.
^. Rothii (Bali.); Thrincia hispida Roth. — Rostro egualando
uma ou duas vezes a grandeza dos achenios centraes.
Planta annual.
Terrenos arenosos, relvosos, seccos. Fl. de maio a agosto. I-III.
Sect. III. Millineides Benth.
L. tuberosum L. Sp. pi. p. 799; Thrincia grumosa Brot. I, p. 325.
Outeiros arenosos, pedregosos, relvosos. Fl. de fevereiro a maio.
I-III.
Picris L.
Invólucro simples; escamas com uma ou mais series; achenios eguaes e atte-
nuados Secl. I. Eiipicris DC.
[invólucro duplo, o exterior de 3-3 escamas folheaceas, o interior de 8- 10 escamas
lineares 1-seriadas; achenios com rostro mais comprido do que elles.
Sect. II. Ilelminlliia Juss.
Sect. I. Eupicris DC.
i Escamas exteriores do invólucro patentes P- hierurioides L.
(Escarnas exteriores quasi encostadas P. longifolia Bss. et Reut.
P. hieracioides L. Sp. pi. p. 792; Brot. I, p. 327.
Prados e terrenos cultivados. Fl. de julho a agosto. I-IV.
P. longifolia Bss. et Reut. Pug. p. 69.
Matlagaes das altas regiões. Fl. de julho a agosto. IIl-lV.
320
Secl. II. Helniinthia Juss.
/Planta revestida de sedas simples e pellos mais curtos em gancho; escamas exte-
l riores do invólucro ovado-cordiformes espinescentes ; aehenios com rostro fle-
] xi vel P. echioides L.
/Planta aculoado-liispida; escamas exteriores lanceoladas planas echinoso-celhea-
1 das ; aclienios terminados em i ostro rijo P. spinosa Poir.
P. echioides L. Sp. pi. p. 792; Ilelminlhia echioides Brot. I, p. 328.
Terrenos ferieis, relvosos, sebes, logares húmidos. Fl. de maio a
julho. I-II.
P. spinosa Poir. Sup. 3, p. 408.
Terrenos áridos, coMinas argillosas, beira de caminhos. Fl. de maio
a gosto. I-II.
Oci*0|iog»u L.
G. glaber L. Sp. pi. II; G. hirsutus Brot. I, p. 331.
Outeiros relvosos, pedregosos. Fl. de abril a maio. I.
Seorzoncra L.
[Folhas mais ou menos divididas; aehenios com pedicello ôcco sulcado mais longo
que elles Sect. I. Podospennum DC.
^ Folhas inteiras; aehenios sem pedículo Sect. ÍI. Euscorzonera DC.
Sect. I. Podospermum DC.
Planta glabra; escamas do invólucro não aristadas ou levemente em gancho no
ápice Sc. calcilrapifolia Vahl.
(Planta quasi glabra; escamas exteriores recurvadas em gancho no vértice.
Sc. laciniata L.
Sc. laciniata L. Sp. pi. p. 791.
Terrenos cultivados, caminhos. Fl. de maio a julho. I-III.
Sc. calcitrapifolia Vahl. Symb. bot. II, p. 87.
Terrenos argillosos, cultivados, caminhos, littoral. Fl. de abril a ju-
lho. I-II.
321
Secl. II. Eoscorzonera DC.
I Caule e folhas roliças fislulosas Sc. fistulosa Brol.
Folhas planas com nervuras Sc. humilis L.
Sc. fistulosa Brot. I, p. 329.
Terrenos húmidos, relvosos. Fl. de julho a agosto. I.
Sc. humihs L. Sp. pi. p. 790.
^. angustifolia Hoffgg. et Link. Fl. Porl. p. 124. — Folhas
linear-lanceoladas.
Prados e terrenos relvosos húmidos. Fl. de maio a junho. I.
4. Crepidinae
I Achenios com rostro 1
( Achenios sem rostro 3
[Rostro nascendo do centro d'unia coroa escamosa ou d'entre dentes. Chondrilla L.
(Rostro nú na base 2
[Pedúnculos radicaes Taratvm Hall.
2
(Plantas caulescentes Lactuca L.
Í Achenios comprimidos ou 5-angulares estriados longitudinalmente. . Sonchus L.
Achenios attenuados no ápice e com 6-20 estrias longitudinaes Crepis L.
Achenios attenuados na base e ironcados no vértice 4
(Receptáculo com alvéolos apenas fimbriados Hieracium L.
4
(Receptáculo com longas sedas. Planta cotonosa Andryala L.
Auflryala L.
(Planta bisannual ou perenne ; ligulas amarellas A. inlcgrifolia L.
(Planta annual ; ligulas amarcllo-alaranjadas A. íenui folia DC.
21 XXVI
1
322
A. integrifolia L. Sp. pi. p. 808.
a. CO ry mfcosa Wk. ; A. corymbosa Lamk.; Brot. l, p, 337. —
Cíiule muito ramoso iia parte superior; folhas inferiores
sinuosas,
p. angusii folia DC. — Caule ramoso desde a base; folhas linear-
lanceoladas.
y. sinuala Wk. — Foliias inferiores e medias mais ou menos
sinuoso-denteadas, ou sinuoso, ou roncinado-pinnatifidas.
Terrenos arenosos, pedregosos, estéreis ou ferieis. Fl. de junho a
agosto. I-III.
A. tenuifolia DC. Prodr. VII, p. 245.
Terrenos arenosos e rochas do liltoral, maltas, vinhas. FI. de abril
a junho. I.
Clioiidrilla L.
Ch. juncea L. Sp. pi. p. 796; Brot. I, p. 314.
Campos e terrenos incultos. Fl. de junho a setembro. I-II.
Tara^iLiiiai L.
T. officinale Web. in Wigg. Primit. fl. holsat. p. 56; Brot. I, p. 324.
a. genuinum Koch. — Folhas de verde claro.
[B. lividum Koch. — Folhas um pouco glaucas.
y. alpinum Koch. — Planta pequena; folhas verdes.
Prados e terrenos férteis, relvosos. Fl. de abril a outubro. I-IV.
Soiichiis L.
/
1
[Folhas caulinares com aurículas aciiminadas S. oleraceus L.
( Folhas caulinares amplexicaules i
[Folhas mais on menos divididas, as caulinares com aurículas muito largíis ahra-
çando o caule S. asper Vill.
I Folhas caulinares pouco largas na haso ; capítulos poucos i>. maritimus L.
S. oleraceus L. Sp. pi. p. 794; S. oleraceus, var. laevis Brot. I, p. 316.
a. triangularis Wallr. Sched. crit. p. 832. — Lóbulo terminal
de folha trian*íular ou arredondado e grande.
p. lacerus Wallr. I. c. — Lóbulo terminal egual aos lalcrars.
323
Terras cultivadas, caminhos, muros. Fl. durante quasi todo o anno.
I-IV. — Serralha, Serralha branca ou macia.
S. maritimus L. Syst. X, p. 1192; Brot. I, p. 317.
p. lalifoUus Bisch.
Terrenos húmidos, juncaes. Fl. de julho a agosto. I.
S. asper Vill. Dauph. III, p. 158.
a. inermis Bisch. Beitr. p. 222.
fi. pungens Bisch. 1. c.
Terrenos cultivados. Fl. de junho a outubro. I. — Serralha preta,
espinhosa ou áspera.
S. glaucescens Jord. Obs. fr. V, p. 75, tab. 5.
Terrenos pedregosos, muros. Fl. de maio a julho. I-III.
LiaciíBca L.
l Capilulo com muitas flores Sect. I. Scariola DC.
f Capitulo com poucas (5) flores Scct. II. Phoenixopus Cass.
Sect. I. Scariola DC.
[Capitules quasi rentes em espiga; folhas quasi lineares; rostro do achenio mais
comprido do que este L satigna L.
Capitules pedicellados em pauicula; rostro um pouco menor que o achenio.. i
Í Folhas espinhosas na margem e na nervura dorsal, roncinado-pennatifldas; ligu-
las amarellas L. Scariola L.
Folhas espinhosas na nervura dorsal; folhas inteiras ou sinuosas; escamas do
capilulo e ligulas mais ou menos violáceas L. virosa L.
L. saligna L. Sp. pi. p. 796; Brot. I, p. 316.
Terrenos cultivados, maltagaes, sebes. Fl. de junho a outubro. I.
L. Scariola L. Sp. pi. II; Brot. I, p. 315.
Terreíios cultivados, mnttas, sebes. Fl. de junho a setembro. I-II. —
Alface brava menor.
L. virosa L. Sp. pi. p. 795; Brot. I, p. 315.
Terras férteis, húmidas. Fl. de julho a outubro. I-III. — Alface brava
maior.
■ 9
324
Sect. II, Pboenixopiis Cass.
L. vimiiiea Lk. Eniim. li. Berol. 11, p. 281; Prenaiillies \iminea L.
Sp. pi. p. 797; Choiidrilla viminea Lamk.; Brot. 1, p. 314.
Terrenos estéreis pedregosos. Fl. de julho a outubro. I.
Crcpis L.
[Raiz fibroso-tuberculada ; capítulos solilarios na extremidade do caule; achenios
quasi de 4 faces Sect. II. Aetheorrhiza Cass.
|Raiz fibrosa: capítulos solitários ou em cymeira; achenios um pouco comprimi-
dos 1
'Achenios todos ou pelo menos os do disco rostrados. Sect. I. Barkausia Moench.
1 < Achenios apenas attenuados no ápice Sect. III. Eucrepis DG.
[Achenios nem attenuados nem rostrados Sect. IV. Catonia Moench.
Sect. I. Barkausia Moench.
C. taraxifolia Thuili. FI. paris. p. 409.
p. laciniala Wk. — Folhas basilares sinuado-pinnalifidas, ron-
cinadas ou pinnatipartidas.
y. Haensekri Bss. — Folhas obtusas quasi sempre apenas den-
teadas.
Terras cultivadas, arenosas, caminhos. FI. de maio a julho. I-II. —
Almeirão.
Sect. M. Aetheorrhiza Cass.
C. bulbosa (L.) Tsch. Flora XI, Eng. I, p. 78; Leontodon bidbosum L.
Sp. pi. p. 798; Ilieracium tuberosum Brot. I, [>. 318.
Areias do lilloral e terrenos leves. Fl. de fevereiro a julho. 1. —
Chundrilla de Diuscorides.
Sect. III. Eucrepis DC.
C. virens L. Sp. pi. II; C. lectorum Brot. I, p. 320.
328
». dentala Bisch. — Folhas basilares oblongo-lnnceoladas, den-
teadas.
^. runcinaln Biscli. — Folhas basilares roncinado-pinnalifidas
011 laririiado-pinnaliíidas.
y. pectinala Bisch. — Folhas caulinares pectinato-pinnatipar-
tidas.
S. agresíis Bisch. — Folhiis como em 3- mas capilulos maiores
e caule sempre erecto e robusto.
Prados, terras relvosas. Fl. de abril a outubro. 1 IV.
Saci. IV. Catonia Moench.
C. lamp«anoides Frõl in DC. Prodr. VII, p. 169; llieracium lampsa-
noides Lamark. Dicl.; Brot. I. p. .319.
Prados e matlas húmidas. Fl. de maio a a{^osto. IV-V.
Iflieraeiíiiii L.
|Pi;uilas cstolhosas com folhas viv.is n.i h;iso na cpoca da floração ; aclioiiios pe-
quenos (2 Va) m"i- quando maduros Suhgt-n. i. Pilosella.
[iManlas rhizomalosa.% mas não ostolhos.is; achciiios grandes (.3-'i. V^) mm.
Suligen. II. Archieracium.
Sultgen. I. r*ilosella
Rosula de folhas central estéril; estolhos férteis, 1-4 hastes simples ou forqiu"lha-
d;is ; folhas concolores § Castellaninae.
Rosula central feriil; folhas discolores; haste nua com un^a única flor.
§ Pilosellinae,
S Castellaninae
H. caslellanum Bss. et Reut. Diagn. n." 37; H. sloloniferum lloffgg.
et Link.
a. pilosum Schul. — Escamas do invólucro com longos pellos
brancos nào glandulosos e outros pequenos glandulosos.
p. glandulosmn Schul. — Escamas com pellos curtos glandu-
losos.
Pastagens arenosas. Fl. de julho a outubro. III-V.
326
§ Pilosellinae
H. Pilosella L. Sp. pi. p. 800; Brot. I, p. 318.
Terrenos arenosos, relvosos, fendas de rochas. Fl. de junho a setem-
bro. III-V.
Subgen. II. Arcliieraciu.m
Í Folhas basilares vivas (pliyllopodio) na época da floração A. Aurélia Fr.
Folhas basilares mortas na época da floração B. Accipitrina Fr.
A. Aurélia Fr.
I Plantas escapigeras * Triviaha.
Plantas de caule com folhas ** Vulgata.
* Trivialia
IEslylele amarello; folhas ellipticas de peciolo curto H. cinerascens Jourd
Estylete castanho ou aloirado; folhas cordiformes de longo peciolo.
H. murorwn L.
** Vulgata
Folhas lanceolodas, sinuosas ou inciso-denteadas, as inferiores e basilares atte
nuadas em curto peciolo H. vulgatum Fr.
B. Accipitrina Fr.
[Planta verde vivo; folhas coreaceas ovadas ou ovado-lanceoladas, serrilhadas, as
inferiores attenuadas em peciolo, as superiores semi-ainplexicaules
H. sabaudum L.
I, Planta de verde-pallido; folhas molles oblongo-lanceoladas, denteadas.
H. boreale Fr.
* Trivialia
II. cinerascens Jord. Cat. Grenob. 1849, p. 17; II. murorum líoffgg.
et Link. Fl. Port. II, p. 140.
327
Terrenos relvosos, maltas das regiões altas. Fl. de maio a setembro.
IV-V.
H. murorum L. Sp. pi. p. 802.
Terrenos arenosos, relvosos. Fl. de junho a setembro. IV-V.
** Vulgata
H. vulgatum Fr. Symb. p. 115; H. intybaceum Brot. I, p. 320.
Florestas. Fl. de junho a julho. Ill-V.
B. Accipitrina Fr.
H. sabaudum L. Sp. pi. p. 804; Brot. 1, p. 318.
Terrenos soltos, lloreslas e maltagaes. Fl. de agosto a setembro. I-II.
H. boreale Fr. Symb. p. 190; II. silvaliciim Brot. l, p, 318.
Em terras húmidas, nas maltas de carvalhos. Fl. de agosto a setem-
bro. I-IV.
Júlio Henriques.
328
OBSERVAÇÕES PHAENOLOGICAS
FEITAS NO JARDIM BOTÂNICO DE COIMBRA NO ANNO DE 1910
rou
A. F. Moller
Allit. 89"'; Latil. N. 40»12'; Longit. W. Gren. 8"23'
Acer platanoides
A. pseiido-platatms
Aesculus Hippocastaneum
Ailantlms glandulosa
AInus glulinosa
Aniygdalus commiinis
A. pérsica
Anacamptis pyramidalis
Armeniaca viilgaris
Atropa Belladona
Berberis vulgaris
Belula pubescens
Buxus sempervirens
Calluna vulgaris
Campânula primulaefolia
Cereis siliquastrum
Chelidoniuin niajus
Chrysanthenium leucanthenuim
Cornus mas
C. sanguinea
CoryJus avellana
Crataegus monogyna
Cydonia japonica
C vulgaris
Cytisus Laburnum
Drosophyllum iusitanicnm
Eriça lusitanica
Fagus silvatica
Fragaria vesca
Fraxinus anguslifolia
Gleditschia triacanthus
Gynerium argenteum
Jugians regia
Lagestrofimia indica
Laurus nobilis
Liguslrum vulgare
15.IV
Pi.IV
12.11
29.IV
20.III
iO.IV
l.IV
lo.III
l.III
2i.IV
3.11
7. IV
Primeiras fo-
lhas amarcllas
lO.X
30.x
lo.X
7X1
2.XI
5.XI
2X1
28.X
23.X
Í8.XI
28.x
16.x
24.III
23.XII
2.11
4.111
13.IV
20 III
18.V
lo.V
24X11
20X11
15.VI
17. III
23.11
2.VI
5.111
lO.V
25.III
5.11
29.11
li. IV
20 IV
20.XI
19.11
30.1
25.VIII
14.1V
25.VII
12.111
12.IV
Primeiros fru-
clos maduros
10. IX
22.VII
20.VIII
lO.IX
24.VIII
6.x
8.IX
28.IV
15.IX
18.IX
l.X
15.1X
329
Primeiras
folhas
Lilium candidum
Liriodendron tulipifera
Lonicera etru.sca
L. tatarica
Morus alba
Narcissus Bulbocodium . . .
N. obesus
N. poeticus
N. pseudo-uarcissus
N. Tazzetta
Olea europaea
Ophrys liitea
Philadelphus coronária. . . .
Platanus oriental is
Populus alba
P. canescens ,
P. nigra
Prunus avium
P. domestica
P. Pissardi
P. spiliosa
Pyrus cornmunis
P. nialus
Quercus pednnculata
Ranunculus Ficaria
Robinia pseudaca